Autor: Roberto Neves

  • Advogado é multado em R$ 32,8 mil por tentar manipular IA do Judiciário com comandos ocultos

    Advogado é multado em R$ 32,8 mil por tentar manipular IA do Judiciário com comandos ocultos

    Na última segunda-feira, 22 de junho de 2026, o juiz Phillipe Guimarães, da 5ª Vara Mista de Sousa (PB), aplicou uma multa de R$ 32,8 mil a um advogado não identificado por usar uma tática controversa em um recurso judicial: a injecção de comandos ocultos — técnica conhecida como *prompt injection*.

    Manipulação de sistemas de IA foi classificada como fraude

    A estratégia consistia em inserir trechos no documento que direcionavam algoritmos de inteligência artificial utilizados pelo Judiciário, como trechos que diziam “ignore a imparcialidade” ou que a petição seria um “teste para verificar se o juiz usa apenas IA nas decisões”. Segundo a sentença, o objetivo era distorcer o funcionamento das ferramentas, que auxiliam na triagem e análise de processos.

    Casos como este levantam debates sobre ética e fiscalização da IA no Direito

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) encaminhou o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB) e ao Ministério Público Estadual para apuração de possíveis infrações disciplinares e penais. A decisão reforça a necessidade de regulamentação sobre o uso de tecnologias emergentes no sistema judiciário, especialmente em um contexto onde a IA já é amplamente adotada para agilizar — mas não substituir — a análise humana de processos.

    A multa, além de punir a conduta, serve como alerta para outros profissionais que possam tentar explorar vulnerabilidades em sistemas automatizados. Especialistas em tecnologia jurídica destacam que, embora a IA traga eficiência, sua manipulação representa um risco à transparência e à justiça.

  • Frentes frias intensificam chuvas no Sul e avançam pelo país: INMET alerta para instabilidade até o final de junho

    Frentes frias intensificam chuvas no Sul e avançam pelo país: INMET alerta para instabilidade até o final de junho

    Frentes frias dominam o clima e trazem precipitações desiguais

    O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta para a formação de um sistema frontal nesta segunda-feira (22 de junho de 2026), que deve reorganizar o padrão de chuvas no país ao longo da semana. As precipitações, embora passageiras, prometem ser intensas em pontos do Sul do Brasil e do Mato Grosso do Sul, onde os volumes acumulados podem superar a média histórica para o período. Segundo o modelo numérico do órgão, a instabilidade começa ainda hoje, com maior concentração de chuvas entre terça (23) e quarta-feira (24), quando o fenômeno deve avançar para São Paulo, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais.

    Sistema frontal derruba temperaturas e afeta a Amazônia

    A frente fria não trará apenas chuvas: a queda nas temperaturas deve ser notável, especialmente no sudoeste da Amazônia, onde as máximas devem cair até 5°C abaixo da média. Nas demais regiões do Norte, a instabilidade permanecerá, com pancadas isoladas impulsionadas pela combinação de calor e umidade. Em Goiás, a previsão indica que o sistema deve atingir o sul do estado a partir de quarta-feira (24), enquanto em Mato Grosso, Rondônia e Acre, a chuva deve se estender até o final da semana.

    Pecuária pode se beneficiar temporariamente com as chuvas

    Para o setor agropecuário, as precipitações representam um alívio pontual em meio à estiagem que afeta várias regiões. Técnicas como a Terminação Intensiva de Pastagem (TIP) ganham destaque como estratégia para otimizar a produção durante períodos de seca, reduzindo a dependência de chuvas regulares. Produtores de Mato Grosso do Sul e do Sul do país podem se beneficiar com a recuperação temporária dos pastos, embora os volumes de chuva projetados não sejam suficientes para reverter deficits hídricos prolongados.

    Impactos regionais e recomendações

    Os estados mais afetados pelas chuvas intensas — Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul — devem monitorar alertas de inundações repentinas e deslizamentos, especialmente em áreas urbanas e de encostas. Em São Paulo e Minas Gerais, as precipitações podem atrapalhar colheitas sensíveis à umidade, como o café e a cana-de-açúcar. Já no Amazonas, a combinação de chuvas e queda de temperatura pode representar riscos para a saúde, com aumento de doenças respiratórias.

  • Frente fria derruba temperaturas e despeja até 70 mm de chuva em 7 dias: INMET alerta para instabilidades em GO e mais 10 estados

    Frente fria derruba temperaturas e despeja até 70 mm de chuva em 7 dias: INMET alerta para instabilidades em GO e mais 10 estados

    A partir de hoje, segunda-feira (22 de junho de 2026), uma frente fria começa a remodelar o clima no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). O sistema, que avança sobre o território nacional, promete não apenas chuvas volumosas — com acumulados de até 70 mm até o dia 29 de junho — mas também uma queda significativa nas temperaturas, associada à chegada de uma massa de ar polar.

    Chuva forte e temperaturas em queda: veja onde o tempo muda primeiro

    As primeiras instabilidades já são esperadas para hoje, especialmente em áreas do Sul do país e Mato Grosso do Sul, onde pancadas rápidas e localizadas podem causar transtornos em cidades como Porto Alegre, Florianópolis e Campo Grande. A partir de amanhã (23), o sistema avança para São Paulo, com previsão de chuvas intensas e ventos fortes no litoral e interior do estado.

    Sudeste e Centro-Oeste na rota da instabilidade

    Entre quarta-feira (24) e o fim da semana, a frente fria deve atingir Minas Gerais, Rio de Janeiro, sul de Goiás e partes de Mato Grosso. Nesses locais, além das chuvas — que podem superar 50 mm em 24 horas —, a temperatura deve cair entre 5°C e 8°C, com sensação térmica ainda mais baixa devido à umidade. Em Rondônia, Acre e sudoeste do Amazonas, o fenômeno também trará precipitações, embora com menor intensidade.

    Impactos esperados: alagamentos, queda de energia e riscos para agricultura

    Os volumes de chuva anunciados pelo INMET já são suficientes para causar alagamentos em áreas urbanas, especialmente em cidades com sistema de drenagem defasado. Além disso, a combinação de ventos fortes e solo encharcado pode derrubar árvores e postes, aumentando os riscos de quedas de energia. Para a agricultura, os excessos hídricos são preocupantes em culturas como café e cana-de-açúcar, principalmente em Minas Gerais e São Paulo.

    Norte do país: chuva limitada, mas frio se espalha

    No Norte do Brasil, as chuvas devem se concentrar no norte do Amazonas e Roraima, com volumes menos expressivos. No entanto, a massa de ar frio avançará até a região, reduzindo as temperaturas mínimas em até 4°C em cidades como Manaus e Boa Vista.

    A partir de sábado (27), o sistema começa a perder força, mas os efeitos da massa de ar frio devem persistir até o início de julho, mantendo as temperaturas abaixo da média em grande parte do território nacional.

  • Renault Megane E-Tech 2027 estreia com visual agressivo e autonomia de 499 km: será o suficiente para brigar com BYD e chineses?

    Renault Megane E-Tech 2027 estreia com visual agressivo e autonomia de 499 km: será o suficiente para brigar com BYD e chineses?

    Um visual inspirado nos novos Captur e Symbioz

    Na Europa, a Renault apresentou a primeira grande atualização do Renault Megane E-Tech 2027, abandonando as linhas arredondadas da dianteira para adotar um design mais agressivo, alinhado ao novo estilo dos modelos Captur e Symbioz. Os faróis afilados e as entradas de ar remodeladas entregam uma identidade visual renovada, mas a principal mudança está sob o capô — ou melhor, sob o assoalho.

    Autonomia saltou para 499 km com nova bateria LFP de 67 kWh

    A grande evolução técnica chega na bateria. O Megane E-Tech 2027 abandona o pacote de 60 kWh e estreia uma unidade de fosfato de ferro-lítio (LFP) de 67 kWh, que eleva o alcance para até 499 km no ciclo WLTP. Para quem busca recargas rápidas, o sistema agora atinge 80% de carga em apenas 24 minutos, uma melhoria significativa frente à concorrência.

    Tecnologia embarcada: Google Gemini e reconhecimento biométrico

    No interior, o hatch médio recebe o sistema OpenR Link atualizado, com integração ao Google Gemini para comandos de voz avançados e reconhecimento biométrico. O pacote ADAS (sistemas avançados de assistência à direção) foi reforçado, e a suspensão foi recalibrada para compensar o peso adicional da nova bateria, garantindo conforto sem perder estabilidade.

    No Brasil por R$ 279.990: como o Megane E-Tech 2027 se posiciona?

    No mercado brasileiro, o Renault Megane E-Tech 2027 chega com preço de R$ 279.990, competindo diretamente com o BYD Yuan Plus (R$ 269.990). A principal vantagem da atualização é a autonomia estendida, que pode atrair consumidores cansados de modelos com alcance limitado. No entanto, a batalha contra os elétricos chineses — cada vez mais populares — dependerá não apenas de números, mas também de preço, infraestrutura de recarga e confiabilidade a longo prazo.

  • Opera garante suporte ao uBlock Origin a longo prazo, enquanto Chrome abandona adblocks poderosos

    Opera garante suporte ao uBlock Origin a longo prazo, enquanto Chrome abandona adblocks poderosos

    O Opera está se posicionando como uma alternativa para usuários que dependem de extensões poderosas de bloqueio de anúncios, como o uBlock Origin, após o Google anunciar o fim do suporte ao Manifest V2 no Chrome. A decisão do Chrome, que migrará para o Manifest V3, limita a capacidade de extensões como o uBlock Origin de operarem com a mesma eficácia, devido a restrições técnicas impostas pela nova política.

    Opera mantém porta aberta para adblocks, enquanto Chrome fecha a sua

    Em comunicado oficial, o especialista em privacidade da Opera, Michael Tegos, afirmou que a empresa manterá a compatibilidade com as extensões do Manifest V2 enquanto houver demanda e recursos técnicos para isso. “Nosso objetivo é oferecer aos usuários a liberdade de escolher as ferramentas que melhor atendem às suas necessidades”, declarou Tegos. A postura contrasta diretamente com a do Chrome, que está eliminando gradualmente o suporte ao Manifest V2, forçando desenvolvedores a adaptarem suas extensões ou enfrentarem o desuso.

    Manifest V3: o calcanhar de Aquiles dos bloqueadores de anúncios

    O Manifest V3, padrão do Chrome a partir de 2024, impõe limitações significativas aos bloqueadores de anúncios. Ao contrário do Manifest V2, que permitia que extensões como o uBlock Origin analisassem e bloqueassem requisições de rede em tempo real, o V3 restringe essa capacidade a um modelo mais rígido e menos flexível. Isso torna impossível replicar funcionalidades avançadas, como filtros dinâmicos ou bloqueio seletivo de elementos, o que reduz drasticamente a eficácia dos adblocks.

    Consequências para usuários e desenvolvedores

    Para os usuários, a mudança no Chrome pode significar uma experiência de navegação mais lenta e repleta de anúncios, especialmente em sites que dependem de rastreamento agressivo. Já para os desenvolvedores de extensões, a transição para o Manifest V3 representa um desafio técnico considerável, obrigando muitos a optarem por soluções mais simples ou abandonarem projetos como o uBlock Origin. O Opera, ao contrário, oferece uma válvula de escape temporária para quem não quer abrir mão de ferramentas poderosas de bloqueio de anúncios.

    O que esperar daqui para frente?

    Ainda não está claro por quanto tempo o Opera conseguirá manter o suporte ao Manifest V2. A pressão da comunidade de usuários e a demanda por privacidade podem estender esse período, mas a tendência global é a migração para o Manifest V3. Enquanto isso, o uBlock Origin e outros adblocks avançados enfrentam um futuro incerto no ecossistema Chrome, mas encontram um refúgio temporário no Opera — pelo menos até que a empresa também adote o novo padrão.

  • Brasil reforça liderança em agropecuária sustentável em fórum estratégico na União Europeia

    Brasil reforça liderança em agropecuária sustentável em fórum estratégico na União Europeia

    A poucos dias do encerramento do calendário oficial do primeiro semestre de 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforçou, em solo europeu, o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e a inovação no setor agropecuário. Entre 16 e 18 de junho, representantes da pasta participaram do evento final do AL-INVEST Verde, plataforma financiada pela União Europeia com €47,5 milhões e voltada ao desenvolvimento sustentável em 15 países da América Latina e Caribe.

    Um palco para a diplomacia agroambiental

    O SQUARE Brussels Meeting Centre, na Bélgica, foi o cenário onde o Brasil dialogou diretamente com as principais lideranças europeias sobre segurança alimentar, comércio verde e fortalecimento institucional. Sibelle Andrade, assessora especial do ministro André de Paula, integrou a sessão inaugural ao lado de Félix Fernández-Shaw, diretor para América Latina da Comissão Europeia, e do embaixador brasileiro Pedro Miguel da Costa e Silva, sinalizando a relevância estratégica do tema para as relações birregionais.

    O que está em jogo para o agronegócio brasileiro

    O AL-INVEST Verde não é apenas um programa de cooperação: é um laboratório de políticas públicas que pode moldar o futuro do comércio internacional de commodities. Ao apresentar iniciativas como a rastreabilidade de cadeias produtivas e a adoção de tecnologias de baixo carbono, o Mapa alinha o Brasil às exigências cada vez mais rígidas do mercado europeu — um movimento que, se bem executado, pode abrir portas para novos acordos comerciais e reduzir barreiras tarifárias. A participação brasileira nesse fórum, entretanto, não se limita à agenda ambiental: trata-se de uma estratégia para garantir que o país não fique à margem das transformações globais em curso.

    O timing não é coincidência

    Em um momento em que a União Europeia debate a implementação do Regulamento de Desmatamento (EUDR), que entrará em vigor em dezembro de 2026, a presença brasileira em Bruxelas assume contornos ainda mais críticos. A agenda discutida no evento — que incluiu debates sobre inovação tecnológica e acesso a mercados — é diretamente ligada às demandas europeias por transparência e sustentabilidade, colocando o Brasil como peça-chave em um tabuleiro onde as regras do jogo estão sendo reescritas.

    Com a data-base de 22 de junho de 2026, o desdobramento dessas discussões pode ter impactos concretos já nos próximos meses, especialmente se o país conseguir converter as intenções apresentadas em Bruxelas em ações verificáveis no campo e nas exportações.

  • JBS domina 45,6% do mercado de hambúrguer no Brasil e acelera estratégia premium

    JBS domina 45,6% do mercado de hambúrguer no Brasil e acelera estratégia premium

    Consolidação de um império alimentício

    Em um movimento que reforça sua dominância no setor de proteínas, a JBS alcançou 45,6% de participação no mercado brasileiro de hambúrgueres, segundo dados da NielsenIQ. A conquista é resultado da estratégia agressiva da empresa, que unifica sob sua égide marcas históricas como Seara e Friboi — aliás, as mesmas que há décadas ditam as regras nas gôndolas dos supermercados brasileiros.

    O cenário é ainda mais impressionante quando se considera que, em 2026, o hambúrguer já está consolidado como um item corriqueiro em mais de 70% dos lares do país. Segundo a Kantar, o Brasil consome, em média, 174 mil hambúrgueres por semana, uma prova de que o produto deixou de ser apenas um lanche rápido para se tornar uma proteína central na dieta nacional.

    Premiumização como trunfo da JBS

    A empresa não se contenta com a liderança quantitativa. Observando a tendência de consumo, a JBS tem investido pesado na chamada ‘premiumização’ do segmento, elevando o padrão de suas linhas com cortes mais nobres, embalagens atrativas e apelos de qualidade superior. Essa movimentação não é casual: reflete uma mudança comportamental do consumidor brasileiro, que, mesmo em tempos de inflação controlada, busca alternativas acessíveis, porém com maior valor agregado.

    O mercado, que cresce 5% ao ano em volume e 7% em valor segundo a NielsenIQ, sinaliza que a estratégia da JBS pode render dividendos ainda maiores. Afinal, em um setor cada vez mais competitivo, dominar quase metade do bolo é apenas o começo — especialmente quando o bolo está crescendo.

  • Governo adota E32 a partir desta quarta-feira: etanol ganha espaço e reduz importação de gasolina

    Governo adota E32 a partir desta quarta-feira: etanol ganha espaço e reduz importação de gasolina

    Mistura de etanol sobe de 30% para 32% a partir de quarta-feira (24/06)

    O governo federal confirmou, em anúncio feito no último sábado (20/06) por Geraldo Alckmin, a adoção do E32 — mistura de 32% de etanol anidro na gasolina — a partir desta quarta-feira, 24 de junho de 2026. A decisão, antecipada em relação à previsão inicial do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marca um passo estratégico para o setor de biocombustíveis e para a economia brasileira.

    Impactos econômicos e ambientais da medida

    Segundo o governo, a implementação do E32 pode reduzir em até 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina, reduzindo a pressão sobre as reservas cambiais e aliviando a balança comercial. Além disso, a medida promete diminuir as emissões de CO₂, alinhando-se a compromissos de transição energética, e fortalecer a competitividade do setor sucroenergético, incluindo a produção de etanol de milho.

    Setor sucroenergético comemora antecipação

    A decisão, que já era aguardada pelo setor, ganha destaque em um momento de estiagem prolongada, que afeta a safra de cana-de-açúcar. O aumento da demanda por etanol — agora com maior participação na gasolina — pode impulsionar a produção nacional, reduzindo custos para o consumidor final e incentivando investimentos em tecnologia e inovação no campo.

    Para especialistas, a medida também reforça a matriz energética brasileira, menos dependente de combustíveis fósseis importados, e sinaliza um compromisso com a sustentabilidade em um cenário global de transição energética.

  • Renault Megane E-Tech 2026: a francesa repagina o elétrico com DNA do Clio e mira o Brasil

    Renault Megane E-Tech 2026: a francesa repagina o elétrico com DNA do Clio e mira o Brasil

    Mudanças discretas, impacto estratégico

    Cinco anos após o lançamento do Megane E-Tech — primeiro elétrico de volume da Renault — a marca francesa apresenta uma atualização de 2026 que, embora pontual, carrega um recado claro: a busca por uma identidade mais atual e competitiva. As alterações no para-choque dianteiro não são revolucionárias, mas refletem a adoção de um design retilíneo, já visto nos recentes SUVs Austral e Scenic e no hatch Clio, com grade proeminente e destaque reduzido para o losango da Renault.

    O que muda na prática?

    A nova assinatura luminosa — composta por dois conjuntos de quatro LEDs empilhados em cada lado do para-choque — substitui o antigo *DRL* (luzes diurnas), herdado dos Peugeot. Além disso, a falsa grade em preto brilhante, que agora integra pequenas aberturas, reforça a linguagem minimalista e futurista do modelo. Internamente, a Renault promete melhorias em conectividade e autonomia, embora ainda não tenha divulgado números específicos. A estratégia, no entanto, parece clara: simplificar a frente para ganhar apelo visual sem perder a essência elétrica.

    Por que isso importa para o Brasil?

    O Megane E-Tech sempre foi um carro de nicho por aqui, mas a concorrência chinesa — com modelos como o BYD Dolphin e o MG4 — está dominando o segmento de elétricos compactos. A Renault, que recentemente anunciou planos de investir R$ 10 bilhões no Brasil até 2030, parece apostar no reposicionamento do modelo para atrair consumidores que buscam tecnologia a preços mais acessíveis. A pergunta que fica é: essa repaginada será suficiente para tirar o Megane E-Tech do ostracismo no mercado nacional?

    O legado do Megane E-Tech

    Lançado em meados de 2021 na Europa, o Megane E-Tech se destacou pela inovação: maçanetas retráteis, LEDs dinâmicos ao destravar o carro e uma carroceria que misturava elementos de hatchback e SUV. Agora, com a atualização de 2026, a Renault tenta equilibrar tradição e modernidade, mas o desafio é grande. Afinal, em um mercado cada vez mais disputado, a diferenciação exige mais do que uma cara nova: exige uma proposta de valor irresistível.

  • Google Takeout ou upload manual: aprenda a migrar fotos do Google Fotos para o iCloud sem perder dados

    Google Takeout ou upload manual: aprenda a migrar fotos do Google Fotos para o iCloud sem perder dados

    Por que migrar suas fotos? Nem sempre a nuvem é sinônimo de liberdade

    Em 2026, com o crescimento contínuo das assinaturas de armazenamento em nuvem — especialmente entre usuários Apple e Google — muitos consumidores buscam centralizar suas mídias em um único ecossistema. No entanto, transferir fotos do Google Fotos para o iCloud não é apenas uma questão de clicar e arrastar: envolve preservação de metadados, organização automática e, principalmente, a decisão sobre o que fazer com os arquivos originais. A plataforma oficial do Google, Google Takeout, oferece uma solução automatizada, mas requer configurações específicas para evitar duplicidades ou perda de informações.

    Google Takeout: a ponte entre Google e Apple na nuvem

    O Google Takeout é a ferramenta nativa do Google para exportar dados, incluindo fotos, vídeos e álbuns do Google Fotos. Para usá-lo, basta acessar o endereço takeout.google.com no navegador (celular ou computador) e fazer login na Conta Google vinculada às suas fotos. Na tela inicial, selecione Google Fotos e escolha o formato de arquivo (recomendado: ZIP ou TGZ).

    A exportação pode levar horas, dependendo do tamanho da biblioteca, e o Google enviará um link para download via e-mail quando concluída. Após baixar o arquivo, descompacte-o e localize a pasta com suas imagens. Nesse ponto, você tem duas opções:

    • Upload direto para o iCloud via navegador: Acesse o iCloud Photos e arraste os arquivos para a pasta desejada. O iCloud organiza automaticamente por data e localização, desde que os metadados estejam preservados no processo.
    • Sincronização via app iCloud no Windows: Se você usa um PC com Windows, instale o aplicativo iCloud e ative a opção Fotos. Assim, os arquivos são enviados automaticamente para a nuvem da Apple ao serem copiados para a pasta iCloud Photos no explorador de arquivos.

    Importante: As fotos originais no Google Fotos permanecerão intactas após a exportação. Para liberar espaço, você deve excluí-las manualmente na plataforma de origem ou configurar a remoção automática após transferência no Takeout — uma opção que, no entanto, pode ser arriscada se não houver backup paralelo.

    Upload manual: a alternativa para quem prefere controle total

    Para quem não confia em processos automatizados ou possui uma biblioteca pequena (até 50 GB), o método manual pode ser mais seguro. Siga os passos:

    1. Baixe suas fotos do Google Fotos:
      • Acesse o app Google Fotos no celular ou site no computador.
      • Selecione Fotos > Selecionar > Download (as imagens serão salvas em alta resolução, sem perda de qualidade).
    2. Envie para o iCloud:
      • No iPhone/iPad: Use o app Arquivos para mover as fotos para a pasta iCloud Drive.
      • No Mac: Arraste os arquivos para a pasta iCloud Photos no Finder.
      • No Windows: Salve as fotos na pasta iCloud Photos do explorador de arquivos e aguarde a sincronização.
    3. Verifique a importação: Abra o app Fotos no iPhone/Mac ou acesse iCloud.com para confirmar que as imagens foram carregadas corretamente.

    Esse método permite que você filtre quais fotos migrar, mas exige mais tempo e espaço de armazenamento local temporário. Além disso, metadados como localização podem ser perdidos se as imagens forem editadas antes do upload.

    E se minhas fotos já estiverem no iPhone? Sincronização direta é possível

    Caso suas fotos estejam armazenadas localmente no iPhone (por exemplo, via câmera ou apps de terceiros), a transferência para o iCloud é automática se a opção Fotos do iCloud estiver ativada em Ajustes > [Seu nome] > iCloud > Fotos. Nesse caso, não é necessário usar o Google Takeout ou upload manual: basta aguardar a sincronização.

    Atenção: Se você usa um Android, essa opção não se aplica. Nesses dispositivos, as fotos precisam ser transferidas para um computador ou serviço intermediário (como Google Drive) antes de serem enviadas ao iCloud.

    O que fazer após a migração? Dicas para evitar dores de cabeça

    Após concluir a transferência, considere estas práticas:

    • Exclua duplicatas: Use ferramentas como o app Fotos do iPhone (seção Álbuns > Duplicadas) para remover imagens idênticas.
    • Revise os metadados: Aplicativos como Exif Viewer (iOS) ou Adobe Lightroom ajudam a verificar se dados como data, local e câmera foram mantidos.
    • Ative o backup automático: No iCloud, vá em Ajustes > [Seu nome] > iCloud > Backup do iPhone para garantir que novas fotos sejam salvas automaticamente.
    • Monitore o armazenamento: O iCloud oferece apenas 5 GB gratuitos. Para bibliotecas maiores, avalie planos a partir de R$ 3,50/mês (50 GB) ou R$ 17/mês (200 GB).