Categoria: Backstage Geek

  • Hereford e Braford: Cabanha Bortolozzo arrebata quatro títulos na Fenagen 2026 com genética de ponta

    Hereford e Braford: Cabanha Bortolozzo arrebata quatro títulos na Fenagen 2026 com genética de ponta

    Na última quarta-feira (2 de julho de 2026), a Cabanha Bortolozzo, de Bom Jesus (RS), escreveu seu nome na história da pecuária nacional ao faturar todos os quatro Grandes Campeonatos da raça Hereford durante a 3ª Feira Nacional de Genética Promebo (Fenagen). O evento, realizado na Associação Rural de Pelotas, reuniu os principais criadores e especialistas em genética bovina do país.

    Domínio absoluto em Pelotas: títulos e índices históricos

    O júri, liderado por técnicos da Associação Nacional de Criadores Herd Book Collares (ANC), destacou o modelo apresentado pela Bortolozzo como um avanço revolucionário para o setor. Os animais campeões não apenas cumpriram os padrões fenotípicos exigidos, mas também apresentaram índices genéticos recordes. Veja os destaques:

    • Grande Campeã Terneira: FIV198 (Box 134) – Índice Fenagen de 85,05;
    • Grande Campeã Fêmea Jovem: FIV138 (Box 142) – Índice Fenagen de 90,44;
    • Grande Campeão Terneiro: FIV181 (Box 144) – Índice Fenagen de 93,58;
    • Grande Campeão Touro Jovem: IA47 (Box 167) – Índice Fenagen de 90,96.

    Genética como diferencial competitivo

    O sucesso da Bortolozzo não é mero acaso. Segundo analistas do setor, o foco em seleção genética de alta precisão — aliado a manejos nutricionais e sanitários otimizados — tem permitido ao Brasil figurar entre os líderes mundiais em melhoramento de rebanhos Hereford e Braford. A conquista na Fenagen 2026 reafirma que a pecuária brasileira caminha para uma nova era, onde dados e tecnologia ditam o ritmo das inovações.

    O que esperar para o futuro?

    Com a crescente demanda por carne de qualidade e a internacionalização dos mercados, eventos como a Fenagen ganham papel estratégico. Criadores agora buscam não apenas animais bonitos, mas sim aqueles que entregam produtividade, resistência e rentabilidade. A Cabanha Bortolozzo, ao dominar a edição 2026, sinaliza um caminho claro: a genética será o grande divisor de águas nos próximos anos.

  • Colheita da segunda safra de milho no centro-sul atinge 30% e ganha ritmo com tempo seco

    Colheita da segunda safra de milho no centro-sul atinge 30% e ganha ritmo com tempo seco

    Ritmo acelerado em meio ao clima favorável

    A segunda safra de milho no centro-sul do Brasil atingiu 30% de colheita até a última quinta-feira (3 de julho), segundo dados da AgRural. O avanço de oito pontos percentuais em relação à semana anterior (22%) reflete o ganho de ritmo nos trabalhos, especialmente em Mato Grosso e Goiás, onde a redução das chuvas nos últimos dias facilitou as operações.

    Umidade ainda é desafio em outras regiões

    Embora a diminuição das precipitações tenha sido bem-vinda para Mato Grosso e Goiás, a umidade residual dos grãos ainda representa um entrave em estados como Paraná e São Paulo. A consultoria AgRural destacou que, mesmo com o tempo mais seco, a umidade dos grãos permanece alta, limitando o avanço da colheita nessas áreas.

    Contraste com a safra passada

    O ritmo atual supera o desempenho da semana anterior (22%) e se aproxima dos 28% registrados na mesma data de 2025, segundo a AgRural. A evolução reflete não apenas as condições climáticas, mas também a adaptação dos produtores às demandas do mercado, que exige grãos com menor teor de umidade para armazenamento e comercialização.

  • BYD Dolphin tem prejuízo de R$ 2,5 mil na Dutra e Ecovias recusa ressarcimento; entenda seus direitos

    BYD Dolphin tem prejuízo de R$ 2,5 mil na Dutra e Ecovias recusa ressarcimento; entenda seus direitos

    Danos no BYD Dolphin: concessionária alega falta de tempo para remover estrutura caída

    Na última quinta-feira (3/07), um veículo elétrico BYD Dolphin, avaliado em R$ 150 mil, sofreu prejuízos de R$ 2.499 após uma estrutura metálica cair na pista esquerda da Rodovia Presidente Dutra, entre Seropédica (RJ) e o município do Rio. O acidente resultou em um pneu rasgado e roda quebrada, segundo laudo apresentado pelo proprietário.

    Ecovias nega responsabilidade sem comprovação

    A concessionária Ecovias Rio Minas, responsável pela via, recusou o ressarcimento sob a justificativa de que “um veículo maior derrubou a estrutura e não houve tempo para removê-la”. No entanto, não apresentou provas desse suposto acidente anterior ou registros de fiscalização que atestem a alegação. A empresa também não respondeu à notificação extrajudicial enviada pelo proprietário do Dolphin.

    Como garantir seus direitos no Juizado Especial

    Diante da recusa, a via mais rápida para o consumidor é acionar a concessionária no Juizado Especial Cível, sem a necessidade de advogado para causas até 20 salários mínimos (R$ 24,2 mil). Para fortalecer o caso, é essencial:

    • Documentar o local do acidente com fotos e vídeos;
    • Obter laudos técnicos que atestem os danos;
    • Anexar boletim de ocorrência (B.O.) ou registro em plataformas como o Fale com a Ouvidoria do Denatran;
    • Protocolar notificação extrajudicial com prazo de 15 dias para resposta.

    Via Dutra ganha novos pontos de carregamento para veículos elétricos

    Enquanto o caso do Dolphin aguarda desfecho, a Via Dutra avança em infraestrutura para veículos elétricos. Recentemente, foram instalados quatro novos pontos de carregamento rápido nas estações de pedágio de Cachoeiras de Macacu (RJ) e Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), expandindo a rede para 12 unidades. A medida, em parceria com a Eletrobras, busca atender à crescente frota de elétricos no país — que já ultrapassa 100 mil unidades.

    Desempenho dos pneus do BYD Dolphin: o que mudou?

    O BYD Dolphin, lançado em 2025, é equipado com pneus específicos para veículos elétricos, projetados para suportar maior peso e torque instantâneo. Segundo testes independentes, o modelo apresenta:

    • Durabilidade 15% superior em comparação a pneus convencionais;
    • Resistência a rasgos em até 30% maior em vias irregulares;
    • Menor desgaste em frenagens bruscas, graças à composição de borracha reforçada.

    No entanto, a quebra da roda em acidente como o ocorrido na Dutra reforça a importância de manutenção preventiva e atenção a buracos ou objetos na pista, especialmente em rodovias com alto fluxo de caminhões — responsáveis por 60% dos danos estruturais em vias brasileiras.

  • Kojima alerta: Sony pode entregar controle de games ao streaming com fim da mídia física

    Kojima alerta: Sony pode entregar controle de games ao streaming com fim da mídia física

    Nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, a indústria de games volta a discutir o futuro da mídia física após Hideo Kojima, lendário desenvolvedor por trás de franquias como Metal Gear e Death Stranding, se manifestar contra a decisão da Sony de encerrar a produção de jogos em formato físico para PlayStation a partir de janeiro de 2028.

    A polêmica além dos discos: o que Kojima teme com o digital puro

    Para Kojima, o abandono total da mídia física pode abrir caminho para um ecossistema onde o streaming de games — e não a posse de títulos — se tornará a norma. Em sua crítica, publicada em sua conta no X (antigo Twitter), o criador destacou que o modelo digital exclusivo retira do usuário o controle sobre seu acervo: “Sem discos, os jogos dependem de servidores, políticas e decisões de empresas. O que garantirá que um título que você comprou hoje ainda estará acessível amanhã?”

    O alerta de 2021 que volta a assombrar

    Esta não é a primeira vez que Kojima levanta o tema. Em 2021, ele já havia expressado preocupações semelhantes sobre a fragilidade do acesso a jogos digitais, citando casos como a remoção de títulos da biblioteca do Xbox Game Pass ou mudanças drásticas em plataformas como a própria PlayStation Store. Na época, ele comparou a situação ao desaparecimento de livros ou filmes físicos — um risco que, agora, parece se concretizar para uma geração inteira de jogadores.

    Repercussão global: jogadores divididos

    A decisão da Sony, anunciada em junho de 2026, já enfrenta resistência de fãs e colecionadores, que veem na mídia física um legado de acessibilidade e propriedade. Enquanto a empresa argumenta que a mudança visa reduzir custos de produção e combater a pirataria, críticos como Kojima questionam se o benefício vale o preço da dependência tecnológica. “Jogar deve ser uma escolha do usuário, não uma concessão da indústria”, afirmou o desenvolvedor.

    O que vem pela frente?

    Com o prazo de 2028 se aproximando, a polêmica deve escalar. A Sony ainda não detalhou como lidará com títulos já lançados em formato físico ou se oferecerá alternativas para quem prefere possuir seus games. Enquanto isso, a comunidade geek aguarda: o futuro do PlayStation — e dos games como os conhecemos — pode estar sendo escrito agora, com ou sem discos.

  • Jockey Club de Sorocaba promove união histórica entre Quarto de Milha e Puro Sangue Inglês no turfe brasileiro

    Jockey Club de Sorocaba promove união histórica entre Quarto de Milha e Puro Sangue Inglês no turfe brasileiro

    O Jockey Club de Sorocaba, referência incontestável no universo do Quarto de Milha na América Latina, protagonizou na última semana um encontro que pode redefinir os rumos do turfe nacional. Pela primeira vez na história, lideranças dos dois principais segmentos do cavalo de corrida brasileiro — o Quarto de Milha e o Puro Sangue Inglês — se reuniram para discutir projetos conjuntos, após décadas de atuação isolada.

    Uma parceria inédita para o esporte equestre

    O movimento, impulsionado por uma necessidade de modernização e competitividade global, nasceu de um diálogo estratégico entre entidades que, tradicionalmente, operavam de forma paralela. O resultado concreto já é visível: a confirmação de uma corrida de Puro Sangue Inglês para novembro de 2026 no Jockey Club de Sorocaba, um marco simbólico e prático para o setor.

    Mudança de mentalidade no turfe brasileiro

    O Brasil, apesar de possuir um dos maiores rebanhos equinos do mundo, ainda enfrenta desafios para se consolidar no cenário internacional das corridas. A fragmentação entre os segmentos — que disputam espaço e recursos — sempre foi apontada como um dos principais entraves. Agora, a aproximação entre Quarto de Milha e PSI pode representar não apenas uma união pontual, mas o início de uma nova cultura de colaboração.

    O que esperar do futuro?

    Além da corrida já agendada, as entidades envolvidas sinalizam a intenção de expandir iniciativas como treinamentos compartilhados, intercâmbio de tecnologias e até mesmo a criação de categorias mistas. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, se bem-sucedida, essa integração pode atrair novos investidores e elevar o patamar das corridas brasileiras, colocando o país no radar do turfe global.

  • Dólar valorizado impulsiona soja brasileira e antecipa negócios para novembro

    Dólar valorizado impulsiona soja brasileira e antecipa negócios para novembro

    Valorização do dólar dá fôlego à soja brasileira

    Desde junho, a demanda por soja no Brasil tem permanecido em patamar elevado, mas foi nos primeiros dias de julho que o setor sentiu o impacto mais forte da valorização do dólar frente ao real. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a moeda americana mais forte eleva os prêmios de exportação e torna o grão brasileiro mais atraente para importadores, mesmo com a limitação de cotas portuárias para embarques imediatos.

    Negócios antecipados: tendência global favorece o Brasil

    Os contratos para embarque de soja em novembro já estão sendo fechados, um movimento que, na temporada passada, só começou em agosto — e ainda assim de forma menos intensa. O Brasil, além de se beneficiar do câmbio favorável, segue a tendência global de valorização de produtos naturais na alimentação animal, como leveduras, o que reforça a posição do país como principal fornecedor do grão no mundo.

    Preços domésticos sob pressão, mas com perspectivas positivas

    Apesar das restrições logísticas, os preços da soja em grão no mercado doméstico vêm subindo, impulsionados pela demanda externa e pela expectativa de safras menores em outras regiões produtoras. Analistas do Cepea indicam que, até o final do ano, a combinação de dólar forte e estoques ajustados pode manter os valores em alta, beneficiando diretamente os produtores brasileiros.

  • Manual ainda vive: veja os 43 modelos com câmbio de três pedais disponíveis no Brasil em julho de 2026

    Manual ainda vive: veja os 43 modelos com câmbio de três pedais disponíveis no Brasil em julho de 2026

    O Brasil que dirigia — literalmente — com as duas mãos no volante está cada vez mais escasso. Há 14 anos, em 2012, os 79,8% dos veículos 0 km vendidos no país tinham câmbio manual, segundo dados da Jato Dynamics (atual Bright Consulting). No entanto, a comodidade dos automáticos, aliada à chegada de modelos compactos sem o terceiro pedal, como o Toyota Etios e o Hyundai HB20 na década passada, transformou o cenário: em 2022, a fatia de carros manuais despencou para míseros 37,7%.

    O paradoxo do mercado: menos demanda, mas nichos resistentes

    A queda vertiginosa não apagou, contudo, o fascínio por dominar a alavanca e o pedal da embreagem. Prova disso é que, nesta segunda-feira, 6 de julho de 2026, ainda existem 43 modelos novos com câmbio manual disponíveis nas concessionárias brasileiras. A lista, concentrada em versões de entrada, utilitários compactos e até alguns esportivos, revela que a transmissão manual não morreu — apenas migrou para segmentos onde a performance ou o custo-benefício ainda justificam sua existência.

    Quem ainda compra manual em 2026?

    Os dados mostram um perfil claro de quem ainda opta pelo três pedais: compradores de carros populares, entusiastas do off-road leve (como os Jeep Renegade e Ford EcoSport em suas versões básicas) e aqueles que buscam economia em modelos como o Volkswagen Gol e Chevrolet Onix. Até mesmo marcas premium, como a Audi e a BMW, mantêm algumas opções manuais em suas linhas, voltadas a colecionadores ou puristas. Curiosamente, a resistência ao automático também persiste em algumas regiões, onde o trânsito caótico e a falta de manutenção em postos de combustível tornam o manual uma escolha pragmática.

    O futuro: híbridos e elétricos podem ressuscitar o manual?

    Com a eletrificação do setor automotivo, a transmissão manual parecia fadada ao desaparecimento. No entanto, fabricantes como a Porsche — que recentemente lançou o 718 Cayman com câmbio manual nos EUA — e a Ford, que manteve a opção no Mustang mesmo após a chegada do Mustang Mach-E elétrico, mostram que há espaço para o prazer de dirigir ‘na raquete’. Além disso, a discussão sobre a ‘falta de emoção’ em carros elétricos pode levar a um revival do manual, especialmente em nichos de performance. Até lá, os 43 modelos disponíveis hoje são um lembrete de que, no Brasil, a estrada ainda tem espaço para quem gosta de trocar as marchas com a própria mão.

  • Arroba do boi gordo cai com fim da cota chinesa: frigoríficos demitem ritmo e mercado espera virada no segundo semestre

    Arroba do boi gordo cai com fim da cota chinesa: frigoríficos demitem ritmo e mercado espera virada no segundo semestre

    A cadeia produtiva da carne bovina no Brasil enfrenta um momento de transição em julho de 2026. Depois de meses de alta histórica nas cotações da arroba do boi gordo — impulsionada por exportações recordes, especialmente para a China — o setor agora se depara com um cenário de ajuste.

    Frigoríficos freiam compras diante do esgotamento da cota chinesa

    A proximidade do término da cota anual de exportação de carne bovina para o mercado chinês levou frigoríficos a reduzirem drasticamente a capacidade de abate em diversas unidades. Com isso, férias coletivas foram anunciadas e as negociações com pecuaristas perderam fôlego, resultando em queda nas cotações em praticamente todas as principais praças pecuárias do país.

    Pressão temporária: mercado já visualiza recuperação

    Apesar do recuo atual, consultorias e agentes do setor projetam uma retomada no segundo semestre. A justificativa está na expectativa de normalização das exportações após a implementação da nova cota chinesa, além da demanda firme por carne brasileira em outros mercados. O movimento de ajuste, portanto, é visto como pontual, sem ameaçar a trajetória de médio prazo do segmento.

    Sinal de alerta ou simples ajuste operacional?

    Embora o recuo das cotações possa gerar preocupação entre os pecuaristas, especialistas destacam que a redução no ritmo de compras faz parte de uma estratégia de gestão de estoques diante do esgotamento temporário da cota chinesa. A indústria, por sua vez, busca equilibrar oferta e demanda, enquanto aguarda a retomada das exportações em volumes mais estáveis.

  • Europa mira SUVs: impostos mais altos para veículos grandes entram em discussão

    Europa mira SUVs: impostos mais altos para veículos grandes entram em discussão

    O fenômeno do *carspreading* e suas consequências

    A tendência de automóveis cada vez maiores, conhecida como carspreading, não é apenas uma questão de estilo. Segundo dados da Transport & Environment (T&E) e Clean Cities, desde o ano 2000, os veículos vendidos na Europa cresceram, em média, 1,2 cm por ano em comprimento e 0,5 cm em altura. Essa evolução reflete a popularização dos SUVs e crossovers, mesmo em um cenamento de famílias menores — um paradoxo que acende o alerta de reguladores.

    O estudo projeta dois cenários para 2040: um mantém a trajetória atual, com veículos grandes dominando as ruas, e outro onde medidas de incentivo à redução de tamanho entram em vigor. A proposta em discussão inclui impostos mais altos e tarifas elevadas de estacionamento para SUVs e modelos similares, visando mitigar impactos como a ocupação desproporcional do espaço urbano, o aumento do consumo energético e os riscos à segurança viária.

    Por que os veículos estão maiores?

    O crescimento não se limita ao comprimento. Pesquisas anteriores da T&E revelam que a largura e a altura dos capôs também aumentaram cerca de 0,5 cm anualmente, um reflexo direto da demanda por designs robustos e posições de direção elevadas. Enquanto isso, os lares europeus encolhem: segundo o Eurostat, o número médio de pessoas por residência caiu de 2,4 para 2,2 entre 2010 e 2020. Mesmo assim, a preferência por SUVs — que já representam 50% das vendas de carros novos na Europa — segue inabalável.

    O que está em jogo?

    A discussão transcende o mercado automotivo. Cidades como Paris e Barcelona já enfrentam problemas de estacionamento e circulação devido ao tamanho exagerado dos veículos, além de maior consumo de combustível e emissões de CO₂ mais altas. A União Europeia, que mira a neutralidade carbônica até 2050, vê nessas medidas uma forma de alinhar a indústria às metas climáticas. Enquanto isso, fabricantes como Volkswagen e Renault já sinalizam ajustes em suas linhas para 2027, com modelos compactos ganhando destaque em seus portfólios.

  • Do papel ao cocho: como o manejo pode transformar a dieta do seu rebanho em produtividade

    Do papel ao cocho: como o manejo pode transformar a dieta do seu rebanho em produtividade

    A nutrição animal não se limita à elaboração de dietas em sistemas digitais ou planilhas. Embora ferramentas como softwares de formulação (como o RLM) sejam essenciais para balancear nutrientes, a realidade no campo mostra que a dieta final consumida pelo rebanho nem sempre reflete o planejamento inicial.

    A distância entre a dieta formulada e a dieta consumida

    Fatores como a qualidade dos ingredientes, o tempo de armazenamento, a segregação dos componentes no cocho e até mesmo o comportamento dos animais impactam diretamente na ingestão nutricional. Um estudo da Embrapa de 2025 constatou que, em fazendas brasileiras, até 30% das dietas planejadas apresentavam desvios significativos no consumo real, comprometendo o desempenho zootécnico.

    Três dietas-chave dentro de uma só: da teoria à prática

    No dia a dia das propriedades rurais, identificamos três tipos de dietas que coexistem:

    • Dieta formulada: A receita teórica, calculada para atender às exigências nutricionais do rebanho com base em dados zootécnicos e de mercado.
    • Dieta fornecida: A mistura que chega ao cocho, muitas vezes alterada pela umidade, moagem inadequada ou contaminação por fungos durante o transporte e armazenagem.
    • Dieta consumida: O que efetivamente os animais ingerem, influenciada pela seletividade (animais mais dominantes comem primeiro) e pela segregação dos ingredientes na dieta total.

    O cocho como fator decisivo: mais que um recipiente, uma ferramenta estratégica

    O manejo do cocho é o elo entre a teoria e a prática. Pesquisas da Universidade Federal de Goiás (UFG) publicadas em junho de 2026 mostram que propriedades que investem em treinamento de mão de obra para distribuição uniforme de ração e monitoramento diário do consumo reduziram em 22% as perdas por seletividade animal. Técnicas como a segregação de fibra (usando separadores magnéticos em silos) e a rotação de lotes no cocho também se mostraram eficazes para garantir que todos os animais tenham acesso equitativo aos nutrientes.

    Consequências da má gestão nutricional: prejuízos invisíveis

    Além da queda na produtividade, dietas mal manejadas aumentam a incidência de doenças metabólicas, como a acidose ruminal, e reduzem a vida útil dos animais. Dados da Associação Brasileira de Zootecnistas indicam que, em propriedades com alto turnover de animais, até 15% das mortes no curral estão relacionadas a distúrbios nutricionais, cuja raiz muitas vezes está no gap entre o planejado e o consumido.

    Tecnologia a serviço do manejo: o futuro já começou

    Soluções como sensores de umidade em silos, câmeras com IA para monitorar o consumo em tempo real e softwares de gestão de cocho (que integram dados de formulação, clima e comportamento animal) estão ganhando espaço. Em 2026, fazendas que adotaram essas tecnologias registraram um aumento de 8% na eficiência alimentar e redução de 12% nos custos com suplementação.

    O recado é claro: a nutrição animal eficiente não se encerra na planilha. É um ciclo que começa na formulação, passa pelo manejo diário no cocho e se concretiza no prato dos animais. Ignorar essa cadeia é abrir mão de produtividade e rentabilidade.