Tag: São Paulo

  • Avicultor paulista mantém ganho real pelo 3º mês consecutivo: preço do frango sobe e insumos caem

    Avicultor paulista mantém ganho real pelo 3º mês consecutivo: preço do frango sobe e insumos caem

    Frango vivo segue em alta, mas ritmo perde fôlego

    O preço médio do frango vivo em São Paulo atingiu R$ 5,12/kg na parcial de junho (até 24/06), segundo o Cepea, registrando alta de 1,1% frente à média de maio. Embora o movimento altista tenha se mantido pelo terceiro mês consecutivo, pesquisadores do Cepea apontam que o ritmo de valorização perdeu força em junho, em decorrência de uma leve retração na procura por lotes de animais. A dinâmica sugere um equilíbrio entre oferta ajustada e demanda moderada, sem pressões inflacionárias excessivas.

    Insumos recuam e aliviam custos da produção

    O cenário favorável ao produtor se estende aos insumos: o milho e o farelo de soja, componentes essenciais na alimentação das aves, registraram quedas significativas em junho. A desvalorização do milho, segundo a Equipe de Grãos do Cepea, está diretamente ligada ao período de safra, quando a oferta costuma se intensificar e os preços tendem a recuar. Para o farelo de soja, a tendência de baixa foi mantida, embora o ritmo de queda tenha se atenuado em relação aos meses anteriores.

    Consequências para o setor avícola

    A combinação de preços mais altos no produto final (frango vivo) e custos reduzidos nos insumos representa um alívio para a margem de lucro dos avicultores paulistas. No entanto, a sustentabilidade desse movimento depende da manutenção da demanda por carne de frango nos próximos meses. Se a retração no mercado de insumos persistir — especialmente durante a colheita de safra — o setor pode enfrentar uma nova rodada de ajustes nos preços, impactando tanto produtores quanto consumidores finais.

    Perspectivas para os próximos meses

    Com a data-base de 26/06/2026, os analistas do Cepea monitoram dois vetores principais: a evolução da safra de milho e soja, que deve influenciar as cotações dos insumos até o final do ano, e o comportamento do mercado interno de carne avícola. Caso a demanda por frango se mantenha estável ou cresça, a tendência é que os preços do produto final sigam firmes, mas sem grandes saltos. Por outro lado, uma eventual retomada nas compras de insumos poderia reverter parte dos ganhos recentes dos avicultores.

  • SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    Em um movimento estratégico para modernizar o agronegócio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) formalizaram ontem (16/06) um Protocolo de Intenções com foco na inovação agropecuária. A parceria, assinada pelo secretário Marcelo Fiadeiro (Mapa) e Geraldo Ferreira (SAA), promete integrar instituições de pesquisa, universidades, startups e o setor produtivo em um ecossistema colaborativo.

    De São Paulo ao Vale do Silício: uma revolução no campo

    O acordo não se limita a articulações governamentais. Ele representa uma ponte entre o agronegócio tradicional e as Big Techs, como demonstrado pelo sucesso do capim Tifton 85 — desenvolvido em Goiás e hoje referência global em produtividade e sustentabilidade, atraindo atenção até de gigantes tecnológicas no Vale do Silício.

    O que muda para o produtor e o consumidor?

    A iniciativa deve acelerar a adoção de tecnologias como IoT, inteligência artificial e biotecnologia nos sistemas agroindustriais paulistas. Para os produtores, isso significa maior eficiência e redução de custos. Para os consumidores, produtos mais sustentáveis e rastreáveis. A expectativa é que a parceria também facilite o acesso a recursos federais e estaduais para inovação, além de criar um ambiente favorável para hubs de inovação agropecuária.

    Um passo além da governança tradicional

    Ao unir governos, academia e iniciativa privada, o protocolo vai além de meras articulações políticas. Ele cria uma estrutura de governança compartilhada, onde decisões sobre inovação não ficam restritas a gabinetes, mas são tomadas em conjunto com quem está na linha de frente do campo. Essa abordagem colaborativa é vista como essencial para enfrentar desafios como a crise climática e a demanda crescente por alimentos.

  • Frigoríficos pagam R$ 355/@ por boi gordo no interior de SP: oferta ajustada derruba pressão baixista

    Frigoríficos pagam R$ 355/@ por boi gordo no interior de SP: oferta ajustada derruba pressão baixista

    Na última quarta-feira (17), o mercado de boi gordo registrou um paradoxo: enquanto consultorias e a B3 indicavam pressão baixista — com frigoríficos buscando alongar escalas e testar preços menores em praças estratégicas do país —, o mercado físico em São Paulo mostrava negócios firmes a até R$ 355 por arroba com pagamento à vista. A discrepância reforça que a oferta de animais terminados segue ajustada, mesmo diante de um cenário global de incertezas.

    Frigoríficos tentam conter preços, mas pecuaristas mantêm poder de barganha

    Levantamento do Compre Rural junto a frigoríficos em Bofete (SP) revelou que, nesta data, os negócios já fechavam em patamares superiores às médias divulgadas no dia anterior (16/06), com valores acima de R$ 355/@ à vista. A resistência dos pecuaristas em ceder aos preços testados pelas indústrias exportadoras evidencia que a disputa por animais prontos para abate permanece acirrada em várias regiões, especialmente no interior de São Paulo.

    China e incertezas no mercado futuro pesam, mas não desequilibram a balança

    Segundo análise da Safras & Mercado, as indústrias exportadoras vêm revisando suas estratégias de compra diante do avanço de barreiras comerciais e oscilações na demanda chinesa — principal destino das exportações brasileiras de carne bovina. No entanto, o movimento baixista no mercado futuro (B3) não conseguiu se sobrepor à dinâmica do mercado físico, onde a oferta limitada de animais terminados mantém os preços firmes.

    O que esperar para os próximos dias?

    Ainda não há sinais claros de recessão nos preços do boi gordo, mas a pressão dos frigoríficos deve persistir enquanto o volume de animais terminados não aumentar significativamente. Analistas do setor destacam que a manutenção dos patamares atuais dependerá não apenas da demanda internacional, mas também da capacidade de terminação dos animais nos próximos meses, especialmente com a aproximação do inverno, que pode impactar a oferta a pasto em algumas regiões.

  • São Paulo lidera inovação climática: primeira usina de captura de carbono do etanol é anunciada para 2026

    São Paulo lidera inovação climática: primeira usina de captura de carbono do etanol é anunciada para 2026

    Aposta em tecnologia limpa para um setor estratégico

    São Paulo dá um passo decisivo na transição energética com a construção da primeira usina brasileira de captura e armazenamento de carbono (CAC) aplicada à produção de etanol de cana-de-açúcar. O projeto, anunciado pelo governador Tarcísio de Freitas no último dia 10 de junho durante as comemorações da Semana do Meio Ambiente, será desenvolvido pelo recém-criado Centro de Tecnologias para Captura e Armazenamento de Carbono Biogênico (CTCCSBio).

    Um centro de ciência com R$ 30 milhões e múltiplos parceiros

    Sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e classificado como um Centro de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) pela FAPESP, o CTCCSBio contará com um investimento inicial de R$ 30 milhões. A iniciativa é fruto de uma parceria inédita que reúne a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semil), a Petrobras e o escritório Rolim Goulart Cardoso Advogados.

    Por que capturar carbono do etanol? Um diferencial brasileiro

    A tecnologia, conhecida internacionalmente como BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage), promete transformar o etanol — já considerado uma fonte renovável de energia — em um combustível de emissões negativas. Segundo especialistas, a captura do CO₂ liberado durante a fermentação da cana-de-açúcar poderia gerar créditos de carbono comercializáveis, alinhando-se às metas brasileiras de redução de emissões. O Estado de São Paulo, maior produtor nacional de etanol e açúcar, se posiciona na vanguarda dessa inovação.

    Próximos passos: viabilidade e implantação da usina

    A missão do CTCCSBio será dupla: estudar a viabilidade técnica e econômica da tecnologia BECCS no contexto brasileiro e planejar a instalação da primeira unidade piloto. A expectativa é que, até 2026, a usina esteja operacional, servindo como modelo para o setor sucroenergético nacional e internacional. O sucesso do projeto poderia redefinir os padrões de sustentabilidade na indústria do etanol, um dos pilares da matriz energética brasileira.

  • São Paulo aplica taxa de 7% sobre tilápia vietnamita e reacende debate sobre proteção à piscicultura nacional

    São Paulo aplica taxa de 7% sobre tilápia vietnamita e reacende debate sobre proteção à piscicultura nacional

    A partir de hoje, a piscicultura paulista ganha um novo fôlego com a oficialização da taxa de 7% sobre a importação de filés de tilápia do Vietnã, uma decisão do governo estadual que promete reequilibrar um mercado cada vez mais dominado por concorrência desleal.

    Fim da folga: pressão asiática derrubava margens no setor

    Nos últimos dois anos, a entrada massiva de tilápia vietnamita — com preços até 30% mais baixos que os produzidos em São Paulo — vinha sufocando os pequenos e médios piscicultores do noroeste paulista, região que responde por cerca de 40% da produção nacional do peixe. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado em 10 de junho de 2026, chega em um momento crítico, quando muitos produtores já haviam reduzido investimentos e até desistido da atividade.

    Interior paulista comemora, mas setor alerta para riscos futuros

    Produtores da cidade de Bastos, maior polo de tilápia do país, comemoram a decisão como um “divisor de águas”. “Esse imposto é a prova de que o governo enxergou nosso sofrimento. Agora, podemos respirar e até pensar em expandir”, afirmou João Silva, presidente da Associação dos Piscicultores do Noroeste Paulista. No entanto, entidades do setor como a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR) pedem cautela: a medida pode ser contestada na Organização Mundial do Comércio (OMC), o que abriria uma nova frente de batalha jurídica.

    Estratégia ou protecionismo? O que está em jogo

    A taxa de 7% foi justificada pela Secretaria da Agricultura de São Paulo como uma forma de corrigir distorções de mercado, mas deixa em aberto a discussão sobre seu real impacto. Enquanto isso, o Vietnã — principal fornecedor de tilápia para o Brasil — já sinalizou que pode recorrer à OMC, alegando que a medida viola acordos comerciais. O governo estadual, por sua vez, argumenta que a decisão é temporária e visa proteger a segurança alimentar e a geração de empregos em uma cadeia que emprega mais de 12 mil pessoas só em São Paulo.

    O que esperar nos próximos meses

    A médio prazo, a expectativa é de que a medida estimule novos investimentos em infraestrutura, como tanques-rede e sistemas de recirculação de água, tecnologias ainda pouco adotadas em larga escala no Brasil. Além disso, o setor espera um aumento na demanda por tilápia nacional nos supermercados e restaurantes, que vêm priorizando produtos locais em suas gôndolas. No entanto, o desafio será manter a competitividade sem depender exclusivamente de barreiras tarifárias, que podem ser questionadas internacionalmente.

  • Diferencial de preços do boi gordo entre MT e SP encolhe em maio: Mato Grosso resiste melhor à queda

    Diferencial de preços do boi gordo entre MT e SP encolhe em maio: Mato Grosso resiste melhor à queda

    Mercado do boi gordo: Mato Grosso perde menos ritmo que São Paulo

    O mercado do boi gordo encerrou maio com um movimento que evidencia a resiliência de Mato Grosso frente à pressão de preços. Enquanto a arroba em São Paulo recuou 4,01% no comparativo mensal, a cotação em Mato Grosso registrou baixa de 2,58%, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

    Diferencial de preços encolhe pela primeira vez em 2026

    O resultado reduziu o diferencial de base entre as duas principais praças pecuárias do país para 3,39% em maio, uma queda de 1,42 ponto percentual em relação a abril. Em números absolutos, a arroba mato-grossense fechou cotada a R$ 340,43, enquanto a paulista atingiu R$ 352,39 — valores livres de Funrural.

    O que explica a performance de Mato Grosso?

    Analistas do setor apontam que a menor queda em Mato Grosso está relacionada à maior oferta de animais terminados e à demanda mais aquecida nos frigoríficos do estado. Além disso, a logística favorável de Mato Grosso — com escoamento facilitado para o Norte e Nordeste — reduz custos de transporte, amenizando a pressão sobre os preços locais. Já São Paulo, com maior dependência do mercado interno e custos operacionais mais altos, sofreu mais com a retração da demanda.

    Impacto para os pecuaristas

    A redução do diferencial de preços é um alívio para os produtores mato-grossenses, que passam a competir em condições mais equilibradas com os paulistas. No entanto, o cenário ainda é de instabilidade: a queda de preços em ambas as praças reflete a sazonalidade típica do segundo trimestre, além de incertezas no mercado externo — especialmente com a volatilidade nos preços da carne bovina no exterior.

    Perspectivas para junho

    Para junho, a expectativa é de estabilização nos preços, com possível retomada lenta da demanda. O Imea projeta que, caso não haja novos choques de oferta ou demanda, o diferencial entre MT e SP deve se manter abaixo de 4%. No entanto, a volatilidade climática — com risco de seca no Centro-Oeste — e a política monetária (que afeta o poder de compra do consumidor) seguem como fatores de atenção.

  • ANFAVEA VISIONS 2026: Brasil mira o futuro da mobilidade em SP com líderes globais

    ANFAVEA VISIONS 2026: Brasil mira o futuro da mobilidade em SP com líderes globais

    Um fórum estratégico para redefinir a mobilidade brasileira

    O ANFAVEA VISIONS 2026, marcado para ocorrer entre os dias 9 e 10 de junho de 2026 no Hotel Unique, em São Paulo, chega como uma plataforma inédita para alinhar o Brasil às tendências globais de mobilidade. O evento, organizado pela ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), promete ser o principal palco de discussões sobre os rumos da indústria nacional, com foco em inovação, eletrificação e inteligência artificial.

    Quem vai participar e o que está em jogo

    O público-alvo é vasto e estratégico: empresários, executivos, autoridades governamentais, investidores e imprensa se encontrarão para debater não apenas os desafios imediatos do setor — como a concorrência internacional e a integração de novas tecnologias —, mas também as oportunidades emergentes. Entre os temas centrais, destacam-se:

    • Mobilidade conectada: Como os veículos inteligentes e a internet das coisas (IoT) estão reconfigurando a experiência do usuário e os modelos de negócio.
    • Eletrificação: O avanço dos veículos elétricos no Brasil, incluindo infraestrutura de recarga e incentivos governamentais.
    • Inteligência Artificial: Aplicações de IA no desenvolvimento de novos produtos e na otimização de processos industriais.
    • Competitividade industrial: Estratégias para reduzir custos e aumentar a produtividade frente à concorrência asiática e europeia.

    Estrutura pensada para networking e inovação

    O evento foi projetado para ir além das palestras tradicionais. Além da plenária principal, que contará com palestrantes renomados, o fórum oferecerá:

    • Área VIP exclusiva: Reservada para CEOs e vice-presidentes, com espaços para debates confidenciais e trocas de experiências.
    • Lounge de networking: Ambiente dedicado a conexões entre participantes, com apresentação de projetos inovadores do mercado.
    • Painéis executivos e debates internacionais: Discussões de alto nível com especialistas estrangeiros, abordando casos de sucesso em outros países e lições aplicáveis ao Brasil.

    Por que isso importa para o Brasil?

    O ANFAVEA VISIONS 2026 não é apenas mais um congresso: é um termômetro do futuro da indústria automotiva brasileira. Com o setor enfrentando pressões para se adaptar à transição energética e à digitalização, o evento surge como um ponto de inflexão para definir políticas, atrair investimentos e posicionar o país como um player relevante no cenário global. Para os participantes, a chance de antecipar tendências e construir parcerias estratégicas pode ser decisiva nos próximos anos.

  • Chuvas em SP interrompem oito semanas de queda no etanol hidratado e pressionam preços

    Chuvas em SP interrompem oito semanas de queda no etanol hidratado e pressionam preços

    Interrupção na queda após oito semanas

    Os preços do etanol hidratado em São Paulo subiram na semana passada, após oito semanas consecutivas de redução, impulsionados pelas chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do estado.

    Impacto na moagem e estratégias das usinas

    As precipitações causaram paralisações pontuais na moagem, diminuindo o ritmo de processamento. Enquanto algumas usinas se afastaram temporariamente das negociações, outras mantiveram ofertas firmes, sustentando valores mais elevados, segundo dados do Cepea.

    Demanda retraída e estoques controlados

    Distribuidoras reduziram a retirada de volumes adquiridos anteriormente, limitando novas negociações. O número de transações permaneceu baixo, indicando que os estoques formados nas semanas anteriores foram suficientes para atender à demanda imediata. Compradores atuaram de forma pontual, evitando grandes recomposições diante da expectativa de maior oferta com o avanço da safra 2026/27.

  • São Paulo x Boston River: tudo para não perder o duelo nesta terça (26/05) às 19h

    São Paulo x Boston River: tudo para não perder o duelo nesta terça (26/05) às 19h

    A partida que agita a agenda esportiva

    O confronto entre São Paulo e Boston River entra na programação de hoje (26/05/2026) como um dos destaques da noite no futebol, com bola rolando às 19h pelo horário de Brasília. Mais do que um simples jogo, a partida oferece ao torcedor a chance de se preparar antecipadamente, com acesso a escalações, transmissões e atualizações de bastidores antes do início do duelo.

    Onde e como assistir ao vivo

    Os torcedores poderão acompanhar a partida gratuitamente pelo celular, com transmissão ao vivo disponível para quem busca resultados em tempo real e informações de última hora. A agenda de futebol do dia reserva este confronto como um momento-chave para quem não quer perder nenhum detalhe do jogo.

    Contexto e importância da partida

    Além do horário bem definido, o jogo se destaca por seu papel na organização da rotina dos torcedores, que buscam não apenas o entretenimento, mas também dados atualizados sobre escalações e possíveis novidades nos bastidores. O intervalo até o apito inicial é crucial para quem deseja se manter informado antes da partida começar.

  • Lei Gusttavo Lima entra em vigor em São Roque e impõe teto a cachês pagos com recursos públicos

    Lei Gusttavo Lima entra em vigor em São Roque e impõe teto a cachês pagos com recursos públicos

    Limite de R$ 500 mil para cachês públicos

    A Lei Gusttavo Lima, sancionada em dezembro de 2025 e já em vigor desde o último domingo (24/05/2026), estabelece um teto de R$ 500 mil para pagamentos a artistas em eventos culturais financiados pelo município de São Roque (SP). A medida busca conter gastos excessivos com atrações de renome nacional, como shows sertanejos, que historicamente consumiam parcela significativa do orçamento local.

    Contexto: por que o nome do cantor sertanejo?

    A legislação foi batizada em referência ao cantor Gusttavo Lima após polêmicas envolvendo contratações milionárias para apresentações na cidade, inclusive com recursos públicos. Em 2024, por exemplo, um evento com o artista teria consumido cerca de R$ 1,2 milhão do caixa municipal — valor que, segundo defensores da lei, poderia ser melhor aplicado em projetos sociais ou infraestrutura local.

    Impacto na cultura e nas finanças públicas

    Críticos da lei argumentam que a restrição pode afastar grandes nomes da música sertaneja de São Roque, reduzindo o apelo turístico e a arrecadação indireta. Já os apoiadores destacam a necessidade de transparência e equidade na distribuição de recursos, citando casos de municípios vizinhos que enfrentaram crises fiscais após gastos elevados com shows. A prefeitura local informou que a nova regra já foi aplicada em dois eventos desde sua entrada em vigor.

    Polêmica além dos números

    A discussão transcende o aspecto financeiro: ela reacende debates sobre o papel da cultura na identidade regional e a responsabilidade do poder público em fomentar eventos de massa. Enquanto a população divide opiniões, a Câmara Municipal de São Roque estuda estender a lei para outros tipos de atrações, como espetáculos internacionais e festivais de grande porte.