Tag: Sustentabilidade

  • 10 formas criativas de dar nova vida ao seu smartphone antigo antes de descartá-lo

    10 formas criativas de dar nova vida ao seu smartphone antigo antes de descartá-lo

    Do lixo eletrônico ao aliado do dia a dia: como reinventar seu celular velho

    Guardado na gaveta há meses ou anos, aquele smartphone antigo pode ser muito mais do que um objeto esquecido. Em um mundo onde a obsolescência programada e o descarte rápido de dispositivos eletrônicos se tornaram um problema ambiental, reaproveitar um celular velho é uma atitude inteligente — e agora, em 8 de julho de 2026, ganha ainda mais relevância diante do crescente debate sobre economia circular e sustentabilidade tecnológica.

    Segundo dados da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos (ABREE), mais de 2,5 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas anualmente no Brasil. Nesse contexto, transformar um aparelho obsoleto em um recurso útil não só evita a poluição como também oferece soluções práticas para o cotidiano. Afinal, por que comprar um novo dispositivo quando o antigo ainda pode cumprir funções essenciais?

    Do controle remoto ao GPS: 10 usos que você não imaginava para o seu celular velho

    As possibilidades são surpreendentes. Um aparelho que já não atende mais às demandas de aplicativos pesados ou jogos pode se tornar um smartphone secundário para emergências, um hub de entretenimento para a TV ou até um sistema de câmeras de segurança doméstica. Com aplicativos como IP Webcam ou TeamViewer, é possível monitorar a casa à distância usando a câmera traseira do dispositivo antigo. Para quem gosta de viagens, o celular pode funcionar como um GPS portátil no carro, graças a navegadores como o Google Maps ou Waze, mesmo sem chip.

    Outra função pouco explorada é a de controle remoto universal. Com apps como o Smart Remote ou AnyMote, o aparelho pode substituir diversos controles, conectando-se via infravermelho ou Bluetooth a TVs, ar-condicionados e outros dispositivos. Para quem tem crianças ou idosos em casa, transformar o celular em um jogador de música ou audiolivro é uma excelente alternativa, especialmente se o dispositivo ainda possuir alto-falantes de qualidade.

    Outras ideias incluem:

    • Leitor de e-books: Instale aplicativos como o Kindle ou Lithium para transformar o aparelho em uma biblioteca portátil.
    • Console portátil: Com emuladores como o RetroArch, é possível jogar clássicos de N64, SNES ou Game Boy no dispositivo.
    • Ponto de acesso Wi-Fi: Se o chip ainda funcionar, use o celular como um hotspot para conectar outros dispositivos à internet.
    • Dispositivo de autenticação: Centralize chaves de 2FA (como Google Authenticator) para aumentar a segurança das suas contas.
    • Câmera de segurança com movimento: Apps como o Alfred Camera permitem detectar movimento e gravar vídeos automaticamente.

    E quando não há mais utilidade? A importância do descarte consciente

    Nem todo celular velho pode ser reaproveitado, mas isso não significa que deva ser jogado no lixo comum. Em 2026, a legislação brasileira sobre lixo eletrônico está mais rigorosa, com a obrigatoriedade de pontos de coleta especializados em todos os municípios com mais de 100 mil habitantes. Empresas como a Green Eletron e a Recicla Sampa oferecem serviços gratuitos de reciclagem, garantindo que componentes como lítio, cobalto e plásticos sejam encaminhados para reutilização em novos produtos.

    Antes de descartar, verifique se o aparelho pode ser doado para projetos sociais ou assistências técnicas. Muitas organizações, como a Recondiciona, reformam dispositivos antigos e os distribuem para comunidades carentes ou escolas. Outra opção é vender o aparelho para empresas de reciclagem, que pagam até R$ 500 por modelos em bom estado, dependendo da marca e configuração.

    O futuro da reutilização: tendências que já são realidade

    A indústria de tecnologia começa a abraçar o conceito de refurbished (recondicionado), com marcas como Samsung e Motorola lançando programas de revitalização de aparelhos antigos. Além disso, startups estão desenvolvendo soluções para transformar celulares velhos em servidores domésticos ou nós de internet das coisas (IoT), conectando dispositivos inteligentes da casa via Wi-Fi.

    Para Max Ferreira, especialista em mobilidade e tecnologia sustentável, a tendência é clara: “O descarte de celulares não é apenas um problema ambiental, mas uma oportunidade perdida. Em um mundo cada vez mais digital, reaproveitar é a nova inovação”.

    Passo a passo: como transformar o seu celular velho em 30 minutos

    1. Limpeza e segurança: Faça backup dos dados importantes e remova o chip/SIM card.

    2. Instalação de apps: Baixe ferramentas como Google Chrome (para navegação), VLC Media Player (para mídia) ou IP Webcam (para segurança).

    3. Configuração: Ajuste brilho, desative notificações desnecessárias e conecte-o a uma rede Wi-Fi estável.

    4. Fixação: Use suportes ou fitas adesivas para posicionar o celular como câmera de segurança ou GPS no carro.

    Com criatividade e um pouco de tempo, aquele aparelho esquecido pode se tornar uma ferramenta indispensável — e ainda ajudar o planeta.

  • Europa mira SUVs: impostos mais altos para veículos grandes entram em discussão

    Europa mira SUVs: impostos mais altos para veículos grandes entram em discussão

    O fenômeno do *carspreading* e suas consequências

    A tendência de automóveis cada vez maiores, conhecida como carspreading, não é apenas uma questão de estilo. Segundo dados da Transport & Environment (T&E) e Clean Cities, desde o ano 2000, os veículos vendidos na Europa cresceram, em média, 1,2 cm por ano em comprimento e 0,5 cm em altura. Essa evolução reflete a popularização dos SUVs e crossovers, mesmo em um cenamento de famílias menores — um paradoxo que acende o alerta de reguladores.

    O estudo projeta dois cenários para 2040: um mantém a trajetória atual, com veículos grandes dominando as ruas, e outro onde medidas de incentivo à redução de tamanho entram em vigor. A proposta em discussão inclui impostos mais altos e tarifas elevadas de estacionamento para SUVs e modelos similares, visando mitigar impactos como a ocupação desproporcional do espaço urbano, o aumento do consumo energético e os riscos à segurança viária.

    Por que os veículos estão maiores?

    O crescimento não se limita ao comprimento. Pesquisas anteriores da T&E revelam que a largura e a altura dos capôs também aumentaram cerca de 0,5 cm anualmente, um reflexo direto da demanda por designs robustos e posições de direção elevadas. Enquanto isso, os lares europeus encolhem: segundo o Eurostat, o número médio de pessoas por residência caiu de 2,4 para 2,2 entre 2010 e 2020. Mesmo assim, a preferência por SUVs — que já representam 50% das vendas de carros novos na Europa — segue inabalável.

    O que está em jogo?

    A discussão transcende o mercado automotivo. Cidades como Paris e Barcelona já enfrentam problemas de estacionamento e circulação devido ao tamanho exagerado dos veículos, além de maior consumo de combustível e emissões de CO₂ mais altas. A União Europeia, que mira a neutralidade carbônica até 2050, vê nessas medidas uma forma de alinhar a indústria às metas climáticas. Enquanto isso, fabricantes como Volkswagen e Renault já sinalizam ajustes em suas linhas para 2027, com modelos compactos ganhando destaque em seus portfólios.

  • Sorgo dispara no Brasil: área cultivada cresce 25,8% e consolida cultura como alternativa resiliente ao clima

    Sorgo dispara no Brasil: área cultivada cresce 25,8% e consolida cultura como alternativa resiliente ao clima

    Expansão recorde impulsionada pela resiliência climática

    A cultura do sorgo registra um dos maiores crescimentos entre os grãos no Brasil. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área cultivada na safra atual deve atingir 2,05 milhões de hectares, um salto de 25,8% em relação ao ciclo anterior. A produção, por sua vez, é estimada em 7,56 milhões de toneladas, com crescimento de 23,8% no mesmo comparativo. O desempenho reforça o papel do cereal como uma alternativa estratégica para o agronegócio nacional.

    Vantagem competitiva em tempos de incertezas climáticas

    O sorgo vem se destacando por sua capacidade de prosperar em condições adversas, especialmente em regiões com irregularidade de chuvas. Rafael Toscano, gerente técnico da ORÍGEO — joint venture entre Bunge e UPL —, destaca que a cultura oferece maior previsibilidade aos produtores. “Culturas adaptáveis como o sorgo ganham espaço porque permitem um planejamento mais seguro da safra, minimizando riscos em um contexto de instabilidade climática”, afirma. A tolerância à seca do sorgo, aliada à sua versatilidade, torna-o uma opção atraente frente a lavouras mais sensíveis às variações do clima.

    Inverno se aproxima, mas a inovação segue no campo

    A chegada do inverno no Brasil, marcada por mudanças bruscas no regime de chuvas, intensifica a importância de culturas como o sorgo. Enquanto outras lavouras enfrentam perdas por falta de umidade, o cereal mantém sua produtividade, assegurando a segurança alimentar e a rentabilidade do produtor. especialistas do setor apontam que a expansão do sorgo reflete não apenas uma tendência de mercado, mas uma resposta estrutural às demandas de um setor agrícola cada vez mais pressionado pela necessidade de adaptabilidade.

  • Japão mira parceria histórica para transformar o agro do Tocantins com foco em inovação e sustentabilidade

    Japão mira parceria histórica para transformar o agro do Tocantins com foco em inovação e sustentabilidade

    Na última quarta-feira (25 de junho de 2026), o embaixador do Japão no Brasil, Yasushi Noguchi, desembarcou em Palmas (TO) para um encontro histórico com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja Tocantins). A visita, marcada para discutir uma parceria de longo prazo entre os dois países, reuniu não apenas lideranças do agronegócio local, mas também representantes de instituições estaduais e federais, sinalizando o interesse japonês em investir em um dos estados mais promissores do agronegócio nacional.

    Propostas alinhadas ao legado do Prodecer

    A presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, apresentou ao diplomata uma proposta ambiciosa: uma nova fase da cooperação nipo-brasileira, inspirada no Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer). O programa, lançado na década de 1970, foi responsável por impulsionar a agricultura no Cerrado brasileiro, transformando a região em um dos maiores celeiros de alimentos do mundo. Agora, a intenção é replicar esse modelo no Tocantins, com foco em armazenagem de grãos, crédito rural facilitado, infraestrutura logística e agricultura de baixo carbono.

    Demandas do campo tocantinense ganham atenção internacional

    Durante a reunião, Noguchi foi apresentado às principais demandas do setor produtivo tocantinense, que enfrenta desafios como a escassez de silos para armazenamento — agravada pela aproximação do inverno, que reduz a umidade ideal para colheitas — e a necessidade de linhas de crédito acessíveis para pequenos e médios produtores. Além disso, o Japão demonstrou interesse em apoiar projetos voltados à sustentabilidade, como técnicas de plantio com menor emissão de carbono e uso eficiente de recursos hídricos, temas cada vez mais críticos em um cenário de mudanças climáticas.

    O que está em jogo para o Tocantins e o Brasil

    A possível parceria não beneficia apenas o Tocantins. Para o Japão, trata-se de uma estratégia para diversificar suas fontes de importação de alimentos, reduzindo a dependência de outros mercados. Já para o Brasil, a aliança pode atrair investimentos em tecnologia e inovação agrícola, além de fortalecer a imagem do país como produtor de commodities sustentáveis. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, se concretizada, a cooperação poderia posicionar o Tocantins como um modelo nacional de agricultura de precisão e baixa emissão, replicável em outras regiões do Cerrado.

  • Elandes-comum: o gigante da savana que desafiou a domesticação para virar alternativa pecuária

    Elandes-comum: o gigante da savana que desafiou a domesticação para virar alternativa pecuária

    O maior antílope do continente africano, o elandes-comum (Taurotragus oryx), há décadas intriga criadores e pesquisadores por um motivo inusitado: sua domesticação. Enquanto a maioria das espécies selvagens foge do convívio humano, esse gigante de até 1,80 metro de altura e chifres em forma de espiral — que podem atingir 1,20 metro — foi testado em sistemas pecuários em diversas partes do mundo, inclusive em territórios de clima adverso, como a Rússia e a Ucrânia.

    Da savana aos currais: uma aventura pecuária pouco convencional

    Nativo das vastas savanas africanas, o elandes-comum sempre chamou atenção por sua resistência. Adaptado a ambientes áridos, o animal sobrevive com pouca água e se alimenta de vegetação de baixa qualidade, características que o tornaram alvo de estudos desde o século XX. Mas foi nas últimas décadas que seu potencial comercial começou a ser explorado de forma mais estruturada, especialmente em criações semi-domesticadas na África do Sul e no Zimbábue.

    Carne e leite de qualidade: o que os números dizem

    Os resultados dos experimentos foram surpreendentes. A carne do elandes-comum é descrita como magra, com baixo teor de gordura e sabor comparável ao da carne bovina premium. Já o leite, embora produzido em menor quantidade que o de vaca, apresenta um perfil nutricional superior: maior concentração de proteínas, cálcio e ácidos graxos benéficos, segundo estudos da Food and Agriculture Organization (FAO). Em algumas regiões da Rússia, onde o animal foi introduzido no século XX, relatos históricos indicam que o leite era utilizado para a fabricação de queijos artesanais.

    Desafios da domesticação: por que o projeto não decolou

    Apesar do potencial, a domesticação do elandes-comum enfrenta obstáculos significativos. Seu instinto de fuga — herdado da vida em campo aberto — e a dificuldade em manejar rebanhos grandes em sistemas intensivos são fatores que limitam a escala comercial. Além disso, a competição com animais já estabelecidos, como bovinos e caprinos, e a resistência cultural em alguns mercados africanos dificultaram a expansão do modelo. Hoje, a criação do elandes ainda se restringe a pequenos projetos experimentais ou reservas naturais.

    Legado e futuro: o que fica dessa experiência

    Embora a domesticação em larga escala não tenha se concretizado, o caso do elandes-comum serve como um estudo fascinante sobre a interseção entre conservação e produção. Para países com escassez hídrica ou solos pobres, como partes da África e da Ásia Central, o animal representa uma alternativa viável para sistemas agropecuários resilientes. Especialistas como o biólogo Richard Estes, autor do livro Behavior Guide to African Mammals, destacam que a experiência com o elandes pode inspirar novas abordagens para a pecuária do século XXI, especialmente em um cenário de mudanças climáticas.

    Enquanto isso, o gigante das savanas continua a vagar livremente em parques nacionais, como o Serengeti na Tanzânia e o Kruger na África do Sul, onde sua população se mantém estável. Mas sua história de aproximação com o homem — ainda que breve — permanece como um capítulo curioso da engenhosidade humana em buscar soluções inovadoras.

  • Cabra batizada de ‘Messi’ vira símbolo de sustentabilidade em Kansas City durante a Copa do Mundo 2026

    Cabra batizada de ‘Messi’ vira símbolo de sustentabilidade em Kansas City durante a Copa do Mundo 2026

    Enquanto Lionel Messi, aos 39 anos, continua a reescrever a história do futebol na Copa do Mundo de 2026, celebrada em Kansas City, uma história paralela ganhou os holofotes por unir esporte, sustentabilidade e inovação ambiental. Trata-se de uma cabra recém-nascida batizada em sua homenagem, que se tornou símbolo de um projeto pioneiro de manejo de vegetação invasora na cidade.

    O ‘Messi’ caprino: de brinde inesperado a fenômeno viral

    A cabra, que nasceu no dia 20 de junho de 2026 em uma fazenda local, foi nomeada pelos funcionários em uma clara homenagem ao astro argentino. O nome, que rapidamente viralizou nas redes sociais, chamou a atenção não apenas pela curiosidade, mas pela função que o animal desempenha em um projeto sustentável da prefeitura de Kansas City.

    Sustentabilidade em ação: como as cabras ajudam o meio ambiente

    O rebanho ao qual a cabra pertence é parte de um programa de controle de vegetação invasora em uma área industrial de 22 hectares às margens do rio Missouri. Em vez de usar herbicidas químicos, a cidade optou por um método ecológico: o pastoreio controlado por caprinos. Esses animais, além de reduzirem a necessidade de agrotóxicos, promovem a regeneração do solo e a biodiversidade local.

    A iniciativa, que começou em 2024, já reduziu em 40% o uso de produtos químicos na região, segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente de Kansas City. A chegada do Mundial de 2026 apenas amplificou a visibilidade do projeto, que agora é associado ao maior evento esportivo do planeta.

    Messi no campo e no curral: a dualidade que encantou o mundo

    Não há relação direta entre a performance do craque argentino no gramado e a fama da cabra nos currais, mas a coincidência temporal criou uma narrativa irresistível para os fãs de futebol e de causas ambientais. Enquanto Messi, aos 39 anos, segue quebrando recordes e conquistando mais um título mundial, a cabra ‘Messi’ se tornou um ícone local, atraindo visitantes e gerando conteúdo para mídias internacionais.

    Para os moradores de Kansas City, a história transcendeu o esporte. “É uma forma de mostrar que pequenas ações podem ter grande impacto”, afirmou Maria López, coordenadora do projeto. Já nas redes sociais, internautas brincaram: “O Messi do campo joga com os pés, o Messi do curral joga com a boca — e os dois são craques”.

  • GTF recicla 17,6 mil toneladas de resíduos em 2025 e avança em agenda ESG

    GTF recicla 17,6 mil toneladas de resíduos em 2025 e avança em agenda ESG

    Economia circular em prática: 87% dos resíduos não perigosos foram reaproveitados

    A GTF encerrou 2025 com um salto significativo em sua agenda de sustentabilidade, reaproveitando 17.638 toneladas de resíduos não perigosos — o equivalente a 87% do volume total de 20.245 toneladas processadas. A estratégia combinou processos de recuperação de recursos, reciclagem e soluções biológicas, seguindo rigorosamente a hierarquia de gestão de resíduos: reduzir, reutilizar e reciclar. Entre as iniciativas, destacam-se a transformação de subprodutos em insumos para outros setores e a implementação de sistemas de logística reversa, que garantem o ciclo de vida dos materiais.

    Logística reversa e inclusão social: GTF fortalece cadeia de reciclagem

    Além do reaproveitamento de resíduos industriais, a companhia gerenciou, no mesmo período, 6.609 toneladas de lodo centrifugado proveniente de abatedouros, assegurando destinação ambientalmente correta. A GTF também manteve programas de apoio a cooperativas de reciclagem, impulsionando a inclusão social de catadores e aprimorando a cadeia de reciclagem em sua área de atuação. Essas ações reforçam o compromisso da empresa com os pilares ESG (Ambiental, Social e Governança), alinhando-se a padrões internacionais como os da Global Reporting Initiative (GRI).

    Governança ESG: transparência e eficiência operacional

    O Relatório de Sustentabilidade 2025 da GTF, publicado em junho de 2026, detalha como a empresa integrou práticas ESG em suas operações industriais. A governança robusta incluiu a otimização de processos produtivos para reduzir emissões, a capacitação de comunidades rurais próximas às unidades fabris e a adoção de tecnologias para monitoramento contínuo de impactos ambientais. A transparência nos indicadores — como a redução de 15% no consumo de água por tonelada produzida — evidencia o alinhamento da GTF com metas globais de desenvolvimento sustentável.

  • Telhados ecológicos transformam suinocultura: menos estresse animal e até 20% mais produtividade

    Telhados ecológicos transformam suinocultura: menos estresse animal e até 20% mais produtividade

    A ambiência das granjas vira o novo diferencial competitivo

    No dia 20 de junho de 2026, a suinocultura brasileira caminha para uma revolução silenciosa, mas de impacto profundo. A adoção de telhados ecológicos — estruturas fabricadas com resíduos industriais como plástico reciclado e borracha — está transformando a realidade de granjas em todo o país. Segundo a Ambiplac, empresa especializada no desenvolvimento dessas soluções, a iniciativa não apenas resolve problemas estruturais históricos, como infiltrações e variações térmicas, mas também reduz o estresse dos animais em até 30% e impulsiona a produtividade em até 20%.

    O dado é especialmente relevante se considerarmos que, em 2025, o Brasil produziu 4,85 milhões de toneladas de carne suína, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Um percentual mínimo dessas granjas, no entanto, ainda opera com estruturas defasadas, onde chuvas intensas ou ondas de calor — cada vez mais frequentes — comprometem a ambiência interna dos galpões. A temperatura ideal para suínos, por exemplo, varia entre 18°C e 22°C. Acima ou abaixo desse intervalo, o impacto é imediato: redução no consumo de ração, piora na conversão alimentar e, consequentemente, menor rentabilidade para o produtor.

    Como o telhado ecológico age: isolamento que vira produtividade

    Os telhados ecológicos da Ambiplac são desenvolvidos com um sistema de camadas que combina isolamento térmico e acústico. Ao contrário das telhas convencionais de amianto ou metal, que amplificam ruídos de chuva e mantêm o calor interno, as novas soluções mantêm a temperatura estável mesmo em dias de 35°C ou em noites frias. Além disso, a redução de ruído — que pode chegar a 50% — minimiza o estresse dos animais, um fator crítico para o bem-estar e para a eficiência zootécnica.

    Para o médico-veterinário e consultor em suinocultura, Dr. Marcos Oliveira, a inovação chega em um momento estratégico. “Um suíno estressado não come, não cresce e está mais suscetível a doenças. Quando a ambiência melhora, a conversão alimentar sobe, os índices de mortalidade caem e o produtor ganha previsibilidade operacional“, explica. Segundo ele, granjas que adotaram a tecnologia registraram uma redução de 15% nos custos com energia — graças ao isolamento térmico — e uma melhora de 25% nos índices de ganho de peso diário.

    Sustentabilidade que paga dividendos

    Além dos ganhos operacionais, os telhados ecológicos representam um avanço em termos de sustentabilidade. A Ambiplac, por exemplo, utiliza 10 toneladas de resíduos plásticos por mês na fabricação das telhas, o que evita que esses materiais sejam descartados em aterros sanitários ou no meio ambiente. “É uma solução que alia economia circular, redução de custos e responsabilidade ambiental“, afirma a engenheira ambiental Larissa Mendes, coordenadora de projetos da empresa.

    O setor suinícola brasileiro, que já é um dos mais competitivos do mundo, agora busca não apenas atender à demanda crescente por proteína animal, mas também às exigências de mercados internacionais — como a União Europeia, que impõe rigorosos padrões de bem-estar animal. Segundo dados da Embrapa, granjas que investem em ambiência moderna têm 40% mais chances de acessar mercados premium, como o europeu ou o norte-americano.

    O futuro das granjas: ambiência como pilar estratégico

    Com o aquecimento global, os eventos climáticos extremos — como as ondas de calor registradas em 2024, quando temperaturas acima de 40°C foram registradas em várias regiões do país — tendem a se tornar mais frequentes. Nesse cenário, a ambiência das granjas deixa de ser um custo operacional para se tornar um ativo estratégico. Produtores que ainda não aderiram a soluções como os telhados ecológicos correm o risco de perder competitividade, tanto em produtividade quanto em acesso a mercados mais exigentes.

    Para o engenheiro agrônomo e sócio da Ambiplac, Rafael Santos, a tendência é clara: “Quem não inovar agora, vai pagar o preço depois. A suinocultura do futuro será aquela que souber equilibrar produção, sustentabilidade e bem-estar animal. E as estruturas das granjas serão a base dessa transformação“.

  • Energéticos movimentam R$ bilhões: como o agronegócio brasileiro se beneficia da explosão do setor

    Energéticos movimentam R$ bilhões: como o agronegócio brasileiro se beneficia da explosão do setor

    Do canavial à prateleira: a cadeia invisível atrás de cada lata de energético

    A garrafa de energético que um motorista consome em uma rodovia ou um estudante ingere na universidade é apenas a ponta final de uma cadeia produtiva que começa nas lavouras espalhadas por todo o Brasil. Canaviais de São Paulo, milharais do Mato Grosso, pomares de laranja no Nordeste e fábricas de embalagens no Sul formam um ecossistema que, em 2026, já movimenta mais de R$ 12 bilhões ao ano — um crescimento de 40% desde 2022, segundo dados da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE). Cada lata de 250 ml, por exemplo, consome cerca de 30 gramas de açúcar (derivado da cana), 5 gramas de xarope de milho (HFCS) e uma lata de alumínio que, sozinha, já vale R$ 0,45 no mercado de reciclagem.

    Do nicho ao mainstream: como os energéticos conquistaram o Brasil

    O que antes era um produto associado apenas a atletas e frequentadores de academias se tornou um item do dia a dia para milhões de brasileiros. Dados da Euromonitor International revelam que, em 2026, o consumo per capita de energéticos no País atingiu 4,2 litros por ano — um salto em relação aos 1,8 litro de 2020. Motoristas de aplicativo, trabalhadores em turnos noturnos, estudantes em provas e até produtores rurais em longas jornadas no campo passaram a integrar o público-alvo, impulsionando a demanda por açúcares, aromas artificiais e conservantes que, por sua vez, alimentam o faturamento de indústrias químicas e de processamento.

    Agroindústria em ritmo acelerado: quem ganha com a febre dos energéticos?

    O agronegócio brasileiro é o grande vencedor desse ciclo. A cana-de-açúcar, principal matéria-prima para o açúcar e o etanol (usado em alguns energéticos), teve sua área plantada expandida em 12% desde 2023, segundo a Conab. Já o milho, base para os xaropes de alta frutose, registrou safras recordes no Centro-Oeste, com 120 milhões de toneladas colhidas em 2025. Além disso, frutas como a laranja e o maracujá são cada vez mais usadas em versões naturais dos energéticos, beneficiando pequenos e médios produtores do interior de São Paulo e Minas Gerais. A logística, por sua vez, também ganhou com a expansão: transportadoras especializadas em carga refrigerada e distribuidoras de bebidas faturaram R$ 800 milhões a mais em 2025, graças ao transporte de produtos perecíveis como sucos e energéticos gelados.

    O futuro: inovação ou saturação?

    Enquanto o mercado de energéticos segue em alta, especialistas alertam para riscos. A dependência excessiva de açúcares e ingredientes artificiais pode esbarrar em regulamentações mais rígidas, como a proposta da Anvisa de limitar em 25g por porção o teor de açúcar em bebidas não alcoólicas. Além disso, a pressão por embalagens sustentáveis — como latas 100% recicláveis ou garrafas biodegradáveis — já começa a moldar as estratégias das indústrias, que investem R$ 150 milhões este ano em P&D para reduzir o impacto ambiental. Para o campo brasileiro, a equação é clara: quanto mais o setor de energéticos crescer, mais dependente o agro ficará de sua demanda — e mais vulnerável estará a mudanças nos hábitos de consumo.

  • SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    SP e Mapa unem forças para transformar o agro paulista com inovação tecnológica

    Em um movimento estratégico para modernizar o agronegócio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA) formalizaram ontem (16/06) um Protocolo de Intenções com foco na inovação agropecuária. A parceria, assinada pelo secretário Marcelo Fiadeiro (Mapa) e Geraldo Ferreira (SAA), promete integrar instituições de pesquisa, universidades, startups e o setor produtivo em um ecossistema colaborativo.

    De São Paulo ao Vale do Silício: uma revolução no campo

    O acordo não se limita a articulações governamentais. Ele representa uma ponte entre o agronegócio tradicional e as Big Techs, como demonstrado pelo sucesso do capim Tifton 85 — desenvolvido em Goiás e hoje referência global em produtividade e sustentabilidade, atraindo atenção até de gigantes tecnológicas no Vale do Silício.

    O que muda para o produtor e o consumidor?

    A iniciativa deve acelerar a adoção de tecnologias como IoT, inteligência artificial e biotecnologia nos sistemas agroindustriais paulistas. Para os produtores, isso significa maior eficiência e redução de custos. Para os consumidores, produtos mais sustentáveis e rastreáveis. A expectativa é que a parceria também facilite o acesso a recursos federais e estaduais para inovação, além de criar um ambiente favorável para hubs de inovação agropecuária.

    Um passo além da governança tradicional

    Ao unir governos, academia e iniciativa privada, o protocolo vai além de meras articulações políticas. Ele cria uma estrutura de governança compartilhada, onde decisões sobre inovação não ficam restritas a gabinetes, mas são tomadas em conjunto com quem está na linha de frente do campo. Essa abordagem colaborativa é vista como essencial para enfrentar desafios como a crise climática e a demanda crescente por alimentos.