Autor: Roberto Neves

  • Licenciamento SP 2026: veículos em SP têm até dezembro para regularizar documentação

    Licenciamento SP 2026: veículos em SP têm até dezembro para regularizar documentação

    Após o encerramento do pagamento do IPVA 2026 em São Paulo — que se encerrou em 23 de maio, exceto para caminhões —, os motoristas paulistas agora devem se preparar para a quitação do licenciamento anual. A taxa, obrigatória para manter o veículo regularizado, tem prazo escalonado de julho a dezembro, conforme o final da placa do veículo.

    Calendário do licenciamento 2026 em SP: prazos por final de placa

    Para veículos de passeio, ônibus, reboques e semirreboques, as datas são:

    • Final 1 e 2: até julho de 2026
    • Final 3 e 4: até agosto de 2026
    • Final 5 e 6: até setembro de 2026
    • Final 7 e 8: até outubro de 2026
    • Final 9: até novembro de 2026
    • Final 0: até dezembro de 2026

    Já para caminhões, o cronograma é diferente:

    • Final 1 e 2: até setembro de 2026
    • Final 3, 4 e 5: até outubro de 2026
    • Final 6, 7 e 8: até novembro de 2026
    • Final 9 e 0: até dezembro de 2026

    Como antecipar e regularizar o licenciamento?

    Para quitar o licenciamento, o proprietário deve estar quite com o IPVA 2026 e não possuir multas de trânsito pendentes. O pagamento pode ser feito em bancos conveniados, utilizando o número do Renavam. Após a quitação, o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) digital é emitido automaticamente, dispensando a necessidade de impressão.

    É fundamental atentar-se ao calendário, uma vez que circular com o licenciamento atrasado acarreta multas e pontos na carteira de motorista. A irregularidade também impede a realização de vistorias ou transferências de propriedade.

    Valor da taxa de licenciamento em 2026: o que muda?

    A Secretaria da Fazenda de São Paulo ainda não divulgou o valor exato da taxa para 2026, mas historicamente o valor é reajustado anualmente, geralmente alinhado à inflação. Em 2025, por exemplo, o licenciamento custou cerca de R$ 120 para veículos de passeio. Recomenda-se consultar o site oficial do Detran-SP para obter o valor atualizado antes do início do pagamento.

  • Honda Biz 2027 chega com rodas de liga e pneus sem câmara; veja preços e novidades

    Honda Biz 2027 chega com rodas de liga e pneus sem câmara; veja preços e novidades

    A Honda atualizou sua linha 2027 da Biz 125, reforçando o apelo do modelo no competitivo segmento de cubs urbanas. A principal inovação chega na versão de entrada ES, que abandona as rodas de aço convencionais para adotar rodas de liga leve com pneus sem câmara (tubeless).

    Segurança e praticidade ganham destaque na ES

    A adoção dos pneus sem câmara na Biz 125 ES representa um salto qualitativo, já que o sistema tubeless reduz a perda de pressão em caso de furo e simplifica reparos sem a necessidade de desmontagem completa da roda. Essa tecnologia, já presente na versão topo de linha EX, agora democratiza a segurança em uma faixa de preço mais acessível.

    A EX mantém tradição com novos tons e flexibilidade

    Enquanto a ES se destaca pela inovação técnica, a versão EX aposta em estilo: a Honda introduziu novas opções de cores para 2027, mantendo a flexibilidade do conjunto mecânico. No entanto, a ES — agora restrita a duas opções de pintura (apenas uma inédita) — segue como a porta de entrada para quem busca custo-benefício sem abrir mão da confiabilidade.

    Biz 125: ainda rainha das ruas brasileiras

    A Biz continua a liderar as vendas de motocicletas no Brasil, alternando com a Honda Pop 110i como vice-líder em emplacamentos. Com a chegada da linha 2027, a marca reforça seu compromisso com atualizações constantes, equilibrando inovação e acessibilidade em um mercado cada vez mais exigente.

  • Japão mira Mercosul: acordo pode derrubar preços de carros japoneses na América do Sul

    Japão mira Mercosul: acordo pode derrubar preços de carros japoneses na América do Sul

    Em um movimento que pode redefinir o mercado automotivo sul-americano, o Japão anunciou a intenção de iniciar em junho as negociações de um acordo de parceria econômica com o Mercosul. A proposta central é a redução de tarifas para importação de carros e autopeças japonesas, uma estratégia para aumentar a competitividade das montadoras locais frente ao recente acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

    O jogo de xadrez comercial por trás da iniciativa

    Para o Japão, o acordo não se limita ao setor automotivo. O país busca equilibrar a balança comercial após o tratado Mercosul-UE, que já privilegia produtos europeus no bloco. Além disso, a parceria estratégica inclui acesso a recursos energéticos e minerais críticos — como lítio e terras raras —, essenciais para a cadeia de produção de veículos elétricos e tecnologias avançadas. A Toyota, Honda e Nissan, gigantes do setor, figuram como potenciais maiores beneficiadas pela redução de custos.

    Um passo em meio a pressões globais

    A iniciativa deve ser anunciada durante a cúpula do G7, na França, em um momento em que o Japão reforça sua presença em mercados emergentes. A estratégia faz parte de um plano mais amplo para diversificar suas exportações e reduzir a dependência de parceiros tradicionais, como a China e os Estados Unidos. Para o Mercosul, além da atração de investimentos, a redução de tarifas poderia tornar os veículos japoneses mais acessíveis aos consumidores sul-americanos — um movimento que poderia pressionar a indústria local a modernizar sua produção.

  • Desemprego sobe para 5,8% em abril de 2026: 6,3 milhões buscam trabalho sem sucesso

    Desemprego sobe para 5,8% em abril de 2026: 6,3 milhões buscam trabalho sem sucesso

    O Brasil encerrou o mês de abril de 2026 com uma taxa de desemprego de 5,8%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026. O indicador representa um crescimento de 0,4 ponto percentual em comparação ao trimestre terminado em janeiro de 2026, quando a taxa era de 5,4%.

    Mais de 6 milhões de brasileiros sem trabalho

    No período analisado, 6,3 milhões de pessoas estavam desempregadas, um aumento de 471 mil em relação ao trimestre encerrado em março de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a taxa era de 6,6%, houve uma melhora de 0,8 ponto percentual. No entanto, o cenário ainda preocupa, especialmente diante da estagnação econômica e da lenta recuperação do mercado de trabalho.

    Pressão sobre o mercado de trabalho

    A alta de 8% na população desocupada em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 — quando havia 5,9 milhões de pessoas sem emprego — reforça a fragilidade do atual ciclo de recuperação. Analistas destacam que, embora o número absoluto de empregos formais tenha avançado em setores como serviços e comércio, a informalidade e a precarização do trabalho ainda são desafios estruturais.

  • Senado pode aprovar PEC que reduz jornada para 40h semanais e extingue escala 6×1

    Senado pode aprovar PEC que reduz jornada para 40h semanais e extingue escala 6×1

    A Câmara dos Deputados deu um passo histórico na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, ao aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que promete redefinir a relação entre trabalho e descanso no Brasil. A medida, que agora segue para o Senado, elimina a escala 6×1 — que prevê seis dias de trabalho seguidos por um de folga — e estabelece a obrigatoriedade de dois dias consecutivos de descanso por semana, além de reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer corte salarial.

    Transição gradual e exceções: o que muda e quem fica de fora

    Para facilitar a adaptação das empresas, a PEC prevê um período de transição de até 14 meses. Nesse intervalo, a legislação atual continuará em vigor, permitindo que empregadores e trabalhadores se organizem. Contudo, há grupos que não serão abrangidos pela nova regra: os terceirizados da administração pública, por exemplo, não terão direito à redução da jornada ou aos dois dias de folga obrigatórios.

    Compensações e flexibilizações: como as empresas podem se adequar

    Embora a proposta mantenha a média de duas folgas remuneradas por semana — obrigatoriamente gozadas no mesmo mês —, ela abre brechas para compensações em casos específicos. Trabalhadores em setores com jornadas especiais, como o de segurança privada ou saúde, poderão ter seus sábados ou domingos compensados, desde que a média de descanso seja respeitada. Além disso, profissionais com diploma de ensino superior que recebem salários iguais ou superiores a R$ 21.188,87 (valor de 2026) poderão negociar diretamente com seus empregadores a manutenção da escala 5×2, sem a redução de jornada.

    Impacto econômico e reações: o que dizem especialistas

    A aprovação da PEC na Câmara já acendeu debates sobre seus efeitos no mercado de trabalho. Enquanto sindicatos comemoram a conquista de mais qualidade de vida, setores como o comércio e a indústria alertam para possíveis aumentos de custos operacionais. Segundo economistas ouvidos pela imprensa, a medida pode gerar um impacto positivo no consumo, uma vez que trabalhadores terão mais tempo livre para gastar, mas também pressionar os preços em setores que dependem de mão de obra intensiva. O Senado, agora, terá a palavra final — e a decisão deve influenciar não apenas a vida de milhões de brasileiros, mas também a dinâmica econômica do país.

  • Lula comemora alta do IDH e aposta em empregos verdes com transição energética do Brasil

    Lula comemora alta do IDH e aposta em empregos verdes com transição energética do Brasil

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou, em entrevista nesta quarta-feira, 27 de maio de 2026, a melhora do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, divulgada recentemente pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O indicador, que considera renda, educação e expectativa de vida, reflete avanços sociais alcançados nos últimos anos.

    Durante o bate-papo ao Jornal do Amazonas, em Manaus, Lula não apenas celebrou o feito, mas traçou um horizonte otimista para o futuro: a geração de empregos impulsionada por investimentos externos em energia limpa. Segundo ele, o Brasil ocupa posição de destaque no processo de transição energética global, aproveitando seu potencial para atrair empresas interessadas em fontes renováveis.

    IDH em ascensão: o que mudou?

    O IDH brasileiro subiu em 2026, refletindo melhorias em áreas como educação — com aumento de matrículas e redução da evasão escolar — e expectativa de vida, impulsionada por políticas públicas de saúde. A renda per capita também apresentou crescimento, embora ainda enfrente desafios estruturais.

    Empregos verdes: a aposta do governo

    Lula destacou que o país se tornou um player estratégico na transição energética, atraindo investimentos estrangeiros em setores como eólica, solar e biocombustíveis. “O Brasil não é só um celeiro de alimentos, mas também de energia limpa”, afirmou. Projeções do governo indicam que esses investimentos podem gerar milhares de vagas em cadeias produtivas sustentáveis, desde a fabricação de painéis solares até a manutenção de parques eólicos.

    Visibilidade aos invisíveis: o discurso de Lula

    Em tom pessoal, o presidente reiterou que, em seu governo, os mais pobres deixaram de ser “invisíveis”. “A luta para melhorar a vida do povo não é fácil, uma vez que pobres nesse país sempre foram tratados como invisíveis. No meu governo, eles são visíveis. É por isso que eu estou feliz”, declarou. A fala reforça a narrativa de que políticas sociais — como o Bolsa Família reformulado e programas de habitação — foram decisivas para o avanço do IDH.

    Críticos questionam ritmo das mudanças

    Apesar dos avanços, analistas ponderam que o Brasil ainda precisa enfrentar desigualdades regionais e gargalos em infraestrutura para sustentar o crescimento do IDH a longo prazo. “Os números são positivos, mas a desigualdade na distribuição de renda e acesso a serviços básicos persiste em estados do Norte e Nordeste”, pontua economista ouvido pela reportagem.

  • Bombeiros de SC vencem lama em operação de resgate: cavalo é salvo após 700 metros de percurso

    Bombeiros de SC vencem lama em operação de resgate: cavalo é salvo após 700 metros de percurso

    Missão em terreno alagado: bombeiros driblam lama para salvar equino

    A última quarta-feira (27) foi marcada por uma operação de resgate desafiadora na Servidão Ernani Souza, bairro Vargem Grande, em Florianópolis (SC). Um cavalo macho de pequeno porte ficou preso em um lamaçal denso, exigindo dos bombeiros militares do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) a aplicação de técnicas de salvamento terrestre com cordas para içar o animal em segurança.

    Sem veículos, com criatividade: o plano B do resgate

    Impossibilitados de usar viaturas devido à instabilidade do terreno, a guarnição precisou improvisar. A solução veio com o uso de cordas para retirada do cavalo do lamaçal, seguido pelo transporte em uma lona de salvamento. O percurso de 700 metros, feito por entre vegetação nativa e solo encharcado, exigiu esforço físico e precisão dos militares.

    Cuidados pós-resgate e responsabilidade compartilhada

    Após a remoção da lama e a estabilização do animal, os bombeiros carregaram o cavalo até um ponto com acesso viário. O equino permaneceu sob os cuidados da equipe até a chegada do órgão municipal responsável pelo encaminhamento, garantindo que o resgate fosse concluído com segurança e responsabilidade.

  • Búfalo albino ‘Trump’ vira fenômeno viral em Bangladesh e foge do abate ritual

    Búfalo albino ‘Trump’ vira fenômeno viral em Bangladesh e foge do abate ritual

    Na última quarta-feira (21/05/2026), um búfalo albino de quase 700 kg chamado ‘Trump’ — apelido dado por causa do topete claro que lembra o penteado do ex-presidente dos Estados Unidos — se tornou o centro das atenções em Bangladesh. O animal, que seria abatido durante o Eid al-Adha, uma das principais celebrações islâmicas, escapou do destino após uma enxurrada de vislumbramentos nas redes sociais e a pressão da população.

    Do abate ritual à celebridade nacional

    O búfalo havia sido comprado para o sacrifício ritual, prática comum durante o Eid al-Adha, quando milhões de animais são abatidos em homenagem ao profeta Abraão. No entanto, vídeos do animal — conhecido por sua aparência rara e comportamento dócil — começaram a circular na internet, atraindo multidões à fazenda onde ele estava. A comoção pública levou o ministro do Interior de Bangladesh, Salahuddin Ahmed, a intervir pessoalmente.

    Intervenção governamental e transferência para o zoológico

    Em decisão inédita, o governo determinou que o búfalo fosse poupado do abate, o comprador original recebeu reembolso, e o animal foi realocado para o Zoológico Nacional de Dhaka. A medida não apenas evitou um sacrifício controverso, como também transformou ‘Trump’ em uma espécie de celebridade local, com visitantes se deslocando até a propriedade apenas para vê-lo de perto.

    Por que o caso ganhou dimensão global?

    A história ressoa não só pela raridade do animal — albinos são extremamente incomuns em búfalos — mas também pela ironia do apelido. Enquanto o nome ‘Trump’ evoca divisões políticas nos EUA, no contexto bangladeshiano, ele se tornou um símbolo de resistência contra práticas tradicionais vistas como cruéis. Especialistas em bem-estar animal já classificam o episódio como um marco para o ativismo digital em países onde sacrifícios rituais ainda são amplamente praticados.

  • Volvo escapa de restrições dos EUA mesmo com tecnologia chinesa da Geely

    Volvo escapa de restrições dos EUA mesmo com tecnologia chinesa da Geely

    A Volvo, tradicional fabricante sueca controlada pelo conglomerado chinês Geely, conseguiu uma brecha legal para manter suas operações nos Estados Unidos, mesmo utilizando tecnologia desenvolvida na China em seus veículos elétricos e conectados. A autorização, concedida em 28 de maio de 2026 pelo Office of Information and Communications Technology and Services (ICTS), permite que a empresa continue importando e comercializando seus modelos no mercado norte-americano, que passou a impor regras mais rígidas contra componentes de origem chinesa.

    Geely fornece tecnologia, mas regulação não atinge a Volvo

    Embora a Volvo não seja uma empresa chinesa, o controle acionário da Geely garante acesso a toda a cadeia tecnológica desenvolvida no país asiático. Modelos elétricos recentes, como o XC60 e o XC70, são fabricados na China e equipados com sistemas digitais avançados produzidos lá. No entanto, diferentemente de outras montadoras estrangeiras que enfrentam barreiras, a Volvo obteve uma autorização específica após um processo junto ao Departamento de Comércio dos EUA, evitando a interrupção de suas vendas no maior mercado automotivo do mundo.

    Autorização temporária ou estratégica?

    Em comunicado oficial, a Volvo afirmou que a licença concedida pelo ICTS permitirá a continuidade de seus planos de crescimento nos EUA. A empresa não detalhou a duração da autorização, mas a decisão sinaliza que Washington pode estar avaliando casos específicos, especialmente quando há interesses estratégicos em jogo. Analistas sugerem que a montadora sueca pode ter apresentado argumentos convincentes sobre a origem de seus componentes ou sobre a impossibilidade de substituir rapidamente fornecedores chineses.

    Consequências para o setor automotivo

    A decisão da Volvo contrasta com o cenário de restrições cada vez mais frequentes impostas pelo governo norte-americano a tecnologias estrangeiras, sobretudo aquelas vinculadas a empresas chinesas. Enquanto gigantes como a Tesla e a Ford enfrentam dificuldades para integrar softwares e hardwares chineses em seus veículos, a Volvo conseguiu se posicionar como uma exceção. O episódio levanta dúvidas sobre a aplicação uniforme das regras e pode servir de precedente para outras montadoras que dependem de cadeias globais de fornecimento.

  • Justiça de Goiás condena Banco do Brasil por venda casada de seguros em crédito rural e determina restituição em dobro

    Justiça de Goiás condena Banco do Brasil por venda casada de seguros em crédito rural e determina restituição em dobro

    Venda casada em crédito rural: Justiça de Goiás anula prática do Banco do Brasil

    Na última quarta-feira (21/05), a 1ª Vara Judicial da Comarca de Itapuranga, em Goiás, proferiu decisão histórica que condena o Banco do Brasil por venda casada de seguros em operações de crédito rural. A prática, considerada abusiva, obrigava produtores a contratar apólices vinculadas ao próprio conglomerado bancário para obter financiamentos agrícolas, sem alternativa de escolha ou recusa.

    R$ 102 mil restituídos em dobro e indenização por danos morais

    O caso julgado envolve um produtor rural que, ao buscar custeio para sua atividade agrícola, teve a liberação dos recursos condicionada à contratação compulsória de seguros do Banco do Brasil. Durante anos, descontos automáticos na conta do cliente somaram mais de R$ 102 mil — valores agora determinados a serem restituídos em dobro, conforme decisão judicial. Além disso, o banco foi condenado a pagar R$ 10 mil por danos morais ao produtor, cujos recursos foram comprometidos pela prática ilegal.

    Impacto da decisão para o setor agropecuário

    A sentença reforça a jurisprudência contra práticas abusivas em operações bancárias para o agronegócio, setor crucial para a economia brasileira. Especialistas destacam que a decisão pode abrir precedentes para outros produtores que sofreram com cobranças indevidas, além de impor limites à atuação de instituições financeiras em negociações com o campo. O advogado do produtor celebrou a decisão como um “marco na defesa dos direitos do produtor rural”.

    Banco do Brasil ainda pode recorrer

    Em nota, o Banco do Brasil afirmou que “analisa as medidas cabíveis para recorrer da decisão”, mas não detalhou estratégias. A instituição não se pronunciou sobre eventuais mudanças em suas políticas de crédito rural. A Justiça de Goiás, no entanto, deixou claro que as instituições financeiras não podem impor seguros ou outros serviços como condição para liberação de financiamentos, sob pena de nulidade contratual e penalidades.