O governo brasileiro anunciou novas regras para a exportação de carne à União Europeia, com vigência a partir de 3 de setembro de 2026. As medidas, detalhadas no Ofício-Circular nº 24/2026 da Coordenação-Geral de Controle de Produtos de Origem Animal (CGCOA), impõem exigências mais rígidas de fiscalização e rastreabilidade para produtos de origem animal.
Fiscalização ampliada e comprovação de antimicrobianos
As diretrizes determinam que, a partir da data citada, apenas estabelecimentos com controle auditável poderão obter certificação sanitária internacional. Isso inclui a comprovação do uso adequado de antimicrobianos na cadeia produtiva, uma demanda histórica da UE para garantir a segurança alimentar e reduzir riscos de resistência bacteriana.
Impacto nos frigoríficos e cadeia produtiva
Frigoríficos e demais estabelecimentos exportadores terão que adaptar seus processos para atender aos novos padrões. A medida afeta diretamente a competitividade do setor no mercado europeu, principal destino da carne brasileira. Especialistas alertam que a falta de conformidade pode resultar na suspensão de certificados sanitários, inviabilizando exportações.
Contexto e pressões europeias
A União Europeia tem intensificado suas exigências sanitárias, especialmente após casos recentes de contaminação em alimentos de origem animal. O Brasil, maior exportador global de carne bovina, precisa alinhar suas práticas às normas do bloco para manter acesso a um dos mercados mais lucrativos do setor.

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