Tag: Geely EX2

  • Geely EX2: donos apontam 5 falhas críticas que o hatch elétrico precisa corrigir até junho de 2026

    Geely EX2: donos apontam 5 falhas críticas que o hatch elétrico precisa corrigir até junho de 2026

    Falta de limpador traseiro: um risco em dias de chuva

    O Geely EX2 chega ao mercado brasileiro sem limpador traseiro de fábrica, o que prejudica drasticamente a visibilidade em condições de chuva — um problema crítico para segurança. Donos relatam que a opção, quando disponível como acessório, tem custo elevado e instalação pouco intuitiva, evidenciando um descuido da montadora em um item básico de conforto e segurança.

    Estepe fino e kit de reparo: economia questionável

    A ausência de um estepe convencional no porta-malas do EX2 é compensada por um kit de reparo de emergência, que muitos consideram insuficiente. A roda reserva fina e compacta, presente em algumas versões, sequer cumpre o papel de uma solução emergencial confiável, levantando dúvidas sobre o padrão de qualidade adotado pela Geely para o mercado brasileiro.

    Controle de cruzeiro adaptativo: privilégio das versões premium

    Enquanto a versão mais cara do EX2 oferece controle de cruzeiro adaptativo, os consumidores das faixas inferiores precisam se contentar com tecnologias menos avançadas. Essa segmentação de recursos — comum em veículos térmicos, mas questionável em elétricos — pode afastar potenciais compradores que buscam inovação mesmo em modelos de entrada.

    Falta de tomada 12V: adaptadores e gambiarras

    O EX2 não vem equipado com tomadas 12V de fábrica, obrigando donos a recorrer a adaptadores externos para conectar dispositivos como carregadores de celular ou compressores de pneus. Essa omissão, em um mercado onde até modelos de entrada já incluem essa funcionalidade, demonstra um descompasso entre as expectativas dos consumidores e o que a Geely oferece no hatch elétrico.

    Grade do radiador vulnerável: garantia em xeque

    Relatos de proprietários indicam casos de perfuração ou danos na grade do radiador do EX2, com relatos de recusa de cobertura por parte da garantia em algumas situações. O problema, que afeta a estética e a integridade do sistema de arrefecimento, reforça a necessidade de a fabricante revisar a resistência dos materiais usados no modelo, especialmente em um país com estradas irregulares como o Brasil.

    O EX2 lidera o mercado, mas precisa amadurecer

    Com 10.397 unidades emplacadas de janeiro a maio de 2026, o Geely EX2 é o terceiro carro elétrico mais vendido no Brasil, atrás apenas do BYD Dolphin e BYD Dolphin Mini. Seu sucesso comercial, no entanto, não isenta a marca de críticas. Falhas como as listadas pelos donos — que vão de itens básicos ausentes a problemas de garantia — mostram que o hatch elétrico ainda tem um longo caminho a percorrer para se consolidar como uma opção verdadeiramente premium no segmento.

  • Geely EX2 dispara na China enquanto BYD e Tesla sofrem quedas históricas em maio de 2026

    Geely EX2 dispara na China enquanto BYD e Tesla sofrem quedas históricas em maio de 2026

    O mercado automotivo chinês, maior do mundo, segue em trajetória de baixa. Segundo dados da CAAM (Associação de Fabricantes Automobilísticos da China), as vendas atacadistas de maio de 2026 somaram 2,629 milhões de unidades, uma queda de 2,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Este é o quinto mês seguido de retração, acendendo alertas sobre a saúde do setor no ano mais desafiador desde a pandemia.

    Geely EX2 lidera crescimento enquanto BYD e Honda afundam

    No acumulado de 2026, as vendas somam 12,205 milhões de veículos, com queda de 4,3% em comparação com o mesmo período em 2025. A batalha pelo topo do ranking revela um cenário de contrastes: a BYD, apesar de manter a liderança pelo terceiro mês consecutivo com 165.105 unidades vendidas, registrou queda de 37,9% nas vendas. Já a Geely, com 126.104 unidades e retração de 21,7%, consolida-se como a principal rival da BYD, superando marcas internacionais tradicionais.

    Tesla e Leapmotor têm desempenho positivo; Honda e Changan despencam

    A Tesla registrou 47.281 unidades vendidas em maio, um crescimento de 22% em relação ao ano anterior, enquanto a Leapmotor surpreendeu com 61.401 unidades — um salto de quase 50% na comparação anual. Em contrapartida, a Honda enfrentou um colapso de 48% nas vendas (28.165 unidades), e a Changan recuou 64%, fechando o top 20 do mês.

    Volkswagen recupera o terceiro lugar; Toyota perde posição

    Após dois meses sendo superada pela Toyota, a Volkswagen reassumiu o terceiro lugar do ranking com 97.700 unidades vendidas em maio, enquanto a Toyota registrou 90.011. A disputa entre as montadoras estrangeiras evidencia a pressão sobre marcas tradicionais frente ao avanço das chinesas, que dominam os primeiros lugares com modelos elétricos e híbridos.

  • GAC Aion UT chega a R$ 139.990 com motor de 204 cv, espaço de SUV grande e autonomia de até 310 km

    GAC Aion UT chega a R$ 139.990 com motor de 204 cv, espaço de SUV grande e autonomia de até 310 km

    Elétricos deixam de ser nicho: Aion UT chega com preço agressivo

    Na última quarta-feira, 3 de junho de 2026, a GAC anunciou o lançamento do Aion UT no Brasil, um SUV elétrico que chega com preço inicial a partir de R$ 139.990 — ou R$ 135.990 com bônus de lançamento. O modelo representa uma virada no mercado de veículos elétricos, que já não são mais um segmento exclusivo de alto custo, mas sim uma alternativa competitiva frente aos carros a combustão, com vantagens como maior espaço interno e potência.

    Desafio direto aos rivais chineses: BYD Dolphin e Geely EX2

    O Aion UT chega para competir com os já consolidados BYD Dolphin e Geely EX2, apostando em uma estratégia diferente: oferecer um SUV elétrico com dimensões de grande porte, mas com preço inicial próximo ao de modelos compactos. Com 4,27 metros de comprimento, o Aion UT supera o Dolphin em 15 centímetros e iguala-se às versões mais caras do rival chinês.

    Autonomia e performance: 310 km de alcance com motor de 204 cv

    O modelo está disponível em duas versões: Premium (253 km de autonomia) e Elite (310 km), ambas equipadas com um motor de 204 cv que promete entrega de potência linear e dinâmica controlada. O entre-eixos de 2,75 m garante espaço interno amplo, enquanto a suspensão é ajustada para equilibrar conforto e estabilidade em diferentes tipos de piso.

    O que esperar do mercado frente a essa inovação?

    A chegada do Aion UT reforça uma tendência clara: os carros elétricos estão cada vez mais acessíveis e oferecem benefícios que os modelos a combustão já não conseguem igualar. Com preço competitivo, autonomia crescente e design que desafia as convencionalidades do segmento, o Aion UT pode ser um divisor de águas no mercado brasileiro em 2026.

  • Geely EX2 começa a ser produzido no Brasil até dezembro de 2026: hatch elétrico chega com motor de 116 cv e autonomia de 289 km

    Geely EX2 começa a ser produzido no Brasil até dezembro de 2026: hatch elétrico chega com motor de 116 cv e autonomia de 289 km

    Após meses de especulações, a Geely confirmou oficialmente que o EX2 — seu hatch elétrico compacto — será produzido no Brasil até dezembro de 2026. A decisão estratégica de fabricar o modelo no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), compartilhado com a Renault, visa contornar a alta de alíquotas de importação e suprir a crescente demanda por veículos elétricos no mercado nacional.

    Plataforma modular GEA: o segredo por trás do EX2

    A produção do EX2 no Paraná será realizada sobre a plataforma GEA (Global Intelligent Electric Architecture), desenvolvida exclusivamente para veículos a bateria. Essa arquitetura permite uma cabine mais espaçosa e otimizada, sem a necessidade de adaptações estruturais para motores a combustão — um diferencial que reduz custos e aumenta a eficiência energética do modelo.

    Especificações técnicas: performance e autonomia

    O hatch elétrico chega ao Brasil com um motor de 116 cavalos e tração traseira, garantindo melhor arrancada em comparação a modelos com tração dianteira. Segundo o Inmetro, a autonomia declarada atinge 289 km por carga, um patamar competitivo no segmento de elétricos leves. Duas versões serão oferecidas:

    • EX2 Pro: R$ 123.800;
    • EX2 Max: R$ 136.800, com pacote ADAS (sistemas avançados de assistência à direção).

    Preços que desafiam o mercado: elétricos vs. combustão

    Os valores anunciados colocam o EX2 em pé de igualdade com SUVs compactos a combustão, como o Renault Kwid ou o Fiat Strada, mas com a vantagem de ser 100% elétrico. A estratégia da Geely de produzir localmente não apenas reduz custos logísticos, como também atende a uma demanda crescente por opções sustentáveis no Brasil — onde a frota de elétricos cresceu 120% em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).

    Impacto no mercado e perspectivas

    A chegada do EX2 reforça a movimentação das montadoras para nacionalizar a produção de elétricos, evitando barreiras tarifárias e aproximando os consumidores de tecnologias mais acessíveis. Com a fabricação prevista para começar ainda em 2026, o modelo promete aquecer a competição no segmento, pressionando concorrentes como BYD, JAC e Tesla a acelerarem seus planos de produção local.

  • GAC Aion UT chega ao Brasil como hatch elétrico mais potente: 204 cv por R$ 139.990 e batalha direta com BYD Dolphin e Geely EX2

    GAC Aion UT chega ao Brasil como hatch elétrico mais potente: 204 cv por R$ 139.990 e batalha direta com BYD Dolphin e Geely EX2

    A GAC entrou no segmento de hatches elétricos compactos brasileiros com o Aion UT, um modelo que promete competir diretamente com rivais como o BYD Dolphin e o Geely EX2. A novidade, lançada oficialmente no dia 2 de junho de 2026, se destaca pela potência de 204 cavalos – superior à maioria de seus concorrentes – e pelo espaço interno superior graças a um entre-eixos de 2,75 metros.

    Mais tecnologia e versatilidade a bordo

    O Aion UT chega ao mercado em duas versões: Elite e Premium, com autonomias de até 310 km (ciclo WLTP). A versão Elite inclui um pacote avançado de assistência à condução (ADAS) e recursos de luxo, enquanto a Premium oferece central multimídia de 14,6 polegadas e sistema V2L (Vehicle-to-Load), permitindo o uso do carro como fonte de energia externa. Até o dia 15 de junho de 2026, a GAC oferece bônus de R$ 4.000 e um ano de seguro grátis para a versão Premium, enquanto a Elite ganha apenas o seguro gratuito por 12 meses.

    Fabricação nacional ainda em análise

    Por enquanto, o Aion UT será importado da China, mas a montadora não descarta a possibilidade de produzi-lo localmente no futuro, dependendo da demanda. Com preço inicial de R$ 139.990, o modelo chega em um momento de expansão do mercado de elétricos no Brasil, onde a competição entre BYD, Geely e agora GAC deve acirrar os preços e as ofertas de tecnologias.

  • Geely EX2 cai abaixo dos R$ 100 mil para taxistas com programa do governo

    Geely EX2 cai abaixo dos R$ 100 mil para taxistas com programa do governo

    Elétrico mais barato do segmento atende à nova linha de crédito do governo

    Desde ontem, a Geely oferece condições especiais para profissionais do transporte individual interessados no EX2, seu SUV elétrico mais acessível no Brasil. A montadora anunciou um desconto de 5% sobre o preço de tabela do modelo, aliado aos benefícios do Programa Move Brasil — iniciativa federal que financia renovação de frotas com taxas subsidiadas pelo BNDES.

    Preços caem pela metade do valor de mercado para taxistas

    Com os descontos aplicados, o Geely EX2 PRO passa a custar R$ 99.001 para taxistas, enquanto motoristas de aplicativo pagam R$ 117.610. A versão mais equipada, MAX, também teve redução significativa, mas manteve-se acima dos R$ 100 mil. A estratégia da marca reflete uma tendência de antecipar campanhas para capturar consumidores que buscam aderir a frotas elétricas com incentivos governamentais.

    Setor de transporte individual ainda engatinha na eletrificação

    Apesar do avanço, o EX2 permanece como uma exceção no mercado de transporte por aplicativo, onde veículos elétricos ainda são raros. A Geely segue o movimento de outras montadoras, que já haviam lançado ofertas similares após o anúncio do Move Brasil, mas com foco em modelos híbridos ou convencionais. A decisão sinaliza um possível redirecionamento do setor rumo à eletrificação, impulsionado pelos benefícios fiscais e pela pressão por redução de emissões.

  • GAC Aion UT chega ao Brasil com pré-venda aberta e mira direta no BYD Dolphin e Geely EX2

    GAC Aion UT chega ao Brasil com pré-venda aberta e mira direta no BYD Dolphin e Geely EX2

    A GAC Motor acelera sua ofensiva no mercado brasileiro com o lançamento do Aion UT, um hatch elétrico que chega para disputar diretamente com os modelos BYD Dolphin GS e Geely EX2. Desde terça-feira, 26 de maio de 2026, o veículo está disponível para pré-venda em plataformas digitais, com o valor de reserva fixado em R$ 5.000.

    Dimensões agressivas e vantagem sobre os rivais

    O Aion UT se diferencia pela robustez: com 4.270 mm de comprimento, 1.850 mm de largura e 1.575 mm de altura, além de uma distância entre-eixos de 2.750 mm, o modelo supera em todas as medidas o BYD Dolphin. Essa estratégia da GAC visa oferecer mais conforto e espaço interno, um ponto crítico nos compactos elétricos.

    Equipamentos e inovações locais

    Ainda sem preços oficiais divulgados, o Aion UT será oferecido em duas versões: Premium (de entrada) e Elite (top de linha). Ambas já incluem de série câmera 360º, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, além de rodas de liga leve aro 17”. Uma solução de engenharia local é a inclusão do estepe no lugar do tradicional kit de reparo, um diferencial frente à concorrência.

    Estratégia de preços e posicionamento no mercado

    A mira da GAC está clara: competir na faixa entre R$ 120 mil e R$ 150 mil, onde os concorrentes BYD Dolphin GS e Geely EX2 atualmente dominam. Com o lançamento previsto para o início de junho, o Aion UT chega para preencher uma lacuna no segmento de hatchbacks elétricos premium, apostando em um portfólio que já inclui os modelos GS3 e GS4.

  • GAC Aion UT chega ao Brasil com pré-venda nesta terça-feira (26/05) e promete desafiar BYD Dolphin e Geely EX2

    GAC Aion UT chega ao Brasil com pré-venda nesta terça-feira (26/05) e promete desafiar BYD Dolphin e Geely EX2

    Um hatch elétrico com vantagens de espaço e tecnologia

    O GAC Aion UT desembarcou no Brasil com uma estratégia clara: competir de frente com os gigantes chineses BYD Dolphin e Geely EX2. A pré-venda teve início nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, nas plataformas Mercado Livre e Webmotors, embora o preço ainda não tenha sido divulgado — a expectativa é que seja revelado em 2 de junho.

    Dimensões ampliadas e espaço interno superior

    Com 4,27 m de comprimento (15 cm a mais que o BYD Dolphin) e 1,85 m de largura, o Aion UT se destaca fisicamente. A distância entre-eixos de 2,75 m (5 cm maior que o rival) garante mais conforto aos passageiros, além de um porta-malas mais generoso. A GAC aposta que esse apelo espacial será decisivo para conquistar o público brasileiro.

    Duas versões, um objetivo: superar os concorrentes

    A linha Aion UT chega ao mercado em duas configurações: Premium e Elite. Enquanto a versão de entrada promete um pacote básico de equipamentos, a Elite traz recursos avançados como ADAS nível 2 (sistema de assistência ao motorista) e câmera 360º. O motor elétrico de 204 cv, por sua vez, entrega uma autonomia de 310 km na versão topo de linha, número que deve ser analisado à luz das reais condições de uso no trânsito brasileiro.

    O que falta para o sucesso?

    Apesar do apelo técnico, o grande desafio da GAC será definir um preço competitivo frente aos concorrentes já estabelecidos. O BYD Dolphin, por exemplo, já conquistou espaço com preços agressivos e ampla rede de assistência. Além disso, a marca ainda precisa construir confiança no mercado nacional, onde a presença de veículos elétricos ainda é tímida. Se o Aion UT cumprir promessas como autonomia e espaço, poderá se tornar uma alternativa viável para quem busca um elétrico compacto sem abrir mão do conforto.

  • Dongfeng DFM Box chega ao Brasil em agosto: o elétrico chinês que pode abalar o mercado nacional

    Dongfeng DFM Box chega ao Brasil em agosto: o elétrico chinês que pode abalar o mercado nacional

    A Dongfeng Motor, tradicional parceira da Aliança Renault-Nissan no Brasil, está prestes a reescrever as regras do mercado de elétricos nacionais com uma estratégia agressiva: lançar dois modelos em agosto, importados inicialmente, mas com produção local já confirmada na fábrica da Nissan em Resende (RJ). O destaque é o DFM Box, um hatch compacto que promete ser o elétrico mais acessível do país — e um potencial concorrente direto do Geely EX2 e do BYD Dolphin.

    A chegada do DFM Box: menos disfarce, mais pressa

    O modelo foi flagrado em São Paulo em um vídeo publicado pelo perfil de João Anacleto nas redes sociais, onde duas unidades rodavam juntas com pouquíssimas camuflagens — apenas os emblemas e o nome do carro foram ocultados. A pressa em testar o veículo no Brasil faz sentido: a Dongfeng já confirmou ao podcast da CBN Autoesporte que o lançamento está agendado para agosto, um cronograma que pode gerar dores de cabeça para as marcas já estabelecidas no segmento de elétricos compactos.

    Especificações técnicas: o que esperar do elétrico chinês?

    O DFM Box chega ao mercado com um motor elétrico de 70 kW (95 cv) e 16,3 kgfm de torque, alimentado por baterias LFP com capacidade de até 42,6 kWh. Segundo dados da fabricante, a autonomia no ciclo chinês chega a 430 km — um número promissor, mas que precisará ser validado nos testes brasileiros, especialmente considerando as condições de rodagem locais. Além disso, a Dongfeng não descarta oferecer outras configurações de bateria, o que poderia ampliar ou reduzir esse alcance.

    Para quem busca mais espaço, a marca também prepara o Vigo, um SUV elétrico com motorização próxima a 130 cv e autonomia estimada em até 470 km. Embora ainda não haja detalhes sobre preços ou estratégia de comercialização, a chegada desse modelo reforça a ambição da Dongfeng de se posicionar como uma das principais alternativas no segmento de veículos elétricos no Brasil.

    Produção local e parcerias estratégicas: o plano de longo prazo

    A Dongfeng não é uma desconhecida no Brasil. Há anos, a marca atua como parceira da Aliança Renault-Nissan, produzindo versões próprias de modelos como o Kwid E-Tech e, mais recentemente, desenvolvendo linhas dedicadas para a Nissan — como a série Partners, que inclui a picape Frontier ProHybrid e os SUVs Nissan N7 e Nissan NX8. Esses produtos, já confirmados para a América do Sul, são fortes candidatos a serem nacionalizados no médio prazo, o que poderia acelerar ainda mais a entrada da Dongfeng no mercado brasileiro.

    Além disso, ontem (20/5), a Stellantis anunciou uma joint venture global com a Dongfeng, criando um novo capítulo na colaboração entre as montadoras. Embora o foco inicial não seja o Brasil, a parceria reforça a capacidade técnica e produtiva da chinesa, que agora pode contar com tecnologias compartilhadas e uma infraestrutura ampliada para seus modelos.

    O que muda para o consumidor brasileiro?

    Com a chegada do DFM Box e do Vigo, o mercado de elétricos no Brasil ganha mais um player disposto a disputar espaço com gigantes como BYD, Geely e, futuramente, Tesla. A estratégia da Dongfeng de produzir localmente na fábrica da Nissan em Resende (RJ) é um sinal claro de comprometimento com o país — e pode resultar em preços mais competitivos, já que a importação de componentes elétricos ainda é um desafio logístico e tributário.

    Para os consumidores, a novidade representa mais opções em um segmento que ainda engatinha no Brasil, mas que deve crescer exponencialmente nos próximos anos. A pergunta que fica é: a Dongfeng conseguirá repetir no Brasil o sucesso que teve em outros mercados, onde seus elétricos compactos são populares por oferecerem boa relação custo-benefício?

  • BAIC Arcfox T1 chega ao Brasil em 2026 para disputar com BYD Dolphin e Geely EX2: o que esperar do hatch elétrico chinês

    BAIC Arcfox T1 chega ao Brasil em 2026 para disputar com BYD Dolphin e Geely EX2: o que esperar do hatch elétrico chinês

    A BAIC, uma das gigantes automotivas da China, está prestes a desembarcar no Brasil com um forte argumento para o crescente mercado de carros elétricos: o Arcfox T1. Este hatch compacto, já em testes no país, promete disputar espaço com modelos consagrados como o BYD Dolphin e o Geely EX2, mas se diferencia por dimensões generosas e um porta-malas significativamente maior.

    Um teste sem disfarce na rodovia Castelo Branco

    O primeiro indício da presença do Arcfox T1 no Brasil foi registrado pelo leitor André Allemann, na rodovia Castelo Branco, próximo a São Roque (SP). O veículo, que circulava sem camuflagem e com placas verdes de teste, expunha claramente os logotipos da marca e da submarca Arcfox, pertencente à BAIC. A ausência de disfarces indica que os testes já estão em fase avançada, com foco na avaliação de desempenho e adaptação às condições locais.

    Especificações técnicas: potência modesta, mas autonomia competitiva

    No mercado chinês, o Arcfox T1 é oferecido com um motor elétrico de 95 cv e 18 kgfm de torque, números próximos ao BYD Dolphin GS. No entanto, a BYD já prepara versões mais potentes, como o Dolphin Special Edition, que pode se tornar a única opção disponível em um futuro próximo. Para o Brasil, a BAIC deve priorizar a versão com bateria de maior capacidade (42,4 kWh), que, segundo o padrão chinês, oferece até 425 km de autonomia. Convertido para o ciclo brasileiro (PBEV), esse número deve cair para cerca de 350 km, ainda competitivo frente à concorrência.

    Dimensões generosas: o diferencial do T1

    Enquanto o BYD Dolphin GS mede 4,12 metros de comprimento e tem um entre-eixos de 2,70 metros, o Arcfox T1 se destaca por suas dimensões mais avantajadas: 4,33 metros de comprimento e 2,77 metros de entre-eixos. Essa diferença de 21 cm no comprimento e 7 cm no espaço entre os eixos se traduz em um porta-malas de 459 litros, contra apenas 250 litros do Dolphin GS. Para os consumidores brasileiros, acostumados a espaços limitados em hatches compactos, a oferta de um modelo com mais capacidade de carga pode ser um atrativo significativo.

    Estratégia local: produção nacional e preço estimado em R$ 140 mil

    A BAIC já estuda a possibilidade de produzir o Arcfox T1 localmente, o que poderia reduzir custos e facilitar a logística. Enquanto isso, o preço estimado para o lançamento em 2026 é de R$ 140 mil, um valor que coloca o modelo em uma faixa de mercado disputada, mas ainda acessível para quem busca um elétrico de entrada. Com a chegada de marcas chinesas como BYD, Geely e agora BAIC, o Brasil se prepara para uma revolução nos veículos elétricos, com mais opções e maior concorrência de preços.

    O que muda para o consumidor brasileiro?

    O lançamento do Arcfox T1 representa mais uma opção para os brasileiros que buscam ingressar no mundo dos elétricos, mas com um diferencial de espaço. Enquanto BYD e Geely apostam em modelos compactos e eficientes, a BAIC chega com um carro que prioriza o conforto interno e a praticidade. Além disso, a possível produção local pode baratear o custo final e incentivar a adoção de tecnologias mais limpas. No entanto, a chegada de novos players também impõe desafios, como a necessidade de uma rede de recarga mais robusta e políticas públicas que facilitem a compra e manutenção desses veículos.