Categoria: Backstage Geek

  • Lagarta-do-cartucho devasta lavouras de milho: prejuízos de 60% e alerta para Manejo Integrado de Pragas

    Lagarta-do-cartucho devasta lavouras de milho: prejuízos de 60% e alerta para Manejo Integrado de Pragas

    No sábado, 13 de junho de 2026, o cenário nas lavouras de milho do país não é nada animador. A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), considerada a praga mais prejudicial à cultura do milho no Brasil, segue em franco avanço, deixando um rastro de destruição que pode reduzir a produtividade em até 60% quando não controlada a tempo.

    Da germinação à colheita: a lagarta ataca em todas as fases

    A praga não escolhe estágio: desde a brotação até a formação das espigas, as lagartas consomem folhas, hastes e, principalmente, os grãos, perfurando-os e comprometendo não apenas a quantidade, mas também a qualidade da safra. Segundo a Embrapa, o ataque tardio é ainda mais danoso, pois dificulta a identificação precoce e amplia os prejuízos.

    Prejuízos além da produtividade: qualidade dos grãos em risco

    Bruno Vilarino, gerente de produtos da ORÍGEO, alerta que, quando os danos se manifestam nas espigas, o impacto vai muito além da perda de volume. “Grãos perfurados, má formação e a maior entrada de fungos comprometem a qualidade final do milho, reduzindo seu valor comercial e inviabilizando a comercialização para mercados mais exigentes“, explica. O cenário piora em anos com temperaturas elevadas e secas prolongadas, condições que favorecem a proliferação da praga no campo.

    Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a única solução viável

    Diante desse quadro, especialistas reforçam a necessidade de adoção do Manejo Integrado de Pragas, que combina técnicas como monitoramento constante, controle biológico (com uso de predadores naturais ou bioinseticidas) e, quando necessário, aplicação de defensivos químicos de forma estratégica. “A prevenção é a chave. Esperar os sinais visíveis nos grãos já é tarde demais“, destaca Vilarino.

    Consequências para a agricultura e o mercado

    A escalada da lagarta-do-cartucho não afeta apenas os produtores rurais. Com a redução da oferta de milho de qualidade, os preços do grão tendem a se elevar, impactando desde a cadeia de ração animal até a indústria de biocombustíveis. Além disso, a dependência de importações de milho para abastecer o mercado interno pode aumentar, pressionando ainda mais os custos de produção.

  • Persa Marchador Brasileiro: a joia pintada da equideocultura nacional que completa 86 anos em 2026

    Persa Marchador Brasileiro: a joia pintada da equideocultura nacional que completa 86 anos em 2026

    Em um sábado, 13 de junho de 2026, enquanto o Brasil comemora mais de oito décadas desde o nascimento do Persa Marchador Brasileiro, uma raça que desafia padrões e encanta criadores, a história equina do país ganha um novo capítulo de orgulho nacional. Originário da Fazenda Aliança, em Joaíma (MG), no Vale do Jequitinhonha, o cavalo pintado não é apenas uma atração visual — é um símbolo de resistência e adaptação, herdando a elegância da marcha do Mangalarga Marchador.

    A herança do Mangalarga Marchador: conforto e tradição em cada passo

    O Persa Marchador Brasileiro destaca-se pela pelagem leoparda, muitas vezes confundida com a de cavalos Appaloosa, mas sua maior virtude está nos movimentos suaves e rítmicos. A influência do Mangalarga Marchador, uma das raças mais tradicionais do Brasil, garantiu ao Persa Marchador Brasileiro a capacidade de percorrer longas distâncias sem cansar o cavaleiro — um diferencial que o tornou ideal para a lida com o gado e os deslocamentos rurais.

    De Joaíma para o mundo: uma raça nascida na prática

    A formação da raça teve início na década de 1940, quando criadores da região mineira selecionaram animais com pelagem pintada e potencial para marcha confortável. A Fazenda Aliança tornou-se o berço dessa inovação, onde a seleção natural e o olhar criterioso dos vaqueiros deram origem a um cavalo que, além de funcional, carrega uma estética única. Em 2026, a raça completa 86 anos de história, mas sua relevância ainda é pouco conhecida fora do universo equestre.

    Mais do que um cavalo pintado: o futuro da equideocultura brasileira

    Com a crescente valorização de raças nacionais e a busca por animais adaptados ao clima tropical, o Persa Marchador Brasileiro ganha espaço em exposições, leilões e programas de melhoramento genético. Sua pelagem exótica e marcha suave atraem não só criadores, mas também entusiastas da cultura rural, que veem na raça um patrimônio a ser preservado. Em um cenário onde a equideocultura brasileira busca se destacar globalmente, o Persa Marchador Brasileiro surge como uma alternativa promissora, unindo tradição e inovação.

  • Silagem de milho sozinha pode sabotar a engorda do gado: entenda o erro que eleva custos e atrasa abate

    Silagem de milho sozinha pode sabotar a engorda do gado: entenda o erro que eleva custos e atrasa abate

    A aparência impecável de um silo bem compactado, com silagem de milho de alta digestibilidade e ricos em grãos, pode ser um engodo para o produtor rural. Embora seja um volumoso estratégico na engorda de gado, a dependência exclusiva dele na dieta dos animais esconde um risco biológico que afeta diretamente a eficiência do confinamento: o apagão proteico no rúmen.

    O mito da autossuficiência da silagem de milho

    A silagem de milho avançou tecnologicamente nas últimas décadas, com lavouras cada vez mais produtivas e grãos de alta qualidade. No entanto, o zootecnista e consultor Rogério Coan, ouvido pela reportagem no dia de hoje, adverte: “Acreditar que a silagem sozinha supre todas as necessidades nutricionais de um ruminante de alta performance é uma das armadilhas mais comuns — e caras — da pecuária moderna”. A alta energia do milho mascara a deficiência de proteína bruta, essencial para o desenvolvimento muscular e a saúde ruminal.

    Como o desequilíbrio nutricional se transforma em prejuízo

    Quando o animal recebe apenas silagem de milho, o rúmen — ambiente responsável pela fermentação dos alimentos — fica sobrecarregado com carboidratos não fibrosos (CNF), mas carente de proteína degradável (PDR). Isso gera dois problemas imediatos: a diminuição na síntese de proteína microbiana, que é a principal fonte de aminoácidos para o bovino, e a redução na eficiência alimentar. O resultado? O gado demora mais para atingir o peso ideal, o tempo de confinamento se alonga e os custos com alimentação disparam.

    Dados da Associação Brasileira de Produtores de Gado de Corte (ABGC), atualizados para junho de 2026, indicam que a falta de proteína na dieta pode elevar o custo da arroba em até 30% em sistemas de confinamento. “O produtor vê um silo cheio e acha que está tudo resolvido, mas na prática está alimentando um motor a diesel com álcool: tem energia, mas falta torque”, compara Coan.

    A solução técnica para evitar o gargalo

    A correção exige a integração de fontes proteicas na dieta, como farelo de soja, uréia ou até mesmo silagem de leguminosas (como a de estilosantes). Segundo o nutricionista animal Dr. Fernando Paim, a proporção ideal deve contemplar: 70% de volumoso (silagem de milho ou sorgo) e 30% de concentrado proteico, ajustados conforme a fase de engorda e o peso dos animais. “Não é questão de substituir o milho, mas de complementá-lo”, destaca Paim.

    A prática, embora conhecida, ainda é negligenciada por cerca de 45% dos confinamentos brasileiros, segundo levantamento da Embrapa Gado de Corte referente ao primeiro semestre de 2026. A consequência? Perdas que vão além do financeiro: aumento da emissão de metano por quilo de carne produzida e piora na qualidade da carcaça.

    O futuro da engorda: tecnologia e equilíbrio

    Para o especialista em nutrição animal, a pecuária de corte precisa migrar de um modelo baseado em “volume a qualquer custo” para um sistema “eficiência por quilo produzido”. Isso inclui o uso de tecnologias como NIRS (Near-Infrared Spectroscopy) para análise rápida da composição da silagem e softwares de gestão que monitorem a relação energia:proteína em tempo real. “O produtor que não ajustar a dieta hoje estará fora do mercado amanhã”, alerta Paim.

    Enquanto isso, no campo, a lição é clara: a silagem de milho é uma ferramenta poderosa, mas não uma solução completa. Ignorar suas limitações é como construir um prédio sem fundação — parece sólido por fora, mas pode ruir a qualquer momento.

  • Marrocos, o gigante automotivo africano que recebe o Brasil na estreia da Copa de 2026

    Marrocos, o gigante automotivo africano que recebe o Brasil na estreia da Copa de 2026

    De quarto lugar no Catar a potência industrial fora dos gramados

    Na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, em 13 de junho de 2026, o Marrocos não chega como um mero coadjuvante. Se no Catar 2022 os Leões do Atlas surpreenderam o mundo com a melhor campanha de uma seleção africana na história dos Mundiais, agora eles mostram que seu protagonismo não se limita aos gramados.

    Da geopolítica à indústria: como o Marrocos se tornou a Detroit da África

    Com uma localização estratégica — a apenas 14 km da Espanha, separada pelo Estreito de Gibraltar —, o Marrocos transformou-se em uma plataforma industrial voltada para a Europa, que absorve 95% de seus veículos exportados. Em 2025, o país produziu cerca de 1 milhão de carros e comerciais leves, um número que deve dobrar até 2030, mesmo com uma população de apenas 38 milhões de habitantes (18% da brasileira).

    O mercado interno marroquino, por sua vez, registrou 235.372 vendas no último ano, consolidando o setor automotivo como um dos pilares da economia local. Essa expansão não é obra do acaso: investimentos em infraestrutura, mão de obra qualificada e acordos comerciais com a União Europeia tornaram o país um polo atrativo para gigantes como Renault, Stellantis e BMW, que já operam fábricas no território.

    O que o Brasil pode aprender com o rival da estreia?

    A ascensão marroquina no setor automotivo não é apenas uma questão de números. É um modelo de integração regional, onde a proximidade geográfica com a Europa — e, por extensão, com o Brasil, via acordos comerciais — cria oportunidades para parcerias tecnológicas e logísticas. Para o escrete canarinho, que busca renovar seu plantel e estratégias, observar como um país africano se tornou referência global em produção automobilística pode ser tão inspirador quanto analisar o desempenho esportivo dos Leões do Atlas.

  • Renault Boreal híbrido: Turquia assume produção global do SUV para competir na Europa e África

    Renault Boreal híbrido: Turquia assume produção global do SUV para competir na Europa e África

    A Renault deu um passo decisivo na estratégia de expansão global do Renault Boreal ao transferir parte de sua produção para a fábrica de Bursa, na Turquia. Desde o dia 13 de junho de 2026, a unidade turca passa a fabricar o SUV médio com uma inovação mecânica: o sistema híbrido pleno E-Tech de 160 cavalos, que promete consumo de até 21 km/l — uma evolução significativa em relação ao motor 1.3 turboflex usado no Brasil.

    Dupla estratégia industrial: Brasil para a América Latina e Turquia para o mundo

    Enquanto a unidade de São José dos Pinhais (PR) mantém sua produção voltada ao mercado latino-americano, a planta turca assume o papel de exportadora para o Leste Europeu, Oriente Médio e África. A decisão reflete uma lógica industrial clara: otimizar custos e escalabilidade, posicionando o Boreal como um concorrente relevante na categoria mais competitiva do segmento de SUVs globais.

    O híbrido E-Tech que promete redefinir o consumo

    O grande diferencial do Boreal fabricado na Turquia está sob o capô. O sistema híbrido pleno combina um motor 1.8 a gasolina com um propulsor elétrico, assistido por uma bateria de 1,4 kWh de alta tensão. O resultado é um conjunto que não apenas entrega maior eficiência energética — com média de 21 km/l — mas também reduz emissões, alinhando-se às exigências de mercados europeus cada vez mais restritivos. A Renault aposta que a combinação de custo-benefício e tecnologia será decisiva para conquistar consumidores em regiões onde a mobilidade sustentável já é uma prioridade.

    Consequências para o mercado e os consumidores

    A produção turca do Boreal não é apenas uma mudança de local, mas um movimento estratégico que pode deslocar o equilíbrio competitivo no segmento de SUVs médios. Para os consumidores, a novidade representa mais opções de modelos híbridos com preços mais acessíveis, especialmente em mercados onde a gasolina tem preços elevados. Para a Renault, é uma oportunidade de ganhar escala e consolidar a marca como uma das principais fabricantes de veículos híbridos no cenário global, reduzindo a dependência de um único mercado.

  • Famato pressiona Câmara pela aprovação final do PL que renegocia dívidas rurais até 12 de junho de 2026

    Famato pressiona Câmara pela aprovação final do PL que renegocia dívidas rurais até 12 de junho de 2026

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) intensificou nesta sexta-feira (12 de junho de 2026) os esforços para garantir a aprovação final do Projeto de Lei 5122/2023, que institui uma linha especial de refinanciamento para produtores rurais, cooperativas e condomínios agrícolas.

    Senado deu o primeiro passo, mas Câmara tem a palavra final

    O texto, já aprovado pelo Senado na última quarta-feira (10/06), retorna à Câmara dos Deputados com ajustes que, segundo a Famato, são essenciais para adequar as condições de renegociação à realidade do setor. A entidade destaca que o projeto é uma resposta urgente à crise que afeta a agricultura brasileira: “queda de rentabilidade, custos estratosféricos e endividamento generalizado”, cenário que ameaça o planejamento da próxima safra e a manutenção da produção.

    Dívidas rurais: um nó que afeta todo o agronegócio

    Dados da Famato mostram que mais de 60% dos produtores rurais brasileiros enfrentam dificuldades para honrar compromissos financeiros, com juros que superam 10% ao ano em algumas linhas de crédito. A proposta prevê taxas reduzidas e prazos estendidos, mas depende da sanção até o final desta semana para entrar em vigor. Sem ela, o risco de quebra de pequenos e médios produtores — responsáveis por 70% da produção nacional — cresce exponencialmente.

    O que está em jogo além das dívidas?

    A aprovação do PL não se limita à renegociação de débitos: trata-se de uma questão estrutural para o agronegócio brasileiro. Com a medida, o governo federal busca evitar um colapso no crédito rural, que já registrou queda de 15% nas concessões em 2025, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Além disso, a estabilidade no campo é crucial para manter o Brasil como o maior exportador de grãos do mundo, setor que movimenta mais de US$ 160 bilhões anualmente.

    O timing é crítico

    A pressão da Famato não é casual: a safra 2026/2027 já está em fase de planejamento, e os produtores não têm margem para esperar. Se o PL não for aprovado até o fim de junho, o prejuízo pode se estender por anos, com consequências como desemprego no campo, redução na arrecadação de estados agrícolas e até impactos na balança comercial brasileira. A entidade já sinalizou que, caso a Câmara não avance, recorrerá a medidas judiciais para pressionar por soluções alternativas.

  • Paraná encerra ciclo de vigilância avícola 2025/2026 sem detecção de Influenza Aviária ou Doença de Newcastle

    Paraná encerra ciclo de vigilância avícola 2025/2026 sem detecção de Influenza Aviária ou Doença de Newcastle

    A conclusão do ciclo de vigilância 2025/2026

    A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) encerrou na segunda-feira, 8 de junho de 2026, a última remessa de amostras do ciclo de vigilância ativa de aves no estado. As coletas, enviadas aos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA) de Campinas (SP) e Porto Alegre (RS), visavam detectar precocemente enfermidades como a Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e a Doença de Newcastle.

    Estratégia central do Programa de Sanidade Avícola

    A vigilância ativa, componente-chave do Programa de Sanidade Avícola do Paraná, monitora continuamente a população aviária para assegurar a sanidade do setor. A ausência de resultados positivos para IAAP ou Doença de Newcastle reforça a eficácia do sistema e a manutenção do status sanitário do estado, crucial para a economia e a saúde pública.

    Contexto sanitário e econômico

    A conclusão desse ciclo ocorre em um cenário de alta atenção global à sanidade avícola, especialmente após surtos recentes em outras regiões do Brasil e do mundo. O Paraná, maior produtor nacional de frangos, mantém-se como referência em biossegurança, o que impacta diretamente na competitividade do setor e na confiança do mercado internacional.

  • BMW M3 elétrico será lançado em 2027 com 4 motores e design revolucionário

    BMW M3 elétrico será lançado em 2027 com 4 motores e design revolucionário

    O M3 elétrico chega para transformar a linha BMW M

    A BMW surpreendeu o mercado no dia de hoje ao revelar o protótipo do M3 elétrico, um marco que consolida a transição da marca para a mobilidade 100% livre de emissões. Com estreia prevista para 2027, o modelo abandona a nomenclatura iM3 ou M3i e adota simplesmente “M3 elétrico”, diferenciando-se do futuro M3 a combustão sem perder a identidade esportiva da divisão.

    Quatro motores e performance radical

    O protótipo exibido na data de hoje — um M Concept Neue Klasse em vermelho Monza — esconde uma arquitetura inédita: quatro motores elétricos, um arranjo que promete entregar uma potência combinada superior a 1.000 cavalos. Essa configuração não apenas supera os limites atuais de performance elétrica, como também redefine o conceito de tração integral, garantindo acelerações brutais e controle preciso em qualquer condição.

    Design que fala por si só

    A nova linguagem visual da BMW M, apresentada no protótipo, rompe com as convenções ao incorporar linhas mais agressivas e elementos aerodinâmicos inspirados em competições. O vermelho Monza do modelo em exposição não é mera coincidência: trata-se de um convite direto aos entusiastas, posicionando o M3 elétrico como um ícone de desejo para a próxima geração de motoristas.

    Le Mans como palco da revolução elétrica

    A estreia em movimento do M3 elétrico está programada para as 24 Horas de Le Mans, evento que reforça o compromisso da BMW com a inovação e a competição. Segundo comunicado oficial emitido hoje, o modelo não apenas representará o futuro do portfólio M, como também simbolizará a união entre design expressivo, alto desempenho e materiais avançados, como fibra de carbono reciclada e alumínio de baixa pegada de carbono.

    O que esperar até 2027?

    Com lançamento previsto para o próximo ano, o M3 elétrico da BMW promete ser mais do que um carro: será uma declaração de que a era elétrica pode, sim, aliar emoção ao volante e respeito ao meio ambiente. Enquanto aguardamos por mais detalhes técnicos e preços, uma coisa é certa: a concorrência terá que correr para acompanhar a BMW nesta nova corrida rumo ao futuro.

  • Geely EX5 na China: SUV elétrico ganha motor mais potente e mudanças visuais para 2026

    Geely EX5 na China: SUV elétrico ganha motor mais potente e mudanças visuais para 2026

    Novo coração de 333 cavalos para o EX5 elétrico

    Enquanto o Brasil se prepara para receber a versão híbrida do Geely EX5 — com expectativa de nacionalização iminente —, a montadora chinesa surpreende no mercado doméstico com aprimoramentos no modelo elétrico. O destaque absoluto é o novo propulsor, que salta dos atuais 204 cv para 333 cv, um salto de 63% na potência. Essa mudança não apenas reforça a performance do SUV, mas também alinha o EX5 a padrões mais altos de competição em segmentos premium elétricos.

    Segurança e design: virada radical no visual

    A Geely não poupou esforços no redesign do EX5 chinês, começando pelas maçanetas, que deixam de ser embutidas para assumir o tradicional formato saliente — uma decisão que, segundo especialistas, melhora a acessibilidade e reduz riscos em situações de emergência. Na dianteira, o para-choque anterior, quase completamente fechado, cede lugar a elementos mais retangulares, com traços que remetem ao estilo Volvo, marca do grupo Geely. Essa migração visual não é mera estética: reforça a identidade premium do modelo e sua conexão com o portfólio internacional do grupo.

    Traseira minimalista e LiDAR no teto: tecnologia a serviço da condução

    Na traseira, a marca optou por abandonar a tendência de logos iluminados, optando por inserir seu nome por extenso abaixo dos faróis. A decisão contrasta com estratégias de outras montadoras, que apostam em iluminação para destacar a marca. Além disso, um radar frontal no teto — vinculado ao sistema LiDAR — anuncia novas funções de assistência à direção, como frenagem autônoma e controle adaptativo de cruzeiro, preparando o terreno para veículos cada vez mais autônomos. O comprimento do modelo passou de 4,61 m para 4,63 m, enquanto o entre-eixos permaneceu inalterado em 2,75 m, garantindo que as mudanças não comprometam a habitabilidade.

    Estratégia global: China lidera, Brasil acompanha

    As atualizações no EX5 chinês refletem uma estratégia clara da Geely: consolidar sua presença em mercados-chave antes de expandir globalmente. Enquanto o Brasil aguarda a chegada da versão híbrida — com data ainda não confirmada —, a China avança com um modelo elétrico mais competitivo. Para os consumidores brasileiros, a expectativa é que as inovações chinesas cheguem em versões adaptadas ao mercado local, embora não haja garantias de que todos os recursos, como o LiDAR, sejam incorporados. O que fica evidente é que a Geely está apostando alto em eletrificação e design para se destacar em um segmento cada vez mais disputado.

  • El Niño e seca agravam risco de incêndios no campo: FAEP intensifica treinamentos para produtores rurais

    El Niño e seca agravam risco de incêndios no campo: FAEP intensifica treinamentos para produtores rurais

    O Paraná enfrenta um cenário preocupante com a chegada do inverno, marcado por temperaturas acima da média — fenômeno potencializado pelo El Niño, conforme alerta o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). A tendência é de aumento no risco de incêndios em áreas rurais, colocando em xeque não apenas a produção agropecuária, mas também a segurança de famílias inteiras que vivem no campo.

    Queimadas já mostram trajetória crítica em 2026

    Dados da rede MapBiomas revelam que, mesmo antes da chegada oficial do inverno, o Paraná já registrava números alarmantes de incêndios entre janeiro e março de 2026. A situação exige atenção redobrada dos produtores rurais, que precisam estar preparados para um período crítico — especialmente até outubro, quando o risco tende a se agravar.

    FAEP investe em treinamentos para salvar safras e vidas

    Diante do cenário, o Sistema FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) intensifica os treinamentos voltados para prevenção, combate e controle de incêndios. A iniciativa busca equipar os agricultores e pecuaristas com técnicas essenciais para evitar danos irreversíveis às lavouras, florestas e, sobretudo, à integridade física das comunidades rurais.

    Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP, faz um apelo à classe: “Não dá para relaxar. O perigo maior vai até outubro, e todos precisam estar em alerta total”. A capacitação não apenas minimiza prejuízos econômicos — que podem atingir milhões — como também protege ecossistemas e a saúde pública, afetada pela fumaça e partículas tóxicas liberadas nas queimadas.

    El Niño: o vilão climático que potencializa a crise

    O fenômeno climático El Niño, responsável pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico, está diretamente ligado ao aumento das temperaturas no Sul do Brasil. Segundo o Simepar, a estação seca tende a ser mais intensa, com baixa umidade relativa do ar e ventos fortes, fatores que elevam exponencialmente a probabilidade de focos de incêndio — mesmo em áreas não tradicionalmente afetadas.

    A combinação de condições climáticas adversas e a falta de preparo técnico pode transformar 2026 em um ano de perdas irreparáveis para o agronegócio paranaense. Por isso, a palavra de ordem é prevenção.