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  • Híbridos plug-in chineses desafiam Tiguan: H6 PHEV35 oferece mais potência e economia por preço similar

    Híbridos plug-in chineses desafiam Tiguan: H6 PHEV35 oferece mais potência e economia por preço similar

    Guerra de preços e tecnologia: quem leva a melhor no segmento de SUVs?

    A competição entre os SUVs médios-grandes no Brasil atingiu um novo patamar no último mês. Enquanto marcas tradicionais como a Volkswagen apostam em motores a combustão de alta performance — caso do Tiguan com seu 2.0 TSI — as chinesas, lideradas pela GWM Haval, entram no jogo com propostas disruptivas. O Haval H6 PHEV35, lançado em março de 2026, chega ao mercado com um preço que oscila entre R$ 210 mil e R$ 230 mil, valores que se aproximam — e em alguns casos superam — os R$ 240 mil do Tiguan 2.0 TSI. Mas será que o custo-benefício compensa?

    Desempenho: TSI versus híbrido plug-in

    O Tiguan 2.0 TSI entrega 220 cavalos de potência, um torque robusto de 35,7 kgfm e aceleração de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. Já o Haval H6 PHEV35, com seus três motores (um a combustão 1.5 turbo e dois elétricos), atinge impressionantes 356 cavalos e 58,8 kgfm de torque, além de uma aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 5,8 segundos. Na prática, o modelo chinês não apenas supera o Tiguan em números brutos, como também oferece a possibilidade de dirigir em modo 100% elétrico por até 50 km, graças à sua bateria de 18,9 kWh. Isso significa que, para trajetos urbanos curtos, o consumo pode cair para menos de 2 L/100 km — uma economia que, em um ano, pode representar até R$ 6 mil em combustível, considerando um preço médio da gasolina a R$ 6,50.

    Benefícios fiscais: o diferencial dos híbridos chineses

    O Haval H6 PHEV35 se beneficia de uma série de incentivos que o Tiguan não possui. Em São Paulo, por exemplo, o SUV chinês está isento do rodízio municipal e do IPVA, reduzindo significativamente o custo de propriedade. Em estados como Paraná e Goiás, a isenção do imposto sobre veículos também é uma realidade para híbridos plug-in. Segundo dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a demanda por veículos com essa tecnologia cresceu 42% no primeiro semestre de 2026, impulsionada justamente por esses benefícios. Para o consumidor, isso pode significar uma economia anual de até R$ 8 mil em impostos.

    Espaço interno e praticidade: quem oferece mais?

    Em termos de espaço, ambos os modelos são semelhantes, com capacidade para cinco passageiros e porta-malas de 550 litros. No entanto, o Tiguan oferece opcionais como bancos traseiros com ajuste elétrico e sistema de entretenimento com dois monitores, enquanto o Haval H6 PHEV35 destaca-se por sua altura livre do solo de 200 mm — ideal para terrenos irregulares — e um painel digital de 12,3 polegadas com integração nativa ao Apple CarPlay e Android Auto. Além disso, o modelo chinês inclui de série itens como câmera 360°, controle de cruzeiro adaptativo e alerta de colisão, que no Tiguan são oferecidos apenas como opcionais.

    Conclusão: vale a pena trocar a confiança pela inovação?

    A decisão entre o Tiguan 2.0 TSI e o Haval H6 PHEV35 depende, em grande parte, das prioridades do consumidor. Para quem busca performance pura e tecnologia consolidada, o modelo alemão ainda é uma opção segura. Contudo, para aqueles que valorizam economia a longo prazo, benefícios fiscais e um pacote de equipamentos mais completo de fábrica, o H6 PHEV35 surge como uma alternativa não apenas viável, mas potencialmente mais vantajosa. Com a chegada de modelos como o Chery Tiggo 8 Pro PHEV e o BYD Song Plus DM-p, o segmento promete se tornar ainda mais competitivo nos próximos meses, obrigando as marcas tradicionais a repensar suas estratégias.

  • IPVA pelo peso do carro: CCJ aprova mudança que pode elevar impostos de SUVs e caminhonetes

    IPVA pelo peso do carro: CCJ aprova mudança que pode elevar impostos de SUVs e caminhonetes

    Mudança radical no cálculo do IPVA

    A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 03/2026, aprovada pela CCJ da Câmara dos Deputados no 11 de julho de 2026, propõe uma reforma profunda na cobrança do IPVA. Em vez de usar a Tabela Fipe (que considera o valor de mercado do veículo), o imposto passaria a ser calculado com base no peso declarado pelo fabricante — desde que não ultrapasse 1% do preço de venda. A justificativa é aproximar a tributação de um critério ambiental e de uso, já que veículos mais pesados tendem a consumir mais combustível e emitir mais poluentes.

    Benefícios para veículos ‘verdes’ e críticas ao novo modelo

    Os estados ganhariam autonomia para conceder descontos de até 100% para carros híbridos ou elétricos, incentivando a transição energética. No entanto, críticos apontam que a medida pode criar uma distorção: veículos de luxo leves — como alguns esportivos — pagariam menos, enquanto SUVs e caminhonetes, independentemente do preço, teriam alíquotas mais altas. Além disso, há receio de queda na arrecadação, uma vez que a Tabela Fipe tende a valorizar mais os veículos premium, que pagam patamares mais elevados de IPVA hoje.

    Próximos passos e impacto nas finanças estaduais

    A PEC ainda precisa ser votada pelo plenário da Câmara e, se aprovada, seguirá para análise no Senado. Caso seja implementada, os estados terão até 2028 para adequar suas legislações. Governadores de unidades federativas como São Paulo e Rio de Janeiro, já pressionados por queda de receitas, avaliam se a mudança compensará eventual perda de arrecadação com veículos de alto valor, mas peso reduzido — como os compactos de luxo. A discussão promete reacender o debate sobre a progressividade dos impostos no Brasil.

  • PEC que muda cálculo do IPVA para ‘por quilo’ avança na Câmara e limita imposto a 1% do valor do carro

    PEC que muda cálculo do IPVA para ‘por quilo’ avança na Câmara e limita imposto a 1% do valor do carro

    A PEC que redefine o IPVA: do valor do carro para o peso do veículo

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, na manhã desta sexta-feira (10/07/2026), a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2026. De autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), o texto propõe uma reforma radical no cálculo do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), abandonando a tradicional referência à Tabela Fipe — baseada no valor de mercado dos carros — e passando a considerar exclusivamente o peso do veículo.

    Limite de 1% e autonomia estadual em xeque

    Além da mudança na metodologia, a PEC estabelece um teto para o IPVA: o imposto não poderá ultrapassar 1% do valor de venda do automóvel. Atualmente, os estados definem suas próprias alíquotas, que variam entre 1% e 4% da Tabela Fipe. Se aprovada, a medida uniformizaria a cobrança, mas reduziria drasticamente a receita de estados que hoje aplicam taxas mais altas, como São Paulo (4%) ou Rio de Janeiro (3,5%).

    Aprovada na CCJ, mas longo caminho pela frente

    A aprovação na CCJ não significa que a mudança entrará em vigor. Nesta etapa, os deputados analisaram apenas a constitucionalidade da proposta. O mérito do texto ainda será discutido por uma comissão especial, seguida de votação em dois turnos no plenário da Câmara. Só então o projeto seguirá para análise no Senado, onde enfrentará resistência de governadores preocupados com a queda na arrecadação. A tramitação, portanto, deve se estender por meses, possivelmente até 2027.

    Quais os impactos para o contribuinte?

    Se a PEC for aprovada, os proprietários de veículos leves — como carros populares — poderiam pagar menos IPVA, enquanto donos de SUVs ou caminhonetes, geralmente mais pesados, teriam o imposto majorado. No entanto, a limitação a 1% do valor de venda do carro atenuaria o impacto para modelos de alto valor, como carros de luxo ou esportivos. Especialistas alertam que a medida poderia reduzir a arrecadação em estados dependentes do tributo, exigindo ajustes em orçamentos ou aumento de outros impostos.