Tag: agronegócio

  • Tecnologia e crédito se unem para revolucionar a irrigação na Coopercitrus Expo 2026

    Tecnologia e crédito se unem para revolucionar a irrigação na Coopercitrus Expo 2026

    A Bauer do Brasil e a Irricontrol chegam à Coopercitrus Expo 2026 — que ocorre em Goiânia até esta segunda-feira, 27 de julho, às 19h — com um pacote integrado para impulsionar a irrigação no campo. As empresas apresentam tecnologias de ponta, como pivôs centrais especializados em citros e sistemas de automação, aliadas a modalidades de financiamento adaptadas às necessidades dos cooperados.

    Crédito acessível: a ponte entre inovação e realidade do produtor

    Além dos equipamentos, o destaque fica por conta das opções de financiamento. Entre elas, destacam-se o Barter Grãos e Barter Café — que permitem pagar por insumos e equipamentos com a própria produção futura —, a CRA Bauer (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), além de financiamento em dólar e euro e linhas de crédito facilitadas junto a instituições financeiras parceiras. Essa combinação visa reduzir barreiras para que os produtores possam investir em sistemas de irrigação sem comprometer o fluxo de caixa.

    Automação e eficiência: o futuro da irrigação já está aqui

    A Irricontrol, especializada em automação, levará soluções como pivôs centrais para citros e carretéis, além de sistemas inteligentes que ajustam o uso de água e energia em tempo real. As tecnologias prometem aumentar a produtividade e a sustentabilidade, alinhadas ao tema da feira: “Sua safra 26/27 começa aqui”. Segundo as empresas, o foco é oferecer não apenas equipamentos, mas um ecossistema completo de suporte.

    Planejamento para a safra 26/27: mais do que exposição, uma solução

    Para a safra 2026/27, as empresas enfatizam a importância do planejamento antecipado, especialmente diante dos desafios climáticos e da necessidade de maximizar a produção. A estratégia é permitir que o produtor escolha a modalidade de financiamento mais alinhada ao seu perfil — seja ela baseada em grãos, café ou moedas estrangeiras — e ainda contar com suporte técnico especializado para a instalação e manutenção dos sistemas.

  • Kepler Weber expande atuação em Mato Grosso, epicentro da crise de armazenagem brasileira

    Kepler Weber expande atuação em Mato Grosso, epicentro da crise de armazenagem brasileira

    A Kepler Weber, referência em soluções de armazenagem e pós-colheita na América Latina, consolidou sua presença no Global Agribusiness Festival (GAFFFF) Sorriso 2026 — realizado entre 23 e 26 de julho no Parque Tecnológico Luiz Giroletti, em Sorriso (MT). O evento, reunindo agentes do agronegócio, serviu como palco para a empresa reforçar sua estratégia de aproximação com produtores rurais, cooperativas e cerealistas, setores cada vez mais pressionados pela escassez de infraestrutura no estado.

    Mato Grosso: o gargalo logístico que desafia o agronegócio brasileiro

    Como maior produtor nacional de grãos, Mato Grosso enfrenta um paradoxo: enquanto sua produção bate recordes, a capacidade de armazenagem estática — estimada em 233 milhões de toneladas — não acompanha o ritmo. Dados do setor indicam um déficit de 128 milhões de toneladas, cenário que se agrava com o crescimento contínuo da safra nos últimos anos. A situação coloca a região como um dos principais focos de investimento em infraestrutura de pós-colheita, onde a eficiência na armazenagem pode significar a diferença entre lucro e prejuízo para os produtores.

    Estratégia de proximidade: a aposta da Kepler Weber no maior polo produtor de grãos

    A empresa, que já atua como líder no segmento, aproveitou o GAFFFF Sorriso 2026 para apresentar não apenas seus produtos, mas soluções customizadas para as demandas locais. Em um mercado onde a competitividade depende diretamente da capacidade de escoamento e conservação da produção, a presença física da Kepler Weber no evento reforça seu compromisso com a cadeia produtiva, oferecendo tecnologias capazes de mitigar os impactos da crise estrutural que afeta o setor.

  • Brasil faturam US$ 15,9 bilhões com exportações de carnes no primeiro semestre de 2026: recorde histórico

    Brasil faturam US$ 15,9 bilhões com exportações de carnes no primeiro semestre de 2026: recorde histórico

    O agronegócio brasileiro atingiu um marco histórico nas exportações de carnes entre janeiro e junho de 2026. Segundo dados consolidados pela Scot Consultoria, com base nas estatísticas da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume embarcado de carnes — bovina, suína, de aves e miúdos — chegou a 4,9 milhões de toneladas, gerando uma receita de US$ 15,9 bilhões.

    Primeiro semestre de 2026 supera todos os recordes anteriores

    Os números representam o melhor desempenho da série histórica para o período, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de proteína animal. A comparação com o primeiro semestre de 2016 revela um crescimento exponencial: o volume exportado cresceu 64,3%, enquanto o faturamento disparou 173,1%, atingindo o maior nível dos últimos 11 anos.

    Demanda internacional e produção nacional em sintonia

    O avanço não é apenas quantitativo, mas também qualitativo. A expansão das exportações reflete tanto o aumento da produção nacional quanto a crescente demanda por carnes brasileiras nos mercados globais. Países da Ásia, Oriente Médio e Europa têm intensificado suas importações, aproveitando a competitividade dos produtos brasileiros em termos de preço, qualidade e escala.

    Perspectivas para o segundo semestre

    Com o mercado internacional ainda aquecido, especialistas projetam que o Brasil deve manter trajetória de crescimento nas exportações de carnes nos próximos meses. No entanto, desafios como a logística, barreiras sanitárias e a concorrência com outros produtores globais exigirão atenção para sustentar o ritmo atual.

  • Controles fitossanitários blindam exportações brasileiras de grãos contra barreiras internacionais

    Controles fitossanitários blindam exportações brasileiras de grãos contra barreiras internacionais

    O setor de exportação de grãos brasileiro enfrenta um desafio operacional crítico: garantir que amostras de lotes gigantescos, destinados a mercados internacionais, sejam representativas o suficiente para evitar reprovações fitossanitárias. Na prática, uma única não conformidade pode inviabilizar um carregamento inteiro após meses de preparação.

    Tecnologia e rastreabilidade como pilares da redução de riscos

    Empresas do ramo investem em sistemas avançados de amostragem automatizada e softwares de rastreabilidade para minimizar erros humanos e assegurar que cada lote exportado mantenha padrões rigorosos. Segundo Fátima Parizzi, consultora técnica da ABIOVE e ANEC, a complexidade está não apenas no volume – que pode atingir milhares de toneladas por navio – mas na necessidade de acessar toda a massa de grãos de forma eficiente.

    O impacto das barreiras fitossanitárias no comércio global

    Com as exportações brasileiras de grãos atingindo US$ 87,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados do Ministério da Agricultura, a pressão por conformidade internacional nunca foi tão alta. Pragas quarentenárias, como a ferrugem asiática da soja ou o caruncho-do-milho, representam riscos que podem fechar portas em mercados como China, União Europeia e Oriente Médio.

    Consequências de uma notificação fitossanitária

    Quando um lote é reprovado por presença de contaminantes ou pragas, o prejuízo vai além do valor da carga: envolve custos logísticos de retorno, multas contratuais e danos à reputação do exportador. Por isso, a capacitação de equipes e a adoção de protocolos internacionais de controle estão se tornando tão estratégicas quanto a própria produção agrícola.

  • Reforma Tributária: Produtores rurais ganham mais um ano para regularizar CNPJ

    Reforma Tributária: Produtores rurais ganham mais um ano para regularizar CNPJ

    Prazo estendido após pressão do agronegócio

    A obrigatoriedade de registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas foi adiada para 1º de janeiro de 2027, conforme decisão da Receita Federal e do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) anunciada em 10 de julho de 2026. A medida atende a pedidos de entidades do setor, que argumentavam pela necessidade de mais tempo para se adaptar às mudanças impostas pela Reforma Tributária sem interromper a operação dos produtores durante o período de transição.

    O que muda para o produtor rural?

    Até 31 de dezembro de 2026, os produtores rurais pessoas físicas poderão continuar emitindo notas fiscais e documentos fiscais sem a obrigatoriedade do CNPJ, mantendo sua condição atual de pessoa física. A medida visa evitar transtornos operacionais enquanto o governo finaliza a regulamentação do novo sistema tributário, que unificará impostos como ICMS, PIS e Cofins no IBS e CBS.

    Preparação para 2027: o que fazer agora?

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomenda que os produtores aproveitem o período adicional para se familiarizarem com as novas regras, especialmente aquelas relacionadas à inscrição no CNPJ e ao sistema simplificado de transição. A entidade destaca que a regularização antecipada pode evitar problemas futuros, como a impossibilidade de emissão de documentos fiscais após a entrada em vigor da obrigatoriedade.

    Impacto da Reforma Tributária no agronegócio

    A Reforma Tributária, aprovada em dezembro de 2023, promete simplificar o sistema de arrecadação, mas exige uma reestruturação significativa das obrigações acessórias. Para o produtor rural, a transição para o CNPJ em 2027 será um marco importante, pois permitirá a continuidade das atividades sem interrupções, além de facilitar o acesso a linhas de crédito e programas governamentais que exigem a inscrição no cadastro.

  • Seca avança: umidade do ar atinge níveis críticos em 14 estados e afeta agricultura

    Seca avança: umidade do ar atinge níveis críticos em 14 estados e afeta agricultura

    Massa de ar seco paralisa o país e derruba umidade a níveis alarmantes

    A partir da última quarta-feira (8), uma intensa massa de ar seco estacionou sobre o interior do Brasil, reduzindo drasticamente a umidade relativa do ar para valores entre 20% e 30% — patamar considerado crítico pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a saúde humana e a agricultura.

    Impacto nacional e alerta do INMET

    O fenômeno afeta todas as cinco regiões do país, incluindo 14 estados e o Distrito Federal, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que emitiu alerta de risco potencial para toda a área afetada. A seca prolongada, aliada ao bloqueio atmosférico, impede a formação de chuvas e agrava a situação hídrica, especialmente nas horas mais quentes do dia.

    Riscos para o agronegócio e a população

    Para o setor agrícola, a condição é crítica: a queda na umidade eleva o risco de incêndios florestais e prejudica culturas que dependem de irrigação. Já para a população, os baixos índices de umidade aumentam problemas respiratórios e cardiovasculares, além de favorecer a propagação de doenças transmitidas por vetores. Especialistas recomendam o uso de umidificadores e a ingestão de líquidos para mitigar os efeitos.

    Perspectivas para o fim de semana

    A massa de ar seco deve persistir até domingo (12), segundo projeções meteorológicas. Até lá, a recomendação é de monitoramento constante dos índices de umidade e adoção de medidas preventivas, como o racionamento de água e a suspensão de atividades que possam gerar focos de incêndio.

  • Grupo Prime entra em recuperação judicial com dívida de R$ 790 milhões e busca renegociar com credores

    Grupo Prime entra em recuperação judicial com dívida de R$ 790 milhões e busca renegociar com credores

    Na última sexta-feira (4 de julho de 2026), a Justiça do Paraná deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Prime, empresa especializada em soluções para o agronegócio, com um passivo total de aproximadamente R$ 790,2 milhões. A decisão, publicada nesta segunda-feira (6 de julho de 2026), autoriza o grupo a manter suas operações enquanto conduz negociações com credores e elabora o plano de recuperação.

    O que levou à recuperação judicial?

    O deferimento do processamento da recuperação judicial foi fundamentado no cumprimento dos requisitos da Lei nº 11.101/2005, que rege os processos de reestruturação empresarial no Brasil. Segundo o Judiciário paranaense, a documentação apresentada pela empresa — incluindo dados contábeis, fiscais, patrimoniais e operacionais — foi considerada suficiente para prosseguir com o processo. O passivo de R$ 790,2 milhões inclui tanto créditos concursais quanto extraconcursais, refletindo os desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos.

    Atuação do Grupo Prime e impactos do setor

    Fundado no Paraná, o Grupo Prime atua em segmentos essenciais do agronegócio, como nutrição vegetal, manejo biológico e integração lavoura-pecuária. A empresa presta serviços a produtores rurais em diversas regiões do país, mas enfrenta um cenário adverso marcado por juros elevados, restrição ao crédito, aumento da inadimplência e dificuldades financeiras. Esses fatores pressionaram a saúde financeira da companhia, levando à decisão de buscar proteção judicial para reorganizar suas dívidas.

    Próximos passos: negociação e reestruturação

    A recuperação judicial permite que o Grupo Prime mantenha suas atividades enquanto negocia com credores para reestruturar sua dívida. O plano de recuperação, que deve ser apresentado em até 60 dias, será submetido à aprovação judicial e dos credores. A expectativa é que a medida possibilite a continuidade das operações e a manutenção dos empregos, além de evitar a falência da empresa. O desfecho do processo dependerá, no entanto, da capacidade da companhia de apresentar um plano viável e obter o apoio dos credores.

  • Crédito rural: 92,8% dos recursos vão para compra de terras, revela estudo inédito

    Crédito rural: 92,8% dos recursos vão para compra de terras, revela estudo inédito

    O crédito rural brasileiro está sendo redirecionado de forma estratégica. Dados exclusivos obtidos pela Friggi & Secco, com base em operações junto a 29 pecuaristas e 75 agricultores, revelam que 92,8% dos financiamentos contratados foram destinados à aquisição ou expansão de terras rurais até 6 de julho de 2026. A constatação rompe com o tradicional uso desses recursos voltado apenas para custeio de safras, insumos ou manutenção de maquinário.

    Da subsistência à acumulação patrimonial: a virada do produtor rural

    A mudança sinaliza uma virada na mentalidade do produtor brasileiro. Em vez de enxergar o crédito como ferramenta temporária de sobrevivência sazonal, os agricultores e pecuaristas passam a tratá-lo como alavanca de crescimento de longo prazo. A terra, nesse contexto, ganha status de ativo estratégico, capaz de garantir não apenas produção, mas também valorização do patrimônio em um setor cada vez mais pressionado pela expansão de fronteiras agrícolas.

    O agro em alta: por que as terras estão no radar?

    O cenário é favorável. No primeiro semestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio registrou crescimento de 4,2%, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), consolidando o Brasil como um dos principais players globais na produção de alimentos. Nesse ambiente, a compra de terras surge como uma opção segura em um mercado onde a demanda por commodities — como soja, milho e carne bovina — segue em ascensão, impulsionada pela China e pela África.

    Além disso, a valorização das terras agrícolas tem se mostrado acima da inflação nos últimos anos. Segundo a Terra Magna Consultoria, o preço médio de uma hectare de terra no Centro-Oeste brasileiro subiu 18% em 2025, enquanto a inflação oficial (IPCA) fechou o ano em 4,5%. A combinação de alta demanda, juros controlados e perspectiva de longo prazo torna o investimento em terras ainda mais atrativo do que aplicações financeiras tradicionais.

    Riscos e consequências: quem ganha e quem pode perder?

    Apesar dos benefícios óbvios para os produtores que conseguem acessar o crédito, a concentração de recursos na compra de terras pode acentuar desigualdades no campo. Pequenos e médios produtores, que dependem de financiamentos para custeio e inovação, podem ficar em desvantagem frente a grandes grupos capazes de alavancar operações de expansão. A bancarização do agro — que já é um desafio histórico — pode se tornar ainda mais seletiva.

    Outra preocupação é a pressão sobre o meio ambiente. A expansão de fronteiras agrícolas, especialmente no Cerrado e na Amazônia Legal, está diretamente ligada ao desmatamento. Segundo o MapBiomas, entre 2020 e 2025, mais de 12 milhões de hectares de vegetação nativa foram convertidos em áreas de pastagem ou lavoura — um ritmo que pode se acelerar com a migração de recursos para a compra de terras.

    Para especialistas ouvidos pela reportagem, no entanto, o fenômeno não é necessariamente negativo. “O produtor que expande sua área com planejamento está contribuindo para a segurança alimentar do país“, afirma a economista Márcia Sakamoto, da FGV Agro. “O desafio é garantir que essa expansão seja feita de forma sustentável e com acesso igualitário aos recursos“.

    O que esperar do futuro do crédito rural?

    A tendência deve se manter enquanto o agro brasileiro mantiver seu ritmo de crescimento. A Bancada Ruralista no Congresso já sinaliza a intenção de ampliar linhas de crédito específicas para a compra de terras, especialmente para médios produtores. No entanto, a pressão por regulações ambientais e sociais pode impor limites ao ritmo dessa expansão.

    Uma coisa é certa: o crédito rural não é mais sinônimo apenas de sobrevivência, mas sim de estratégia de negócios. Para o produtor, a terra deixou de ser um mero insumo e se tornou o principal ativo de um portfólio que precisa, cada vez mais, pensar em escala, inovação e sustentabilidade.

  • Soja brasileira perde ritmo nos portos: exportação de junho cai 1 milhão de toneladas por chuvas e ameaça meta anual

    Soja brasileira perde ritmo nos portos: exportação de junho cai 1 milhão de toneladas por chuvas e ameaça meta anual

    Paralisia nos portos derruba projeção de soja em junho

    Na última terça-feira, 1º de julho de 2026, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) confirmou que as chuvas intermitentes nos principais portos brasileiros — como Santos e Paranaguá — reduziram as exportações de soja em junho para 14,05 milhões de toneladas, volume 1 milhão inferior ao projetado na semana anterior. A queda, que interrompeu operações por quase 10 dias em alguns terminais, jogou por terra a expectativa de embarques recorde para o ano.

    Meta de 110 milhões de toneladas em risco

    Para alcançar a projeção inicial da Anec de 110 milhões de toneladas na safra 2026, o Brasil precisaria embarcar, em média, 6,2 milhões de toneladas de soja por mês nos próximos seis meses. No entanto, o ritmo atual — com queda de 7% no primeiro semestre em comparação a 2025 (72,8 milhões de toneladas) — exige um esforço 25% maior no segundo semestre. A associação já havia alertado em maio sobre volumes recordes, mas a conjuntura climática e logística impõe novos desafios.

    Consequências para o agronegócio e o milho

    A desaceleração na soja abre espaço para o milho, que vem ganhando protagonismo nas exportações brasileiras. Com a colheita de soja batendo recorde histórico em 2026, os agentes do mercado temem que a redução nos embarques gere pressões nos preços internos do grão, especialmente com a demanda chinesa ainda aquecida. Além disso, o encarecimento dos insumos — como o adubo fosfatado, que subiu 18% neste ano — pode agravar os custos de produção para a próxima safra.

    Cenário 2026: colheita recorde, mas exportações em xeque

    Apesar do volume recorde na colheita (estimado em 155 milhões de toneladas), a logística portuária segue como gargalo. A Anec revisará suas projeções nas próximas semanas, mas analistas já apontam para um cenário de ajustes: ou os embarques aceleram drasticamente no segundo semestre, ou o Brasil terá de revisar suas exportações totais para baixo, com impactos na balança comercial e nos preços globais da soja.

  • Sorgo dispara no Brasil: área cultivada cresce 25,8% e consolida cultura como alternativa resiliente ao clima

    Sorgo dispara no Brasil: área cultivada cresce 25,8% e consolida cultura como alternativa resiliente ao clima

    Expansão recorde impulsionada pela resiliência climática

    A cultura do sorgo registra um dos maiores crescimentos entre os grãos no Brasil. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada na safra atual deve atingir 2,05 milhões de hectares, um salto de 25,8% em relação ao ciclo anterior. A produção, por sua vez, é estimada em 7,56 milhões de toneladas, com crescimento de 23,8% no mesmo comparativo. O desempenho reforça o papel do cereal como uma alternativa estratégica para o agronegócio nacional.

    Vantagem competitiva em tempos de incertezas climáticas

    O sorgo vem se destacando por sua capacidade de prosperar em condições adversas, especialmente em regiões com irregularidade de chuvas. Rafael Toscano, gerente técnico da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL —, destaca que a cultura oferece maior previsibilidade aos produtores. “Culturas adaptáveis como o sorgo ganham espaço porque permitem um planejamento mais seguro da safra, minimizando riscos em um contexto de instabilidade climática”, afirma. A tolerância à seca do sorgo, aliada à sua versatilidade, torna-o uma opção atraente frente a lavouras mais sensíveis às variações do clima.

    Inverno se aproxima, mas a inovação segue no campo

    A chegada do inverno no Brasil, marcada por mudanças bruscas no regime de chuvas, intensifica a importância de culturas como o sorgo. Enquanto outras lavouras enfrentam perdas por falta de umidade, o cereal mantém sua produtividade, assegurando a segurança alimentar e a rentabilidade do produtor. especialistas do setor apontam que a expansão do sorgo reflete não apenas uma tendência de mercado, mas uma resposta estrutural às demandas de um setor agrícola cada vez mais pressionado pela necessidade de adaptabilidade.