Categoria: Backstage Geek

  • Jetour T2 4×4 chega em 2026 com mais de 600 cv e preço alinhado ao Tank 300

    Jetour T2 4×4 chega em 2026 com mais de 600 cv e preço alinhado ao Tank 300

    Aposta da Jetour: transformar o T2 4×4 em um SUV de alta performance

    Em junho de 2026, a Jetour confirmou que expandiria o portfólio do T2 com uma versão 4×4, mas até então não havia revelado detalhes sobre as mudanças técnicas. Agora, a exclusividade da Motor1.com Brasil mostra que a aposta vai além da tração integral: trata-se de um conjunto motriz inteiramente repensado, com nova calibração, bateria de maior capacidade e transmissão híbrida DHT.

    Potência recorde e preço agressivo: a estratégia para competir com o Tank 300

    Atualmente, o Jetour T2 é oferecido em duas versões — Advance (R$ 289.900) e Premium (R$ 299.900) — ambas com um motor 1.5 turbo DOHC de 135 cv e 20,4 kgfm. A nova configuração 4×4, no entanto, promete superar modelos esportivos como Porsche, graças a uma potência combinada superior a 600 cv — um salto considerável frente aos 320 cv do sistema híbrido atual.

    A expectativa da marca é lançar o modelo por R$ 349.990, posicionando-o na mesma faixa do GWM Tank 300 (R$ 342.000). A estratégia é clara: disputar diretamente o nicho de SUVs premium off-road, onde a concorrência já é acirrada.

    Bateria ampliada e transmissão DHT: o que muda tecnicamente?

    Na versão atual, o Jetour T2 conta com dois motores elétricos (102 cv e 122 cv) e uma bateria de 26,7 kWh, gerenciados pela transmissão híbrida DHT de três marchas. A nova versão 4×4, por outro lado, deve incorporar uma bateria de maior capacidade — ainda não especificada — e uma nova calibração do sistema elétrico e térmico, potencializando a entrega de potência.

    O resultado é um SUV que, além de prometer desempenho superior ao de muitos esportivos, ainda mantém um preço competitivo frente a rivais como o Tank 300. Com lançamento previsto ainda para 2026, a Jetour busca consolidar sua presença no mercado brasileiro de veículos premium.

  • Mitsubishi Lancer 1600 GSR: como um sedã japonês se tornou lenda dos ralis

    Mitsubishi Lancer 1600 GSR: como um sedã japonês se tornou lenda dos ralis

    O nascimento de um ícone: do Colt Galant ao Lancer

    Em 1973, a Mitsubishi deu um salto estratégico ao substituir o Colt Galant pelo Lancer, não apenas com um novo nome, mas com uma transformação profunda. O modelo herdou a estrutura monobloco rígida do antecessor — uma característica rara para a época —, mas ganhou linhas mais agressivas e uma frente mais pronunciada, sinalizando uma ambição além do segmento de sedãs familiares. Essa decisão marcou o início de uma trajetória que uniria esporte e engenharia de forma indelével.

    Ralis: a prova de fogo que escreveu a história

    O Lancer 1600 GSR, lançado logo em seguida, não demorou a mostrar seu potencial. Em 1974, o modelo cravou vitórias memoráveis no 8º Southern Cross Rally e no Safari Rally, provando que um carro de rua podia ser uma máquina de competição. Esses triunfos não foram meros acasos: a engenharia monobloco e o motor 1.6L aprimorado ofereciam resistência e desempenho, características que atraíram pilotos e fãs ao redor do mundo.

    Do GSR ao Evolution: a evolução de uma lenda

    A trajetória do Lancer no universo do automobilismo não parou por aí. Sua base técnica evoluiu gradualmente, culminando no Mitsubishi Lancer Evolution — uma linha de modelos que, entre 1992 e 2015, se tornou sinônimo de rali e desempenho. O Evo não só manteve a herança do 1600 GSR, como a levou a outro patamar, com tração integral, motores turboalimentados e uma legião de seguidores. Sua produção só cessou em 2015, após mais de duas décadas de glórias, mas seu legado persiste como um dos maiores símbolos da indústria automotiva japonesa.

    O fim de uma era e o que fica para sempre

    O encerramento da linha Evolution em 2015 não foi apenas o fim de um modelo, mas o fechamento de um capítulo da história do automobilismo. O Lancer 1600 GSR e sua linhagem representam um período em que os carros de rua e os de competição caminhavam lado a lado, impulsionando inovações que depois se disseminaram para toda a indústria. Hoje, colecionadores e entusiastas ainda celebram essas máquinas, não só pelo que foram, mas pelo que permitiram que viesse depois.

  • Caminhão de Amado Batista invade casas em Goiânia após desgovernar em marcha à ré

    Caminhão de Amado Batista invade casas em Goiânia após desgovernar em marcha à ré

    Acidente causou pânico em bairros residenciais

    Na última quinta-feira (9 de julho), um caminhão registrado em nome do cantor Amado Batista desceu desgovernado de marcha à ré pela Rua Campina Grande, no Jardim Novo Mundo, em Goiânia, e invadiu duas casas e uma barbearia. O incidente, registrado por volta das 14h30, gerou susto entre moradores, mas não deixou feridos, segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás.

    Veículo era usado em serviços da granja leiteira do artista

    A assessoria do cantor confirmou que o caminhão pertence ao artista e é empregado na prestação de serviços para sua granja leiteira. A equipe já teria entrado em contato com os proprietários dos imóveis atingidos para oferecer assistência.

    Motorista relata falta de controle do veículo

    De acordo com o depoimento do condutor aos bombeiros, o caminhão teria se deslocado sozinho após ser estacionado em frente à sua casa. O sistema de freio, segundo ele, teria falhado, permitindo que o veículo ganhasse velocidade em movimento contrário. O Corpo de Bombeiros informou que, ao chegarem, o caminhão já estava parado após a colisão, com danos materiais significativos às propriedades atingidas.

    Investigações e possíveis responsabilidades

    Os Bombeiros não detalham se há indícios de negligência no caso, mas o acidente levanta questionamentos sobre a manutenção dos veículos usados pelo artista. A Polícia Militar de Goiás não se pronunciou até o momento sobre a abertura de inquérito para apurar as causas do incidente.

  • Lucas Lucco inova ao cruzar rock com piseiro e brilha em semana de lançamentos globais

    Lucas Lucco inova ao cruzar rock com piseiro e brilha em semana de lançamentos globais

    O domingo, 12 de julho de 2026, entrou para a história da música brasileira como um marco de inovação quando Lucas Lucco, conhecido por seu repertório sertanejo, apresentou ao público um projeto audacioso: um álbum de rock em versão piseiro. A iniciativa não apenas destacou o artista no GiroPop, mas também demonstrou como os limites entre gêneros musicais estão cada vez mais tênues.

    Fusão de gêneros: quando o peso do rock encontra a batida do piseiro

    A mistura entre rock e piseiro, dois universos musicais aparentemente distantes, revelou-se surpreendentemente harmônica. Enquanto o rock traz guitarras potentes e uma atitude rebelde, o piseiro encanta com sua dança contagiante e raízes nordestinas. Lucas Lucco não apenas abraçou essa dicotomia, como a transformou em um fenômeno, atraindo tanto fãs de rock quanto de música sertaneja.

    Lucas Lucco brilha ao lado de gigantes internacionais no GiroPop

    O sucesso da empreitada do sertanejo goiano não passou despercebido. Na mesma semana, o GiroPop destacou outros lançamentos que fugiram do convencional: Ne-Yo mergulhou no country, enquanto os Rolling Stones apresentaram seu mais novo álbum de estúdio. Enquanto a banda britânica manteve sua assinatura clássica, Ne-Yo demonstrou versatilidade ao explorar um gênero menos associado ao R&B. A semana, portanto, não foi apenas sobre lançamentos, mas sobre a quebra de padrões.

    Por que artistas brasileiros apostam em cruzamentos musicais?

    A tendência de misturar gêneros não é nova, mas ganha força em um cenário onde o público busca experiências cada vez mais diversificadas. Para Lucas Lucco, a estratégia representa uma forma de renovar sua imagem e alcançar novos ouvintes. Em um mercado cada vez mais competitivo, a inovação se torna uma ferramenta essencial para se destacar. Afinal, em tempos de playlists personalizadas e algoritmos que ditam preferências, surpreender é a chave para conquistar espaço.

  • De Tomaso Pantera: o superesportivo ítalo-americano que marcou a história do automobilismo

    De Tomaso Pantera: o superesportivo ítalo-americano que marcou a história do automobilismo

    Corria o ano de 1970 quando a modesta De Tomaso, fundada pelo argentino Alejandro De Tomaso em Modena — território da Ferrari — apresentou ao mundo um dos superesportivos mais icônicos da história: o Pantera. Com um design agressivo assinado por Giorgetto Giugiaro e um motor Ford V8 351 Cleveland de 310 cv, o carro não apenas conquistou pistas como se tornou um símbolo de inovação mecânica e estilo italiano.

    Da Maserati à Ford: a trajetória que moldou o Pantera

    Antes do Pantera, De Tomaso já colecionava audácias. O argentino, que chegou a competir na Fórmula 1, começou sua carreira construindo chassis para competição, inicialmente com motores Maserati. O primeiro modelo de rua, o Vallelunga (1963), já trazia a assinatura Ford — um motor 1.5 do Cortina. Em 1966, o Mangusta, desenhado por Giugiaro, consolidou a parceria com a Ford, mas foi com o Pantera que o sonho se tornou realidade.

    Motor V8 Ford: o coração selvagem por trás do mito

    O Pantera herdou do Ford Mustang um dos motores mais lendários da indústria: o V8 351 Cleveland, conhecido por sua robustez e som inconfundível. Com 5.8 litros e 310 cv, o bloco não só entregava desempenho — 0 a 100 km/h em cerca de 5 segundos — como também garantia confiabilidade, um diferencial em uma época de mecânicas temperamentais. A parceria com a Ford não se limitou ao motor: a montadora americana até chegou a vender o Pantera em suas concessionárias nos EUA, um feito raro para uma marca italiana.

    23 anos de evolução: do berço italiano ao mundo

    Produzido até 1993, o Pantera passou por atualizações significativas ao longo de sua vida comercial. O modelo original, o L, já impressionava, mas foi com o GTS (1972) que o carro ganhou melhorias aerodinâmicas e mecânicas. Versões como o GT5 e GT5-S refinaram ainda mais o pacote, com motores mais potentes e interiores luxuosos para a época. Ao todo, cerca de 7.260 unidades foram produzidas, uma marca respeitável para um esportivo de nicho.

    Legado: por que o Pantera ainda emociona?

    Hoje, mais de 50 anos após seu lançamento, o De Tomaso Pantera é um dos superesportivos mais cobiçados do mercado de colecionadores. Seu design atemporal, combinado ao DNA Ford e à alma italiana, criaram um carro que transcendeu sua época. Pilotos e entusiastas ainda se referem à experiência de dirigir um Pantera como visceral — uma mistura de ruído do V8, precisão italiana e adrenalina pura. Para muitos, ele não foi apenas um carro: foi a prova de que a paixão pela engenharia pode superar barreiras geográficas e culturais.

  • O Fiat 147 chassi 0000001: a incrível história do primeiro carro fabricado no Brasil e sua recusa milionária

    O Fiat 147 chassi 0000001: a incrível história do primeiro carro fabricado no Brasil e sua recusa milionária

    Um marco da indústria nacional completou meio século na última segunda-feira, 9 de julho de 1976, quando o chassi número 0000001 do Fiat 147 foi finalizado na recém-inaugurada fábrica de Betim, em Minas Gerais. O modelo 147 L prata, equipado com motor 1.050 cm³ a gasolina, não apenas inaugurou a produção automobilística da Fiat no Brasil, como também se tornou um ícone disputado.

    Da fábrica ao Salão do Automóvel: a trajetória de um pioneiro

    O primeiro exemplar do Fiat 147 não ficou guardado nos arquivos da marca. Após ser exibido no Salão do Automóvel de 1976, em São Paulo, o carro foi doado à Associação Brasileira de Revendedores Autorizados de Veículos (Abrave) — entidade que deu origem à atual Fenabrave. No entanto, a Abrave não permaneceu com o veículo: o 0000001 foi sorteado entre concessionários e, eventualmente, chegou às mãos de um proprietário particular no Rio de Janeiro.

    A oferta milionária e a decisão que surpreendeu a Fiat

    Por décadas, o chassi 000001 do Fiat 147 manteve-se como uma raridade. Em 2025, a Fiat realizou uma avaliação do veículo e ofereceu ao dono atual a quantia de R$ 500 mil — valor considerado baixo por especialistas, que estimam o exemplar em até R$ 1 milhão ou mais. Para surpresa da montadora, o proprietário recusou a oferta, mantendo o carro como um tesouro particular.

    Onde está o Fiat 147 mais valioso do mundo hoje?

    Detalhes sobre o paradeiro atual do veículo são mantidos em sigilo por seu dono. Sabe-se apenas que o exemplar permanece em perfeitas condições, com documentação original e histórico preservado. Especialistas em automóveis clássicos consideram o chassi 000001 o Fiat 147 mais valioso do mundo, não apenas por sua raridade, mas pela história que carrega: o nascimento da indústria automotiva brasileira.

  • Ferrari Luce 0: chassi histórico de R$ 6 milhões será leiloado na Monterey Car Week

    Ferrari Luce 0: chassi histórico de R$ 6 milhões será leiloado na Monterey Car Week

    Um ícone elétrico com pedigree único

    A Ferrari Luce 0 não é apenas o primeiro exemplar de seu modelo elétrico: é um marco histórico. Com chassi número 0 e acabamento Tailor Made desenvolvido em parceria com o Ferrari Design Studio, este gran turismo combina inovação tecnológica com exclusividade artesanal. A pintura Madreperla Semi-Gloss, com reflexos iridescentes que transitam entre verde e roxo conforme a luz, transforma a carroceria em uma obra de arte móvel, ideal para colecionadores dispostos a pagar um prêmio pelo pioneirismo.

    Leilão beneficente com apelo global

    A Monterey Car Week, tradicional evento de alta classe em agosto de 2026, será o palco da venda do exemplar. Sem preço mínimo, a expectativa é que ultrapasse US$ 1,1 milhão (cerca de R$ 6 milhões na cotação de 11 de julho de 2026), um valor condizente com a raridade do modelo. Todo o montante arrecadado será revertido para a Ferrari Foundation, que financia iniciativas como o futuro centro educacional M-TECH Alfredo Ferrari, em Maranello, e projetos nos Estados Unidos.

    Mais que um carro: um legado em movimento

    Esta não é apenas uma transação comercial, mas uma celebração da inovação. A Ferrari Luce 0 representa a transição da marca para a era elétrica, mantendo o DNA de luxo e performance que a consagrou. Para a montadora, o leilão não só reforça seu compromisso social, mas também posiciona a Luce como um símbolo de futuro — e de exclusividade instantânea. Colecionadores e entusiastas terão até agosto para decidir: será este o exemplar que redefinirá o mercado de supercarros elétricos?

  • Fang Cheng Bao lança BYD Shark como picape de luxo na China: o que muda?

    Fang Cheng Bao lança BYD Shark como picape de luxo na China: o que muda?

    A estratégia de luxo da BYD na China com a Fang Cheng Bao Shark

    A BYD surpreendeu ao anunciar que sua picape Shark, originalmente projetada para mercados externos, será comercializada na China como Fang Cheng Bao Shark. A decisão reflete uma mudança estratégica da fabricante chinesa, que optou por posicionar o modelo como um utilitário off-road de luxo, em vez de um veículo utilitário tradicional.

    Segundo registros do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT), o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2026, data que coincide com a homologação oficial do veículo no país. A estratégia busca atrair consumidores chineses que valorizam design robusto, tecnologia híbrida e alto desempenho, segmentos que a Fang Cheng Bao — divisão premium da BYD — tem como foco.

    Design e tecnologia: o que permanece e o que muda?

    Apesar da nova marca e posicionamento, a Fang Cheng Bao Shark mantém a essência visual da picape BYD vendida no Brasil. O design agressivo, com faróis verticais e faixas de LED que integram a grade frontal, continua intacto. A plataforma híbrida DMO, responsável por 437 cavalos de potência combinada, também é preservada, garantindo desempenho superior tanto em estradas quanto em trilhas.

    As dimensões imponentes do modelo — incluindo capacidade de reboque e robustez estrutural — são mantidas, reforçando seu apelo para quem busca um veículo versátil sem abrir mão do luxo. A BYD, ao transferir a Shark para a Fang Cheng Bao, sinaliza que o mercado chinês de picapes está evoluindo para um público mais exigente, disposto a pagar por exclusividade e inovação tecnológica.

    Impacto no mercado brasileiro e perspectivas futuras

    Para o Brasil, onde a BYD Shark já é comercializada, a chegada da versão chinesa como Fang Cheng Bao não deve representar competição direta, uma vez que a estratégia de preço e público-alvo são distintos. No entanto, a manutenção do design e da plataforma híbrida pode indicar que a BYD está consolidando a Shark como uma linha global, com adaptações conforme o mercado.

    Com o lançamento previsto para o segundo semestre de 2026, a Fang Cheng Bao Shark chega para disputar espaço com modelos premium como a GMC Hummer EV e a Rivian R1T, ambos já consolidados no nicho de picapes elétricas e híbridas de luxo. A BYD, assim, reforça sua ambição de se tornar uma referência não apenas em veículos elétricos, mas também em soluções híbridas de alto desempenho.

  • Hatches batem recorde em junho: BYD Dolphin lidera e Hyundai i20 entra no Top10

    Hatches batem recorde em junho: BYD Dolphin lidera e Hyundai i20 entra no Top10

    BYD Dolphin Mini domina o segmento com folga

    O hatch mais vendido do Brasil em junho foi o BYD Dolphin Mini, com 6.457 unidades emplacadas, mantendo a liderança pelo terceiro mês consecutivo. As vendas triplicaram em relação a junho de 2025 (1.908 unidades), e o modelo já acumula 35.674 unidades no ano — uma vantagem de mais de duas mil unidades sobre o Fiat Mobi, segundo colocado.

    Híbridos e elétricos impulsionam crescimento do segmento

    O crescimento de 29,8% nas vendas de hatches em junho (66.219 unidades) reflete a popularização de modelos como o BYD Dolphin Mini, que representa 39,93% do total de emplacamentos do segmento. Enquanto os compactos tradicionais, como o Renault Kwid (4.616 unidades) e o Fiat Mobi (5.073 unidades), registram quedas superiores a 20% em relação a junho de 2025, os elétricos e híbridos ganham espaço no mercado brasileiro.

    Hyundai i20 estreia no Top10 e sinaliza tendência

    A entrada do Hyundai i20 no Top10 de hatches emplacados em junho (dados da Fenabrave) reforça a diversificação do segmento, com consumidores buscando opções mais modernas e tecnológicas. O modelo, ainda não detalhado nos dados específicos de junho, aparece em posição destacada no acumulado de 2026, indicando um movimento de atualização da frota nacional.

    Comparativo mensal e anual: quem ganha e quem perde

    Na comparação com maio de 2026, o BYD Dolphin Mini registrou queda de 14,77% nas vendas, mas segue com crescimento expressivo de 238,42% em relação a junho de 2025. Já o Fiat Mobi, segundo colocado, viu suas vendas recuarem 20,06% no período, enquanto o Renault Kwid caiu 13,28%. A estabilidade no total de hatches emplacados (66.455 em maio vs. 66.219 em junho) sugere um mercado saturado, mas em transição tecnológica.

  • Software da Embrapa e ABCGIL revolucionam seleção genética do Gir Leiteiro com redução de até 30% na consanguinidade

    Software da Embrapa e ABCGIL revolucionam seleção genética do Gir Leiteiro com redução de até 30% na consanguinidade

    Tecnologia digital aplica ciência para transformar a genética do Gir Leiteiro

    A parceria entre a Embrapa Gado de Leite e a Associação Brasileira de Criadores de Gado Gir Leiteiro (ABCGIL) acaba de entregar ao setor uma solução inovadora: um software de simulação de acasalamentos que usa algoritmos avançados para equilibrar produtividade e diversidade genética. Lançado no dia 6 de julho de 2026, o sistema cruza dados de valores genéticos estimados com informações de parentesco genômico, oferecendo aos produtores recomendações personalizadas para acasalamentos.

    O pesquisador João Cláudio Panetto, da Embrapa, destaca que a ferramenta funciona como um “consultor digital”, capaz de analisar milhares de combinações em segundos e indicar os cruzamentos mais vantajosos para maximizar o ganho genético — sem os riscos da consanguinidade. “É um divisor de águas para a pecuária leiteira, pois alia precisão técnica à praticidade operacional”, afirmou.

    A endogamia sob controle: o desafio da seleção intensa

    O pesquisador Marcos Barbosa da Silva, também da Embrapa, explica que a endogamia — reprodução entre indivíduos aparentados — é um efeito colateral inevitável em programas de seleção genética agressivos. “Quando focamos apenas em características produtivas como produção de leite, acabamos aumentando o risco de doenças hereditárias e queda na fertilidade”, esclarece. Segundo ele, o novo software mitiga esse problema ao priorizar cruzamentos que mantêm a variabilidade genética, mesmo em rebanhos com histórico de acasalamentos restritos.

    Dados preliminares da Embrapa indicam que a ferramenta pode reduzir a consanguinidade em até 30% em rebanhos monitorados, além de acelerar o ganho genético em características como resistência a doenças e eficiência alimentar. “Para o produtor, isso significa rebanhos mais saudáveis, com menor dependência de insumos veterinários e maior longevidade produtiva”, complementa Silva.

    Impacto econômico e sustentabilidade no campo

    A inovação chega em um momento crítico para o setor leiteiro brasileiro, que enfrenta pressões por produtividade e redução de custos. Com a demanda global por lácteos em ascensão, a eficiência genética torna-se um diferencial competitivo. O coordenador da ABCGIL, Carlos Eduardo Albuquerque, avalia que o software pode gerar ganhos de até R$ 500 por vaca/ano em propriedades que adotarem a tecnologia, considerando a redução de perdas por doenças e o aumento da produção.

    Ainda segundo Albuquerque, a ferramenta está sendo disponibilizada inicialmente para associados da ABCGIL, mas a previsão é de abertura para outros criadores ainda em 2026. “A parceria com a Embrapa reforça o compromisso da associação com a inovação e a sustentabilidade, alinhada às metas do Plano ABC+ para pecuária de baixo carbono”, afirmou.

    Próximos passos: integração e expansão

    Os responsáveis pelo projeto já planejam a expansão da tecnologia para outras raças leiteiras brasileiras, como a Holandesa e a Jersey. Além disso, há estudos em andamento para incorporar dados de resistência a parasitas e adaptação climática ao sistema. “Queremos que o software não apenas melhore a genética, mas também contribua para sistemas de produção mais resilientes”, projeta Panetto.

    A expectativa é que soluções como essa ganhem escala nos próximos anos, impulsionadas pela digitalização do campo e pela crescente demanda por alimentos de origem sustentável. Para o produtor, trata-se de uma oportunidade de aliar tecnologia e tradição na busca por um rebanho cada vez mais competitivo.