Tag: agronegócio

  • Cooperativismo 2.0: Como Mato Grosso inova para quebrar o gargalo de máquinas agrícolas

    Cooperativismo 2.0: Como Mato Grosso inova para quebrar o gargalo de máquinas agrícolas

    A crise de rentabilidade que assola o agronegócio brasileiro, agravada pela escalada dos preços de máquinas agrícolas durante e após a pandemia, encontrou uma resposta inovadora no Mato Grosso. A Cooprosoja, cooperativa que já reúne mais de 1,3 mil cooperados em 93 municípios do estado, propõe um modelo de compra coletiva sem transferir riscos financeiros. Enquanto grandes grupos negociam volumes milionários com fabricantes, os médios e pequenos produtores — historicamente alijados dessa vantagem — agora podem acessar condições similares sem precisar se submeter a contratos de terceiros.

    O paradoxo do ‘poder de barganha’ no agronegócio

    O problema não é novo, mas se intensificou nos últimos anos. Fernando Cadore, presidente da Cooprosoja, lembra que a pandemia não apenas interrompeu cadeias produtivas como também aumentou as margens de intermediários, especialmente no setor de máquinas e insumos. “Os grandes grupos continuaram pagando preços menores em função do volume. Nós percebemos que precisávamos nos unir para formar escala e buscar viabilidade”, afirmou em entrevista exclusiva.

    O modelo tradicional de cooperativas, entretanto, nem sempre atende às necessidades de pequeno e médio produtor. Muitas entidades acabam centralizando faturamentos e assumindo responsabilidades financeiras que extrapolam a função de intermediação. A Cooprosoja inverte essa lógica: atua como uma ponte entre fabricante e produtor, sem jamais se tornar a titular da operação. O faturamento permanece no CPF de cada cooperado, garantindo segurança jurídica e evitando que um produtor responda por dívidas de outro.

    Segurança jurídica e escala sem burocracia

    Cadore resume a proposta da cooperativa em uma frase: “O foco é deixar a renda dentro da porteira”. Para ilustrar, ele cita o exemplo de um produtor de Sorriso (MT) que, ao associar-se à Cooprosoja, conseguiu negociar a compra de um trator com 20% de desconto em relação ao preço de mercado — sem precisar recorrer a financiamentos bancários ou garantir a operação com bens próprios. “Em um estado de dimensões continentais como o Mato Grosso, isso dá segurança para quem entra. Ele não terá responsabilidade financeira sobre a compra de outro produtor”, explica.

    A cooperativa, que nasceu oficialmente em 2023 mas já acumula resultados práticos, trabalha com três eixos principais: negociação centralizada de máquinas, insumos e peças; acesso a linhas de crédito exclusivas; e capacitação gerencial para que os associados otimizem seus custos. Segundo dados internos, a Cooprosoja já intermediou mais de R$ 50 milhões em compras desde sua fundação, com ticket médio de R$ 350 mil por máquina negociada.

    Um novo capítulo para o cooperativismo agrícola

    O modelo da Cooprosoja representa uma evolução do cooperativismo tradicional, que historicamente se concentra em exportação ou processamento de commodities. Ao focar na aquisição de ativos — e não na comercialização da produção —, a entidade se alinha a uma tendência global de cooperativas como facilitadoras de acesso a tecnologia.

    Para especialistas do setor, a iniciativa pode ser replicada em outras regiões do Brasil, especialmente em estados com forte presença de médios produtores, como Paraná e Rio Grande do Sul. “O desafio agora é escalar sem perder a essência da cooperativa: o controle democrático e a transparência”, avalia o economista agrícola Marcelo Chalita, da FGV Agro. “Cooperativas que não assumem riscos alheios tendem a ter menor inadimplência e maior adesão.”

    A Cooprosoja, que já negocia com gigantes como John Deere e Case IH, planeja expandir suas operações para Mato Grosso do Sul ainda este ano. Com 80% de seus associados classificados como pequenos e médios produtores, a cooperativa surge como um laboratório de inovação no agro brasileiro — onde o tamanho da porteira não define mais o poder de barganha.

  • China acelera compras de soja dos EUA e impulsiona mercado global em abril

    China acelera compras de soja dos EUA e impulsiona mercado global em abril

    A China não apenas cumpriu, mas superou as expectativas no ritmo de suas importações de soja dos Estados Unidos em abril, um movimento que reflete a recuperação das relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. Segundo dados da Administração Geral de Alfândega chinesa, as compras do grão norte-americano saltaram de 1,38 milhão de toneladas para 3,33 milhões no comparativo anual, um crescimento de 141%. A notícia chega em um momento crucial, às vésperas da cúpula de maio entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, que selou um compromisso de aquisição de 25 milhões de toneladas de soja por ano até 2028.

    O impacto imediato no mercado global de soja

    O volume recorde de abril representou 39% do total de importações chinesas de soja no mês, que atingiram 8,48 milhões de toneladas — um crescimento de 40% em relação ao ano anterior, ainda que abaixo das projeções de analistas, que estimavam superar a marca de 10 milhões. Enquanto os embarques dos EUA para a China caíram 48% nos primeiros quatro meses de 2026 (6,7 milhões de toneladas), as importações brasileiras — principal fornecedor global — aumentaram 39,6%, chegando a 12,7 milhões de toneladas no mesmo período.

    Brasil mantém liderança, mas EUA ganham espaço

    Apesar do crescimento das vendas brasileiras, os dados revelam uma estratégia chinesa de diversificação de fornecedores. O Brasil, que tradicionalmente domina cerca de 80% do mercado chinês de soja, viu suas exportações para o país asiático subirem 3,3% em abril, de 4,6 milhões para 4,75 milhões de toneladas. No entanto, os operadores de mercado preveem que as compras chinesas de soja norte-americana devem intensificar-se a partir de outubro, quando a nova safra dos EUA estiver disponível para exportação.

    Acordo de 2028 e a estratégia de Pequim

    A retomada das compras por parte da China, interrompidas durante a guerra comercial, sinaliza uma normalização comercial que beneficia Washington. O compromisso de 25 milhões de toneladas anuais até 2028, anunciado durante a cúpula de maio, já teve 12 milhões de toneladas cumpridas até agora. Analistas do setor veem com otimismo a possibilidade de novos negócios, especialmente após outubro, quando a safra norte-americana deve oferecer volumes significativos e preços competitivos.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    O aumento das importações chinesas de soja norte-americana pode pressionar os preços do grão no mercado internacional, afetando diretamente os produtores brasileiros. Embora o Brasil mantenha a liderança, a concorrência dos EUA — com custos logísticos potencialmente menores para a China — exige uma resposta estratégica do setor. A tendência é que o mercado se torne cada vez mais disputado, com a China buscando garantir segurança alimentar por meio de múltiplos fornecedores.

  • Brasil domina mercado global de soja sustentável: 83% da produção certificada é brasileira

    Brasil domina mercado global de soja sustentável: 83% da produção certificada é brasileira

    O Brasil não é apenas o maior produtor e exportador de soja do mundo — agora, é também o principal fornecedor global de soja responsável e rastreável. Em 2025, a certificação da Round Table on Responsible Soy (RTRS) superou a marca histórica de 10 milhões de toneladas, com o país respondendo por 83% da produção certificada, segundo dados da entidade.

    O avanço da certificação RTRS e a demanda aquecida por sustentabilidade

    A certificação, que atesta práticas agrícolas alinhadas a critérios ambientais e sociais, atingiu 10,3 milhões de toneladas em 2025, um crescimento de 9,5% na demanda em relação ao ano anterior. A Europa e a Ásia lideram a busca pelo grão certificado, impulsionados por legislações cada vez mais rigorosas sobre rastreabilidade, origem e redução do desmatamento.

    Segundo a RTRS, os principais mercados consumidores — como Holanda e Dinamarca — ampliaram em 12% a importação de soja certificada, especialmente para segmentos como ração animal e indústria alimentícia. A pressão regulatória internacional, somada à crescente conscientização dos consumidores, tem transformado a certificação em um diferencial competitivo para os produtores brasileiros.

    Safra recorde e o papel estratégico do Brasil no agronegócio global

    O marco da RTRS coincide com a projeção de uma safra histórica de soja no Brasil para 2025/26, com estimativas de produção superior a 170 milhões de toneladas. O país já responde por mais de 50% da produção mundial do grão, e o complexo soja segue como a principal alavanca do agronegócio nacional, gerando divisas, movimentando logística e empregos em todas as regiões produtoras.

    Ainda que a certificação RTRS seja apenas uma das inúmeras iniciativas de sustentabilidade no campo, seu crescimento reflete uma mudança profunda na cadeia produtiva brasileira. Das 220 unidades certificadas no mundo, 77% da área total e 83% da produção estão concentradas em território nacional, com atuação em estados como Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul.

    O que muda com a liderança brasileira no mercado de soja sustentável?

    O protagonismo do Brasil no setor de soja responsável tem implicações diretas para a economia, o meio ambiente e a geopolítica agrícola global:

    • Poder de barganha comercial: A crescente demanda europeia e asiática por soja certificada coloca o país em posição de negociar melhores preços e condições de acesso a mercados, especialmente frente a concorrentes como Estados Unidos e Argentina.
    • Pressão sobre a concorrência: Países como Argentina e Paraguai, que também produzem soja certificada, mas em menor escala, podem ser obrigados a acelerar suas próprias iniciativas de sustentabilidade para não perder participação no comércio global.
    • Sustentabilidade como novo padrão: A certificação RTRS, embora não seja obrigatória, sinaliza uma tendência irreversível: o mercado global está disposto a pagar mais por grãos produzidos com responsabilidade ambiental e social. Produtores brasileiros que não se adaptarem podem enfrentar barreiras não tarifárias.
    • Impacto na balança comercial: O setor de soja é responsável por cerca de 25% das exportações brasileiras, e a certificação pode ampliar ainda mais esse percentual, atraindo investimentos em tecnologias de rastreabilidade e práticas agrícolas sustentáveis.

    Para especialistas do setor, o momento é de oportunidade e desafio. Enquanto a certificação abre portas para mercados premium, a pressão por transparência e redução de emissões deve aumentar, exigindo investimentos constantes em inovação e adequação às normas internacionais.

    A RTRS e o futuro da soja: O que vem por aí?

    A Round Table on Responsible Soy (RTRS) já estuda novas metas para os próximos anos, incluindo a expansão da certificação para pequenos e médios produtores, que representam uma parcela significativa da produção brasileira. Além disso, a entidade trabalha para integrar critérios de neutralidade de carbono e uso de água em suas exigências, alinhando-se a acordos climáticos globais.

    Para o Brasil, o desafio será manter a liderança sem comprometer a competitividade de seus produtores. Enquanto a Europa e a Ásia abrem seus mercados para a soja certificada, o país precisa garantir que a escalada da sustentabilidade não encareça os custos de produção a ponto de reduzir sua vantagem comparativa.

    Uma coisa é certa: em um mundo cada vez mais exigente por transparência e responsabilidade, a soja brasileira certificada não é apenas um produto — é um ativo estratégico no tabuleiro do agronegócio global.

  • JBJ Ranch bate recordes com R$ 257 milhões em leilão histórico do Quarto de Milha no interior de Goiás

    JBJ Ranch bate recordes com R$ 257 milhões em leilão histórico do Quarto de Milha no interior de Goiás

    Nazário, no interior de Goiás, viveu três dias de celebração e negócios bilionários no JBJ Ranch & Família Quartista Weekend, que encerrou sua quinta edição com números nunca antes registrados no universo do Quarto de Milha. O evento, que já é considerado o maior leilão da modalidade Rédeas do mundo, não apenas superou as expectativas como redefiniu o patamar de excelência do mercado brasileiro de genética equina.

    O marco histórico: R$ 257 milhões e crescimento de 104% em um ano

    Ao final da última batida do martelo no domingo (17), o balanço oficial revelou uma marca histórica: R$ 257 milhões em vendas, um salto de 104% em relação à edição de 2025. A média por lote atingiu R$ 1,593 milhão, com 142 lotes comercializados e uma valorização média de 57% dentro da pista. Números que não apenas impressionam, mas atestam a força do agronegócio brasileiro e a projeção internacional do evento.

    Genética de elite e atração global: Nazário no centro do mundo do Quarto de Milha

    O sucesso da edição não se limita aos valores negociados. O JBJ Ranch consolidou Nazário como a capital mundial da genética Quarto de Milha na modalidade Rédeas, reunindo autoridades, empresários e investidores de diversos países. A presença de animais de elite, com linhagens comprovadas em competições internacionais, atraiu compradores dispostos a pagar valores recordes por exemplares que prometem revolucionar o mercado.

    Entre os destaques, lotes como o “JBJ Thunderbolt”, um exemplar com desempenho comprovado em provas de Rédeas, alcançou a marca de R$ 8,5 milhões, um dos maiores valores já registrados em leilões brasileiros. Outro ponto alto foi a participação de criadores dos Estados Unidos e da Austrália, que adquiriram animais para aprimorar seus plantéis, reforçando a posição do Brasil como potência global no segmento.

    O discurso de Fabrício Batista: confiança, credibilidade e legado

    No encerramento do evento, o empresário Fabrício Batista, sócio-fundador do JBJ Ranch, emocionou o público com um discurso que transcendeu os números. Com a voz embargada, ele agradeceu à equipe, aos criadores e aos investidores, enfatizando que os resultados são frutos de um trabalho construído ao longo de anos.

    “Os números e os fatos são consequências de tudo que nós estamos vivendo aqui. Quando a gente faz o bem, a gente colhe o bem. O que temos feito todos os dias é acordar e trabalhar com seriedade, respeitar as pessoas e fazer o bem”, afirmou Batista, destacando que o sucesso do evento não se mede apenas em dinheiro, mas na confiança e credibilidade conquistadas junto à comunidade do Quarto de Milha.

    Ele também ressaltou que o crescimento da JBJ Ranch é resultado de um ecossistema que valoriza o relacionamento com os apaixonados pela raça, desde os criadores até os compradores. “Os resultados vêm da confiança e da credibilidade que a gente conquistou ao longo do tempo. O leilão não é do Fabrício e nem da JBJ. O leilão é de todos nós, da Família Quartista”, declarou.

    O impacto no mercado brasileiro e internacional

    O crescimento exponencial do JBJ Ranch reflete uma tendência maior no setor: o Brasil está se tornando um polo de excelência na criação de Quarto de Milha, especialmente na modalidade Rédeas, que tem ganhado cada vez mais espaço em campeonatos mundiais. Segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Quarto de Milha (ABQM), o número de animais registrados cresceu 22% nos últimos cinco anos, e as exportações de genética brasileira aumentaram 40% no mesmo período.

    Além disso, o evento serviu como vitrine para a inovação no setor. Novas tecnologias, como a utilização de exames genéticos avançados e programas de melhoramento genético, foram apresentadas como diferenciais que garantem a qualidade dos animais comercializados. “Estamos vivendo uma revolução no mercado de Quarto de Milha no Brasil”, afirmou um dos criadores presentes. “Os investimentos em genética e tecnologia estão mudando a forma como criamos e comercializamos esses animais.”

    O que vem por aí: expectativas para a próxima edição

    Com a sexta edição já confirmada para 2027, as expectativas não poderiam ser maiores. A JBJ Ranch anunciou que pretende ampliar ainda mais o evento, com a inclusão de novas atrações, como palestras técnicas com especialistas internacionais e um festival de música sertaneja para celebrar a cultura do interior de Goiás.

    “Nós não queremos apenas repetir o sucesso. Queremos superá-lo”, declarou um dos organizadores. “O JBJ Ranch não é mais apenas um leilão; é um movimento que une negócios, cultura e paixão pela raça Quarto de Milha.”

  • JBJ Ranch faz história: Leilão de Quarto de Milha supera expectativas com R$ 1,2 milhão em venda beneficente e lotes milionários

    JBJ Ranch faz história: Leilão de Quarto de Milha supera expectativas com R$ 1,2 milhão em venda beneficente e lotes milionários

    O Leilão JBJ Ranch & Família Quartista não é apenas mais um evento no calendário equestre — é um fenômeno que redefine os padrões do mercado do cavalo Quarto de Milha. Na noite de abertura da sua 5ª temporada, em Nazário (GO), a grandiosidade do evento transcendeu a mera comercialização de animais, transformando-se em um espetáculo de genética, entertainment e solidariedade.

    Um palco para a elite do Quarto de Milha

    A estrutura montada na JBJ Ranch, com toda a pompa que o setor exige, serviu de cenário para um dos primeiros atos de uma temporada que já entrou para a história. Com coberturas de garanhões campeões mundiais em Rédeas — modalidade que exige velocidade, precisão e técnica — sendo negociadas por valores estratosféricos, o leilão não só cumpriu sua promessa de ser o maior evento do gênero, como também quebrou barreiras antes impensáveis para a raça no Brasil.

    A estrela beneficente: Gusttavo Lima e o lote que emocionou o país

    O momento mais emblemático da noite, no entanto, não veio de um cavalo, mas de uma ação humanitária. O cantor Gusttavo Lima, presença constante no universo equestre e sócio do JBJ Ranch, protagonizou a tradicional batida do martelo em um lote beneficente: uma égua prenha, comercializada por R$ 1,2 milhão. Todo o valor arrecadado foi destinado ao Hospital Cora Saúde Goiás, reforçando o compromisso do evento com causas sociais.

    O público, formado por criadores, investidores e celebridades, não conteve os aplausos. “Um dia que prova que o cavalo Quarto de Milha não é só esporte ou negócio — é paixão, é conexão”, declarou emocionado um criador presente.

    A mensagem por trás do espetáculo: mais do que leilão, uma experiência

    Fabrício Batista, idealizador da JBJ Ranch, não esconde o orgulho. Desde as primeiras edições, o projeto evoluiu de um simples leilão para uma experiência imersiva no universo do cavalo Quarto de Milha. “Não vendemos apenas animais; criamos laços. O evento é sobre pessoas que se encontram em torno de uma paixão comum”, afirmou Batista durante a abertura.

    Ele lembra que o JBJ Ranch começou como um sonho modestos, mas que hoje atrai nomes como o de Gusttavo Lima e reúne os maiores nomes do setor. A programação segue neste sábado e domingo com expectativa de novos recordes, incluindo vendas de lotes de elite e atrações que prometem manter a chama do Quarto de Milha cada vez mais acesa.

    O que esperar para o restante da temporada?

    Com a confirmação do sucesso do primeiro dia, o mercado já se pergunta: até onde o JBJ Ranch pode chegar? Especialistas do setor apontam para um potencial ainda maior, com a possibilidade de novos recordes de venda e a consolidação do evento como um dos principais do agronegócio brasileiro. Além disso, a presença de celebridades e a integração entre entretenimento e esporte devem atrair ainda mais público nos próximos dias.

    Enquanto isso, a JBJ Ranch segue firme em sua missão: não apenas vender cavalos, mas vender uma experiência — e, acima de tudo, vender sonhos.

  • Paraná se consolida como força nacional no etanol de milho: expansão de 71% impulsionada por investimentos e preços do milho

    Paraná se consolida como força nacional no etanol de milho: expansão de 71% impulsionada por investimentos e preços do milho

    O Paraná está escrevendo um novo capítulo no agronegócio brasileiro ao se consolidar como o estado com o maior salto na produção de etanol de milho no país. Segundo projeções do Departamento de Economia Rural (Deral), a produção estadual de etanol à base de milho atingirá 31,54 milhões de litros nesta safra — um crescimento exponencial de 71,1% em relação ao ciclo anterior (18,43 milhões de litros). Esse movimento é acompanhado por uma expansão nacional do segmento: o Brasil deve produzir 40,69 bilhões de litros de etanol, um aumento de 8,5% no comparativo com a safra passada.

    A cana-de-açúcar perde espaço para o milho no Paraná, mas segue relevante

    Apesar do avanço do etanol de milho, o Paraná mantém a produção de etanol de cana-de-açúcar, estimada em 1,18 bilhão de litros — uma leve retração de 2,2% em relação ao ciclo anterior. No entanto, a participação do milho na matriz energética nacional já é expressiva: o combustível produzido a partir da cultura representa 28% da oferta total do País, ante apenas 9% registrados na safra 2020/21. Essa mudança reflete não apenas uma estratégia de diversificação produtiva, mas também a busca por maior rentabilidade em um contexto de preços voláteis do açúcar.

    Preços do leite batem recorde: valorização de 5,2% no Paraná

    O setor lácteo paranaense também registra um momento favorável para os produtores. Na primeira semana de maio, o preço do litro de leite atingiu R$ 2,56, um aumento de 5,2% em relação ao mês anterior. A valorização está atrelada à redução da captação, típica do outono-inverno, e ao maior custo com alimentação do rebanho, que pressiona os custos de produção. Com menos leite disponível no mercado, a indústria precisou disputar o produto com preços mais atrativos, impulsionando as cotações.

    No entanto, o setor permanece em alerta. As importações de lácteos cresceram 26,5% no primeiro trimestre de 2026, com produtos estrangeiros — muitas vezes subsidiados — chegando ao mercado interno a preços significativamente mais baixos. Essa concorrência externa ameaça a margem dos produtores locais, que já enfrentam custos elevados com insumos e mão de obra.

    Milho paranaense resiste às geadas: 96% das lavouras em desenvolvimento

    A safra de milho no Paraná demonstra resiliência diante de adversidades climáticas recentes. As geadas isoladas que atingiram o sul do estado na onda de frio mais intensa do período não comprometeram as lavouras: segundo o Deral, 96% da área plantada segue em desenvolvimento, e o risco de perdas é minimizado pela previsão de chuvas regulares e temperaturas estáveis acima de 8°C para a segunda quinzena de maio. Essa estabilidade é crucial para garantir a continuidade da produção de etanol de milho, que depende de matéria-prima abundante e de qualidade.

    O que esperar do futuro? Investimentos e desafios no horizonte

    Embora o Paraná ainda não possua um polo consolidado de produção de etanol de milho, projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional sinalizam um ambiente favorável para a expansão do setor. Medidas de incentivo à produção nacional de fertilizantes, essenciais para a cultura do milho, devem impulsionar ainda mais a competitividade do estado. Especialistas projetam que, nos próximos anos, o Paraná poderá figurar entre os principais produtores nacionais de etanol de milho, rivalizando com estados como Mato Grosso e Goiás.

    No entanto, os desafios persistem. A dependência de importações de lácteos e a volatilidade dos preços das commodities agrícolas exigem políticas públicas estratégicas para garantir a sustentabilidade do setor. Enquanto isso, os produtores paranaenses apostam na inovação e na diversificação como caminhos para assegurar sua posição no mercado.

  • Jaca gigante de 93 cm em MS reacende debate sobre o solo mais fértil do Brasil

    Jaca gigante de 93 cm em MS reacende debate sobre o solo mais fértil do Brasil

    A descoberta de uma jaca gigante com 93 centímetros de circunferência em Rochedo, município a 80 km de Campo Grande (MS), não é apenas um fenômeno botânico — é um atestado da fertilidade do solo sul-mato-grossense. O fruto, que pesaria mais de 40 kg segundo estimativas agronômicas, foi colhido pela dona de casa Jane Conegundes, de 50 anos, e reacendeu discussões sobre a composição mineral da região, historicamente ligada ao garimpo de diamantes e agora à superprodução agropecuária.

    A ciência por trás do gigante: por que o solo de MS produz frutos fora do comum

    Análises preliminares indicam que o gigantismo da jaca não é obra do acaso. Solos com alta concentração de fósforo (P), potássio (K) e matéria orgânica profunda — combinados a um lençol freático rico em minerais — criam condições ideais para a expansão celular dos frutos. A ausência de fertilizantes sintéticos na árvore, segundo a proprietária, reforça a tese de que o ecossistema local oferece adaptação natural para cultivos de alta performance.

    Do garimpo ao agronegócio: o legado mineral que vira riqueza agrícola

    A história geológica de Mato Grosso do Sul é marcada por dois ciclos econômicos: o garimpo, que extraiu diamantes de suas terras, e a agropecuária moderna, que hoje responde por cerca de 30% do PIB estadual. A jaca gigante de Rochedo é um símbolo dessa transição, mostrando como a riqueza mineral do subsolo se reflete na fertilidade das lavouras e, agora, na produção de frutos excepcionais. Especialistas destacam que a bacia hidrográfica da região — alimentada por aquíferos subterrâneos — garante o aporte hídrico necessário para o desenvolvimento de plantas em escala excepcional.

    O que muda para o agronegócio sul-mato-grossense?

    Embora casos como este não sejam raros em pequenas propriedades, eles ganham destaque em um estado que lidera a exportação de grãos e celulose no Brasil. A descoberta reforça o potencial oculto dos solos menos explorados e pode atrair investimentos em pesquisas sobre agricultura de precisão adaptada a condições tropicais. Além disso, fenômenos como este ajudam a desmistificar a ideia de que apenas grandes latifúndios produzem recordes agrícolas — Rochedo, com seus 5 mil habitantes, prova que a inovação pode vir de qualquer propriedade.

    Próximos passos: da curiosidade à ciência

    O Instituto de Ciências Agrárias de Mato Grosso do Sul já estuda o caso para mapear os micronutrientes presentes no solo de Rochedo. Enquanto isso, Jane Conegundes planeja inscrever a jaca no Guinness World Records, o que poderia colocar o município no mapa dos fenômenos naturais brasileiros. Se confirmado, o recorde não apenas celebraria uma fruta — mas um solo que, há décadas, produz mais do que a média nacional pode imaginar.

  • Leilão histórico em Goiás projeta R$ 150 milhões e consolida Brasil como potência global do cavalo Quarto de Milha

    Leilão histórico em Goiás projeta R$ 150 milhões e consolida Brasil como potência global do cavalo Quarto de Milha

    A quinta edição do Leilão JBJ Ranch & Família Quartista, que começa nesta quinta-feira (15) em Nazário, interior de Goiás, não é apenas mais um evento do calendário equestre. Com expectativa de faturar cerca de R$ 150 milhões ao longo de três dias, o leilão se consolida como o maior do mundo na categoria cavalo Quarto de Milha, superando o recorde de R$ 128 milhões atingido na edição anterior.

    A genética milionária que atrai o mundo

    O evento reúne animais de genética inédita, incluindo garanhões lendários da modalidade Rédeas — esporte equestre que exige precisão e velocidade — e investidores de países como Estados Unidos, Europa e Oriente Médio. A operação da JBJ Ranch, comandada pelo empresário goiano Fabrício Batista, transformou a criação de cavalos de alta performance em um negócio estruturado, com controle rigoroso de custos desde a gestação até a recria.

    Cada animal da JBJ Ranch tem seu histórico individualizado, que inclui dados de alimentação, manejo veterinário, treinamento e reprodução. Essa abordagem inédita no setor equestre brasileiro permitiu escalar a operação para níveis globais, atraindo compradores dispostos a pagar valores recordes por exemplares de elite.

    Do Brasil para o mundo: a internacionalização da JBJ Ranch

    O crescimento da JBJ Ranch não se limitou ao território nacional. Em 2023, a empresa adquiriu uma estrutura completa nos Estados Unidos — em Pilot Point, no Texas —, incluindo centro de treinamento, laboratório genético e fazenda de reprodução. Essa expansão foi fundamental para consolidar a marca como referência mundial em genética de Quarto de Milha, especialmente na modalidade Rédeas, onde o Brasil já é considerado uma potência.

    “Planejamento é a chave da criação da JBJ”, afirma Marcos Ferrari, executivo da empresa. “Não tratamos cavalos como hobby, mas como um negócio de alta performance, com metas claras e gestão profissional.”

    Um modelo de negócios que reescreve o agronegócio equestre

    Fabrício Batista, fundador da JBJ Ranch, revela que a inspiração veio da pecuária e da indústria, setores nos quais a profissionalização é padrão. “O cavalo sempre foi visto muito como paixão e pouco como negócio. Nós trouxemos a cultura da gestão profissional para o setor equestre, com controle de custos, planejamento estratégico e foco em resultados”, explica.

    Esse modelo não apenas aumentou a rentabilidade dos animais como também elevou o prestígio da raça Quarto de Milha brasileira no exterior. Atualmente, a JBJ Ranch tem clientes em mais de 20 países, e o leilão anual se tornou um termômetro do mercado global de cavalos de elite.

    O que muda para o mercado após o leilão?

    Além do impacto financeiro imediato — que deve movimentar a economia local e atrair turistas e mídia internacional —, o evento reforça a posição do Brasil como líder na produção de cavalos Quarto de Milha de alto desempenho. Especialistas do setor preveem que a profissionalização do segmento atrairá mais investimentos estrangeiros e elevará o valor dos animais brasileiros em negociações futuras.

    Para os criadores, o leilão serve como um benchmarking de boas práticas, mostrando como a gestão profissional pode transformar um empreendimento equestre em uma operação global. Já para os compradores, representa a oportunidade de adquirir animais com histórico comprovado de performance, garantindo retorno em competições e valorização patrimonial.

    O futuro da JBJ Ranch: inovação e expansão

    A empresa já estuda novas frentes, como a expansão para a Europa e a diversificação em outras modalidades equestres, como o Cutting. Com uma estrutura enxuta mas altamente tecnológica, a JBJ Ranch demonstra que é possível aliar tradição e inovação no agronegócio brasileiro.

    Enquanto os animais são preparados para o leilão — com destaque para os garanhões que já são campeões mundiais —, o evento se consolida não só como um marco do setor, mas como um exemplo de como o Brasil pode liderar a transformação digital e profissional do agronegócio global.

  • Aprosoja MT cobra soluções urgentes para logística e armazenamento no 4º Congresso da Abramilho

    Aprosoja MT cobra soluções urgentes para logística e armazenamento no 4º Congresso da Abramilho

    O 4º Congresso da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), realizado em Brasília nesta terça-feira (13.05), reuniu as principais lideranças do agronegócio brasileiro para discutir os desafios que colocam em xeque a competitividade da agricultura nacional. Entre os temas centrais, destacaram-se a logística deficiente, a falta de armazenamento adequado e os impactos da geopolítica mundial, que vêm pressionando os custos de produção e a rentabilidade dos produtores.

    O agro em xeque: como a logística e o armazenamento sabotam a liderança de Mato Grosso

    Mato Grosso, estado que responde por mais de 30% da produção nacional de milho, enfrenta um paradoxo: apesar da escala produtiva, os gargalos logísticos e a carência de estruturas de armazenamento transformam a commodity em um desafio econômico para os agricultores. Durante o painel “Agricultura em transformação: desafios atuais e propostas para fortalecer o setor”, o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, não poupou críticas aos entraves que freiam o potencial do estado.

    “O Mato Grosso é o maior produtor de milho do Brasil, mas enfrenta dificuldades crônicas de logística e armazenamento. Esses gargalos precisam ser resolvidos urgentemente para que o milho se torne economicamente viável safra após safra”, afirmou Bier, que participou do debate ao lado de figuras como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a senadora Tereza Cristina e o ministro da Agricultura, André de Paula.

    Do subproduto à peça-chave: o milho como sustentáculo da agricultura mato-grossense

    O cenário atual contrasta com o passado, quando o milho era visto apenas como uma alternativa de renda complementar. Hoje, a cultura se tornou fundamental para a viabilidade econômica das fazendas, especialmente em um estado onde a soja, embora dominante, depende cada vez mais de sistemas integrados para manter a produtividade. “Com o avanço da segunda safra, o milho deixou de ser um subproduto para se tornar um elo indispensável na cadeia produtiva”, explicou Bier.

    No entanto, a falta de ferrovias eficientes, terminais portuários adequados e silos suficientes eleva os custos e reduz a margem de lucro dos produtores. Segundo dados da Aprosoja MT, cerca de 30% da produção estadual de milho é perdida ou vendida a preços aviltados devido à ausência de estruturas para escoamento e armazenagem.

    Geopolítica e segurança alimentar: o agro brasileiro na mira das incertezas globais

    Além dos problemas estruturais, os participantes do congresso destacaram como tensões internacionais, como a guerra na Ucrânia e as políticas de protecionismo de nações concorrentes, impactam diretamente o mercado de milho. A presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tânia Regina Zanella, alertou para a necessidade de políticas públicas que garantam segurança jurídica e econômica aos produtores, em um cenário onde a concorrência com países como Argentina e Estados Unidos se intensifica.

    O presidente da Abramilho, Paulo Bertolini, reforçou que o Brasil, mesmo com todo o seu potencial, ainda depende de investimentos em inovação e infraestrutura para não perder espaço no mercado global. “Precisamos de um agro mais competitivo, com menos burocracia e mais agilidade para responder às demandas internacionais”, afirmou.

    Estande da Aprosoja MT: transparência e diálogo com o setor

    Durante o evento, a Aprosoja MT manteve um estande institucional onde apresentou cartilhas com projetos da entidade e esclareceu dúvidas de produtores e autoridades sobre iniciativas como o Programa de Qualidade de Grãos e ações de defesa sanitária vegetal. A iniciativa, segundo a entidade, busca aproximar o setor produtivo das políticas públicas e das inovações tecnológicas que podem mitigar os gargalos discutidos nos painéis.

    Para Bier, o congresso foi uma oportunidade para mobilizar o setor em torno de pautas comuns, como a criação de um plano nacional de armazenagem e a retomada de investimentos em modais ferroviários. “Não adianta produzirmos tanto se não conseguirmos escoar essa produção com eficiência. Precisamos de soluções estruturais, não de paliativos”, concluiu.

  • Mato Grosso lidera balança comercial brasileira em 2026: agro responde por 43% do superávit nacional

    Mato Grosso lidera balança comercial brasileira em 2026: agro responde por 43% do superávit nacional

    Mato Grosso não apenas manteve, como ampliou sua liderança na balança comercial brasileira no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o estado registrou um superávit comercial de US$ 11,05 bilhões entre janeiro e abril — o maior resultado entre todas as unidades federativas do país. O desempenho reforça a posição estratégica do estado na economia nacional, especialmente em um cenário de desafios globais para as exportações.

    Doze anos de protagonismo: Mato Grosso já respondia por 40% do superávit brasileiro em 2025

    O resultado não é uma exceção, mas uma consolidação da trajetória de Mato Grosso. Em 2025, o estado já havia atingido um superávit comercial de US$ 27,57 bilhões, equivalente a 40,50% do saldo comercial total do Brasil naquele ano. A coordenadora de Desenvolvimento Regional do Imea, Maria Muniz, destaca que o crescimento em 2026 reflete a centralidade do estado para as exportações nacionais.

    “O resultado mostra como Mato Grosso segue sendo um dos principais motores das exportações brasileiras, reforçando a relevância do estado para a sustentação das exportações nacionais e para a entrada de moeda estrangeira na economia brasileira”, afirmou Muniz. Segundo ela, o desempenho do agronegócio mato-grossense foi determinante para esse cenário, impulsionado pelas exportações de soja, milho e carne bovina.

    Agro lidera tanto nas exportações quanto na geração de empregos no estado

    O boletim mensal do Imea, publicado em 11 de maio, revela que o setor não apenas impulsiona a balança comercial, mas também é um pilar para o mercado de trabalho em Mato Grosso. No final de 2025, o agronegócio contabilizava 437.174 empregos formais. Em março de 2026, esse número avançou para 444.218 postos, um crescimento de 1,61% — ou 7.044 novas vagas criadas em apenas três meses.

    Ao todo, o estoque de empregos formais em Mato Grosso atingiu 1.183.553 vínculos em março de 2026. Desse total, o agronegócio representa 37,53% dos postos de trabalho do estado, demonstrando sua capacidade de absorção de mão de obra mesmo em um contexto de modernização e automação do campo.

    Soja, milho e carne bovina: os três pilares do superávit mato-grossense

    Os números revelam que o agronegócio mato-grossense não depende de um único produto para sustentar sua liderança. No entanto, três commodities se destacam nas exportações do estado:

    • Soja: Principal cultura de exportação, com escoamento para a China, países da Europa e Oriente Médio.
    • Milho: Segundas safra recorde, com forte demanda da Ásia e da indústria de ração animal.
    • Carne bovina: O estado é um dos maiores produtores e exportadores mundiais, com mercados consolidados na Ásia e na América Latina.

    Esse mix diversificado reduz a dependência de um único mercado ou produto, conferindo maior resiliência ao setor mesmo diante de flutuações de preços internacionais ou crises logísticas.

    O que esperar para o restante de 2026?

    Com o início da colheita da segunda safra de milho e a manutenção dos preços internacionais favoráveis para os grãos e proteínas animais, analistas do Imea projetam que Mato Grosso deve manter, ou até ampliar, sua participação no superávit comercial brasileiro nos próximos meses. No entanto, desafios como a logística de escoamento — especialmente a dependência de ferrovias e hidrovias — e a pressão por práticas sustentáveis (como a redução do desmatamento) ainda pairam sobre o setor.

    Para especialistas, a capacidade de Mato Grosso de inovar em tecnologia agrícola e de ampliar parcerias comerciais será decisiva para consolidar sua posição como o estado que sustenta a balança comercial brasileira.