Tag: agronegócio

  • Aprosoja MT cobra soluções urgentes para logística e armazenamento no 4º Congresso da Abramilho

    Aprosoja MT cobra soluções urgentes para logística e armazenamento no 4º Congresso da Abramilho

    O 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), realizado em Brasília nesta terça-feira (13.05), reuniu as principais lideranças do agronegócio brasileiro para discutir os desafios que colocam em xeque a competitividade da agricultura nacional. Entre os temas centrais, destacaram-se a logística deficiente, a falta de armazenamento adequado e os impactos da geopolítica mundial, que vêm pressionando os custos de produção e a rentabilidade dos produtores.

    O agro em xeque: como a logística e o armazenamento sabotam a liderança de Mato Grosso

    Mato Grosso, estado que responde por mais de 30% da produção nacional de milho, enfrenta um paradoxo: apesar da escala produtiva, os gargalos logísticos e a carência de estruturas de armazenamento transformam a commodity em um desafio econômico para os agricultores. Durante o painel “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, não poupou críticas aos entraves que freiam o potencial do estado.

    “O Mato Grosso é o maior produtor de milho do Brasil, mas enfrenta dificuldades crônicas de logística e armazenamento. Esses gargalos precisam ser resolvidos urgentemente para que o milho se torne economicamente viável safra após safra”, afirmou Bier, que participou do debate ao lado de figuras como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a senadora Tereza Cristina e o ministro da Agricultura, André de Paula.

    Do subproduto à peça-chave: o milho como sustentáculo da agricultura mato-grossense

    O cenário atual contrasta com o passado, quando o milho era visto apenas como uma alternativa de renda complementar. Hoje, a cultura se tornou fundamental para a viabilidade econômica das fazendas, especialmente em um estado onde a soja, embora dominante, depende cada vez mais de sistemas integrados para manter a produtividade. “Com o avanço da segunda safra, o milho deixou de ser um subproduto para se tornar um elo indispensável na cadeia produtiva”, explicou Bier.

    No entanto, a falta de ferrovias eficientes, terminais portuários adequados e silos suficientes eleva os custos e reduz a margem de lucro dos produtores. Segundo dados da Aprosoja MT, cerca de 30% da produção estadual de milho é perdida ou vendida a preços aviltados devido à ausência de estruturas para escoamento e armazenagem.

    Geopolítica e segurança alimentar: o agro brasileiro na mira das incertezas globais

    Além dos problemas estruturais, os participantes do congresso destacaram como tensões internacionais, como a guerra na Ucrânia e as políticas de protecionismo de nações concorrentes, impactam diretamente o mercado de milho. A presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Regina Zanella, alertou para a necessidade de políticas públicas que garantam segurança jurídica e econômica aos produtores, em um cenário onde a concorrência com países como Argentina e Estados Unidos se intensifica.

    O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, reforçou que o Brasil, mesmo com todo o seu potencial, ainda depende de investimentos em inovação e infraestrutura para não perder espaço no mercado global. “Precisamos de um agro mais competitivo, com menos burocracia e mais agilidade para responder às demandas internacionais”, afirmou.

    Estande da Aprosoja MT: transparência e diálogo com o setor

    Durante o evento, a Aprosoja MT manteve um estande institucional onde apresentou cartilhas com projetos da entidade e esclareceu dúvidas de produtores e autoridades sobre iniciativas como o Programa de Qualidade de Grãos e ações de defesa sanitária vegetal. A iniciativa, segundo a entidade, busca aproximar o setor produtivo das políticas públicas e das inovações tecnológicas que podem mitigar os gargalos discutidos nos painéis.

    Para Bier, o congresso foi uma oportunidade para mobilizar o setor em torno de pautas comuns, como a criação de um plano nacional de armazenagem e a retomada de investimentos em modais ferroviários. “Não adianta produzirmos tanto se não conseguirmos escoar essa produção com eficiência. Precisamos de soluções estruturais, não de paliativos”, concluiu.

  • Mato Grosso lidera balança comercial brasileira em 2026: agro responde por 43% do superávit nacional

    Mato Grosso lidera balança comercial brasileira em 2026: agro responde por 43% do superávit nacional

    Mato Grosso não apenas manteve, como ampliou sua liderança na balança comercial brasileira no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado registrou um superávit comercial de US$ 11,05 bilhões entre janeiro e abril — o maior resultado entre todas as unidades federativas do país. O desempenho reforça a posição estratégica do estado na economia nacional, especialmente em um cenário de desafios globais para as exportações.

    Doze anos de protagonismo: Mato Grosso já respondia por 40% do superávit brasileiro em 2025

    O resultado não é uma exceção, mas uma consolidação da trajetória de Mato Grosso. Em 2025, o estado já havia atingido um superávit comercial de US$ 27,57 bilhões, equivalente a 40,50% do saldo comercial total do Brasil naquele ano. A coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, destaca que o crescimento em 2026 reflete a centralidade do estado para as exportações nacionais.

    “O resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira”, afirmou Muniz. Segundo ela, o desempenho do agronegócio mato-grossense foi determinante para esse cenário, impulsionado pelas exportações de soja, milho e carne bovina.

    Agro lidera tanto nas exportações quanto na geração de empregos no estado

    O boletim mensal do Imea, publicado em 11 de maio, revela que o setor não apenas impulsiona a balança comercial, mas também é um pilar para o mercado de trabalho em Mato Grosso. No final de 2025, o agronegócio contabilizava 437.174 empregos formais. Em março de 2026, esse número avançou para 444.218 postos, um crescimento de 1,61% — ou 7.044 novas vagas criadas em apenas três meses.

    Ao todo, o estoque de empregos formais em Mato Grosso atingiu 1.183.553 vínculos em março de 2026. Desse total, o agronegócio representa 37,53% dos postos de trabalho do estado, demonstrando sua capacidade de absorção de mão de obra mesmo em um contexto de modernização e automação do campo.

    Soja, milho e carne bovina: os três pilares do superávit mato-grossense

    Os números revelam que o agronegócio mato-grossense não depende de um único produto para sustentar sua liderança. No entanto, três commodities se destacam nas exportações do estado:

    • Soja: Principal cultura de exportação, com escoamento para a China, países da Europa e Oriente Médio.
    • Milho: Segundas safra recorde, com forte demanda da Ásia e da indústria de ração animal.
    • Carne bovina: O estado é um dos maiores produtores e exportadores mundiais, com mercados consolidados na Ásia e na América Latina.

    Esse mix diversificado reduz a dependência de um único mercado ou produto, conferindo maior resiliência ao setor mesmo diante de flutuações de preços internacionais ou crises logísticas.

    O que esperar para o restante de 2026?

    Com o início da colheita da segunda safra de milho e a manutenção dos preços internacionais favoráveis para os grãos e proteínas animais, analistas do Imea projetam que Mato Grosso deve manter, ou até ampliar, sua participação no superávit comercial brasileiro nos próximos meses. No entanto, desafios como a logística de escoamento — especialmente a dependência de ferrovias e hidrovias — e a pressão por práticas sustentáveis (como a redução do desmatamento) ainda pairam sobre o setor.

    Para especialistas, a capacidade de Mato Grosso de inovar em tecnologia agrícola e de ampliar parcerias comerciais será decisiva para consolidar sua posição como o estado que sustenta a balança comercial brasileira.

  • Senado endurece contra charlatães da veterinária: crime, mercado agro e a saúde em jogo

    Senado endurece contra charlatães da veterinária: crime, mercado agro e a saúde em jogo

    A atuação irregular de profissionais não habilitados na Medicina Veterinária deixou de ser mera contravenção penal para se tornar um crime passível de até dois anos de detenção. O Projeto de Lei nº 4560/2025, aprovado em regime de urgência pelo Senado Federal, altera o Código Penal brasileiro e encerra uma lacuna jurídica que há décadas permitia a impunidade de charlatães que colocavam em risco não apenas a saúde animal, mas também a economia nacional e a segurança alimentar.

    A celeridade na tramitação — com aprovação imediata no Plenário logo após o parecer favorável da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), sob relatoria do senador Sergio Moro — reflete o consenso político sobre a gravidade do problema. Até então, a prática irregular era tratada como uma infração de menor potencial ofensivo, com punições brandas que não inibiam o crime. Agora, o texto aguarda apenas a sanção presidencial para entrar em vigor.

    Ameaça silenciosa: como falsos veterinários colocam em risco o agro brasileiro

    O Brasil é o maior exportador global de carne bovina e de frango, com um mercado que movimenta dezenas de bilhões de dólares anualmente. Esse sucesso, contudo, depende de um sistema de defesa sanitária impecável, auditado por organizações como a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). A presença de profissionais não qualificados no manejo de rebanhos comerciais, na aplicação de vacinas ou no diagnóstico de doenças de notificação compulsória — como febre aftosa ou gripe aviária — pode desencadear uma reação em cadeia de consequências devastadoras.

    Uma única falha técnica, provocada por um falso veterinário, tem potencial para mascarar surtos epidemiológicos e fechar mercados internacionais inteiros. A cadeia produtiva do agro exige controle estrito sobre o uso de antimicrobianos e medicamentos veterinários para evitar a presença de resíduos químicos na carne e no leite exportados. Sem a supervisão de um profissional registrado, o risco de contaminação ou uso inadequado de insumos sobe exponencialmente, colocando em xeque a credibilidade do Brasil como fornecedor confiável de alimentos.

    O que muda para os profissionais e para o mercado

    Para os médicos-veterinários legalmente habilitados, a nova lei representa um alívio. A criminalização da atuação ilegal reforça a importância de sua expertise em um setor cada vez mais tecnificado e globalizado. Além disso, a medida pode reduzir a concorrência desleal praticada por indivíduos sem formação, que muitas vezes oferecem serviços a preços abaixo do mercado, prejudicando os profissionais sérios.

    No entanto, os desafios não terminam com a sanção da lei. A fiscalização efetiva, especialmente em regiões com baixa presença de órgãos de controle, será crucial. O MAPA e os conselhos regionais de Medicina Veterinária terão de investir em tecnologias de monitoramento, como sistemas de rastreamento digital de profissionais e denúncias anônimas, para coibir práticas ilegais. A cooperação internacional também será fundamental, já que muitos casos de fraude envolvem profissionais estrangeiros atuando no país.

    Para o consumidor final, a nova legislação é uma garantia a mais de que os produtos de origem animal consumidos no Brasil ou exportados atendem aos mais altos padrões de segurança sanitária. Afinal, um mercado agro que responde por cerca de 27% do PIB nacional não pode — e não deve — ser refém de práticas que colocam em risco sua reputação e competitividade global.

  • Brasil amplia fronteiras agropecuárias: Canadá e Chile abrem mercado para pâncreas suíno e embriões ovinos

    Brasil amplia fronteiras agropecuárias: Canadá e Chile abrem mercado para pâncreas suíno e embriões ovinos

    Negociações estratégicas reforçam liderança do Brasil no agronegócio

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) concluíram, nesta semana, duas negociações que expandem as fronteiras comerciais do Brasil no exterior. Os acordos permitem a exportação de pâncreas suíno para o Canadá — matéria-prima essencial para a indústria farmacêutica — e de embriões ovinos e caprinos para o Chile, dois mercados de alto valor agregado. Até o momento, o Brasil já acumula 612 aberturas de mercado desde janeiro de 2023, um recorde que reforça a capacidade do país de diversificar suas exportações e conquistar novos nichos.

    Pâncreas suíno canadense: da porteira para os laboratórios

    No Canadá, a aprovação sanitária para exportação de pâncreas suíno representa um marco para a cadeia suinícola brasileira. O órgão, rico em insulina, é utilizado na produção de medicamentos para diabetes, um mercado global avaliado em mais de US$ 40 bilhões ao ano. Segundo dados do Mapa, as exportações agropecuárias brasileiras para o Canadá atingiram US$ 1,3 bilhão em 2025, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, café e carnes. “Essa abertura não apenas aumenta o valor das exportações, mas também insere o Brasil em uma cadeia produtiva de alta tecnologia”, explica um analista do setor.

    Chile abre portas para genética ovina e caprina

    Já no Chile, o Brasil obteve a liberação para exportar embriões ovinos e caprinos, um produto de alto valor no mercado internacional de melhoramento genético animal. O acordo é estratégico para países da América do Sul, onde a demanda por genética de qualidade cresce em ritmo acelerado. Em 2025, as exportações brasileiras para o Chile somaram US$ 2,2 bilhões, com principais produtos sendo carnes, soja e derivados florestais. “A abertura de mercado para embriões representa um salto qualitativo, pois posiciona o Brasil como fornecedor de soluções tecnológicas para a pecuária regional”, destaca um especialista ouvido pela reportagem.

    Ministérios coordenam ofensiva comercial

    Os resultados são fruto de uma política coordenada entre o Mapa e o MRE, que tem priorizado negociações bilaterais e multilaterais para reduzir barreiras sanitárias e fitossanitárias. “O Brasil não vende apenas commodities; estamos exportando tecnologia, inovação e qualidade sanitária”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Favaro, em comunicado oficial. A estratégia inclui missões comerciais, protocolos sanitários e acordos de reconhecimento mútuo com países-chave.

    Impacto econômico e perspectivas futuras

    Os dois acordos somam-se a uma série de outras 610 aberturas de mercado desde 2023, incluindo países como China, Estados Unidos e União Europeia. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a diversificação de mercados é crucial para reduzir a dependência de poucos compradores e aumentar a resiliência do setor. “Cada nova abertura representa uma oportunidade de agregar valor aos nossos produtos e garantir preços mais estáveis”, explica o presidente da CNA, João Martins.

    Cenário global e desafios

    Apesar dos avanços, especialistas alertam para os desafios que ainda persistem. A concorrência com outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Austrália, exige que o Brasil mantenha altos padrões sanitários e invista em inovação. Além disso, a burocracia em países importadores pode atrasar a implementação dos acordos. “O sucesso dessas negociações depende não apenas da vontade política, mas também de agilidade na execução”, avalia uma fonte do setor privado.

    O que esperar para 2026?

    Com o fechamento desses acordos, o Brasil projeta um crescimento nas exportações para o Canadá e o Chile ainda em 2026. A expectativa é que os embarques de pâncreas suíno comecem ainda este ano, enquanto os embriões ovinos e caprinos devem ter sua primeira remessa para o Chile até o primeiro semestre de 2026. “Essas aberturas são apenas o começo. Nos próximos meses, devemos anunciar novos acordos, especialmente na Ásia e no Oriente Médio”, adianta um técnico do Mapa.

  • Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo bate recorde histórico com 79 inscritos

    A Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo: um teste de rusticidade há mais de cinco décadas

    A 24ª Marcha Anual de Resistência do Cavalo Crioulo, que começa no dia 13 de junho em Bagé (RS), entrou para a história ao registrar 79 conjuntos inscritos — o maior número desde a primeira edição, em 1971. Promovida pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), a prova é considerada a principal competição de resistência da raça e integra o tripé seletivo, ao lado do Freio de Ouro e da Morfologia. Segundo Silvano Luiz de Albuquerque, diretor da subcomissão de Marchas e Marchitas da ABCCC, o objetivo central é avaliar a rusticidade, resistência e capacidade de recuperação dos animais.

    Um desafio de 750 km com alimentação restrita

    Durante 15 dias, os cavalos percorrem 750 km, alimentados exclusivamente com pasto natural e água, complementados por alfafa quando necessário. A prova, que se estende até o dia 28 de junho, exige dos animais não apenas força física, mas também adaptação a condições adversas — um legado que remonta às origens do Cavalo Crioulo, raça desenvolvida no Sul do Brasil para enfrentar longas jornadas e terrenos variados. A tradição da Marcha é tão forte que, em 2024, a homenagem foi para o médico veterinário Paulo Gomes Móglia, figura emblemática no universo do criatório nacional.

    Período de concentração: a preparação prévia que define o desempenho

    Antes da largada oficial, os cavalos passam por um período de concentração de 30 dias, iniciado em 14 de maio. Neste ano, os 79 conjuntos foram divididos entre duas propriedades em Bagé: a Estância e Cabanha Cinco Salsos, de Claudio Nery Martins, e a Estância Santo Amaro, de Lidiomar Freitas. O objetivo é nivelar as condições dos animais e garantir uma competição justa. “É um momento crucial para padronizar a cavalhada e avaliar o estado físico de cada participante antes do desafio”, explica Albuquerque.

    O percurso e os critérios de avaliação

    A Marcha de Resistência tem início na Fronteira Oeste gaúcha, região conhecida pela produção pecuária e pela cultura campeira. Os cavalos são submetidos a avaliações diárias, que incluem análise de saúde, resistência e comportamento. A ABCCC destaca que, além do desempenho físico, a prova valoriza o vínculo entre cavaleiro e animal, um dos pilares da raça Crioula. “Não é apenas um teste de força, mas de sintonia e confiança”, ressalta Albuquerque.

    Tradição e inovação: a Marcha como patrimônio cultural

    A competição, que já faz parte do calendário oficial do criatório nacional, reúne participantes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e até do Uruguai, reforçando a integração entre os países do Cone Sul. Além da ABCCC, a 24ª edição conta com o apoio de parceiros como Alvorada John Deere, Associação Brasileira de Hereford e Braford, e La Madre, que contribuem para a logística e premiação. A Marcha também é um evento social, com exposições, palestras e homenagens a figuras históricas do segmento.

    A importância da raça Crioula no agronegócio brasileiro

    O Cavalo Crioulo, reconhecido por sua rusticidade e versatilidade, desempenha papel fundamental no agronegócio sulista, sendo utilizado tanto para trabalho quanto para lazer e esportes. A Marcha de Resistência, em particular, serve como um laboratório a céu aberto para criadores e veterinários, que buscam aprimorar a genética e o manejo da raça. “Este evento é um termômetro da saúde do plantel nacional”, afirma Albuquerque.

    O que esperar da 24ª edição

    Com um recorde de participantes e um percurso desafiador, a 24ª Marcha de Resistência promete ser uma das edições mais disputadas da história. Além da competição, o evento reforça a importância cultural do Cavalo Crioulo, que, desde o século XVIII, é sinônimo de resistência e adaptabilidade. Para os apaixonados pelo universo campeiro, a prova é uma celebração da identidade gaúcha e um testemunho do legado deixado por gerações de criadores.