Tag: Ministério da Agricultura

  • Brasil entrega banco de antígenos contra febre aftosa para Argentina em gesto estratégico de cooperação sanitária

    Brasil entrega banco de antígenos contra febre aftosa para Argentina em gesto estratégico de cooperação sanitária

    O Brasil consolidou seu protagonismo na defesa sanitária animal na América do Sul ao formalizar, na última segunda-feira (15 de julho de 2026), a doação do Banco Nacional de Antígenos para Resposta Emergencial à Febre Aftosa à Argentina. A cerimônia, realizada em Garín — província de Buenos Aires —, contou com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e representa um passo concreto na integração de estratégias continentais contra a doença.

    Primeiro banco de antígenos 100% brasileiro

    Fruto de uma parceria entre o Ministério da Agricultura (Mapa), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a Biogénesis Bagó, o banco é o primeiro do gênero inteiramente desenvolvido no Brasil. Sua finalidade é fornecer antígenos prontos para uso em casos de surtos de febre aftosa, permitindo uma resposta rápida e coordenada com os planos oficiais de contingência dos países afetados.

    Estrutura de resposta em emergências sanitárias

    Durante o evento, técnicos brasileiros e argentinos apresentaram o funcionamento da plataforma, que inclui estoques estratégicos de vacinas e insumos, além de protocolos de ativação imediata. Segundo o Mapa, a iniciativa busca não apenas mitigar riscos à pecuária local, mas também fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor de soluções sanitárias no Mercosul.

    Impacto além das fronteiras

    O gesto reforça a posição do Brasil como potência agropecuária global, especialmente em um cenário onde doenças como a febre aftosa ainda representam ameaças à segurança alimentar. Especialistas destacam que a doação pode acelerar a reabertura de mercados para exportações de carne brasileira, caso a Argentina enfrente novos surtos. A parceria também abre caminho para futuros acordos de cooperação em outras doenças animais, como a peste suína africana.

  • Brasil endurece regras para exportar carne à UE: fiscalização rigorosa e rastreabilidade em foco

    Brasil endurece regras para exportar carne à UE: fiscalização rigorosa e rastreabilidade em foco

    O governo brasileiro anunciou novas regras para a exportação de carne à União Europeia, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026. As medidas, detalhadas no Ofício-Circular nº 24/2026 da Coordenação-Geral de Controle de Produtos de Origem Animal (CGCOA), impõem exigências mais rígidas de fiscalização e rastreabilidade para produtos de origem animal.

    Fiscalização ampliada e comprovação de antimicrobianos

    As diretrizes determinam que, a partir da data citada, apenas estabelecimentos com controle auditável poderão obter certificação sanitária internacional. Isso inclui a comprovação do uso adequado de antimicrobianos na cadeia produtiva, uma demanda histórica da UE para garantir a segurança alimentar e reduzir riscos de resistência bacteriana.

    Impacto nos frigoríficos e cadeia produtiva

    Frigoríficos e demais estabelecimentos exportadores terão que adaptar seus processos para atender aos novos padrões. A medida afeta diretamente a competitividade do setor no mercado europeu, principal destino da carne brasileira. Especialistas alertam que a falta de conformidade pode resultar na suspensão de certificados sanitários, inviabilizando exportações.

    Contexto e pressões europeias

    A União Europeia tem intensificado suas exigências sanitárias, especialmente após casos recentes de contaminação em alimentos de origem animal. O Brasil, maior exportador global de carne bovina, precisa alinhar suas práticas às normas do bloco para manter acesso a um dos mercados mais lucrativos do setor.

  • Governo endurece regras de exportação de carne para evitar embargo da UE a partir de setembro

    Governo endurece regras de exportação de carne para evitar embargo da UE a partir de setembro

    Novo protocolo contra uso excessivo de antimicrobianos

    A pasta determinou que frigoríficos e indústrias de derivados carnes habilitados a exportar para a UE implementem sistemas de rastreabilidade auditáveis, capazes de comprovar o cumprimento das normas europeias sobre o uso de antimicrobianos — um dos pontos mais sensíveis nas relações comerciais entre o Brasil e o bloco.

    Segundo o ofício circular publicado nesta semana, os estabelecimentos devem garantir, no mínimo, a documentação detalhada de todas as matérias-primas, animais e insumos utilizados na produção de lotes destinados à exportação. Isso inclui desde a origem do gado até os aditivos empregados no processamento da carne.

    Corrida contra o relógio: por que o prazo é crítico

    A partir de 1º de setembro de 2026, a União Europeia passará a aplicar sanções mais rígidas contra países que não alinharem suas práticas às novas regras de bem-estar animal e uso controlado de antimicrobianos. O Brasil, segundo maior exportador de carne bovina para a UE, corre contra o tempo para evitar um embargo que poderia custar ao setor mais de US$ 2 bilhões anuais em perdas, segundo estimativas da Associação Brasileira de Indústria Exportadora de Carne (ABIEC).

    Setor se prepara para mudanças profundas

    Produtores e frigoríficos já estão se adaptando. A medida exige não apenas ajustes operacionais, mas também investimentos em tecnologia de rastreamento e treinamento de equipes para registrar cada etapa da cadeia produtiva. Empresas que não se adequarem até a data limite poderão perder certificações essenciais para comercializar no mercado europeu.

    A pressão é maior para os grandes frigoríficos, que concentram a maior parte das exportações para a UE. No entanto, pequenos e médios produtores também serão afetados, uma vez que muitos integram suas cadeias de fornecimento aos grandes abatedouros.

  • Ministro André de Paula lança plano de ação contra El Niño e padroniza exportação de DDG de milho

    Ministro André de Paula lança plano de ação contra El Niño e padroniza exportação de DDG de milho

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, assinou duas portarias nesta terça-feira (30), durante o lançamento do Plano Safra 2026/2027, no Palácio do Planalto, em Brasília. As medidas, anunciadas na presença do presidente em exercício, Geraldo Alckmin, têm como foco o fortalecimento da agropecuária brasileira frente aos desafios climáticos e à padronização de produtos para exportação.

    El Niño: estratégias para proteger a produção rural

    Uma das portarias instituiu um Grupo de Trabalho Especial sobre o El Niño, coordenado pelo ministro e pelo diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Carlos Alberto Jurgielewicz. O objetivo é monitorar os impactos do fenômeno climático na safra, prever riscos e propor soluções para minimizar prejuízos aos produtores rurais. O grupo atuará em parceria com órgãos estaduais e federais para garantir a segurança alimentar e a estabilidade econômica do setor.

    Padronização do DDG de milho: passo rumo à competitividade internacional

    A segunda portaria estabelece normas técnicas para a exportação de Dried Distillers Grains (DDG), subproduto do etanol de milho usado na alimentação animal. A medida busca uniformizar os padrões de qualidade e segurança, facilitando o acesso a mercados internacionais e aumentando a competitividade do produto brasileiro. Segundo o ministério, a iniciativa deve impulsionar a cadeia produtiva do milho e agregar valor à produção nacional.

    Contexto: desafios e oportunidades para o agro brasileiro

    O lançamento das portarias ocorre em um cenário de crescente preocupação com os efeitos do El Niño, que já afeta regiões produtoras de grãos no Brasil. Enquanto medidas de curto prazo buscam mitigar danos, a padronização do DDG representa um avanço estrutural para o setor, alinhado às demandas globais por sustentabilidade e eficiência. Especialistas avaliam que as ações do governo sinalizam um compromisso com a modernização e a resiliência do agro nacional.

  • Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    O governo federal entrou na reta final para concluir o Plano Safra 2026/27, com a consolidação dos valores e diretrizes do programa prevista para até o final desta semana. Após semanas de intensas negociações entre ministérios e a área econômica, a expectativa é que o anúncio oficial seja feito em 1º de julho, dando início ao novo ciclo de crédito rural.

    Recursos e subsídios: o que está em jogo?

    O programa, que soma R$ 652 bilhões em recursos, foi pactuado entre o Ministério da Agricultura e o da Desenvolvimento Agrário. Desse montante, R$ 570 bilhões serão destinados aos médios e grandes produtores, enquanto R$ 82 bilhões serão direcionados à agricultura familiar. A definição dos valores, no entanto, ainda esbarra em disputas por maior equilíbrio entre as demandas do setor e as restrições fiscais do governo.

    Juros em queda: promessa mantida?

    Um dos principais pontos de tensão nas negociações diz respeito à redução dos juros nas linhas de custeio. O Mapa (Ministério da Agricultura) havia pleiteado uma taxa de um dígito, meta que não deve ser atingida. Contudo, a expectativa é de que os juros caiam ao menos dois pontos percentuais em relação ao ciclo anterior, quando a taxa atingiu 14%. Especialistas avaliam que a medida, embora insuficiente para os produtores, alivia parcialmente o custo de financiamento.

    Consequências para o setor agropecuário

    A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um momento crítico para o agronegócio brasileiro. Com a pressão por produtividade e a necessidade de investimentos em tecnologia, a disponibilidade de crédito a taxas acessíveis é fundamental. A redução modesta nos juros, ainda que aquém das expectativas, pode impulsionar parcialmente a safra, mas o setor segue atento às próximas medidas governamentais, especialmente em meio a um cenário de incertezas econômicas.

  • HLB avança no RS: operação derruba 200 plantas infectadas e acende alerta na citricultura brasileira

    HLB avança no RS: operação derruba 200 plantas infectadas e acende alerta na citricultura brasileira

    A descoberta inédita do Huanglongbing (HLB) no Rio Grande do Sul, registrada em junho de 2026, forçou uma resposta rápida das autoridades agrícolas. Em menos de duas semanas, uma operação conjunta da Secretaria da Agricultura do Estado (Seapi) e do Ministério da Agricultura já rastreou 522 propriedades no município de Palmitinho, epicentro do surto, e erradicou 208 plantas infectadas com greening — nome popular da doença que afeta cítricos.

    O cerco contra a bactéria que ameaça a citricultura nacional

    O avanço do HLB, detectado pela primeira vez no estado na última semana de maio, colocou em alerta o setor agropecuário gaúcho, ainda vulnerável após a seca devastadora de 2025. Durante apresentação na Assembleia Legislativa do RS na última quinta-feira (18/6), o diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, detalhou que as ações seguem o Plano Nacional de Contingência para HLB, com foco em três frentes: eliminação de plantas infectadas, controle do vetor (psilídeo) e fiscalização de mudas comercializadas.

    O plano, desenvolvido após surtos semelhantes em São Paulo e Minas Gerais, prevê a destruição imediata de pomares contaminados, mesmo que em áreas urbanas. Em Palmitinho, a estratégia já resultou na remoção de mudas em jardins residenciais e terrenos baldios, onde o psilídeo — inseto transmissor da bactéria Candidatus Liberibacter — se proliferava com facilidade.

    Consequências e riscos para o setor

    A citricultura gaúcha, embora menos expressiva que a paulista, tem importância estratégica para a diversificação de culturas no estado. Segundo dados da Emater/RS, a região do Médio Alto Uruguai responde por cerca de 12% da produção estadual de laranjas, concentrada em pequenos e médios produtores. A doença, se não controlada, pode reduzir em até 40% a produtividade dos pomares e inviabilizar a exportação de frutas cítricas — que já enfrentam barreiras fitossanitárias em mercados como a União Europeia.

    Felicetti admitiu que o combate ao HLB no RS enfrenta desafios únicos: a doença foi detectada em uma região onde a vigilância fitossanitária é menos estruturada do que em polos tradicionais como o cinturão citrícola de São Paulo. “É um trabalho de formiguinha, mas estamos agindo com rigor para evitar que o problema se espalhe para outras regiões do estado“, declarou o diretor, destacando que a colaboração de produtores rurais será decisiva para o sucesso da operação.

    Estratégia de longo prazo: blindar pomares e evitar prejuízos milionários

    Os especialistas consultados pela reportagem alertam que, sem ações coordenadas, o RS pode repetir o cenário de São Paulo na década de 2000, quando o HLB dizimou 40 mil hectares de pomares e causou prejuízos superiores a R$ 2 bilhões. Para evitar o colapso, a Seapi já anuncia a expansão da fiscalização para mais 12 municípios da região, além de parcerias com universidades para desenvolver variedades de citros resistentes ao patógeno.

    Enquanto isso, os produtores de Palmitinho relatam perdas significativas. João Silva, agricultor local, teve 15 pés de laranja destruídos pela operação. “Perder as plantas é ruim, mas é melhor do que deixar a doença se alastrar. Agora, vamos ter que replantar tudo do zero“, desabafou. A Seapi informou que os agricultores afetados serão indenizados conforme legislação estadual, mas não detalhou valores ou prazos.

  • André de Paula ouve setor agro em Brasília: demandas do campo ganham agenda prioritária no Mapa

    André de Paula ouve setor agro em Brasília: demandas do campo ganham agenda prioritária no Mapa

    Ministro e lideranças do agro traçam estratégias em Brasília

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, realizou na última quarta-feira (17) um encontro histórico com os presidentes de 18 Câmaras Setoriais do Ministério da Agricultura (Mapa), em Brasília. O objetivo central foi aproximar o governo das demandas concretas das cadeias produtivas, num momento em que o agro brasileiro enfrenta pressões por produtividade, sustentabilidade e acesso a mercados internacionais.

    Dezenas de setores unem forças em torno de prioridades comuns

    A lista de participantes incluiu representantes de segmentos estratégicos como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão, citricultura e pecuária, entre outros. Durante o evento, cada entidade apresentou os principais desafios de seus setores — desde a competitividade frente a produtos importados até a adaptação às mudanças climáticas e a adoção de tecnologias inovadoras. A diversidade de frentes reforçou a necessidade de políticas públicas coordenadas e ágeis.

    Diálogo como ferramenta-chave para o futuro do agro

    Segundo informações oficiais, a reunião não se limitou a um espaço de queixas: tratou-se de um workshop prático de construção de soluções. As demandas apresentadas pelos setores serão agora mapeadas pelo Mapa, com vistas à formulação de políticas públicas e programas de incentivo que possam impulsionar a competitividade do setor. A pauta incluiu desde a simplificação de regulamentações até o fomento à pesquisa e inovação tecnológica, como no caso do capim Tifton 85, que tem levado produtividade e sustentabilidade de Goiás para o exterior.

    Próximos passos: da teoria à prática

    Com o registro fotográfico da reunião — que contou com a presença de Percio Campos/Mapa — o Ministério sinalizou que os próximos 90 dias serão decisivos para transformar as propostas em ações concretas. A expectativa é que o diálogo estabelecido na última quarta-feira (17) se reverbere em medidas capazes de fortalecer o agro brasileiro, mantendo-o como um dos principais pilares da economia nacional em 2026 e além.

  • SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    Em um movimento estratégico para modernizar o agronegócio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) formalizaram ontem (16/06) um Protocolo de Intenções com foco na inovação agropecuária. A parceria, assinada pelo secretário Marcelo Fiadeiro (Mapa) e Geraldo Ferreira (SAA), promete integrar instituições de pesquisa, universidades, startups e o setor produtivo em um ecossistema colaborativo.

    De São Paulo ao Vale do Silício: uma revolução no campo

    O acordo não se limita a articulações governamentais. Ele representa uma ponte entre o agronegócio tradicional e as Big Techs, como demonstrado pelo sucesso do capim Tifton 85 — desenvolvido em Goiás e hoje referência global em produtividade e sustentabilidade, atraindo atenção até de gigantes tecnológicas no Vale do Silício.

    O que muda para o produtor e o consumidor?

    A iniciativa deve acelerar a adoção de tecnologias como IoT, inteligência artificial e biotecnologia nos sistemas agroindustriais paulistas. Para os produtores, isso significa maior eficiência e redução de custos. Para os consumidores, produtos mais sustentáveis e rastreáveis. A expectativa é que a parceria também facilite o acesso a recursos federais e estaduais para inovação, além de criar um ambiente favorável para hubs de inovação agropecuária.

    Um passo além da governança tradicional

    Ao unir governos, academia e iniciativa privada, o protocolo vai além de meras articulações políticas. Ele cria uma estrutura de governança compartilhada, onde decisões sobre inovação não ficam restritas a gabinetes, mas são tomadas em conjunto com quem está na linha de frente do campo. Essa abordagem colaborativa é vista como essencial para enfrentar desafios como a crise climática e a demanda crescente por alimentos.

  • Brasil não tem cadeia de jumentos para abate: Mapa acende alerta sobre sustentabilidade e exportação

    Brasil não tem cadeia de jumentos para abate: Mapa acende alerta sobre sustentabilidade e exportação

    Sem infraestrutura, abate de jumentos se baseia em recolhimentos aleatórios

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou oficialmente que o Brasil não dispõe de uma cadeia produtiva organizada de jumentos voltada para o abate e exportação. Diferentemente de setores consolidados, como os de bovinos, suínos e aves, não há um sistema estruturado de criação, reprodução ou engorda desses animais. A maioria dos exemplares destinados ao abate chega por meio de recolhimentos em diversas regiões, sem um modelo produtivo definido — o que, segundo especialistas, compromete a sustentabilidade da atividade.

    Exportação de peles e ejiao: o dilema da demanda internacional

    A ausência de uma cadeia produtiva formal ganha relevância em meio às discussões sobre a exportação de peles de jumento para a produção de ejiao, um gel tradicional chinês amplamente usado na medicina alternativa. A crescente demanda internacional tem pressionado o mercado brasileiro, mas a falta de controle e planejamento levanta questionamentos sobre os impactos ecológicos e o bem-estar animal.

    Preservação da espécie ou lucro imediato?

    O posicionamento do Mapa, divulgado nesta quinta-feira (18/06/2026), reacende o embate entre preservação ambiental e interesses econômicos. Enquanto alguns defendem que a atividade pode se tornar sustentável com investimentos em pesquisa e manejo, ambientalistas alertam que a ausência de regulamentação pode levar à exploração predatória, colocando em risco populações já vulneráveis de jumentos no país.

  • Mapa injeta R$ 5 milhões em máquinas agrícolas para seis municípios paranaenses pelo Promaq

    Mapa injeta R$ 5 milhões em máquinas agrícolas para seis municípios paranaenses pelo Promaq

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última segunda-feira (15), em Curitiba, a entrega de máquinas agrícolas avaliadas em R$ 5 milhões a seis municípios do Paraná. A iniciativa, parte do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), busca não apenas fortalecer a infraestrutura rural, mas também ampliar a capacidade de atendimento aos produtores locais — um passo estratégico para o desenvolvimento agropecuário do estado.

    Equipamentos estratégicos para a produção rural

    Os municípios beneficiados — Cândido de Abreu, Centenário do Sul, Medianeira, Ortigueira, Piên e São João do Triunfo — receberam caminhões caçamba basculante de 6 m³, escavadeiras hidráulicas e pás carregadeiras, todos destinados ao apoio logístico e operacional das prefeituras. Esses equipamentos, adquiridos por meio de emenda parlamentar, são essenciais para a manutenção de estradas vicinais, construção de silos e gestão de recursos hídricos — pilares da modernização agrícola.

    Impacto direto na agropecuária local

    Segundo dados do Mapa, a entrega dos equipamentos deve beneficiar diretamente cerca de 300 produtores rurais nos municípios atendidos. Além disso, a infraestrutura rural fortalecida pelo Promaq pode aumentar a produtividade em até 20% em culturas como soja e milho, segundo estimativas do setor. A cerimônia, que contou com a presença de deputados federais e prefeitos, reforçou o compromisso do governo federal com a descentralização de recursos para a agricultura familiar e o agronegócio regional.

    Promaq: um divisor de águas para o campo

    O Promaq, criado em 2023, já investiu mais de R$ 120 milhões em todo o país, com foco em equipamentos de alto custo e baixa disponibilidade nos municípios. Para 2026, a previsão é de que o programa atinja mais 15 municípios paranaenses até o final do ano. “Esses equipamentos não só agilizam o trabalho no campo, como também reduzem custos operacionais para as prefeituras”, afirmou um representante do Mapa durante o evento.