O mercado de ovos no Brasil enfrenta um recuo nos preços nas últimas semanas, refletindo a redução na demanda que costuma acompanhar o período de férias escolares. Segundo dados do Centro de Pesquisas em Economia Aplicada (Cepea), as cotações desaqueceram após uma estabilidade inicial em junho, pressionando produtores a oferecer descontos para escoar a produção.
Demanda fraca impulsiona queda nos preços
A queda no ritmo das negociações, observada nas praças acompanhadas pelo Cepea, está diretamente ligada à sazonalidade do consumo. Com o encerramento das aulas e a redução de refeições coletivas, o consumo de ovos — tradicionalmente associado a cardápios escolares e restaurantes — perde força, forçando os vendedores a reajustar preços para evitar acúmulo de estoque.
Estratégias de ajuste: descartes e controle de oferta
Em algumas regiões, produtores já sinalizam medidas mais drásticas, como o descarte antecipado de poedeiras mais velhas, para reduzir a oferta e mitigar quedas ainda mais acentuadas nos preços. A estratégia busca alinhar a produção à demanda real, evitando prejuízos em um cenário de incerteza econômica e menor poder de compra dos consumidores.
Perspectivas para julho: atenção ao comportamento do mercado
Para o próximo mês, os agentes do setor permanecem atentos ao comportamento do mercado, especialmente com a proximidade das férias de julho. A expectativa é de que a volatilidade persista, com produtores buscando equilíbrio entre oferta e preços, enquanto monitoram sinais de recuperação ou novas pressões de custo.









