Categoria: Backstage Geek

  • Milho mantém preços firmes com safra abaixo da média e pressões climáticas

    Milho mantém preços firmes com safra abaixo da média e pressões climáticas

    As cotações do milho mantêm-se firmes em diversas regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em um mercado caracterizado pela baixa liquidez. A dinâmica reflete o equilíbrio entre uma oferta limitada e uma demanda retraída, com compradores aguardando o avanço da colheita da segunda safra para pressionar os preços.

    Pressões climáticas e oferta restrita

    Embora a colheita da segunda safra de milho esteja alinhada com os volumes do ano anterior, o ritmo segue inferior à média das últimas cinco safras. Condições climáticas adversas, como irregularidades na distribuição de chuvas, reduziram temporariamente a disponibilidade do grão, adiando a normalização do abastecimento. Além disso, parte dos produtores optou por priorizar a comercialização da soja, cujos preços também registram alta, o que contribui para a manutenção dos patamares atuais do milho.

    Cenário internacional e expectativas

    O suporte aos preços domésticos também vem de elevações nas cotações internacionais, especialmente em mercados como o dos Estados Unidos, onde a seca afeta as lavouras. No entanto, a cautela dos agentes locais — tanto vendedores, focados em atividades operacionais, quanto compradores, em espera por maior liquidez — mantém o mercado em um impasse. Analistas do Cepea destacam que, mesmo com a proximidade da colheita, a preferência por negócios com a soja pode adiar o aumento da oferta de milho, prolongando a estabilidade dos preços.

  • Morre Dona Marrita, guardiã do legado do Nelore Pintado e pilar da sucessão familiar na pecuária

    Morre Dona Marrita, guardiã do legado do Nelore Pintado e pilar da sucessão familiar na pecuária

    O legado do Nelore Pintado no Brasil perdeu uma de suas principais guardiãs nesta segunda-feira (13/07/2026). Dona Marrita Lopes Cançado, filha do histórico pecuarista Walmir Lopes Cançado, faleceu, deixando um vazio na família e no setor agropecuário. Sua trajetória foi marcada pela dedicação inabalável à preservação da linhagem do Nelore Pintado, uma das mais icônicas do país, e pela crença inquebrantável na sucessão familiar como pilar do futuro do negócio.

    A herança de uma pioneira: do pioneiro Walmir ao Nelore Pintado

    Nascida no berço de uma das famílias mais influentes da pecuária brasileira, Dona Marrita herdou não apenas o nome, mas a missão de honrar o legado iniciado por seu pai, Walmir Lopes Cançado. Ao longo das décadas, ela atuou como uma das principais responsáveis pela manutenção da linhagem do Nelore Pintado, uma raça conhecida por sua rusticidade, adaptabilidade e qualidade genética — atributos que transformaram o rebanho brasileiro em um dos mais competitivos do mundo.

    Sucessão familiar: a confiança transmitida à geração seguinte

    Um dos capítulos mais relevantes de sua história foi a decisão de confiar à V3 (empresa da família) a continuidade do trabalho que ajudou a construir. Essa postura não apenas garantiu a perpetuação do patrimônio genético do Nelore Pintado, mas também serviu de exemplo para outras famílias do setor, que muitas vezes enfrentam desafios na transição geracional. “Acreditei sempre que o futuro do nosso trabalho estava nas mãos daqueles que carregam o mesmo DNA de dedicação”, afirmou Dona Marrita, segundo relatos da família.

    Mais do que uma pecuarista: um exemplo de vida

    Para além das baias e das genealogias, Dona Marrita foi uma figura central na união familiar. Seus netos, bisnetos e demais parentes a descrevem como um exemplo de força, serenidade e generosidade. “Ela não apenas ensinou sobre pecuária, mas sobre respeito, disciplina e amor ao que se faz”, relatou um de seus netos, que hoje lidera os projetos da V3. A gratidão pela confiança depositada e pelos ensinamentos recebidos ecoa nas palavras emocionadas deixadas pela família: “Tenho orgulho de ser seu neto e de carregar comigo tudo o que aprendi com você”.

    Legado que transcende as gerações

    Embora sua partida deixe uma saudade profunda, a família e a pecuária brasileira têm a certeza de que o trabalho de Dona Marrita permanecerá vivo. No Nelore Pintado, nas práticas da V3 e na memória daqueles que tiveram o privilégio de conviver com ela, sua história seguirá como inspiração. “Descanse em paz, Dona Marrita. Seu legado é eterno”, escreveu a família em comunicado oficial.

  • Waze revoluciona navegação no Brasil: modo para motos, IA com Gemini e personalização chegam nesta segunda (13)

    Waze revoluciona navegação no Brasil: modo para motos, IA com Gemini e personalização chegam nesta segunda (13)

    Modo Moto: navegação desenhada para duas rodas

    O destaque do lançamento é o Modo Moto, uma funcionalidade inédita que ajusta automaticamente a rota para motociclistas, considerando variáveis como inclinação de subidas, curvas perigosas e rotas alternativas mais fluidas. A inteligência por trás do recurso mapeou mais de 5 milhões de quilômetros de vias brasileiras para garantir precisão, especialmente em grandes centros urbanos como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a malha viária é complexa.

    Gemini no Waze: rotas que ‘pensam’ com você

    A integração com o Google Gemini permite que a plataforma sugira trajetos não apenas baseados em trânsito, mas também em preferências do usuário. Por exemplo: se você costuma parar em postos de combustível específicos ou evitar pedágios, o sistema aprende com seus hábitos e adapta as sugestões. A IA também identifica padrões de deslocamento — como viagens recorrentes para o trabalho — para oferecer alertas personalizados, como atrasos em obras ou eventos.

    Personalização em alta: do visual ao prático

    Os usuários agora podem customizar a interface do aplicativo com temas exclusivos e escolher quais informações aparecem na tela principal, como câmeras de fiscalização ou postos de emergência. Além disso, a função ‘Viagens em Grupo’ — que sincroniza rotas entre múltiplos dispositivos — chega ao Brasil com suporte a até 5 participantes, facilitando encontros ou deslocamentos compartilhados.

    Por que o Brasil é estratégico para o Waze

    Com 590 milhões de viagens mensais e a maior comunidade de usuários da América Latina, o Brasil é um laboratório para o Waze. A empresa destaca que 70% das atualizações no app vêm de dados colaborativos — como relatos de acidentes ou obras — fornecidos pelos próprios motoristas. Essa base ativa permite que recursos como o Modo Moto sejam refinados rapidamente, com feedbacks em tempo real.

    Disponibilidade: quem acessa primeiro?

    Os novos recursos começam a ser liberados nesta segunda-feira (13) para Android e iOS, mas alguns itens — como a personalização avançada — terão cronograma escalonado. Já o Modo Moto e a IA com Gemini estarão disponíveis para 100% dos usuários até o final de julho. Parte das funcionalidades ficará restrita ao programa Beta inicialmente, priorizando usuários que optam por testar versões experimentais.

  • Mercedes-AMG CLA 45 elétrico chega com 671 cv e simula ronco de motor a combustão

    Mercedes-AMG CLA 45 elétrico chega com 671 cv e simula ronco de motor a combustão

    Radicalidade elétrica com DNA AMG

    A Mercedes-AMG surpreendeu no último dia 11 de julho durante o Festival de Velocidade de Goodwood ao lançar o CLA 45 4MATIC+, a versão mais potente e tecnológica da nova família elétrica CLA. Com 671 cavalos de potência e três motores elétricos, o modelo promete performances antes reservadas a superesportivos, agora com a vantagem da propulsão 100% elétrica.

    Desempenho de outro planeta

    O CLA 45 4MATIC+ acelera de 0 a 100 km/h em apenas 3 segundos, graças ao seu conjunto mecânico inédito na marca. A autonomia, segundo a WLTP, supera 670 km — um feito notável para um carro de alto desempenho. A recarga também impressiona: de 10% a 80% em apenas 22 minutos, graças ao sistema ultrarrápido.

    O truque que decepciona e fascina

    Porém, a maior polêmica (e curiosidade) do CLA 45 elétrico é sua tentativa de replicar a experiência sensorial de um carro a combustão. A Mercedes-AMG incluiu recursos que simulam o ronco do motor e até a sensação de troca de marchas, uma estratégia que divide opiniões no universo automotivo. Afinal, o futuro é silencioso, mas a marca aposta em manter viva a emoção dos motores tradicionalistas.

  • Arroba do boi gordo despenca, mas consultorias apostam em virada no segundo semestre

    Arroba do boi gordo despenca, mas consultorias apostam em virada no segundo semestre

    O mercado físico do boi gordo segue em compasso de espera na segunda-feira, 13 de julho de 2026, com preços pressionados pela combinação de frigoríficos cautelosos, esgotamento da cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas e ritmo lento das exportações. A semana iniciou com quedas expressivas nas principais praças pecuárias do país, refletindo um cenário de negociações travadas e excesso de oferta de animais prontos para abate.

    Exportações estagnadas e cota chinesa no limite

    A China, principal destino da carne bovina brasileira, praticamente esgotou sua cota de importação para 2026, o que reduziu drasticamente o ritmo das vendas externas. Segundo dados do Ministério da Agricultura, as exportações para o país asiático caíram 18% na primeira quinzena de julho em comparação ao mesmo período de junho, impactando diretamente a demanda por boi vivo.

    Consultorias veem luz no fim do túnel para o último trimestre

    Apesar do atual cenário adverso, as principais consultorias do setor — Safras & Mercado, Scot Consultoria e Agrifatto — mantêm uma perspectiva otimista para o segundo semestre. O analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, destaca que o movimento de queda nos preços tem caráter conjuntural e não reflete os fundamentos do mercado. “A oferta de animais terminados deve diminuir nos próximos meses, enquanto a demanda internacional tende a se recuperar, especialmente com a retomada do consumo na China após o esgotamento da cota”, afirmou.

    Ainda segundo as projeções, o aquecimento do mercado interno, impulsionado pelo aumento do poder aquisitivo em períodos sazonais, também deve contribuir para a valorização da arroba no último trimestre de 2026.

    Pecuaristas resistem, mas apostam em recuperação

    Os produtores rurais, no entanto, seguem reticentes em negociar suas boiadas nas atuais condições de mercado. A queda nos preços, aliada à incerteza quanto à demanda chinesa, levou muitos a postergar vendas, apostando em uma valorização futura. “A estratégia é esperar, mas com o risco de o mercado mudar rapidamente”, comenta um pecuarista do Mato Grosso, que preferiu não ser identificado.

    Para especialistas, a recuperação da arroba dependerá não apenas da redução da oferta, mas também da capacidade do setor em diversificar mercados e reforçar acordos comerciais com outros países, reduzindo a dependência da China. A expectativa é que, a partir de setembro, o cenário comece a se inverter, com preços subindo gradativamente até o final do ano.

  • Mais de mil bovinos Nelore morrem em confinamento no Centro-Oeste: o que a enterotoxemia revela sobre a pecuária intensiva

    Mais de mil bovinos Nelore morrem em confinamento no Centro-Oeste: o que a enterotoxemia revela sobre a pecuária intensiva

    Na última semana, um dos maiores prejuízos já registrados na pecuária brasileira de corte chocou o setor: mais de mil bovinos Nelore morreram em um confinamento do Centro-Oeste, segundo relatos de técnicos e produtores ouvidos pela Cenário & Fatos. A causa? Uma doença pouco discutida fora do meio especializado, mas devastadora para sistemas intensivos: a enterotoxemia, provocada pela bactéria Clostridium perfringens tipo A.

    Doença silenciosa que mata em horas

    A enterotoxemia é uma das enfermidades mais temidas pelos veterinários de confinamento. Em questão de horas, o animal pode apresentar sintomas como diarreia sanguinolenta, cólicas e prostração — ou, em muitos casos, simplesmente é encontrado morto no curral, sem qualquer sinal prévio. “É uma doença que não avisa”, afirmou à Cenário & Fatos o zootecnista Ricardo Mendes, especialista em nutrição animal. “Os confinamentos modernos, com dietas ricas em carboidratos fermentáveis, criam um ambiente ideal para a proliferação dessa bactéria.”

    A pecuária intensiva cobra seu preço?

    O surto no Centro-Oeste reacendeu um debate latente entre produtores e técnicos: os protocolos sanitários e nutricionais estão acompanhando a evolução acelerada dos confinamentos brasileiros? Segundo dados da Associação Brasileira de Confinamento (ASSOCON), o Brasil fechou 2025 com mais de 5 milhões de animais confinados — um recorde histórico. No entanto, especialistas alertam que a pressão por ganhos de peso cada vez mais rápidos pode estar expondo os rebanhos a riscos antes subestimados.

    “A enterotoxemia não é novidade, mas os surtos estão se tornando mais frequentes”, destaca a veterinária Fernanda Oliveira, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “O problema não é só o manejo nutricional, mas também a falta de vacinação adequada e a subestimação do risco em animais de alto desempenho — justamente aqueles mais valiosos para o produtor.”

    O que especialistas recomendam para evitar novas tragédias

    Diante do ocorrido, veterinários e nutricionistas listam três medidas urgentes para prevenir novos casos:

    • Revisão imediata dos protocolos vacinais: A vacinação contra clostridioses deve ser reforçada, especialmente em animais recém-chegados ao confinamento ou submetidos a dietas de alto concentrado.
    • Monitoramento nutricional rigoroso: Dietas com excesso de grãos ou carboidratos fermentáveis devem ser ajustadas, com inclusão de fibras e controle da taxa de passagem dos alimentos.
    • Adoção de protocolos de biossegurança: Isolamento de animais doentes, limpeza constante dos currais e controle de moscas — vetores comuns da bactéria — são essenciais.

    Para o presidente da ASSOCON, Marcelo Furtado, o caso deve servir como alerta para todo o setor. “Não podemos mais tratar a enterotoxemia como uma doença secundária. Em um cenário de preços voláteis e margens apertadas, cada animal perdido representa um golpe duro na rentabilidade”, afirmou. “Os confinamentos precisam investir em prevenção, não apenas em correção.”

    Consequências além do prejuízo econômico

    As perdas vão além do valor dos animais abatidos. Em um mercado cada vez mais exigente, surtos como esse podem abalar a credibilidade do Brasil como fornecedor global de carne bovina. “Países importadores já começam a questionar nossos protocolos sanitários. Um surto de enterotoxemia mal controlado pode ter reflexos não só na exportação, mas também no preço da arroba no mercado interno”, alertou um consultor de cadeia produtiva que preferiu não se identificar.

    Enquanto a investigação do ocorrido no Centro-Oeste segue em sigilo, uma coisa é certa: a pecuária intensiva brasileira precisa urgentemente repensar seus métodos. A morte de mais de mil bovinos em menos de 72 horas não foi apenas uma tragédia — foi um sintoma de um sistema que, em nome do lucro rápido, pode estar negligenciando a saúde animal.

  • Novas reviravoltas em ‘Quem Ama Cuida’: Adriana unida a Bruna contra adversários poderosos nesta semana

    Novas reviravoltas em ‘Quem Ama Cuida’: Adriana unida a Bruna contra adversários poderosos nesta semana

    A novela Quem Ama Cuida vive um dos seus capítulos mais tensos na semana marcada para domingo, 12 de julho de 2026. A personagem Adriana, vivida por Leticia Colin, enfrenta não apenas seus próprios demônios, mas também o advogado Ademir em um embate público que promete deixar marcas.

    A vingança de Adriana: acusações que abalam a justiça

    Em um ato ousado, Adriana invade uma palestra de Ademir para expor o que classifica como “manipulações judiciais” que arruinaram sua vida. O confronto, transmitido ao vivo, expõe não só a rivalidade entre os personagens, mas também questiona a ética profissional do advogado, cujas ações têm consequências diretas nas vidas de quem o cerca. A cena, carregada de tensão, reforça o tom dramático da trama e prenuncia novos desdobramentos.

    Bruna e Pedro: ciúmes que desestabilizam alianças

    A entrada de Bruna, interpretada por Fernanda Marques, adiciona uma camada extra de complexidade ao enredo. Tomada por ciúmes em relação a Pedro (Chay Suede), ela exige que Adriana se afaste do advogado, uma provocação que não apenas revela suas fragilidades, mas também abala o casamento do casal. As escolhas difíceis impostas aos personagens criam um efeito dominó, onde lealdades são testadas e alianças se fragilizam.

    O que esperar dos próximos capítulos?

    Com a trama em alta, os espectadores devem se preparar para mais reviravoltas. A rivalidade entre Adriana e Ademir, somada aos conflitos pessoais de Bruna e Pedro, promete manter os fãs grudados na tela. Enquanto a data de 12 de julho de 2026 serve como ponto de partida, os episódios seguintes tendem a aprofundar ainda mais as tensões, com novos personagens entrando em cena e velhas feridas sendo reabertas.

  • De HEV a BEV: o dicionário definitivo das tecnologias de carros elétricos para você não errar na hora de comprar

    De HEV a BEV: o dicionário definitivo das tecnologias de carros elétricos para você não errar na hora de comprar

    Do motor a combustão à eletricidade: como os carros evoluíram em 20 anos

    No último domingo, 12 de julho de 2026, os concessionários brasileiros já registravam quase 20% de vendas de veículos elétricos ou híbridos, um salto significativo em relação a anos anteriores. Essa transformação reflete não apenas uma tendência global, mas também a urgência por soluções menos poluentes em um país que ainda depende fortemente de combustíveis fósseis. Por trás desses números, no entanto, há um universo de siglas que definem tecnologias distintas — algumas revolucionárias, outras meras estratégias de marketing.

    EV e BEV: os elétricos puros que dominam o futuro

    Quando se fala em EV (Electric Vehicle) ou BEV (Battery Electric Vehicle), estamos diante dos carros 100% elétricos, cujas baterias são recarregadas na tomada ou em estações de carregamento rápido. A diferença entre os termos é mínima: o BEV é um subgrupo do EV, mas ambos dispensam qualquer tipo de motor a combustão. No Brasil, modelos como o BYD Dolphin e o Tesla Model 3 já mostram que a autonomia — que pode superar 500 km em alguns casos — é o grande atrativo. Contudo, o custo inicial ainda é um entrave para muitos consumidores.

    HEV, MHEV e os híbridos que enganam o consumidor

    Os HEV (Hybrid Electric Vehicle) são os híbridos tradicionais, como o Toyota Corolla Hybrid, que combinam um motor a combustão com um pequeno motor elétrico. A bateria se recarrega sozinha, sem a necessidade de plugar na tomada — um recurso útil, mas que não reduz significativamente o consumo de gasolina. Já os MHEV (Mild Hybrid Electric Vehicle) são uma versão ainda mais discreta dos híbridos: o motor elétrico atua como um “empurrão” para o motor a combustão, economizando até 15% de combustível, mas sem oferecer autonomia elétrica real. Muitos especialistas classificam essas tecnologias como “marketing verde”, já que não representam uma transição efetiva para a eletrificação.

    PHEV e REEV: os híbridos que prometem o melhor dos dois mundos

    Os PHEV (Plug-in Hybrid Electric Vehicle), como o Ford Escape PHEV, vão além: permitem que o motorista viaje até 50 km apenas com eletricidade, graças a baterias maiores que podem ser recarregadas na tomada. Já os REEV (Range Extender Electric Vehicle) são uma categoria menos comum, onde um pequeno motor a combustão atua apenas como gerador para recarregar as baterias quando necessário — como no BMW i3 REx. Ambos oferecem uma transição suave para quem ainda teme a autonomia limitada dos BEV, mas exigem mais atenção na hora da compra, já que nem todos os modelos entregam o que prometem.

    FCEV: o futuro do hidrogênio que ainda engatinha no Brasil

    Por fim, os FCEV (Fuel Cell Electric Vehicle) utilizam células de combustível para gerar eletricidade a partir de hidrogênio. Embora sejam promissores — com emissões zero e recarga rápida em minutos — essa tecnologia ainda é um sonho distante no Brasil. Hoje, apenas protótipos como o Toyota Mirai circulam por aqui, e a falta de infraestrutura de abastecimento mantém os FCEV restritos a nichos. Para os próximos anos, a expectativa é que os BEV e PHEV sigam dominando o mercado, enquanto o hidrogênio ganha espaço em aplicações comerciais, como caminhões e ônibus.

    Como escolher? Depende do seu bolso e do seu estilo de direção

    Se o seu objetivo é reduzir emissões sem abrir mão da praticidade, um PHEV pode ser a melhor opção. Para quem tem condições de investir em carregadores residenciais e quer zero emissões, os BEV são imbatíveis. Já quem busca apenas economia de combustível sem grandes mudanças na rotina pode se contentar com um HEV ou MHEV — desde que entenda que a eletrificação real é limitada. Independentemente da escolha, uma coisa é certa: o futuro do setor automotivo já chegou ao Brasil, e ignorar essas siglas pode custar caro no longo prazo.

  • Cientistas brasileiros desenvolvem solução inovadora contra doença que ameaça cíclames, plantas ornamentais que movem R$ 500 mi por ano na América do Sul

    Cientistas brasileiros desenvolvem solução inovadora contra doença que ameaça cíclames, plantas ornamentais que movem R$ 500 mi por ano na América do Sul

    Parceria científico-industrial derruba paradigma no controle de doenças vegetais

    Em um avanço que pode redefinir os padrões do agronegócio ornamental, pesquisadores brasileiros uniram expertise acadêmica e inovação industrial para criar uma estratégia inédita contra a murcha de Fusarium, principal inimiga das plantas de cíclame (Cyclamen). A solução, que combina o composto vegetal β-cariofileno — naturalmente produzido pela planta em resposta à infecção fúngica — com o óxido de grafeno derivado do grafite, demonstrou eficácia superior aos métodos convencionais, reduzindo a volatilidade do ativo natural e prolongando sua ação protetora.

    Brasil lidera produção sul-americana, mas doença ameaça setor

    A cultura do cíclame movimenta cerca de R$ 500 milhões anuais na América do Sul, com o Brasil respondendo por 40% desse mercado, segundo dados do Ministério da Agricultura. No entanto, a doença, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cyclaminis, pode dizimar até 30% das lavouras em casos graves, forçando produtores a recorrer a fungicidas químicos de alto impacto ambiental. A nova abordagem, desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente (SP), Unicamp e PPS Compósitos, surge como uma alternativa sustentável e economicamente viável.

    Como funciona a inovação

    O β-cariofileno, molécula presente em diversas plantas e associada a mecanismos de defesa vegetal, é naturalmente produzido pelas plantas de cíclame após a infecção pelo fungo. No entanto, sua alta volatilidade limitava sua eficácia como agente de controle. A solução veio com a adição do óxido de grafeno, que forma uma camada protetora sobre as folhas e caules, liberando o composto de forma gradual e potencializando seu efeito antifúngico. Testes laboratoriais e de campo comprovaram que a combinação reduz a incidência da doença em até 80% em comparação ao uso isolado do β-cariofileno, além de dispensar o uso de agrotóxicos sintéticos.

    Impactos econômicos e ambientais

    Além de diminuir as perdas produtivas, a tecnologia desenvolvida promete reduzir os custos com insumos químicos, que representam até 20% do orçamento de pequenos e médios produtores de cíclame. Segundo especialistas, a solução também abre caminho para o desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos no setor ornamental, que movimenta R$ 2,5 bilhões anuais no Brasil. Para a Embrapa, o projeto reforça o potencial do país como líder em inovação agroambiental, especialmente em culturas de alto valor agregado como o cíclame.

    Próximos passos: da bancada para o campo

    Os pesquisadores já iniciaram os trâmites para o registro da patente da tecnologia e buscam parcerias com cooperativas de produtores para a produção em escala do composto. O objetivo é comercializar o produto até 2027, inicialmente para o mercado interno e, posteriormente, para países como Colômbia e Peru, principais concorrentes do Brasil no setor. Enquanto isso, a equipe estuda a aplicação da mesma estratégia em outras culturas suscetíveis a doenças fúngicas, como morango e tomate.

  • Zenvo Aurora Tur: o V12 quadriturbo de 1.850 cv que promete ser o hipercarro mais potente do mundo

    Zenvo Aurora Tur: o V12 quadriturbo de 1.850 cv que promete ser o hipercarro mais potente do mundo

    O novo rei dos hipercarros

    No Festival de Goodwood deste fim de semana (realizado entre 10 e 13 de julho de 2026), a fabricante dinamarquesa Zenvo apresentou ao mundo os protótipos definitivos do Aurora Tur, um marco na engenharia automotiva. O modelo não apenas expõe sua potência bruta — 1.850 cavalos combinados entre um V12 quadriturbo e três motores elétricos —, como também redefine os limites do que é possível em um carro de produção.

    Com uma estrutura em fibra de carbono que mantém seu peso em meros 1.548 kg, o Aurora Tur acelera de 0 a 100 km/h em impressionantes 2,3 segundos e atinge uma velocidade máxima de 420 km/h. São números que colocam o modelo em uma categoria à parte, disputando o título de hipercarro mais potente do mundo em produção.

    Produção limitada e duas versões

    Para garantir exclusividade, a Zenvo limitará a produção do Aurora Tur e da versão de pista, o Aurora Agil, a apenas 50 unidades. Enquanto o Tur é voltado ao uso em estrada, o Agil promete performance extrema em circuitos, ambos com especificações técnicas já homologadas para entrega a partir do segundo semestre de 2027.

    Mais do que um carro: um manifesto tecnológico

    A estreia no evento britânico não é apenas um lançamento, mas um recado claro à indústria: a Zenvo está disposta a competir de igual para igual com marcas como Bugatti, Koenigsegg e Rimac. O Aurora Tur não é apenas um veículo de alta performance; é um laboratório sobre rodas, onde a hibridização, a aerodinâmica e a leveza se encontram para criar uma máquina que desafia as leis da física.