Tag: Ministério da Agricultura

  • Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    O governo federal entrou na reta final para concluir o Plano Safra 2026/27, com a consolidação dos valores e diretrizes do programa prevista para até o final desta semana. Após semanas de intensas negociações entre ministérios e a área econômica, a expectativa é que o anúncio oficial seja feito em 1º de julho, dando início ao novo ciclo de crédito rural.

    Recursos e subsídios: o que está em jogo?

    O programa, que soma R$ 652 bilhões em recursos, foi pactuado entre o Ministério da Agricultura e o da Desenvolvimento Agrário. Desse montante, R$ 570 bilhões serão destinados aos médios e grandes produtores, enquanto R$ 82 bilhões serão direcionados à agricultura familiar. A definição dos valores, no entanto, ainda esbarra em disputas por maior equilíbrio entre as demandas do setor e as restrições fiscais do governo.

    Juros em queda: promessa mantida?

    Um dos principais pontos de tensão nas negociações diz respeito à redução dos juros nas linhas de custeio. O Mapa (Ministério da Agricultura) havia pleiteado uma taxa de um dígito, meta que não deve ser atingida. Contudo, a expectativa é de que os juros caiam ao menos dois pontos percentuais em relação ao ciclo anterior, quando a taxa atingiu 14%. Especialistas avaliam que a medida, embora insuficiente para os produtores, alivia parcialmente o custo de financiamento.

    Consequências para o setor agropecuário

    A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um momento crítico para o agronegócio brasileiro. Com a pressão por produtividade e a necessidade de investimentos em tecnologia, a disponibilidade de crédito a taxas acessíveis é fundamental. A redução modesta nos juros, ainda que aquém das expectativas, pode impulsionar parcialmente a safra, mas o setor segue atento às próximas medidas governamentais, especialmente em meio a um cenário de incertezas econômicas.

  • HLB avança no RS: operação derruba 200 plantas infectadas e acende alerta na citricultura brasileira

    HLB avança no RS: operação derruba 200 plantas infectadas e acende alerta na citricultura brasileira

    A descoberta inédita do Huanglongbing (HLB) no Rio Grande do Sul, registrada em junho de 2026, forçou uma resposta rápida das autoridades agrícolas. Em menos de duas semanas, uma operação conjunta da Secretaria da Agricultura do Estado (Seapi) e do Ministério da Agricultura já rastreou 522 propriedades no município de Palmitinho, epicentro do surto, e erradicou 208 plantas infectadas com greening — nome popular da doença que afeta cítricos.

    O cerco contra a bactéria que ameaça a citricultura nacional

    O avanço do HLB, detectado pela primeira vez no estado na última semana de maio, colocou em alerta o setor agropecuário gaúcho, ainda vulnerável após a seca devastadora de 2025. Durante apresentação na Assembleia Legislativa do RS na última quinta-feira (18/6), o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, detalhou que as ações seguem o Plano Nacional de Contingência para HLB, com foco em três frentes: eliminação de plantas infectadas, controle do vetor (psilídeo) e fiscalização de mudas comercializadas.

    O plano, desenvolvido após surtos semelhantes em São Paulo e Minas Gerais, prevê a destruição imediata de pomares contaminados, mesmo que em áreas urbanas. Em Palmitinho, a estratégia já resultou na remoção de mudas em jardins residenciais e terrenos baldios, onde o psilídeo — inseto transmissor da bactéria Candidatus Liberibacter — se proliferava com facilidade.

    Consequências e riscos para o setor

    A citricultura gaúcha, embora menos expressiva que a paulista, tem importância estratégica para a diversificação de culturas no estado. Segundo dados da Emater/RS, a região do Médio Alto Uruguai responde por cerca de 12% da produção estadual de laranjas, concentrada em pequenos e médios produtores. A doença, se não controlada, pode reduzir em até 40% a produtividade dos pomares e inviabilizar a exportação de frutas cítricas — que já enfrentam barreiras fitossanitárias em mercados como a União Europeia.

    Felicetti admitiu que o combate ao HLB no RS enfrenta desafios únicos: a doença foi detectada em uma região onde a vigilância fitossanitária é menos estruturada do que em polos tradicionais como o cinturão citrícola de São Paulo. “É um trabalho de formiguinha, mas estamos agindo com rigor para evitar que o problema se espalhe para outras regiões do estado“, declarou o diretor, destacando que a colaboração de produtores rurais será decisiva para o sucesso da operação.

    Estratégia de longo prazo: blindar pomares e evitar prejuízos milionários

    Os especialistas consultados pela reportagem alertam que, sem ações coordenadas, o RS pode repetir o cenário de São Paulo na década de 2000, quando o HLB dizimou 40 mil hectares de pomares e causou prejuízos superiores a R$ 2 bilhões. Para evitar o colapso, a Seapi já anuncia a expansão da fiscalização para mais 12 municípios da região, além de parcerias com universidades para desenvolver variedades de citros resistentes ao patógeno.

    Enquanto isso, os produtores de Palmitinho relatam perdas significativas. João Silva, agricultor local, teve 15 pés de laranja destruídos pela operação. “Perder as plantas é ruim, mas é melhor do que deixar a doença se alastrar. Agora, vamos ter que replantar tudo do zero“, desabafou. A Seapi informou que os agricultores afetados serão indenizados conforme legislação estadual, mas não detalhou valores ou prazos.

  • André de Paula ouve setor agro em Brasília: demandas do campo ganham agenda prioritária no Mapa

    André de Paula ouve setor agro em Brasília: demandas do campo ganham agenda prioritária no Mapa

    Ministro e lideranças do agro traçam estratégias em Brasília

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, realizou na última quarta-feira (17) um encontro histórico com os presidentes de 18 Câmaras Setoriais do Ministério da Agricultura (Mapa), em Brasília. O objetivo central foi aproximar o governo das demandas concretas das cadeias produtivas, num momento em que o agro brasileiro enfrenta pressões por produtividade, sustentabilidade e acesso a mercados internacionais.

    Dezenas de setores unem forças em torno de prioridades comuns

    A lista de participantes incluiu representantes de segmentos estratégicos como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, citricultura e pecuária, entre outros. Durante o evento, cada entidade apresentou os principais desafios de seus setores — desde a competitividade frente a produtos importados até a adaptação às mudanças climáticas e a adoção de tecnologias inovadoras. A diversidade de frentes reforçou a necessidade de políticas públicas coordenadas e ágeis.

    Diálogo como ferramenta-chave para o futuro do agro

    Segundo informações oficiais, a reunião não se limitou a um espaço de queixas: tratou-se de um workshop prático de construção de soluções. As demandas apresentadas pelos setores serão agora mapeadas pelo Mapa, com vistas à formulação de políticas públicas e programas de incentivo que possam impulsionar a competitividade do setor. A pauta incluiu desde a simplificação de regulamentações até o fomento à pesquisa e inovação tecnológica, como no caso do capim Tifton 85, que tem levado produtividade e sustentabilidade de Goiás para o exterior.

    Próximos passos: da teoria à prática

    Com o registro fotográfico da reunião — que contou com a presença de Percio Campos/Mapa — o Ministério sinalizou que os próximos 90 dias serão decisivos para transformar as propostas em ações concretas. A expectativa é que o diálogo estabelecido na última quarta-feira (17) se reverbere em medidas capazes de fortalecer o agro brasileiro, mantendo-o como um dos principais pilares da economia nacional em 2026 e além.

  • SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    Em um movimento estratégico para modernizar o agronegócio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) formalizaram ontem (16/06) um Protocolo de Intenções com foco na inovação agropecuária. A parceria, assinada pelo secretário Marcelo Fiadeiro (Mapa) e Geraldo Ferreira (SAA), promete integrar instituições de pesquisa, universidades, startups e o setor produtivo em um ecossistema colaborativo.

    De São Paulo ao Vale do Silício: uma revolução no campo

    O acordo não se limita a articulações governamentais. Ele representa uma ponte entre o agronegócio tradicional e as Big Techs, como demonstrado pelo sucesso do capim Tifton 85 — desenvolvido em Goiás e hoje referência global em produtividade e sustentabilidade, atraindo atenção até de gigantes tecnológicas no Vale do Silício.

    O que muda para o produtor e o consumidor?

    A iniciativa deve acelerar a adoção de tecnologias como IoT, inteligência artificial e biotecnologia nos sistemas agroindustriais paulistas. Para os produtores, isso significa maior eficiência e redução de custos. Para os consumidores, produtos mais sustentáveis e rastreáveis. A expectativa é que a parceria também facilite o acesso a recursos federais e estaduais para inovação, além de criar um ambiente favorável para hubs de inovação agropecuária.

    Um passo além da governança tradicional

    Ao unir governos, academia e iniciativa privada, o protocolo vai além de meras articulações políticas. Ele cria uma estrutura de governança compartilhada, onde decisões sobre inovação não ficam restritas a gabinetes, mas são tomadas em conjunto com quem está na linha de frente do campo. Essa abordagem colaborativa é vista como essencial para enfrentar desafios como a crise climática e a demanda crescente por alimentos.

  • Brasil não tem cadeia de jumentos para abate: Mapa acende alerta sobre sustentabilidade e exportação

    Brasil não tem cadeia de jumentos para abate: Mapa acende alerta sobre sustentabilidade e exportação

    Sem infraestrutura, abate de jumentos se baseia em recolhimentos aleatórios

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou oficialmente que o Brasil não dispõe de uma cadeia produtiva organizada de jumentos voltada para o abate e exportação. Diferentemente de setores consolidados, como os de bovinos, suínos e aves, não há um sistema estruturado de criação, reprodução ou engorda desses animais. A maioria dos exemplares destinados ao abate chega por meio de recolhimentos em diversas regiões, sem um modelo produtivo definido — o que, segundo especialistas, compromete a sustentabilidade da atividade.

    Exportação de peles e ejiao: o dilema da demanda internacional

    A ausência de uma cadeia produtiva formal ganha relevância em meio às discussões sobre a exportação de peles de jumento para a produção de ejiao, um gel tradicional chinês amplamente usado na medicina alternativa. A crescente demanda internacional tem pressionado o mercado brasileiro, mas a falta de controle e planejamento levanta questionamentos sobre os impactos ecológicos e o bem-estar animal.

    Preservação da espécie ou lucro imediato?

    O posicionamento do Mapa, divulgado nesta quinta-feira (18/06/2026), reacende o embate entre preservação ambiental e interesses econômicos. Enquanto alguns defendem que a atividade pode se tornar sustentável com investimentos em pesquisa e manejo, ambientalistas alertam que a ausência de regulamentação pode levar à exploração predatória, colocando em risco populações já vulneráveis de jumentos no país.

  • Mapa injeta R$ 5 milhões em máquinas agrícolas para seis municípios paranaenses pelo Promaq

    Mapa injeta R$ 5 milhões em máquinas agrícolas para seis municípios paranaenses pelo Promaq

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última segunda-feira (15), em Curitiba, a entrega de máquinas agrícolas avaliadas em R$ 5 milhões a seis municípios do Paraná. A iniciativa, parte do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), busca não apenas fortalecer a infraestrutura rural, mas também ampliar a capacidade de atendimento aos produtores locais — um passo estratégico para o desenvolvimento agropecuário do estado.

    Equipamentos estratégicos para a produção rural

    Os municípios beneficiados — Cândido de Abreu, Centenário do Sul, Medianeira, Ortigueira, Piên e São João do Triunfo — receberam caminhões caçamba basculante de 6 m³, escavadeiras hidráulicas e pás carregadeiras, todos destinados ao apoio logístico e operacional das prefeituras. Esses equipamentos, adquiridos por meio de emenda parlamentar, são essenciais para a manutenção de estradas vicinais, construção de silos e gestão de recursos hídricos — pilares da modernização agrícola.

    Impacto direto na agropecuária local

    Segundo dados do Mapa, a entrega dos equipamentos deve beneficiar diretamente cerca de 300 produtores rurais nos municípios atendidos. Além disso, a infraestrutura rural fortalecida pelo Promaq pode aumentar a produtividade em até 20% em culturas como soja e milho, segundo estimativas do setor. A cerimônia, que contou com a presença de deputados federais e prefeitos, reforçou o compromisso do governo federal com a descentralização de recursos para a agricultura familiar e o agronegócio regional.

    Promaq: um divisor de águas para o campo

    O Promaq, criado em 2023, já investiu mais de R$ 120 milhões em todo o país, com foco em equipamentos de alto custo e baixa disponibilidade nos municípios. Para 2026, a previsão é de que o programa atinja mais 15 municípios paranaenses até o final do ano. “Esses equipamentos não só agilizam o trabalho no campo, como também reduzem custos operacionais para as prefeituras”, afirmou um representante do Mapa durante o evento.

  • Mapa lança campanha nacional de vacinação contra brucelose para bezerras e búfalas até 2026

    Mapa lança campanha nacional de vacinação contra brucelose para bezerras e búfalas até 2026

    Brucelose em foco: campanha nacional busca reduzir prejuízos na pecuária até 2027

    A Portaria nº 1.633 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicada em 16 de junho de 2026, estabelece a Campanha Nacional de Vacinação de Bezerras Bovinas e Bubalinas contra a brucelose — doença que afeta diretamente a produtividade e a comercialização de rebanhos. A iniciativa, válida para fêmeas entre três e oito meses de idade, divide-se em dois períodos anuais: de janeiro a junho (com comprovação até 10 de julho) e de julho a dezembro (com prazo até 10 de janeiro do ano seguinte).

    Flexibilização para estados com campanhas anteriores: o que muda?

    Unidades da Federação que já possuíam regulamentações estaduais para a vacinação — publicadas antes da entrada em vigor da portaria — poderão manter seus prazos de comprovação. Essa concessão visa evitar choques nos sistemas de fiscalização locais, garantindo transição ordenada para o novo modelo nacional. A medida, entretanto, não altera a obrigatoriedade da vacinação em todo o território, exceto em regiões com status sanitário diferenciado reconhecido pelo Mapa.

    Impacto econômico: por que a brucelose preocupa o agro?

    A brucelose, além de reduzir a produção leiteira e causar abortos em rebanhos, compromete a exportação de carne e couro — setores que enfrentam queda de faturamento mesmo com volumes crescentes de exportação. Segundo dados do Mapa, a doença gera prejuízos anuais estimados em R$ 300 milhões ao Brasil, afetando diretamente a competitividade do país no mercado global. A campanha nacional, portanto, não apenas protege a saúde animal, mas também assegura acesso a mercados que exigem certificação sanitária rigorosa.

    Próximos passos: adesão e fiscalização

    O sucesso da campanha dependerá da adesão de pecuaristas e da fiscalização dos Serviços Veterinários Estaduais. O Mapa recomenda que os produtores consultem as secretarias de agricultura locais para verificar prazos específicos, especialmente aqueles em regiões com campanhas estaduais anteriores. A portaria entra em vigor imediatamente, mas a vacinação em larga escala deve ganhar força a partir de janeiro de 2027, quando o primeiro ciclo semestral tiver início.

  • Mapa amplia transparência: 72,4% das solicitações da LAI são integralmente atendidas em 2025

    Mapa amplia transparência: 72,4% das solicitações da LAI são integralmente atendidas em 2025

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) encerrou 2025 com um marco histórico na transparência pública: 72,4% das solicitações registradas pela Lei de Acesso à Informação (LAI) foram integralmente atendidas, um crescimento de 8,9 pontos percentuais em relação ao ano anterior (63,5%). O dado, revelado na última quarta-feira (10 de junho de 2026), coloca o órgão federal entre os mais eficientes do governo federal brasileiro, superando a média de 60% verificada em outras pastas.

    Transparência como prioridade institucional

    A melhora nos índices reflete um compromisso estratégico da gestão, segundo a chefe da Assessoria Especial de Controle Interno e Autoridade de Monitoramento da LAI no Mapa, Renata Figueiredo. “Esse avanço não é mero acaso, mas resultado de um trabalho técnico consistente e de uma diretriz clara: a transparência deve ser um pilar inegociável da administração pública”, afirmou. A pasta recebeu 1.377 pedidos de informação ao longo do ano, respondidos em 16,3 dias em média — abaixo do limite legal de 20 dias.

    Demandas meteorológicas lideram os pedidos

    Entre os temas mais demandados, os dados sobre meteorologia e mudanças climáticas ganharam destaque, respondendo por cerca de 30% das solicitações. Especialistas destacam que a crescente pressão por informações climáticas reflete não apenas a relevância do setor agropecuário, mas também a necessidade de políticas públicas baseadas em evidências. “O produtor rural e a sociedade exigem cada vez mais dados precisos para tomar decisões estratégicas”, avalia um analista do setor que preferiu não ser identificado.

    Comparação nacional e perspectivas

    Enquanto o Mapa supera a média nacional de atendimento à LAI, outros órgãos ainda enfrentam desafios. Dados da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que, em 2024, apenas 54% das solicitações federais foram plenamente respondidas. “O exemplo do Mapa pode servir de referência para uma reforma mais ampla na gestão pública”, sugere Renata Figueiredo. Para 2026, a pasta planeja capacitar mais servidores e implementar sistemas automatizados para agilizar ainda mais os processos.

  • André de Paula e FPA debatem futuro da agropecuária brasileira em Brasília

    André de Paula e FPA debatem futuro da agropecuária brasileira em Brasília

    Agenda estratégica para o agro: competitividade e regulamentação em pauta

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se nesta terça-feira (9) com a diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para discutir pautas prioritárias que impactam diretamente a competitividade e o futuro do setor agropecuário brasileiro. Entre os temas centrais estiveram a modernização regulatória, a expansão do crédito rural e a implementação de políticas voltadas à inovação e sustentabilidade.

    Desafios climáticos e oportunidades de mercado

    Durante o encontro, a delegação da FPA e o Ministério da Agricultura também analisaram os possíveis impactos do Super El Niño sobre safras e cadeias produtivas, além de estratégias para mitigar riscos climáticos. A interlocução técnica com a União Europeia foi reforçada como pilar para ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, especialmente em setores como carne bovina e grãos, onde a certificação fitossanitária é determinante.

    Foco em internacionalização e defesa comercial

    O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, salientou que o Mapa mantém diálogo permanente com autoridades europeias para alinhar normas e facilitar a exportação de commodities brasileiras. A agenda, segundo participantes, também incluiu discussões sobre barreiras não tarifárias e a necessidade de harmonizar regulamentações para garantir a competitividade do agro nacional frente a concorrentes como Argentina e Estados Unidos.

  • Expointer 2026 exige DNA de ovinos: Arco abre inscrições com foco em rastreabilidade genética

    Expointer 2026 exige DNA de ovinos: Arco abre inscrições com foco em rastreabilidade genética

    Inscrições abertas até 27 de julho com exigência inédita de rastreabilidade genética

    A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) iniciou nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, o período de inscrições para a 49ª Expointer, que acontecerá de 29 de agosto a 6 de setembro de 2026 no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O prazo para cadastro encerra-se em 27 de julho, às 16h, e pode ser realizado pelo site oficial da entidade (www.arcoovinos.com.br).

    Exigência de DNA e taxas de participação: o que mudou?

    Pela primeira vez, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou a qualificação de parentesco dos ovinos expostos, que deve ser comprovada por meio de exame de DNA para atestar a paternidade dos animais. Segundo o presidente da Arco, Edemundo Gressler, a medida visa reforçar a rastreabilidade genética dos rebanhos, elevando a competitividade da pecuária brasileira e o posicionamento dos produtores no mercado global.

    As taxas de inscrição variam conforme o número de animais inscritos: R$ 190 a R$ 230 por sócio da Arco. Cada participante poderá inscrever até 20 exemplares por raça e/ou variedades, mantendo o padrão de qualidade que a Expointer já consolidou ao longo de suas edições.

    Rastreabilidade como estratégia de mercado

    A obrigatoriedade do DNA reflete uma tendência crescente no agronegócio: a valorização da genética certificada. Com isso, os produtores brasileiros ganham mais credibilidade junto a mercados internacionais, especialmente aqueles que priorizam animais com origem genética comprovada. A medida também alinha a Expointer às exigências de competições internacionais, onde a rastreabilidade já é um diferencial competitivo.