Desde a última semana, usuários de Android passaram a ter uma nova camada de proteção contra roubos. O recurso, chamado informalmente de “Modo Ladrão”, usa inteligência artificial e sensores do celular para detectar movimentos suspeitos — como tentativas de desbloqueio forçado ou saída rápida da mão do usuário — e bloquear o dispositivo automaticamente, mesmo offline.
Dispositivos compatíveis e requisitos técnicos
O ‘Modo Ladrão’ já está disponível em aparelhos de fabricantes como Samsung, Motorola e Xiaomi, mas não é um recurso nativo do Android. Ele depende de uma combinação entre o sistema operacional — que precisa ser o Android 15 ou superior — e a implementação personalizada de cada marca. Em testes recentes, o recurso demonstrou eficiência em bloquear a tela em até 2 segundos após detectar um movimento brusco, além de inutilizar o aparelho para uso sem autenticação biométrica.
Passo a passo para ativar a proteção (funcional em 3/7/2026)
O processo varia levemente entre as marcas, mas segue um padrão semelhante. Veja como ativar o recurso hoje:
- 1. Acesse Configurações → “Segurança” ou “Privacidade e segurança”;
- 2. Busque por “Proteção contra roubo” ou “Serviços do Google” (dependendo do fabricante);
- 3. Ative as opções:
- “Detecção de movimento suspeito”;
- “Bloqueio automático em caso de roubo”;
- “Exigir biometria para desbloqueio”.
- 4. Teste o recurso movendo o celular rapidamente para garantir que o bloqueio ocorre como esperado.
Dica: Em dispositivos Samsung, o recurso pode ser encontrado em Configurações > Biometria e segurança > Outras configurações de segurança > Proteção contra roubos. Já na Motorola, ele está em Segurança > Avançado > Proteção do dispositivo.
Limitações e o que esperar
Embora promissor, o ‘Modo Ladrão’ não é infalível. Ele depende da bateria do celular — se o aparelho estiver com menos de 20% de carga, o recurso pode não ser ativado. Além disso, em modelos mais antigos (Android abaixo da versão 15), apenas funcionalidades básicas estarão disponíveis, como o bloqueio remoto via Find My Device.
Especialistas em segurança digital avaliam que a medida é um avanço, mas destacam a importância de combiná-la com outras práticas, como senhas fortes e autenticação em duas etapas. “O recurso reduz o risco, mas não substitui a prevenção”, afirma o analista de TI Rafael Mendes.

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