Ana Castela e Cesar Rincon em polêmica por caça de 124 javalis: o que a lei diz sobre o controle da espécie?

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O nome da cantora Ana Castela voltou a dominar os trending topics no fim de semana de 21 e 22 de junho de 2026, mas desta vez por conta de uma polêmica envolvendo seu atual affair, o influenciador digital Cesar Rincon. O motivo? Um vídeo publicado por Rincon que mostrava sua participação em uma ação de caça e abate de javalis, encerrada com a marca de 124 animais mortos em um único dia.

O que diz a legenda do vídeo?

Na publicação, Rincon escreveu: “Dia finalizado com 124 abates! Sem caçada noturna!”. A frase, que parecia comemorar a façanha, rapidamente dividiu opiniões nas redes sociais, extrapolando o universo do entretenimento e adentrando em discussões sobre meio ambiente, legislação e controle de espécies invasoras.

Javalis no Brasil: uma espécie que precisa ser controlada?

O javali (Sus scrofa) é considerado uma espécie invasora no Brasil, com população crescente e impactos significativos. Segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a proliferação descontrolada do animal tem causado prejuízos de R$ 4 bilhões por ano ao agronegócio e ao meio ambiente, especialmente em regiões produtoras de grãos e pecuária. Os javalis destroem lavouras, competem com animais nativos e transmitem doenças.

Caça de javalis: o que a lei permite?

A prática da caça de javalis no Brasil é regulamentada pelo Decreto Federal 6.514/2008 e pela Instrução Normativa Ibama 03/2013, que autorizam o abate somente sob autorização prévia e em áreas onde a espécie tenha causado danos comprovados. Além disso, a caça deve ser realizada por caçadores profissionais registrados e em horários específicos, proibindo-se a caça noturna.

No caso do vídeo de Rincon, a ausência de menção a autorizações oficiais e a comemoração de um número alto de abates em um curto período levantam questionamentos sobre a legalidade e a ética da prática. A publicação também não deixou claro se a ação foi realizada em uma propriedade autorizada ou se houve fiscalização adequada.

Repercussão nas redes: entre apoiadores e críticos

A polêmica ganhou ainda mais força após Ana Castela ser mencionada nos comentários da publicação, com usuários divididos entre aqueles que defendem a prática como necessária para o controle populacional e outros que a classificam como crueldade animal e desrespeito à legislação. Alguns internautas chegaram a questionar se o casal estaria normalizando a violência contra os animais.

O que esperar agora?

Enquanto a discussão ganha força nas redes, especialistas em meio ambiente e direito ambiental já sinalizam que o caso pode gerar novas fiscalizações e debates no Congresso Nacional sobre a regulamentação da caça no Brasil. Além disso, a repercussão negativa pode afetar a imagem de ambos os influenciadores, especialmente em um contexto de crescente cobrança por práticas mais sustentáveis e éticas por parte de celebridades.

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