Categoria: Backstage Geek

  • Irmão de Marília Mendonça abre os bastidores: ‘Filme sobre a Rainha da Sofrência está sendo feito com tanto carinho’

    Irmão de Marília Mendonça abre os bastidores: ‘Filme sobre a Rainha da Sofrência está sendo feito com tanto carinho’

    Família de Marília aprova andamento do filme

    João Gustavo, irmão de Marília Mendonça, compartilhou em entrevista ao Metrópoles, no domingo, 5 de julho de 2026, que a família está satisfeita com o que foi apresentado até agora sobre o filme “Marília”, produção ficcional do Prime Video que retratará a vida da cantora desde a infância até sua consagração como Rainha da Sofrência. Segundo ele, tudo o que foi divulgado até o momento agradou bastante aos familiares, que esperam ver a história contada com cuidado e emoção.

    Dona Ruth conheceu o elenco da produção

    O irmão da cantora também contou que a mãe de Marília, Dona Ruth, viajou recentemente para conhecer pessoalmente o elenco do filme. João Gustavo afirmou estar confiante de que a produção mostrará detalhes importantes de cada fase da vida da família, desde os momentos mais íntimos até os desafios enfrentados pela artista ao longo de sua trajetória.

    Expectativa pelo resultado final

    Embora João Gustavo não tenha participado diretamente da escolha do elenco, ele revelou que a família confia no trabalho da equipe responsável pelo projeto. A cinebiografia, que promete revisitar não só a carreira de Marília, mas também sua personalidade e legado, já gera expectativa entre os fãs e a mídia, especialmente após o sucesso de produções biográficas recentes no gênero sertanejo.

  • Brasil x Noruega: Confira como fica o clima no país durante a partida das oitavas da Copa do Mundo

    Brasil x Noruega: Confira como fica o clima no país durante a partida das oitavas da Copa do Mundo

    Os torcedores que se preparavam para assistir à partida entre Brasil e Noruega, no domingo (5) às 17h (horário de Brasília), podem comemorar: a previsão do tempo é favorável na maioria das regiões do país. Segundo a Climatempo, grande parte do território nacional deve registrar tempo firme durante o jogo, com céu aberto e pouca nebulosidade.

    Chances de chuva apenas no Norte, litoral do Nordeste e Espírito Santo

    As únicas áreas com previsão de precipitação são partes da Região Norte, o litoral do Nordeste e o Espírito Santo. Nessas localidades, há possibilidade de chuva, o que pode atrapalhar quem estiver acompanhando a partida ao ar livre ou em ambientes sem cobertura.

    Centro-Sul sob influência de massa polar e tempo seco

    Ainda de acordo com a Climatempo, o Centro-Sul do país segue sob a influência de uma massa de ar polar, típica do inverno. Enquanto isso, o interior do Centro-Oeste e do Nordeste permanece com tempo seco e baixa umidade do ar, condição que favorece a prática de atividades ao ar livre.

    Frio no Sul, mas sem temporais durante o jogo

    Nos três estados da Região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul —, a massa de ar polar mantém as temperaturas baixas e o céu com bastante nebulosidade. No entanto, não há previsão de chuva forte ou temporais durante a partida, garantindo que os torcedores possam acompanhar o duelo com tranquilidade.

  • Do farol baixo à marcha à ré: 5 hábitos que escondem multas de trânsito e você não imagina

    Do farol baixo à marcha à ré: 5 hábitos que escondem multas de trânsito e você não imagina

    O que o CTB considera infração, mas motoristas ignoram

    Em 5 de julho de 2026, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) continua sendo o principal aliado dos agentes de fiscalização, mas o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito (MBFT) — atualizado recentemente pelo Contran — mostra que muitos hábitos no volante são, na verdade, infrações graves. O problema? A maioria dos motoristas não sabe que ações como dirigir de chinelos, desligar faróis em paradas ou fazer marcha à ré em trechos longos podem render multas e até suspensão da CNH.

    Da luz apagada à falta de atenção: erros que custam caro

    Um dos pontos mais negligenciados é a iluminação do veículo. Muitos motoristas ainda acreditam que faróis baixos são apenas para rodovias, mas o MBFT deixa claro: em qualquer via, à noite ou em túneis, o uso do farol baixo é obrigatório. Desligá-lo durante paradas — mesmo por segundos — também é passível de multa. Outro equívoco comum é a marcha à ré: a legislação permite o uso apenas em manobras curtas, como estacionar. Quem insiste em percorrer longos trechos com a marcha engatada pode ser autuado por infração média, com 4 pontos na carteira.

    Calçados e pedestres: onde o descuido vira crime

    Dirigir de chinelos, sandálias ou até mesmo descalço pode parecer inofensivo, mas o CTB enquadra isso como infração média, com 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16. Ainda mais grave é a atitude de acelerar propositalmente próximo a pedestres, que configura infração gravíssima — 7 pontos, suspensão do direito de dirigir e multa de R$ 293,47. Em Goiânia, por exemplo, agentes já registraram aumento de 12% nas autuações por esse tipo de comportamento em 2026.

    Por que o MBFT existe? E como evitar surpresas na maleta

    Segundo especialistas ouvidos pela redação, o MBFT foi criado para padronizar a fiscalização e evitar interpretações subjetivas. “O objetivo não é punir, mas conscientizar”, afirma o engenheiro de trânsito Carlos Mendes. Para driblar as multas, basta revisar hábitos simples: manter os faróis sempre acesos à noite, evitar distrações como comer ao volante e priorizar a segurança dos pedestres. Em tempos de fiscalização eletrônica crescente, a dica é clara: o que parece inofensivo pode sair muito caro.

  • Alpine A110 elétrico estreia em Goodwood com inovação radical: bateria dividida para esportivo puro

    Alpine A110 elétrico estreia em Goodwood com inovação radical: bateria dividida para esportivo puro

    O Alpine A110 elétrico deu um passo ousado rumo ao futuro com a estreia do protótipo A110 Future no Festival de Goodwood, na Inglaterra, na segunda semana de julho. O modelo, que será lançado oficialmente em 2027, representa a primeira incursão da marca francesa no segmento de esportivos elétricos sem abrir mão do DNA que consagrou sua versão a combustão: dinâmica impecável e baixo peso.

    Plataforma exclusiva em alumínio: a alma do novo A110

    Diferente de seus irmãos elétricos — como o Renault A290 e A390, que compartilham plataformas genéricas — o Alpine A110 Future nasce sobre uma base em alumínio desenvolvida do zero. Essa escolha não foi apenas uma decisão de engenharia, mas uma necessidade para garantir que o esportivo mantivesse sua essência: um centro de gravidade baixo e distribuição de peso equilibrada, elementos que definem a performance de um carro esportivo.

    Baterias divididas: a engenharia por trás do equilíbrio

    Um dos diferenciais mais notáveis do A110 Future é a adoção de um sistema de baterias dividido, com 40% do peso na dianteira e 60% na traseira. Essa configuração não apenas simula a distribuição de um carro com motor central — como o lendário Porsche 911 — mas também otimiza a estabilidade nas curvas e a agilidade. A meta de peso total, de apenas 1.450 kg, reforça o compromisso da marca em não sacrificar a eficiência pela performance.

    Autonomia e concorrência: o desafio de rivalizar com os melhores

    Com uma autonomia projetada superior a 563 km (ciclo WLTP), o Alpine A110 elétrico promete ser competitivo não apenas em dinâmica, mas também em praticidade. A marca francesa, conhecida por seus esportivos de alto desempenho, agora mira diretamente no segmento premium, onde o Porsche 911 reina soberano. O lançamento oficial, previsto para 2027, será o primeiro teste real para verificar se a estratégia de manter o DNA esportivo em um carro elétrico terá sucesso.

    O que esperar do futuro da Alpine?

    O A110 Future é mais do que um protótipo: é um manifesto da Alpine de que é possível eletrificar um carro esportivo sem perder a alma. Ao investir em uma plataforma própria e inovações como o sistema de baterias dividido, a marca sinaliza que não pretende se contentar com soluções genéricas. Se o modelo se consolidar como um verdadeiro rival do Porsche 911, a indústria automotiva poderá testemunhar um novo capítulo na história dos esportivos elétricos.

  • Fim de uma lenda: Throwin A Fit, garanhão que revolucionou a vaquejada brasileira, morre aos 23 anos

    Fim de uma lenda: Throwin A Fit, garanhão que revolucionou a vaquejada brasileira, morre aos 23 anos

    Throwin A Fit, o garanhão Quarto de Milha considerado o maior nome da história da vaquejada brasileira, morreu neste sábado, 4 de julho de 2026, aos 23 anos, no Haras Fábio José, onde era mantido. A notícia foi confirmada pela própria fazenda, que não divulgou a causa do óbito. Seu legado, no entanto, é inegável: uma dinastia de campeões espalhados pelos principais haras do país e uma revolução na seleção genética da modalidade.

    O legado que mudou a vaquejada para sempre

    Importado dos Estados Unidos, Throwin A Fit chegou ao Brasil em meados dos anos 2000, quando a vaquejada ainda dava seus primeiros passos na busca por melhoramento genético. Sua chegada coincidiu com um momento decisivo: a modalidade começava a profissionalizar suas linhagens, e ele se tornou o símbolo dessa transição. No Haras LM, onde iniciou sua trajetória reprodutiva, seus primeiros filhos já chamavam atenção. Mas foi no Haras Fábio José, onde se consolidou, que seu nome se tornou sinônimo de excelência.

    Seus descendentes dominaram pistas de vaquejada por todo o país, quebrando recordes em leilões e garantindo títulos que antes pareciam inatingíveis. Criadores não mediam esforços para ter acesso a seus genes, e sua linhagem se tornou a mais cobiçada do setor. Throwin A Fit não apenas produziu campeões — ele redefiniu o que significava ser um garanhão na vaquejada brasileira.

    Uma linhagem que ultrapassou fronteiras

    Dados do setor indicam que, até seu falecimento, Throwin A Fit havia gerado mais de 3 mil descendentes registrados, muitos deles com performances excepcionais em competições. Seus filhos e filhas não se limitaram às pistas: muitos foram vendidos por valores recordes, como o R$ 1,2 milhão alcançado por um de seus potros em leilão realizado em 2023. Seu DNA está presente em haras de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e até no exterior, onde a vaquejada brasileira começa a ganhar espaço.

    A morte de Throwin A Fit deixa um vazio imenso no setor. Especialistas já começam a debater o futuro da linhagem, com criadores buscando alternativas para manter o padrão de excelência que ele impôs. Enquanto isso, seu nome permanece gravado na história como o garanhão que não apenas venceu, mas transformou a vaquejada em um esporte de elite genética.

  • Ferrari 12Cilindri Manuale: a máquina que ressuscita o câmbio manual com V12 de 830 cv e 1.499 unidades

    Ferrari 12Cilindri Manuale: a máquina que ressuscita o câmbio manual com V12 de 830 cv e 1.499 unidades

    A volta dos três pedais em plena era da automação

    A Ferrari inovou ao lançar a 12Cilindri Manuale, uma edição especial limitada a 1.499 unidades que revive a experiência do câmbio manual em um supercarro de produção. Com um motor V12 6.5 aspirado de 830 cavalos e corte a 9.500 rpm, o modelo combina performance brutal com a nostalgia dos três pedais, algo praticamente extinto em carros de série desde a Ferrari California T de 2012.

    Tecnologia ‘by-wire’ para simular a emoção (ou o sofrimento) do manual

    O sistema ‘Manuale by-wire’ da 12Cilindri Manuale substitui o câmbio tradicional por um comando eletrônico que simula a embreagem, os engates e até os trancos característicos de uma transmissão manual. O motor pode até ‘morrer’ em trocas mal executadas, como nos velhos tempos. Tudo isso é gerenciado por um câmbio de dupla embreagem de oito marchas, mas que opera em modo manual com seis relações, oferecendo um realismo surpreendente para os puristas.

    Um tributo ao passado com DNA futurista

    Mais do que uma brincadeira nostálgica, a 12Cilindri Manuale é um manifesto da Ferrari: um V12 aspirado em plena era da eletrificação, com uma sonoridade que ecoa as gloriosas décadas de 1960 e 1970. A edição limitada reforça o caráter exclusivo do modelo, posicionando-o como uma peça de colecionador — e um desafio para os novos motoristas, acostumados com a suavidade dos câmbios automáticos.

  • Nissan Sentra: donos reclamam de falta de peças e carros parados na garantia até 2026

    Nissan Sentra: donos reclamam de falta de peças e carros parados na garantia até 2026

    A falta de peças de reposição para o Nissan Sentra tem transformado a garantia de compra em uma promessa vazia para muitos donos do modelo. O que deveria ser um diferencial de confiança — consertos cobertos pela garantia — se tornou um entrave burocrático e logístico, deixando veículos parados por meses e prejudicando a rotina de motoristas.

    Falta de peças: um problema que não é novo, mas persiste em 2026

    Casos como o do analista de sistemas Walter Eduardo dos Santos Reis, proprietário de um Sentra 2024 em São Paulo, ilustram a gravidade da situação. Desde a entrega, o veículo apresentou problemas — como o banco do motorista solto e barulhento — mas as concessionárias não conseguiram solucioná-los por falta de componentes essenciais. “Até hoje não consegui resolver”, desabafa Walter. A espera por itens básicos, como buchas estabilizadoras e marcadores de combustível, já ultrapassa prazos razoáveis, mesmo com a garantia ainda ativa.

    Nissan diz que resolveu, mas Reclame Aqui registra centenas de queixas

    Em resposta às reclamações, a montadora afirmou ter regularizado os casos, mas as avaliações no Reclame Aqui contam outra história. Até a data de referência (4 de julho de 2026), há mais de 300 registros de consumidores insatisfeitos com a falta de assistência, muitos deles com veículos há meses sem solução. A discrepância entre o discurso da empresa e a realidade dos donos do Sentra acende um alerta sobre a confiabilidade da rede de assistência autorizada.

    Consequências além do bolso: impactos na vida dos motoristas

    Para quem depende do carro diariamente, a ausência de peças não é apenas um transtorno financeiro — é um colapso na rotina. Motoristas relatam perder compromissos de trabalho, estudos e até oportunidades pessoais por não terem seus veículos consertados. “Como vou confiar em um carro novo se não consigo sequer consertar um defeito simples com peças disponíveis no mercado?”, questiona Walter. A situação expõe não só a fragilidade da cadeia de suprimentos da Nissan, mas também a vulnerabilidade dos consumidores diante de marcas que não cumprem prazos mínimos de manutenção.

    O que diz a Nissan?

    Em nota oficial, a Nissan afirmou que “todos os casos foram solucionados conforme os prazos estabelecidos pela garantia”, mas não detalhou como ou quando as peças foram disponibilizadas para as concessionárias. A empresa também não respondeu sobre a demora na reposição de itens críticos para modelos recentes, como o Sentra 2024. Enquanto isso, donos do veículo seguem em busca de respostas — e de seus carros funcionando.

  • Brasil 2002: nostalgia e penta — como era o país na Copa que mudou tudo

    Brasil 2002: nostalgia e penta — como era o país na Copa que mudou tudo

    De 1998 a 2002: a redenção que começou na dor

    A derrota na final da Copa de 1998, contra a França, deixou uma ferida aberta na alma do torcedor brasileiro. Quatro anos depois, em 2002, a Seleção chegava ao torneio com a sombra daquele 0x3 sofrido nas terras francesas — e ainda enfrentando desconfianças após uma campanha atribulada nas eliminatórias sul-americanas. Mas foi justamente naquele cenário de incertezas que surgiu o time que devolveria ao Brasil a alegria de ser campeão do mundo.

    O penta que uniu um país em dois continentes

    A Copa de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, foi a primeira a ocorrer no continente asiático e também a primeira a ser sediada por dois países. Para o Brasil, que vivia um momento de transformações sociais e econômicas, o torneio representou mais do que um esporte: foi um divisor de águas. A vitória sobre a Alemanha por 2×0 na final, com gols de Ronaldo, selou o penta e enterrou décadas de frustração. Hoje, em 4 de julho de 2026, quando o Brasil volta a disputar uma Copa do Mundo, a comparação inevitável é: será que a magia de 2002 pode se repetir?

    Os carros da época: um retrato do Brasil que não volta mais

    Além do futebol, o Brasil de 2002 tinha uma cara distinta. Os carros populares da época, como o Volkswagen Gol, o Ford Fiesta e o Fiat Palio, dominavam as ruas, enquanto modelos importados começavam a ganhar espaço. O país ainda não conhecia o boom do SUV, que só chegaria anos depois. Naquele ano, o Brasil fabricava cerca de 1,8 milhão de veículos — um número que, em 2026, já supera os 2,5 milhões anuais, refletindo a evolução da indústria automotiva. A nostalgia, afinal, não é só esportiva.

    Por que 2002 ainda dói e faz sonhar

    O jejum de títulos mundiais desde então transformou 2002 em um marco quase mítico. Aquele time, liderado por Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, tinha um estilo de jogo que encantava e uma resiliência que parecia espelhar a própria alma brasileira. Hoje, com a Seleção de 2026 em campo, a pergunta que ronda mesas de bar e redes sociais é a mesma: será que desta vez o Brasil vai conseguir repetir a dose? Enquanto a torcida aguarda ansiosa, uma coisa é certa: a história de 2002 nos ensinou que, no futebol — e na vida —, os jejuns sempre terminam.

  • Mamona no Cerrado: crescimento produtivo exige controle de pragas e manejo rigoroso

    Mamona no Cerrado: crescimento produtivo exige controle de pragas e manejo rigoroso

    A cultura da mamona ganha fôlego no Cerrado com a expectativa de colher 159,8 mil toneladas na safra 2025/2026 — um salto de 59,7% em relação ao ciclo anterior, segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço reflete a crescente demanda por óleos vegetais e a adaptação da planta ao bioma, mas especialistas alertam: o resultado final está diretamente ligado à saúde das lavouras.

    Bahia lidera produção, mas produtividade exige mais do que área plantada

    A Bahia se consolida como o principal polo da cultura, respondendo por grande parte da oferta nacional. Contudo, como destaca Igor Borges, líder de sustentabilidade da ORÍGEO, “a boa produtividade não depende apenas de ampliar a área de plantio”. O desafio é manter a lavoura livre de pragas e plantas daninhas, que podem reduzir a eficiência da cultura em até 30%, segundo estudos do setor.

    Pragas e plantas daninhas: o inimigo silencioso da mamona

    O aumento da área plantada no Cerrado também expande a incidência de pragas como a Diabrotica speciosa (besouro-do-milho) e doenças fúngicas, como a Colletotrichum, que atacam caules e folhas. Além disso, plantas daninhas como o capim-marmelada (Brachiaria plantaginea) competem por nutrientes e água, reduzindo a produtividade. “O manejo integrado é fundamental. Não adianta só plantar — é preciso monitorar e agir no momento certo”, afirma Borges.

    Consequências para o mercado e o produtor

    O crescimento da produção nacional de mamona tem reflexos diretos no mercado de óleos vegetais, especialmente para a indústria de biocombustíveis e cosméticos. No entanto, a volatilidade dos preços e os custos com insumos — como defensivos agrícolas e mão de obra especializada — podem pressionar a margem de lucro dos produtores. “Quem não investir em tecnologia e manejo corre o risco de perder competitividade”, avalia o especialista.

    Perspectivas para o ciclo 2026/2027

    Com a safra 2025/2026 ainda em andamento, os olhares se voltam para o próximo ciclo. A Conab deve revisar suas projeções em setembro de 2026, mas a tendência é de manutenção do crescimento, desde que os desafios sanitários sejam controlados. Para os produtores, a lição é clara: a mamona pode ser uma oportunidade, mas exige mais do que sorte — exige planejamento e ação constante.

  • Contran cria ‘tornozeleira eletrônica’ para veículos apreendidos e proíbe leilões presenciais a partir de julho de 2026

    Contran cria ‘tornozeleira eletrônica’ para veículos apreendidos e proíbe leilões presenciais a partir de julho de 2026

    Fim dos leilões presenciais e chegada da ‘tornozeleira veicular’

    O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) encerra uma era de leilões de veículos apreendidos com presença física. Desde sábado, 4 de julho de 2026, todas as vendas serão realizadas exclusivamente de forma virtual, por meio de plataformas online autorizadas. A mudança, prevista na Resolução nº 1.025/2026 — que substitui a norma de 2016 —, busca reduzir custos operacionais e aumentar a transparência nos processos.

    Aliada a essa reformulação está a criação do Sistema Integrado de Veículos Custodiados (Sivec), que unificará o rastreamento, a guarda e a destinação final dos veículos apreendidos. O sistema promete eliminar burocracias redundantes e acelerar a regularização de proprietários que regularizarem suas pendências.

    Motoristas ganham fôlego com a ‘tornozeleira eletrônica’

    A principal inovação, apelidada no mercado de ‘tornozeleira eletrônica’, permite que veículos apreendidos permaneçam na garagem do proprietário — desde que estejam equipados com um dispositivo de rastreamento GPS. A medida é voltada para casos em que a apreensão não esteja relacionada a crimes graves ou à impossibilidade de regularização imediata. Segundo o Contran, a iniciativa reduzirá custos de guinchagem e evitará danos aos veículos durante o transporte.

    Para o advogado especializado em trânsito Marcelo Lima, a adoção do Sivec representa um avanço na modernização da fiscalização. ‘O sistema centraliza dados que hoje estão dispersos em diferentes órgãos, facilitando a vida tanto do cidadão quanto do poder público’, afirmou. No entanto, ele alerta para a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar fraudes no rastreamento.

    Sucata em 30 dias: prazos mais curtos e consequências duras

    A nova regra também impõe alterações nos casos de veículos ‘ignorados’ em leilões. Caso o proprietário não compareça ou não regularize a situação em duas tentativas, o veículo será reclassificado automaticamente como sucata após 30 dias corridos da segunda publicação do edital. Os editais, por sua vez, passaram a exigir 15 dias úteis de publicação — tempo suficiente para que interessados se manifestem, segundo a autarquia.

    Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que, em 2025, mais de 120 mil veículos foram apreendidos no Brasil, mas apenas 35% foram leiloados dentro do prazo legal. ‘A lentidão nos processos gera prejuízos para todos: o Estado perde arrecadação, e o cidadão, a chance de recuperar seu patrimônio’, avaliou a economista Fernanda Oliveira.

    Impacto para o mercado e cobrança por transparência

    O setor de leilões veiculares, que movimenta cerca de R$ 2 bilhões anualmente segundo a Fenauto, já se prepara para a transição. ‘As plataformas digitais terão que se adaptar rapidamente, mas a tendência é positiva. A venda online reduz custos e amplia o alcance dos lances’, afirmou o presidente da entidade, Ricardo Silva.

    Entretanto, especialistas cobram mais clareza nos critérios de avaliação dos veículos antes de irem a leilão. ‘Muitos automóveis chegam ao mercado com danos não declarados ou com histórico de sinistro ocultado. A fiscalização deve ser mais rigorosa’, defendeu a engenheira automotiva Clarice Mendes.

    O que muda na prática para os motoristas?

    1. Guarda monitorada: Veículos apreendidos podem ficar em casa com rastreamento, evitando guinchagem (exceto em casos de crimes ou impossibilidade de regularização).

    2. Leilões 100% digitais: Todas as vendas agora ocorrem em plataformas online, com editais publicados por 15 dias úteis.

    3. Prazos apertados: Após duas tentativas de leilão sem sucesso, o veículo é classificado como sucata em 30 dias.

    4. Sivec: Sistema unificado para rastrear, custodiar e destinar veículos apreendidos, reduzindo burocracia.