Tag: agro

  • Clima divide o Brasil: enquanto Norte enfrenta enchentes com mais de 200 mm, áreas secas do Centro-Oeste batem recorde de baixa umidade

    Clima divide o Brasil: enquanto Norte enfrenta enchentes com mais de 200 mm, áreas secas do Centro-Oeste batem recorde de baixa umidade

    Frente fria divide o país em extremos: chuva histórica no Norte vs. seca no Centro-Oeste

    A partir de hoje (26/05/2026), uma combinação de frente fria, áreas de baixa pressão e corredores de umidade vai exacerbar os contrastes climáticos no Brasil. Enquanto estados como Amazonas e Pará podem acumular mais de 200 mm de chuva em poucos dias, regiões do Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste continuam sob domínio do ar seco, com umidade relativa do ar caindo para patamares críticos — abaixo de 30%.

    Agronegócio em alerta: temporais podem salvar safras ou agravar perdas

    A previsão do Inmet, validada pela Climatempo, aponta que o período entre 25 de maio e 1º de junho será decisivo para o setor. Em áreas como Mato Grosso e Goiás, a chuva excessiva pode prejudicar culturas de segunda safra em fase final de colheita, enquanto no Sul, temporais isolados com rajadas de vento ameaçam plantações. Por outro lado, a umidade no Norte pode reverter perdas recentes em grãos e pastagens, mas exige monitoramento de alagamentos e erosão do solo.

    Risco de eventos extremos: o que esperar nos próximos dias

    O Sul do país, especialmente Rio Grande do Sul e Santa Catarina, deve registrar instabilidades associadas à frente fria, com possibilidade de granizo e ventos fortes. No litoral do Nordeste, a umidade proveniente do oceano intensificará as chuvas, enquanto o interior — como parte do Semiárido — permanecerá com tempo seco e altas temperaturas. A Defesa Civil já recomenda atenção em áreas vulneráveis a enchentes e deslizamentos.

  • Genética Nelore atinge R$ 133 milhões em leilão no Tocantins: o agro brasileiro vira mercado de ativos milionários

    Genética Nelore atinge R$ 133 milhões em leilão no Tocantins: o agro brasileiro vira mercado de ativos milionários

    Genética zebuína como moeda de alto valor no campo

    O agro brasileiro, tradicionalmente ancorado na terra e na pecuária extensiva, vive uma revolução silenciosa: a genética bovina deixou de ser apenas um diferencial técnico para se tornar um ativo financeiro de alta valorização. Prova disso foi o encerramento do 5º Leilão Terra Prometida, realizado em Porto Nacional (TO) nos dias 22, 23 e 24 de maio de 2026, que movimentou R$ 133 milhões com a venda de prenhezes e aspirações de matrizes Nelore — um dos maiores eventos do gênero no país neste ano.

    Disputa milionária por matrizes de elite

    O leilão, organizado pelos criatórios Nelore H&J e Nelore Paranã, reuniu investidores, selecionadores e grandes criatórios em uma disputa acirrada por animais considerados referências na raça. Mais do que a compra de gado, o evento refletiu uma profissionalização crescente do setor, onde prenhezes com genética comprovada e aspirações (fêmeas ainda em desenvolvimento) são tratadas como investimentos estratégicos para a pecuária de elite.

    Onde o agro e a alta finança se encontram

    A valorização recorde das matrizes Nelore não é um fenômeno isolado. Ela está diretamente ligada a três fatores-chave: a demanda por carne brasileira no mercado internacional, a busca por eficiência reprodutiva (redução do ciclo de produção) e a construção de marcas diferenciais por criatórios. Em um cenário onde a pecuária de precisão e a rastreabilidade ganham força, possuir genética superior é sinônimo de acesso a nichos de alto valor, como exportações para mercados exigentes como China e Oriente Médio.

    O que o futuro reserva para a pecuária de elite

    Especialistas do setor apontam que a tendência deve se intensificar. Com a tecnologia de edição genética e ferramentas de big data cada vez mais acessíveis, criatórios que investem em genética de ponta colhem não apenas animais de alto desempenho, mas também ativos que se valorizam com o tempo. O Leilão Terra Prometida, nesse contexto, não foi apenas um evento comercial, mas um termômetro do agro brasileiro em 2026: um setor que, para além da produção tradicional, opera em uma lógica de investimento de alto risco e alta recompensa.

  • Ex-banqueiro da Faria Lima vira ‘caçador de pastos improdutivos’ e revoluciona agro com modelo bilionário

    Ex-banqueiro da Faria Lima vira ‘caçador de pastos improdutivos’ e revoluciona agro com modelo bilionário

    A engenharia financeira que transformou o agro brasileiro

    No dia 24 de maio de 2026, a AGBI — gestora fundada pelo economista Luciano Lewandowski — comemora uma década de operações com um modelo que se tornou referência no mercado agro: comprar fazendas degradadas e devolvê-las ao ciclo produtivo como lavouras de alta performance. A estratégia, que já recuperou três propriedades e gerou lucros totais distribuídos aos investidores, alia a expertise de executivo de bancos de investimento à operação no campo, onde a botina suja de terra dialoga com planilhas de Excel.

    Lewandowski, que atuou no topo da Faria Lima, identificou no interior do Brasil a maior oportunidade de lucro do país: solos esgotados ou mal geridos. Ao invés de apostar em terras já produtivas — disputadas por grandes grupos —, ele optou por imóveis rurais em estado de degradação, adquirindo-os por valores abaixo do mercado e aplicando um modelo exclusivo de equity. A tese não é apenas comprar terras, mas transformá-las por meio de um rigoroso sistema de engenharia financeira, que inclui manejo sustentável, tecnologia e gestão profissional.

    De R$ 60 milhões em 4 anos a R$ 1 bilhão em 2026: a escalada da AGBI

    Os números da AGBI falam por si. Entre 2013 e 2017, a gestora captou R$ 60 milhões após anos de operação. Em 2026, com o mercado agro cada vez mais atento à sustentabilidade e à produtividade, a meta é ambiciosa: captar R$ 1 bilhão até o final do ano. A expansão não é apenas quantitativa, mas qualitativa: a AGBI já estruturou operações em Goiás, Mato Grosso e Bahia, estados que concentram parte dos 100 milhões de hectares de pastagens degradadas no Brasil, segundo dados da Embrapa.

    O sucesso do modelo se deve à sua capacidade de atrair investidores institucionais — fundos de pensão, family offices e gestoras de agronegócio —, que enxergam na recuperação de terras degradadas um ativo com potencial de valorização superior a 30% ao ano. Lewandowski argumenta que o agro brasileiro não precisa mais expandir sua fronteira agrícola, mas sim otimizar o que já existe: “Não é sobre derrubar mais mata, é sobre fazer o que já está desmatado voltar a produzir”, afirmou em entrevista ao Cenário & Fatos na última semana.

    O equilíbrio entre lucro e sustentabilidade

    A AGBI não vende apenas fazendas recuperadas, mas um modelo de negócio que se alinha às demandas do mercado por práticas ESG (ambientais, sociais e de governança). Ao revitalizar solos degradados, a gestora contribui para a redução do desmatamento, a captura de carbono e a geração de empregos no campo. Para Lewandowski, o agro do futuro não será mais associado apenas à soja ou ao boi, mas à inovação financeira e à sustentabilidade.

    “O desafio não é técnico, é de gestão. Temos tecnologia, temos capital, mas precisamos de visão estratégica para escalar”, declarou. A AGBI já mapeou mais de 500 fazendas degradadas em todo o país, com potencial de adensamento produtivo. Com a data-base de 24 de maio de 2026, a gestora se prepara para lançar três novas captações este ano, cada uma com foco em diferentes biomas — cerrado, amazônia e pampa.

  • Ministro reforça parceria com Corteva para destravar inovação no agro e enfrentar burocracia regulatória

    Ministro reforça parceria com Corteva para destravar inovação no agro e enfrentar burocracia regulatória

    O Brasil, líder mundial na produção de commodities agrícolas, enfrenta um paradoxo: enquanto o setor privado corre para desenvolver soluções inovadoras — como insumos biológicos e eventos genéticos para soja e milho —, o marasmo regulatório ameaça engessar esse avanço. Nesta quarta-feira (20), em Brasília, o ministro da Agricultura e Pecuária em exercício, Cleber Soares, trouxe ao centro do debate um tema até então relegado a segundo plano: a urgência de reformar o arcabouço regulatório para não sufocar a inovação no campo.

    O encontro estratégico que pode redefinir o futuro do agro brasileiro

    Na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília, Soares recebeu Shona Sabnis, vice-presidente global de Assuntos Externos da Corteva, acompanhada de sua equipe. O objetivo declarado era alinhar estratégias para impulsionar a produção agrícola com tecnologias sustentáveis, mas o pano de fundo revelou uma preocupação mais profunda: como garantir que o Brasil não fique para trás na corrida global pela inovação?

    Durante a reunião, foram discutidos três eixos críticos:

    • Insumos biológicos: Produtos que prometem reduzir o uso de agroquímicos e aumentar a produtividade, mas que esbarram em processos de aprovação lentos e burocráticos.
    • Eventos genéticos em soja e milho: Tecnologias que podem transformar a agricultura brasileira, mas que dependem de avaliações técnicas ágeis para não perder competitividade frente a países como Estados Unidos e Argentina.
    • Comércio internacional de commodities: Como a lentidão regulatória pode afetar as exportações brasileiras, especialmente em um cenário de crescente demanda por alimentos sustentáveis.

    O Brasil como potência de biotecnologia: um sonho à espera de regulamentação

    O ministro em exercício não poupou críticas indiretas ao sistema atual. Em seu discurso, ele destacou que o diálogo entre governo e setor privado é fundamental para destravar inovações, mas deixou claro que a burocracia é um inimigo silencioso do progresso. “Precisamos de um ambiente regulatório que acompanhe a velocidade da ciência, não que a freie”, afirmou Soares.

    A Corteva, uma das maiores empresas do setor de agrotécnologia, tem investido pesado em soluções biológicas e genéticas. Segundo dados internos, a empresa já desenvolveu tecnologias capazes de aumentar a produtividade em até 20% com menor impacto ambiental. No entanto, a demora para aprovar novos produtos no Brasil — muitas vezes superior a dois anos — pode inviabilizar esses ganhos.

    O que está em jogo: competitividade e sustentabilidade

    A burocracia não afeta apenas os lucros das empresas. Ela tem consequências diretas para a segurança alimentar global e para a imagem do Brasil como um player responsável no agronegócio. O país, que já é o segundo maior exportador de alimentos do mundo, corre o risco de perder espaço para concorrentes que oferecem processos mais ágeis.

    Além disso, a lentidão regulatória desestimula investimentos estrangeiros e nacionais em pesquisa e desenvolvimento. “Se o Brasil não agilizar seus processos, outros países vão ocupar nosso lugar na vanguarda da inovação agrícola”, alertou um executivo do setor que participou da reunião, sob condição de anonimato.

    A participação da Corteva não é casual. A empresa, que recentemente inaugurou um centro de inovação em São Paulo, tem pressionado o governo por mudanças. Em 2023, a empresa investiu mais de US$ 1 bilhão em pesquisa e desenvolvimento na América Latina, mas enfrenta barreiras para comercializar produtos no Brasil.

    O caminho a seguir: diálogo ou estagnação?

    A reunião no Mapa pode ser um primeiro passo, mas o desafio é enorme. O Brasil precisa de uma reforma regulatória que equilibre segurança jurídica e agilidade, sem abrir mão de critérios técnicos rigorosos. Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a solução pode passar por:

    • Criação de um comitê conjunto entre governo, empresas e academia para avaliar tecnologias emergentes.
    • Adoção de prazos máximos para aprovação de novos insumos, com penalidades para órgãos que não cumprirem os limites.
    • Harmonização de normas com blocos como a União Europeia e os EUA, para facilitar o comércio de tecnologias.

    Enquanto isso, o setor aguarda. E a inovação, que poderia ser a salvação do agro brasileiro, segue amarrada pela burocracia.

  • AGBI: a engenharia da Faria Lima no campo que transformou pastos degradados em minas de ouro do agro brasileiro

    AGBI: a engenharia da Faria Lima no campo que transformou pastos degradados em minas de ouro do agro brasileiro

    Luciano Lewandowski conhece o poder dos números como poucos. Durante anos, ele geriu bilhões em fundos de investimento nos escritórios refrigerados da Faria Lima, onde os gráficos de rentabilidade eram projetados em telões de última geração. Mas foi no interior empoeirado, onde o solo cansado de décadas de exploração mal consegue sustentar um pé de soja, que ele enxergou o verdadeiro filão: terras baratas que poderiam ser transformadas em ativos milionários com o toque certo de engenharia financeira e agronômica.

    A AGBI, gestora fundada por Lewandowski, tornou-se a prova viva de que o Brasil agrário pode ser tão rentável quanto as maiores bolsas de valores. Em vez de apostar em terras já consolidadas, a empresa especializou-se em adquirir pastagens degradadas — aquelas onde o gado mal consegue sobreviver e o solo está tão empobrecido que nem adubo tradicional funciona mais. Com um modelo exclusivo de equity, a AGBI compra essas áreas por preços de “pecuária” (muito abaixo do valor de mercado para agricultura moderna) e aplica uma estratégia agressiva de recuperação: correção química agressiva, plantio de culturas de alto retorno e, em seguida, revenda pelo valor de “soja” ou até mesmo de áreas destinadas a projetos de reflorestamento ou bioenergia.

    Do papel à realidade: como uma pastagem vira uma mina de ouro em três anos

    O processo começa com uma análise criteriosa de localização. A AGBI não busca terras aleatórias: prioriza regiões com clima favorável, logística de escoamento eficiente e, principalmente, solo que responda bem à recuperação. “Não adianta comprar uma fazenda degradada no meio do nada, por mais barata que seja”, explica Lewandowski em entrevista exclusiva. “O segredo está em identificar áreas onde, com investimentos relativamente baixos — mas altamente técnicos —, podemos multiplicar o valor da terra em poucos ciclos produtivos.”

    O passo seguinte é o que Lewandowski chama de “engenharia reversa do solo”: aplicação massiva de calcário e gesso para reequilibrar o pH, seguido de plantio de culturas de cobertura que sequestram carbono e melhoram a estrutura do solo. Em seguida, vem a lavoura principal — geralmente soja ou milho, dependendo da região. Em dois ou três anos, a área que antes produzia menos de 2.000 kg de carne por hectare passa a gerar 4.000 kg de grãos, com potencial de venda pelo dobro ou triplo do preço de compra.

    Os números comprovam a tese. Enquanto os dois primeiros fundos da AGBI (lançados entre 2013 e 2017) levaram quatro anos para captar R$ 60 milhões, o Fundo IV atingiu a mesma marca em apenas duas semanas. “Isso mostra que o mercado finalmente entendeu que o valor real da terra brasileira não está na sua extensão, mas na sua capacidade de transformação”, analisa o executivo. Para 2024, a meta é chegar ao volume de R$ 500 milhões em ativos sob gestão, com previsão de mais três fundos até 2026.

    Oportunidade ou bolha? O risco por trás de um modelo que vende sonhos de lucro rápido

    Críticos do modelo apontam que a estratégia da AGBI depende de condições ideais — clima favorável, preços estáveis das commodities e acesso a crédito barato — para funcionar. “Não é um negócio para amadores”, admite Lewandowski. “Exige capital paciente, gestão técnica impecável e, acima de tudo, timing. Comprar na alta do mercado ou vender na baixa pode transformar o que parece um acerto em um desastre.”

    Outro ponto de atenção é o impacto ambiental. Embora a AGBI se apresente como uma solução para terras degradadas, ambientalistas questionam se a recuperação agressiva de solos não pode, em alguns casos, agravar problemas como a erosão ou a contaminação por agroquímicos. “A degradação não é apenas uma questão de prejuízo econômico, mas também ambiental”, alerta a doutora em agronomia Maria Fernanda Diniz, da Universidade Federal de Viçosa. “Recuperar uma pastagem degradada não pode ser sinônimo de esgotar ainda mais o solo.”

    Lewandowski rebate as críticas com dados: segundo ele, 60% das áreas recuperadas pela AGBI são convertidas em sistemas integrados (lavoura-pecuária-floresta), que aumentam a biodiversidade local. Além disso, a empresa afirma que mais de 70% dos seus investimentos já foram auditados por órgãos ambientais, com selos de sustentabilidade como o CAR (Cadastro Ambiental Rural) e o Protocolo de Sustentabilidade do Agronegócio (PSA).

    O futuro do agro brasileiro passa pela terra que ninguém quer

    Se a AGBI está certa, o Brasil tem nas mãos uma solução para dois problemas simultâneos: a crise de produtividade das pastagens — que já ocupam 25% do território nacional — e a necessidade de atrair capital estrangeiro para o agro, cada vez mais cobiçado por fundos de private equity e investidores institucionais. “O agro não é mais o setor do improviso”, diz Lewandowski. “Hoje, é um laboratório de inovação financeira, onde a terra é tratada como um ativo líquido, negociado em ciclos cada vez mais curtos.”

    Para os cotistas da AGBI, o apelo é claro: trata-se de um investimento tangível, ancorado em ativos reais que, diferentemente das ações ou criptomoedas, não desaparecem em uma crise. Nos últimos cinco anos, os fundos da gestora registraram rentabilidade média de 25% ao ano, com picos de 35% em anos de safra excepcional. “Estamos falando de um modelo que não é especulativo, mas sim de engenharia de valor”, resume Lewandowski. “E nesse jogo, quem coloca a botina no chão e a planilha no bolso sai na frente.”

  • MORTE DO CASAL CARVALHO: A tragédia que abala a pecuária brasileira e enterra um legado de 50 anos na genética Braford

    MORTE DO CASAL CARVALHO: A tragédia que abala a pecuária brasileira e enterra um legado de 50 anos na genética Braford

    A pecuária brasileira amanheceu de luto nesta quinta-feira (21) com a confirmação de uma das tragédias mais dolorosas para o setor: a morte de João Maurício Faria Carvalho, de 84 anos, e Valdelei Silva Carvalho, de 78, casal que comandava a histórica Cabanha Platáno, referência nacional na criação da raça Braford. O incêndio, que teve início por volta das 2h da madrugada em sua propriedade em São Sepé (RS), não só ceifou vidas, mas também apagou décadas de um legado que moldou a genética bovina brasileira.

    A Cabanha Platáno e a saga de uma família que revolucionou a pecuária nacional

    A Cabanha Platáno não era apenas um nome no mapa do agronegócio gaúcho — era um símbolo. Fundada pela família Carvalho, a propriedade tornou-se sinônimo de excelência na seleção de touros e matrizes Braford, uma raça híbrida que combina as melhores características da Hereford e da Nelore, adaptando-se ao clima tropical brasileiro. Durante mais de 50 anos, a Cabanha foi palco de inovações que elevaram a produtividade e a qualidade genética do rebanho nacional, atraindo criadores de todo o país.

    João Maurício e Valdelei não apenas mantiveram a tradição familiar, mas expandiram-na. Sua paixão pela pecuária os levou a se tornarem referências não apenas no Rio Grande do Sul, mas em todo o Brasil. A morte do casal, contudo, deixa um vazio impossível de preencher: não apenas pela perda humana, mas pela interrupção abrupta de um laboratório vivo de genética.

    O incêndio e as suspeitas que pairam no ar

    O fogo que consumiu a residência da família Carvalho teve início na madrugada de quarta-feira (20), quando as chamas já haviam se alastrado rapidamente. As equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local em minutos, mas não foi suficiente para salvar os dois proprietários da Cabanha Platáno.

    As investigações preliminares, conduzidas pela polícia e pelo Corpo de Bombeiros, levantam duas hipóteses principais: um possível curto-circuito em uma lareira acesa durante a noite ou o superaquecimento de um aparelho celular conectado à tomada sobre um sofá. A perícia técnica deve emitir um laudo nos próximos dias, mas a dor da perda já é irreversível.

    Um familiar sobreviveu à tragédia: Álvaro Garcia, genro do casal e de 44 anos, estava em outro cômodo da casa e foi resgatado por vizinhos. Ele permanece internado em observação no Hospital de São Sepé, embora sem risco de vida.

    A reação do setor: choque e homenagens a uma lenda do agronegócio

    A notícia da morte do casal Carvalho ecoou como um abalo sísmico no setor pecuário. Em nota oficial, a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) externou “profundo pesar” e destacou a “imensurável contribuição” da família para o fortalecimento da raça Braford no Brasil.

    Símbolos da resiliência e do pioneirismo no campo, João Maurício e Valdelei deixam um legado que transcende gerações. Sua trajetória, marcada pela dedicação incansável à seleção genética, será lembrada como um marco na história da pecuária brasileira — mesmo que agora carregue o peso de uma despedida prematura.

    O que o futuro reserva para a Cabanha Platáno?

    Com a morte do casal Carvalho, a continuidade da Cabanha Platáno torna-se incerta. A propriedade, que já foi um polo de inovação, agora enfrenta um futuro nebuloso. Familiares e colaboradores da fazenda buscam alternativas para preservar o patrimônio genético acumulado ao longo de décadas, mas a tarefa é árdua em meio à dor da perda.

    Enquanto isso, o setor pecuário gaúcho e brasileiro se une em solidariedade, mas também em reflexão: como honrar o legado de quem dedicou a vida a transformar a pecuária nacional? A resposta, por enquanto, ainda é um mistério.

  • Leite em crise: oferta encolhe, preços batem R$ 2,15 por litro e déficit comercial do setor lácteo dispara em 2026

    Leite em crise: oferta encolhe, preços batem R$ 2,15 por litro e déficit comercial do setor lácteo dispara em 2026

    O Boletim do Leite do Cepea/Esalq-USP, divulgado nesta semana, escancara a crise que assola o setor lácteo brasileiro em 2026. Com uma oferta de leite no campo reduzida e a disputa por matéria-prima cada vez mais acirrada entre indústrias, os preços ao produtor atingiram patamares históricos: a Média Brasil fechou fevereiro a R$ 2,1464 por litro, alta de 5,2% em apenas um mês, e março registrou novo avanço, acumulando mais de 10% de valorização desde o início do ano.

    Menor oferta no campo: sazonalidade e cautela dos produtores alimentam a alta

    Segundo os pesquisadores do Cepea, a redução na captação de leite decorre de dois fatores principais: a sazonalidade natural da produção — típica dos meses de outono, quando as pastagens perdem produtividade — e a retração dos investimentos por parte dos pecuaristas. Medo de endividamento e incertezas econômicas levaram muitos a segurar a expansão de rebanhos e a modernização das propriedades, agravando a escassez de matéria-prima.

    Derivados também sobem: UHT e mussarela lideram a valorização

    Não é apenas o leite in natura que sofre com a pressão. O leite UHT e o queijo muçarela — produtos-chave no cardápio do brasileiro — registraram alta expressiva nas negociações entre indústrias e atacado paulista. A necessidade de recompor estoques, aliada à menor disponibilidade de leite cru, impulsionou os preços, embora ainda permaneçam abaixo dos patamares de 2025 em termos reais, descontada a inflação acumulada no período.

    Custos em alta: margens do produtor encolhem apesar dos preços melhores

    Enquanto os preços do leite ensaiam recuperação, os custos de produção não param de subir. O Custo Operacional Efetivo (COE) das propriedades acumula alta superior a 2% no primeiro trimestre de 2026, puxado principalmente pelo aumento das despesas com adubos, corretivos agrícolas e operações de campo. Mesmo com relativa estabilidade no preço da ração em alguns estados, o saldo final para os pecuaristas segue apertado, reduzindo parte dos ganhos obtidos com a valorização do leite.

    Déficit comercial explode: importações do Mercosul batem recorde e sufocam o setor

    Um dos pontos mais críticos do boletim é o crescimento vertiginoso das importações de lácteos. Dados analisados pelo Cepea revelam que as compras externas — especialmente de produtos vindos do Uruguai e Argentina — avançaram em ritmo superior às exportações brasileiras, ampliando o déficit da balança comercial do setor em 2026. Pesquisadores alertam que, sem medidas para conter a entrada de produtos estrangeiros ou estimular a produção local, o desequilíbrio comercial tende a piorar, pressionando ainda mais os preços internos.

    O que esperar para os próximos meses?

    Com a safra de outono já em andamento e a expectativa de retomada gradual do crescimento da produção a partir do inverno, o Cepea projeta que os preços ao produtor podem estabilizar-se ou até recuar levemente nos próximos meses. No entanto, a dependência das importações e os custos estruturais da pecuária leiteira — como energia, mão de obra e insumos — devem continuar pressionando o setor. Para os consumidores, a perspectiva é de manutenção dos preços elevados nos derivados, enquanto os produtores enfrentam uma luta diária para manter suas margens.

  • Máquina brasileira revoluciona colheita de pimenta-do-reino: fim da mão de obra manual?

    Máquina brasileira revoluciona colheita de pimenta-do-reino: fim da mão de obra manual?

    A pimenta-do-reino, especiaria que movimenta uma cadeia global de bilhões de dólares, acaba de ganhar um aliado revolucionário no campo: a primeira colhedora mecânica do mundo dedicada exclusivamente a essa cultura. Desenvolvida pela MIAC, braço tecnológico da Indústrias Colombo, a BP Master foi apresentada na Agrishow 2026 como uma solução para um dos maiores gargalos da agricultura brasileira — a escassez de mão de obra rural durante a colheita.

    O desafio que motivou a inovação: mão de obra cada vez mais rara

    Enquanto o Brasil se consolida como o segundo maior produtor mundial de pimenta-do-reino — com cerca de 125 mil toneladas anuais, segundo o IBGE —, a cultura ainda depende quase que inteiramente do trabalho manual. Luiz Vizeu, gerente de Relações Institucionais da Colombo, revelou que, durante o pico da safra, algumas propriedades chegam a contratar até 100 trabalhadores por dia para garantir a colheita. “Esse modelo não é mais sustentável. A mão de obra está cada vez mais escassa e cara, e a mecanização se tornou uma questão de sobrevivência para os produtores”, afirmou Vizeu durante entrevista exclusiva ao CompreRural.

    Tecnologia herdada do café conilon para uma cultura promissora

    A BP Master não surgiu do zero. A empresa adaptou a tecnologia já consolidada em colhedoras de café conilon — cultura na qual o Brasil é líder mundial — para atender às particularidades da pimenta-do-reino. A máquina promete reduzir significativamente o tempo de colheita e os custos operacionais, além de mitigar problemas como a sazonalidade da mão de obra. “Nós aproveitamos nossa expertise em mecanização agrícola para criar uma solução que, antes, parecia impossível”, explicou Vizeu.

    Impacto econômico: de 125 mil toneladas para um futuro mecanizado

    A pimenta-do-reino é um pilar do agronegócio brasileiro, com produção concentrada no Espírito Santo e Pará — responsáveis por mais de 90% da safra nacional — e também em áreas relevantes da Bahia. Além de abastecer o mercado interno, o Brasil exporta cerca de 60% de sua produção, principalmente para países asiáticos e europeus, onde a demanda pela especiaria segue em alta. Com a mecanização, especialistas preveem um aumento na competitividade do produto brasileiro no exterior, além de uma possível expansão das áreas cultivadas.

    Ainda segundo dados do setor, a cultura tem ganhado espaço como alternativa de diversificação agrícola, especialmente em regiões antes dominadas pela cafeicultura. Produtores de café conilon, por exemplo, têm visto na pimenta-do-reino uma opção para reduzir riscos climáticos e otimizar o uso de terras.

    O que muda para o consumidor final?

    Embora a inovação prometa reduzir custos para os produtores, ainda não há previsão de impacto imediato no preço final do produto para o consumidor. No entanto, a mecanização pode garantir uma oferta mais estável da especiaria, evitando oscilações sazonais que, historicamente, afetam o mercado. Além disso, a produção em larga escala tende a baratear os custos a médio prazo.

    Por enquanto, a BP Master está em fase de testes em propriedades pilotos, mas a expectativa é que ela esteja disponível comercialmente ainda em 2026. O lançamento representa não apenas um avanço tecnológico, mas um marco na modernização do agronegócio brasileiro, que há décadas busca alternativas para reduzir a dependência de mão de obra manual no campo.

  • Super El Niño: Brasil na mira de seca histórica e colapso no agro em 2026-2027

    Super El Niño: Brasil na mira de seca histórica e colapso no agro em 2026-2027

    O Brasil enfrenta um novo alerta climático que pode redefinir o futuro do agronegócio, da energia e até dos preços globais de alimentos. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e da NOAA (agência climática dos EUA) indicam que o fenômeno El Niño deve atingir intensidade recorde entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Os modelos climáticos calculam 37% de probabilidade de um evento classificado como ‘muito forte’ — um ‘Super El Niño’ —, com impactos diretos sobre o clima, a economia e a sociedade brasileira.

    O que o Cemaden e a NOAA preveem para o Brasil?

    A nota técnica do Cemaden, divulgada recentemente, destaca que os efeitos mais severos devem ocorrer durante a primavera e o verão, com maior intensidade nas regiões Norte e Nordeste, onde seca extrema e ondas de calor podem se tornar recorrentes. Já o Centro-Sul do país, historicamente mais afetado por enchentes durante eventos de El Niño, corre o risco de registrar precipitações acima da média, o que pode prejudicar a colheita de grãos como soja e milho.

    O fantasma da seca de 2023/24 retorna com força

    O alerta atual chega em um momento delicado para o Brasil. A última ocorrência intensa do El Niño, entre 2023 e 2024, deixou marcas profundas: 80% dos municípios brasileiros enfrentaram algum nível de estiagem, rios da Amazônia atingiram níveis críticos, e a logística do agronegócio — responsável por transportar milhões de toneladas de grãos e combustíveis — foi severamente prejudicada. As perdas agrícolas foram estimadas em bilhões de reais, e os reservatórios hidrelétricos, como o de Itaipu, operaram em níveis críticos, forçando a acionamento de termelétricas e aumentando o custo da energia.

    Agora, os especialistas temem que o cenário de 2026/27 seja ainda mais dramático. Cientistas internacionais, como aqueles ligados ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), já classificam o próximo El Niño como potencialmente ‘histórico’, com potencial para alterar padrões climáticos globais por anos.

    Agro, energia e inflação: os pilares que podem ruir

    O impacto econômico do ‘Super El Niño’ deve ser sentido em várias frentes:

    • Agronegócio: A seca no Norte e Nordeste pode reduzir a produtividade de culturas como soja, milho e café, afetando as exportações brasileiras — o país é o maior exportador mundial de soja e carne bovina. Produtores rurais já começam a se preparar para possíveis perdas, enquanto analistas do mercado futuro monitoram os preços das commodities.
    • Energia: Com a redução dos níveis dos rios e reservatórios, a geração hidrelétrica — que responde por cerca de 60% da matriz energética brasileira — pode ser comprometida. O governo já estuda alternativas, como o aumento de térmicas, o que pressionaria ainda mais a inflação.
    • Inflação e segurança alimentar: A quebra na produção agrícola tende a elevar os preços dos alimentos, impactando diretamente o bolso do consumidor. Em 2023, a inflação de alimentos já foi impulsionada pela seca, e um novo episódio pode agravar a crise, especialmente em regiões dependentes de produtos como arroz e feijão.
    • Logística e transportes: A estiagem pode reduzir a navegação em rios como o Madeira e o Amazonas, essenciais para o escoamento da produção do Centro-Oeste. Em 2023, empresas de transporte já relataram prejuízos milionários devido à baixa dos rios.

    Além disso, a combinação de seca e ondas de calor pode aumentar o risco de queimadas na Amazônia e no Cerrado, agravando a crise climática e a poluição do ar em grandes cidades como Manaus e São Paulo.

    Governos e setores se preparam — mas é suficiente?

    Diante do cenário, o governo federal anunciou a ativação de um plano de contingência para mitigar os efeitos do El Niño, incluindo ações como a liberação de recursos para agricultura familiar e a ampliação de reservas estratégicas de água e energia. No entanto, especialistas questionam se as medidas serão suficientes para evitar uma crise de proporções históricas.

    Rodrigo Berthet, climatologista do Cemaden, alerta: “Um ‘Super El Niño’ não é apenas uma questão de chuva ou seca. É um evento que pode reconfigurar ecossistemas, afetar safras por anos e criar um efeito dominó na economia global. O Brasil precisa se preparar não só para 2026, mas para as consequências que virão depois.”

    Gilberto Cunha, analista de mercado da Safras & Mercado, destaca: “O agro brasileiro já mostrou resiliência em crises anteriores, mas um evento dessa magnitude pode testar os limites do setor. A alta dos custos de produção, combinada com a queda na produtividade, pode levar à redução de áreas plantadas e até à saída de pequenos produtores do mercado.”

    O que esperar nos próximos meses?

    Nos próximos trimestres, meteorologistas e institutos de pesquisa devem lançar novas projeções sobre a intensidade do El Niño. Enquanto isso, o Brasil se vê diante de um paradoxo: apesar de ser uma potência agrícola, o país ainda depende demais de condições climáticas favoráveis — e um único evento extremo pode desestabilizar toda a cadeia produtiva.

    A lição de 2023/24 serve como aviso: o tempo para agir é agora. Se as previsões se confirmarem, 2026 não será apenas um ano de eleições municipais — será o ano em que o Brasil terá que enfrentar, mais uma vez, os efeitos de um fenômeno climático que não escolhe lados, mas que pode dividir a história do país entre antes e depois do ‘Super El Niño’.”

  • Fazenda e Congresso selam acordo para linha de crédito especial ao agro: como o Brasil tenta equilibrar socorro emergencial e responsabilidade fiscal

    Fazenda e Congresso selam acordo para linha de crédito especial ao agro: como o Brasil tenta equilibrar socorro emergencial e responsabilidade fiscal

    O governo federal e o Congresso Nacional deram um passo decisivo nesta quarta-feira (20/5) para destravar um socorro emergencial ao setor agropecuário brasileiro, duramente castigado por eventos climáticos extremos e impactos indiretos da guerra na Ucrânia e outros conflitos geopolíticos. Em reunião no Ministério da Fazenda, o ministro Dario Durigan, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), firmaram entendimentos preliminares para viabilizar uma linha especial de crédito aos produtores rurais em situação de vulnerabilidade financeira.

    A CAE adia votação para buscar consenso técnico e político

    A proposta, originalmente prevista para ser votada ainda nesta quarta-feira na CAE, teve sua análise suspensa justamente para permitir a costura de um texto que concilie as demandas do campo com as restrições orçamentárias do país. Segundo Durigan, o adiamento foi necessário para evitar que uma medida mal calibrada pudesse agravar a crise de crédito na agricultura ou, pior, gerar distorções no uso de recursos públicos. “Não adianta lançar uma linha de crédito sem critérios claros. Isso não resolve o problema e ainda pode criar uma crise fiscal desnecessária”, afirmou o ministro em coletiva de imprensa após o encontro.

    Critérios de enquadramento: o desafio de não beneficiar quem não precisa

    Um dos nós górdios do projeto é justamente definir quem realmente se enquadra na linha de crédito especial. Durigan revelou que as equipes técnicas da Fazenda e do Congresso estão trabalhando em um modelo que priorize produtores com perda de renda comprovada — seja por seca prolongada, enchentes, ou queda nos preços internacionais de commodities em decorrência de conflitos externos. “Estamos discutindo mecanismos para evitar que a linha se torne um ‘cheque em branco’ para quem não está em situação crítica”, explicou o ministro, sem detalhar os indicadores que serão usados para aferir a elegibilidade dos beneficiários.

    Responsabilidade fiscal versus urgência do agro: a equação impossível?

    O equilíbrio entre aliviar a pressão sobre o setor — que responde por quase 30% das exportações brasileiras — e manter austeridade fiscal foi o tema central da reunião. Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura e uma das principais articuladoras da proposta, defendeu que a linha deve ser temporária e focada em casos excepcionais. “Não podemos repetir erros do passado, quando programas de renegociação de dívidas acabaram beneficiando quem não precisava”, disse a senadora, em referência a programas como o Pronaf nos anos 2000. Durigan, por sua vez, garantiu que o governo não vai abrir mão do controle sobre os recursos: “Vamos ter um pente-fino rigoroso. Se não for assim, a linha vira um problema para o próprio agro no futuro”.

    Próximos passos: texto final até a próxima semana e votação imediata

    Apesar do otimismo do ministro, a definição dos termos finais da linha de crédito ainda depende de ajustes técnicos, especialmente em relação às condições de pagamento. Embora o conteúdo da proposta ainda não tenha sido divulgado, Durigan adiantou que as taxas de juros devem ser subsidiadas, mas com prazos de carência e amortização que não sobrecarreguem os cofres públicos. “O objetivo é que o produtor consiga respirar agora, mas pagando depois de forma sustentável”, declarou.

    A expectativa é que o texto consensual seja apresentado até a próxima segunda-feira (27/5), quando a CAE deve retomar a votação. Caso aprovado, a linha será encaminhada ao Plenário do Senado e, posteriormente, à Câmara dos Deputados. A pressão por celeridade é grande: o setor agro, que já enfrenta perdas bilionárias em safras recentes, corre contra o relógio para evitar uma quebra generalizada de pequenos e médios produtores, muitos deles endividados e sem acesso a novas linhas de financiamento.