Zé Neto revela luta contra depressão e síndrome do pânico: ‘Três anos para levantar da cama’

O cantor sertanejo Zé Neto, da icônica dupla com Cristiano, usou a participação no *Domingão com Huck* no último domingo (24) para compartilhar um capítulo doloroso de sua vida: os três anos de sofrimento silencioso contra a depressão e a síndrome do pânico. Aos 31 anos, ele confessou que a rotina exaustiva de turnês e shows agravou seu quadro mental, levando-o a um colapso que quase o tirou do palco — e, em alguns momentos, da cama.

O peso da fama e o preço da saúde mental

Zé Neto admitiu que a pressão para manter uma imagem de força — comum no universo sertanejo — contribuiu para esconder sua luta. “Eu cheguei a um ponto que nem levantar da cama era fácil”, revelou. O uso indiscriminado de medicamentos controlados, álcool e tabaco se tornou uma válvula de escape temporária, mas agravou ainda mais seu estado físico e emocional. A decisão de se afastar dos palcos, mesmo que breve, foi um divisor de águas: mesmo que doloroso, foi o primeiro passo para buscar ajuda profissional e recomeçar.

Um recado necessário para fãs e artistas

O relato de Zé Neto chega num momento em que a discussão sobre saúde mental na música sertaneja ganha cada vez mais espaço. Artistas como ele, acostumados a turnês exaustivas e expectativas altas do público, muitas vezes carregam sozinhos o fardo da fama. “Muitos colegas meus passam pelo mesmo, mas ninguém fala”, desabafou. Sua coragem em expor a vulnerabilidade pode abrir portas para que outros músicos — especialmente os sertanejos — se sintam menos sozinhos e mais incentivados a procurar tratamento.

A volta por cima: o que vem agora?

Apesar do período sombrio, Zé Neto garante que hoje está em recuperação ativa, com acompanhamento psicológico e mudança de hábitos. “Não é fácil, mas agora eu entendo que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar da voz”, afirmou. A dupla com Cristiano segue com compromissos, mas a prioridade agora é a saúde. Para os fãs, a mensagem é clara: a força não está em esconder as dores, mas em enfrentá-las de cabeça erguida.

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