Categoria: Backstage Geek

  • Inverno agrícola no Sul: canola e carinata viram apostas para blindar fazendas contra preços voláteis do trigo

    Inverno agrícola no Sul: canola e carinata viram apostas para blindar fazendas contra preços voláteis do trigo

    O trigo perde espaço para alternativas mais rentáveis no inverno agrícola

    Em meio à instabilidade nos preços do trigo — commodity historicamente dominante no inverno gaúcho — produtores rurais do Sul do Brasil estão reconfigurando suas estratégias de cultivo. O cenário, observado nas últimas semanas em visitas técnicas ao Rio Grande do Sul, mostra que a canola e a carinata vêm ganhando terreno como opções mais estáveis para o caixa das fazendas, sem abandonar completamente o cereal. A mudança reflete uma busca por equilíbrio entre rentabilidade e segurança agronômica, especialmente em um contexto de custos de produção elevados e preços de venda oscilantes.

    Diversificação como escudo contra a volatilidade do mercado

    João Vidotto, gerente de Desenvolvimento de Mercado da Fortgreen e especialista em Ecofisiologia de Cultivos, destaca que a dependência de uma única cultura — como o trigo — expõe o produtor a riscos financeiros desnecessários. “O agricultor percebeu que, na prática, ter uma segunda opção de receita no inverno pode ser a diferença entre fechar o balanço no azul ou operar no vermelho”, explica Vidotto, que acompanhou recentemente a expansão dessas culturas no estado. A canola, por exemplo, tem ciclo mais curto e menor custo de produção em comparação ao trigo, além de abrir oportunidades comerciais em nichos como óleos e biocombustíveis.

    Benefícios agronômicos que vão além do financeiro

    A diversificação traz vantagens que vão da saúde do solo à logística da safra seguinte. Culturas como a carinata — uma brassicácea de ciclo rápido — melhoram a estruturação do solo, reduzem a incidência de pragas e doenças típicas da soja, e ainda permitem uma sucessão mais eficiente com a cultura principal. “Quando bem manejada, a carinata pode antecipar em até 30 dias o preparo da área para a soja, aumentando a janela de semeadura e reduzindo os riscos de perdas por estresse hídrico”, aponta o especialista. Além disso, a rotação com essas culturas ajuda a quebrar ciclos de nematoides e doenças radiculares, problemas cada vez mais recorrentes nos sistemas intensivos de produção.

    O papel das tecnologias e do mercado de insumos

    A adoção de culturas alternativas também é impulsionada pelo avanço em tecnologias de manejo e pela busca por insumos mais eficientes. Empresas do setor de nutrição vegetal e proteção de cultivos têm desenvolvido soluções específicas para canola e carinata, como bioestimulantes e fertilizantes de liberação controlada, que otimizam a produtividade em condições adversas de clima. “O produtor não está apenas trocando uma cultura por outra, mas investindo em um sistema mais resiliente”, afirma Vidotto. A tendência, segundo ele, deve se intensificar nos próximos anos, com reflexos diretos na rentabilidade média das propriedades da região.

    Perspectivas para a safra 2026/27 e além

    Com a data de referência de 12 de junho de 2026, os sinais indicam que a área plantada com canola e carinata no Sul do Brasil deve seguir em expansão na próxima safra de inverno. A expectativa é que, em cinco anos, essas culturas representem até 20% da área total de inverno na região, atualmente dominada pelo trigo. Para os produtores, o desafio agora é ajustar os modelos de gestão, incorporando ferramentas de análise de risco e planejamento financeiro para maximizar os benefícios dessa transição estratégica.

  • Renault Boreal: SUV híbrido 4×4 brasileiro chega à Europa pela Turquia com motor 1.8 aspirado

    Renault Boreal: SUV híbrido 4×4 brasileiro chega à Europa pela Turquia com motor 1.8 aspirado

    A Renault confirmou na última quarta-feira (10/06/2026) que o Renault Boreal — SUV médio desenvolvido no Brasil — passará a ser produzido também na Turquia, com lançamento imediato para o mercado europeu. Além da versão já comercializada com motor 1.3 TCe, o modelo agora chega equipado com um conjunto híbrido pleno E-Tech de 160 cv e 27 kgfm, impulsionando a estratégia da marca no continente.

    Motor 1.8 aspirado turco: a revolução técnica por trás do Boreal híbrido

    O sistema híbrido do Boreal utiliza um motor 1.8 aspirado produzido pela HORSE na Turquia, que atua como gerador e tração elétrica combinada a dois propulsores elétricos. Essa configuração, já aplicada no Dacia Duster e no Renault Clio híbridos em outros mercados, promete eficiência energética sem abrir mão do desempenho.

    Modos de condução: versatilidade é a palavra-chave

    A bateria de apenas 1,4 kWh permite ao motorista escolher entre quatro modos: híbrido pleno, elétrico puro, gasolina convencional ou até mesmo usar o motor 1.8 apenas para carregar a bateria durante a viagem. Essa flexibilidade responde às demandas europeias por sustentabilidade e adaptação a diferentes condições de tráfego.

    E-Tech 4×4: a aposta da Renault no off-road urbano

    Além da versão híbrida plena, a marca anunciou a chegada do Boreal E-Tech 4×4, que combina o sistema híbrido leve do modelo brasileiro com tração integral. Enquanto o híbrido pleno prioriza a eficiência, a versão 4×4 foca em desempenho e aderência, ampliando o leque de opções para consumidores europeus que buscam tecnologia e robustez.

    Estratégia global: do Brasil para a Europa com DNA técnico local

    O anúncio reforça a jornada da Renault em exportar tecnologias desenvolvidas no Brasil para outros mercados. Com a Turquia como hub de produção, a marca acelera sua presença na Europa, onde a demanda por veículos híbridos e elétricos cresce exponencialmente. O Boreal, com sua plataforma modular, surge como um produto-chave para consolidar a marca no segmento de SUVs médios.

  • Barretos 2026: Fãs decidem os artistas da coletânea sertaneja mais aguardada do ano

    Barretos 2026: Fãs decidem os artistas da coletânea sertaneja mais aguardada do ano

    A maior festa do peão do Brasil está prestes a ganhar uma trilha sonora que promete ser tão vibrante quanto os shows do Parque do Peão. O Movimento Country já acendeu a luz verde para o lançamento da coletânea Barretos 2026, prevista para agosto, e desta vez, o público sertanejo terá um papel inédito: votar no artista favorito até o dia 15 de julho.

    Uma vitrine sertaneja com alma popular

    Mais do que um simples álbum, a coletânea Barretos 2026 se propõe a ser um termômetro do sertanejo atual, reunindo desde megaestrelas até artistas que vêm ascendendo nas plataformas digitais e nos circuitos regionais. A novidade fica por conta da votação popular, que vai eleger os nomes que farão parte do projeto — uma estratégia para aproximar ainda mais o público daquilo que eles consomem e vibram diariamente.

    Fãs como protagonistas: o sertanejo que o público quer ouvir

    Em um mercado musical cada vez mais influenciado pelas redes sociais e pela conexão direta entre artistas e ouvintes, a iniciativa reforça o poder da cultura participativa. Segundo dados do Movimento Country, são os fãs que impulsionam carreiras ao compartilhar conteúdos, lotar shows e transformar canções em hits nacionais. “Quem acompanha o sertanejo de perto sabe que o verdadeiro sucesso não é medido apenas por números nas plataformas, mas pela paixão que o público demonstra”, comenta um membro da organização.

    O que esperar da coletânea Barretos 2026

    Além da votação, a coletânea deve trazer uma curadoria cuidadosa, buscando equilíbrio entre tradição e inovação. Artistas consagrados como Gustavo Mioto, Jorge & Mateus e Marília Mendonça (em eventuais participações póstumas) poderão dividir espaço com nomes como Léo & Lau, Rafa & PAB e Gabily, que vêm ganhando tração nas plataformas. A expectativa é que o álbum seja lançado em formato físico e digital, com edições especiais para colecionadores.

    Ainda não há confirmação oficial sobre a lista completa de candidatos à votação, mas o Movimento Country já adiantou que a campanha será marcada por ações interativas nas redes sociais, como desafios de dança, stories exclusivos e até lives com os artistas mais votados. “Queremos que o público sinta que está construindo algo junto conosco”, afirma a equipe.

    Por que isso importa para o sertanejo?

    Em um ano de 2026 marcado por transformações no consumo de música — com o avanço do streaming e a busca por autenticidade —, a coletânea Barretos surge como um contraponto ao excesso de algoritmos. Para Bella Ribeiro, especialista em cultura sertaneja, o projeto pode ser um divisor de águas: “É uma oportunidade de mostrar que o sertanejo não vive só de playlists programadas. Ele vive da emoção de um público que canta junto, que se identifica e que, agora, tem voz na hora de escolher quem representa o gênero”.

  • Farsul trava batalha política contra Febraban por renegociação de dívidas rurais

    Farsul trava batalha política contra Febraban por renegociação de dívidas rurais

    Farsul acusa Febraban de estreitar solução para crise agropecuária

    A Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) entrou em rota de colisão com a Febraban ao contestar as restrições impostas pela entidade bancária ao Projeto de Lei nº 5.122/2023, que propõe uma linha especial de financiamento para reestruturar dívidas do setor agropecuário. Segundo a Farsul, a medida só será eficaz se abarcar não apenas os débitos bancários convencionais, mas também passivos com cooperativas, revendas, cerealistas e Cédulas de Produto Rural (CPRs) — um universo que, na avaliação da federação, o sistema financeiro se recusa a considerar.

    Crise climática e quebras de safra pressionam produtores

    A ofensiva da Farsul ganha contornos urgentes diante dos repetidos eventos climáticos extremos que assolam o país, como secas e enchentes, responsáveis por quebras históricas de safra e endividamento recorde dos produtores. Em análise técnica divulgada nesta semana, a Farsul argumenta que a abordagem da Febraban — centrada apenas nos créditos bancários — deixa de fora justamente os agentes que mais interagem com os agricultores em momentos de crise, como as cooperativas, que muitas vezes são a única porta de acesso a recursos em regiões remotas.

    Projeto de Lei em xeque: entre a necessidade de socorro e os interesses do sistema financeiro

    Aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o PL 5.122/2023 enfrenta resistência da Febraban, que alega riscos para a estabilidade do sistema financeiro ao propor a inclusão de dívidas não bancárias. A Farsul, no entanto, rebate que a limitação da medida às instituições financeiras tradicionais seria um ‘tiro no pé’ para a agricultura nacional, setor que já acumula prejuízos bilionários nos últimos anos. ‘Não se combate uma crise com meias-soluções’, afirmou um dos diretores da federação, destacando que a política pública deve priorizar o produtor, e não os interesses de bancos que, historicamente, já se beneficiaram dos lucros do agro sem arcar com os prejuízos de suas perdas’.

    Consequências de um embate mal resolvido

    O impasse entre Farsul e Febraban pode atrasar a implementação de um mecanismo que, segundo analistas, é crucial para evitar um colapso ainda maior no setor agropecuário. Enquanto os bancos pedem cautela para evitar calotes em massa, a Farsul adverte que a ausência de uma solução abrangente pode levar ao fechamento de milhares de propriedades rurais, com reflexos diretos na segurança alimentar e na balança comercial brasileira. ‘O agro não pode ser tratado como um problema de balanço bancário, mas como um setor estratégico que sustenta a economia do país’, concluiu a federação.

  • Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    A Fenasucro & Agrocana 2026, maior evento global do setor de bioenergia, consolida sua trajetória de inovação na última edição antes do marco de 2026, reforçando compromissos ambientais com duas frentes inéditas: a mensuração detalhada das emissões de gases de efeito estufa (GEE) desde a montagem até a desmontagem dos estandes, e a implementação de um modelo de gestão de resíduos que abrange todas as fases do evento.

    GHG Protocol como base para transparência nas emissões

    A metodologia adotada segue as diretrizes do GHG Protocol, padrão internacional para contabilização de emissões, garantindo rigor técnico e comparabilidade dos dados. O projeto, batizado de Canaoeste Green — desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo (Canaoeste) — será aplicado durante a feira, que ocorre de 11 a 14 de agosto no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

    Gestão de resíduos integrada do início ao fim

    A Biocoop, responsável pela estruturação do sistema, coordenará desde a coleta seletiva até a destinação final dos resíduos gerados, assegurando que menos de 1% dos materiais encerre em aterros sanitários. A iniciativa reflete a pressão crescente do mercado por práticas ESG (Environmental, Social and Governance), especialmente no agronegócio, que enfrenta desafios financeiros e regulatórios no campo.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    Para o setor, que já opera com margens apertadas, a adoção dessas medidas não é apenas uma resposta a demandas ambientais, mas também um diferencial de mercado. A Fenasucro & Agrocana, ao alinhar suas operações ao GHG Protocol, sinaliza aos participantes — que incluem desde pequenos produtores até grandes indústrias — que a transição para modelos mais sustentáveis é viável e necessária para manter a competitividade global.

  • Veto presidencial à Lei dos Safristas é rechaçado pela FAEP; entidade busca derrubada no Congresso

    Veto presidencial à Lei dos Safristas é rechaçado pela FAEP; entidade busca derrubada no Congresso

    O Sistema FAEP (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná) reagiu com veemência ao veto presidencial ao Projeto de Lei 715/2023, publicado no Diário Oficial da União em 11 de junho de 2026. A proposta, conhecida como Lei dos Safristas, havia sido aprovada por unanimidade tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, mas foi integralmente vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Um retrocesso para a formalização do trabalho rural

    A medida visava assegurar que trabalhadores temporários do campo mantivessem o acesso ao Bolsa Família mesmo após assinarem contratos formais de safra. Com o veto, a FAEP alerta que o cenário de informalidade persiste, prejudicando não apenas os trabalhadores — que ficam vulneráveis à precarização — mas também a própria estrutura produtiva do agronegócio.

    A FAEP mobiliza-se para derrubar o veto

    Em nota, a entidade afirmou que trabalhará em articulação com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para reverter a decisão no Congresso. Segundo a FAEP, o veto interrompe uma solução há anos reivindicada pelo setor: “A formalização no campo não pode ser tratada como inimiga da proteção social. Pelo contrário, é o caminho para dignificar quem produz alimentos para o país”, declarou um dirigente da federação.

    Consequências do veto para o trabalhador rural

    O projeto 715/2023 surgiu para resolver um paradoxo histórico: quem mais labuta no campo é quem menos recebe. Muitos safristas evitam contratos formais por medo de perder benefícios sociais, como o Bolsa Família, mesmo que isso implique em direitos trabalhistas básicos — como férias, 13º salário e FGTS. Com o veto, a situação permanece inalterada, mantendo um ciclo de informalidade que afeta milhões de famílias rurais.

  • Conab projeta novo recorde: safra 2025/26 deve superar 358 milhões de toneladas de grãos

    Conab projeta novo recorde: safra 2025/26 deve superar 358 milhões de toneladas de grãos

    Soja lidera crescimento com 8,8 milhões de toneladas a mais que em 2024/25

    A soja se consolida como o motor da produção nacional, com previsão de colheita de 180,3 milhões de toneladas — um salto de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior. A cultura, com colheita praticamente finalizada, responde por quase metade do volume total projetado, enquanto o milho de primeira safra também contribui significativamente para o avanço da safra.

    Área cultivada atinge 83,5 milhões de hectares, impulsionada por clima favorável

    O aumento de 1,8% na produção — equivalente a 6,4 milhões de toneladas a mais — é resultado direto da expansão de 2,3% na área plantada, totalizando 83,5 milhões de hectares. A produtividade média nacional deve alcançar 4.295 kg/ha, reflexo de condições climáticas estáveis em regiões-chave, como o Centro-Oeste e o Sul.

    Impacto na segurança alimentar e mercado internacional

    O recorde projetado reforça o Brasil como protagonista global no agronegócio, com potencial de ampliar suas exportações em 2026. Analistas destacam que, além de suprir a demanda interna, o excedente deve pressionar os preços das commodities em mercados internacionais, especialmente em um cenário de estoques apertados em países produtores concorrentes.

  • Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas receita cai 16% no mesmo período

    Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas receita cai 16% no mesmo período

    O Brasil fechou maio de 2026 com um volume de exportações de café que cresceu 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 3,089 milhões de sacas de 60 kg, conforme o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No entanto, a receita cambial gerada encolheu 16%, somando US$ 1,050 bilhão no mês passado.

    Safra em transição: canéforas lideram embarques, enquanto arábicas ganham fôlego

    A leve alta no volume reflete a entrada de cafés colhidos ainda em 2026, especialmente os grãos da espécie canéfora (robusta e conilon). A expectativa é que os arábicas, principal variedade cultivada no país, comecem a ganhar volume nos embarques a partir do segundo semestre, quando a colheita atinge seu pico.

    Acumulado do ano safra 2025/2026 mostra queda expressiva em volume e receita

    Nos primeiros 11 meses do ano safra em curso (julho/2025 a maio/2026), o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas, gerando US$ 13,612 bilhões. Os números representam recuos de 17,7% em volume e 0,7% em receita na comparação com o mesmo período do ano safra anterior (2024/2025). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o declínio é ainda mais acentuado: queda de 12,4% em volume (14,745 milhões de sacas contra 16,82 milhões no mesmo período de 2025).

    Pressão financeira no campo acende sinal de alerta no agronegócio

    A combinação de volumes menores e receitas em queda, mesmo com a alta pontual em maio, reforça a vulnerabilidade do setor cafeeiro. Produtores enfrentam custos crescentes de produção, enquanto os preços internacionais seguem voláteis. Analistas do setor destacam que a recuperação dependerá não apenas da produtividade das safras futuras, mas também de fatores macroeconômicos, como a valorização do real frente ao dólar e a demanda global por commodities.

  • Armazenagem agrícola brasileira bate recorde: 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025

    Armazenagem agrícola brasileira bate recorde: 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025

    Expansão modesta mas significativa em meio a desafios estruturais

    Na data de referência de hoje (11/06/2026), dados do segundo semestre de 2025 revelam que a capacidade útil de armazenagem agrícola no Brasil alcançou 233,8 milhões de toneladas, um crescimento de 1,1% em relação ao primeiro semestre daquele ano. O número de estabelecimentos ativos na pesquisa subiu para 9.668 unidades — alta de 0,5%, mas ainda insuficiente para atender à demanda crescente do setor.

    Regionalização: Norte lidera crescimento, Sul recua

    Enquanto a Região Norte expandiu sua capacidade em 4,7% (o maior avanço nacional), o Sul foi o único a registrar queda no número de unidades armazenadoras. O Nordeste (+1,9%), Sudeste (+1,5%) e Centro-Oeste (+0,3%) completam o cenário, sinalizando uma distribuição desigual dos investimentos — reflexo de políticas públicas e demanda local.

    Estoques estratégicos: milho lidera, mas soja e trigo pressionam

    Dos cinco principais produtos monitorados em 31 de dezembro de 2025, o milho responde por 22,8 milhões de toneladas estocadas (43% do total monitorado), seguido pela soja (7,3 milhões) e trigo (6,0 milhões). Arroz e café somam 3,7 milhões de toneladas, mas juntos representam menos de 10% do volume total — um indício de priorização de commodities de exportação.

    Agro e geopolítica: por que Japão, EUA e Europa também se beneficiam

    A capacidade brasileira não atende apenas ao mercado interno. Com a safra recorde de 2025, o país se tornou peça-chave em negociações internacionais, especialmente durante a Copa do Mundo daquele ano. A logística de armazenagem, no entanto, segue como ponto crítico: gargalos na colheita e escoamento podem custar bilhões em negócios, como demonstrado pela convergência entre o agro brasileiro e os interesses de potências como Japão, EUA e Europa.

  • Geely EX5 abandona tração dianteira e ganha motor de 333 cv com LiDAR na China — entenda as mudanças

    Geely EX5 abandona tração dianteira e ganha motor de 333 cv com LiDAR na China — entenda as mudanças

    Motorização mais potente e mudança para tração traseira

    O Geely EX5, comercializado na China como Galaxy E5, acaba de receber uma atualização significativa que redefine seu conjunto elétrico. O novo motor entrega 333 cv, um salto de 23% em relação à versão anterior, e adota a configuração de tração traseira — modelo inédito no Brasil, onde o SUV elétrico era oferecido apenas com tração dianteira. A decisão reflete uma tendência do mercado chinês, que prioriza desempenho e comportamento de condução mais esportivo.

    Tecnologia embarcada: LiDAR e semi-autonomia

    Além do aumento de potência, a versão atualizada chega com um sensor LiDAR posicionado no teto, responsável por alimentar o sistema de condução semi-autônoma G-Pilot H5. A tecnologia promete maior precisão em manobras e auxílio em rodovias, alinhando-se ao avanço dos veículos elétricos chineses rumo à autonomia nível 2+. A inclusão do LiDAR também reforça a aposta da Geely em soluções de segurança ativa, um diferencial em um segmento cada vez mais competitivo.

    Design e segurança: o fim das maçanetas embutidas

    A atualização traz ainda mudanças no visual, como um para-choque redesenhado e um discreto alongamento do SUV (estimado em poucos centímetros). A alteração mais controversa, porém, é o retorno das maçanetas tradicionais em detrimento dos botões sensíveis ao toque — uma decisão impulsionada por novas regulamentações chinesas de segurança, que exigem maior clareza nos mecanismos de abertura das portas em casos de emergência.

    Impacto no Brasil: o que muda para os consumidores?

    Embora o Geely EX5 não seja produzido no Brasil, a atualização na China serve como termômetro para futuras versões globais. A tração traseira e o motor mais potente podem influenciar a próxima geração do modelo, que já é um dos elétricos mais vendidos no país. Enquanto isso, os brasileiros seguem dependentes da versão atual, que mantém a configuração de tração dianteira e 272 cv de potência. A chegada do LiDAR, contudo, abre discussão sobre quando a tecnologia será incorporada aos veículos nacionais.