Autor: Roberto Neves

  • GAFFFF 2026 expande fronteiras: Mato Grosso e São Paulo sediam maior festival agro global em julho e outubro

    GAFFFF 2026 expande fronteiras: Mato Grosso e São Paulo sediam maior festival agro global em julho e outubro

    Do centro urbano à fronteira agrícola: o GAFFFF chega ao coração do agro brasileiro

    Pela primeira vez em sua trajetória, o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) — maior festival de cultura agro do mundo — desembarcará em Sorriso (MT), entre os dias 23 e 26 de julho de 2026. A escolha da Capital Nacional do Agronegócio marca um movimento estratégico: levar o evento para além dos grandes centros urbanos, diretamente ao território onde a produção agropecuária brasileira acontece em escala industrial. Em outubro, o festival retornará ao Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 1º e 2, consolidando sua terceira edição na cidade.

    Conexão global, impacto local: como o GAFFFF redefine o ecossistema agro

    Criado pela DATAGRO, consultoria agroindustrial com atuação em mais de 50 países, o GAFFFF já reuniu mais de 50 mil participantes em suas edições paulistas, transformando-se em uma plataforma internacional de conteúdo, relacionamento e negócios. Ao incluir Mato Grosso — estado que responde por cerca de 10% da produção agrícola brasileira — o festival aproxima investidores, produtores rurais e tecnólogos de duas das regiões mais dinâmicas do agronegócio nacional. A expectativa é superar 40 mil visitantes nas duas edições de 2026.

    Mais do que um festival: um hub de inovação para o futuro do agro

    O GAFFFF não se limita a palestras ou feiras: é um laboratório vivo que debate desde a agricultura de precisão até mercados internacionais. Ao integrar Sorriso e São Paulo, o evento reforça sua posição como ponte entre a produção rural e as soluções globais, atraindo desde pequenos produtores até gigantes do setor. Em 2026, o desafio será transformar a experiência em resultados tangíveis para um setor que, segundo projeções da DATAGRO, deve movimentar R$ 2,5 trilhões no Brasil.

    O que esperar das edições 2026

    A edição mato-grossense promete destacar a agricultura tropical e a logística de fronteira, enquanto a volta a São Paulo — tradicionalmente um polo de negócios — será marcada por painéis sobre sustentabilidade, crédito rural e transformação digital. Com patrocínios de peso e parcerias com entidades como a Soybean Innovation Lab e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o GAFFFF 2026 se prepara para ser o maior encontro agro do mundo — não apenas em público, mas em impacto.

  • Porsche abandona meta de 400 mil carros para priorizar lucro e corta metade da produção

    Porsche abandona meta de 400 mil carros para priorizar lucro e corta metade da produção

    Fim de uma era de expansão agressiva

    A Porsche rompe com seu legado de crescimento desenfreado ao abandonar a meta histórica de 400 mil unidades anuais — estabelecida pela gestão anterior — e reduzir sua produção global para 200 mil veículos. A virada estratégica, anunciada nesta sexta-feira (29/05/2026), sinaliza um recuo tático para priorizar a saúde financeira da empresa, cuja margem operacional despencou nos últimos trimestres.

    Crise de vendas e elétricos em xeque

    A decisão da diretoria, liderada pelo novo presidente executivo Michael Leiters, é uma resposta direta à queda vertiginosa nas vendas nos dois maiores mercados da marca: Estados Unidos e China. Além disso, a linha de veículos elétricos da Porsche — até então apresentada como o futuro da empresa — vem registrando desempenho comercial aquém das expectativas, agravando a pressão por resultados.

    Reforma corporativa: cortes profundos e reestruturação radical

    O pacote de medidas inclui demissões em massa, com potencial eliminação de até 25% dos postos de trabalho no centro de desenvolvimento de Weissach, além da fusão de departamentos e revisão da estrutura de vendas globais. A Porsche busca recuperar margens operacionais entre 10% e 15%, patamar que a gestão atual considera insustentável com o modelo atual de volume excessivo e custos elevados.

    Consequências e sinais do mercado

    Analistas do setor automotivo veem a reestruturação como um reflexo de um setor em transformação, onde a busca por rentabilidade supera a obsessão por vendas brutas. A medida pode pressionar fornecedores e impactar a cadeia de produção na Alemanha, mas também envia um sinal claro aos acionistas: a Porsche, embora icônica, não está imune às leis do mercado.

  • Recuperação judicial dispara no Brasil: 2.466 empresas em crise batem recorde em 2025

    Recuperação judicial dispara no Brasil: 2.466 empresas em crise batem recorde em 2025

    O Brasil fechou 2025 com um recorde histórico na aplicação da recuperação judicial: 2.466 empresas ingressaram no processo de reestruturação, segundo dados da Serasa Experian. O número representa um salto expressivo na busca por instrumentos jurídicos para evitar a falência, em um cenário marcado por juros elevados, escassez de crédito e pressões inflacionárias sobre o caixa das companhias.

    Setores mais afetados: do agronegócio ao varejo

    O fenômeno não se limitou a um segmento. Serviços, comércio, indústria e, sobretudo, o agronegócio lideraram os pedidos, com um crescimento especialmente acentuado no campo. A combinação de custos de produção em alta, oscilações climáticas, endividamento crescente e dificuldades de acesso a financiamento expôs empresas rurais e urbanas a um mesmo risco: a insolvência.

    Grandes marcas recorrendo ao mecanismo

    O uso da recuperação judicial deixou de ser privilégio de pequenas e médias empresas. Gigantes como Americanas, Oi, Gol, Polishop, Tok&Stok, 123 Milhas, Subway, Starbucks no Brasil e Casa do Pão de Queijo também passaram pelo processo nos últimos anos. Para o advogado Antonio Frange Junior, do escritório Frange Advogados, esse movimento reflete uma ‘mudança de paradigma’ na cultura empresarial brasileira, onde a reestruturação é vista como alternativa estratégica — e não apenas como último recurso.

    2026 pode registrar novo recorde?

    Especialistas ouvidos pela reportagem indicam que o cenário de 2026 tende a repetir — ou até superar — os números de 2025. A manutenção de taxas de juros elevadas, a lenta recuperação do crédito e a fragilidade de cadeias produtivas sugerem que mais empresas buscarão a recuperação judicial como forma de preservar empregos, negócios e cadeias inteiras. O mecanismo, antes visto com estigma, ganha cada vez mais espaço como ferramenta de gestão de crises.

  • Ovos mais baratos em 4 anos: oferta equilibrada derruba preços mesmo com queda nas vendas

    Ovos mais baratos em 4 anos: oferta equilibrada derruba preços mesmo com queda nas vendas

    Preços recuam mesmo com estoques controlados

    Apesar da leve alta registrada na primeira quinzena de maio de 2026, os preços dos ovos não conseguiram sustentar uma recuperação significativa. Segundo dados do Cepea, a média mensal até o dia 27 apresentou queda em relação a abril nas principais regiões monitoradas, atingindo o menor patamar real para o período desde 2022.

    Demanda fraca e estratégias de comercialização

    A desaceleração nas vendas, observada a partir da segunda quinzena do mês, não foi suficiente para pressionar os preços devido à oferta equilibrada nas granjas. No entanto, descontos pontuais começaram a surgir em algumas regiões, com produtores reduzindo margens para garantir a liquidez dos estoques diante do encerramento de mês, tradicionalmente marcado por menor procura.

    Perspectivas para junho: quando a demanda deve reagir?

    Pesquisadores do Cepea indicam que a liquidez do produto só deve aumentar significativamente com a virada do mês, período em que a demanda costuma se recuperar. Até lá, a estratégia de preços baixos deve persistir, beneficiando consumidores, mas desafiando produtores em um cenário de margens já apertadas.

  • Stellantis ‘vaza’ imagem do futuro Jeep Renegade 2028: SUV quadrado pode chegar antes do previsto?

    Stellantis ‘vaza’ imagem do futuro Jeep Renegade 2028: SUV quadrado pode chegar antes do previsto?

    Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, a Stellantis — grupo que controla as marcas Jeep, Fiat e Peugeot — pode ter ‘revelado’ sem querer os contornos do que deve ser a próxima geração do Jeep Renegade. Em slides apresentados durante um evento corporativo, chamou atenção a imagem de um SUV com linhas retas e tom verde, fotografado de três quartos dianteiro. Sem quaisquer especificações técnicas ou identificação oficial, a foto levanta uma pergunta intrigante: seria esse o tão aguardado Renegade 2028?

    O modelo atual do Renegade, já considerado veterano no mercado de SUVs compactos, teve sua produção encerrada em várias regiões, mas ganhou nova vida confirmada para o final desta década. Originalmente, o plano estratégico da Stellantis — então liderada pelo ex-CEO Carlos Tavares e alinhada ao projeto DareForward — previa o lançamento do sucessor para 2027. No entanto, com a revisão do plano FaSTLAne 2030 e a nomeação de um novo comando executivo, a data parece estar em aberto.

    O que se sabe (e não se sabe) sobre o ‘novo’ Renegade

    Ainda não há registros oficiais ou flagras do veículo em testes públicos, mas a Stellantis já confirmou que o Renegade — ao lado do Compass e do Commander — terá sua nova geração focada na América do Sul. Isso sugere uma estratégia de regionalização, possivelmente adaptando o modelo a terrenos e necessidades locais, como já feito com modelos como o Fiat Strada.

    O design angular, por sua vez, caminha na contramão da tendência atual de SUVs com linhas fluidas e aerodinâmicas. Se confirmado, o Renegade 2028 pode apostar em um visual mais robusto e utilitário, alinhado à proposta off-road da marca Jeep. Resta saber se a Stellantis manterá a identidade visual ‘quadrada’ ou se a imagem vazada foi apenas um protótipo inicial.

    Por que a antecipação pode fazer sentido?

    A antecipação do lançamento — se de fato houver — não seria surpreendente. A Stellantis tem enfrentado pressão no segmento de SUVs compactos, especialmente na América do Sul, onde o Compass e o Renegade são pilares de vendas. Além disso, a concorrência está cada vez mais acirrada, com rivais como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta ganhando espaço no mercado.

    Outro ponto a considerar é a eletrificação. Embora não haja menções a motores híbridos ou elétricos na imagem vazada, a Stellantis vem acelerando sua transição energética. Se o Renegade 2028 chegar antes de 2027, ele poderia incorporar tecnologias mais recentes, como sistemas híbridos plug-in ou até mesmo versões 100% elétricas em mercados específicos.

    Próximos passos: o que esperar?

    A expectativa é que a Stellantis esclareça o ‘vazamento’ nos próximos meses, possivelmente durante um evento dedicado ao Jeep ou no Salão do Automóvel de São Paulo, tradicionalmente realizado no segundo semestre. Até lá, resta aos entusiastas analisar cada detalhe da imagem vazada e especular sobre o futuro do compacto mais aventureiro da Jeep.

    Uma coisa é certa: se o Renegade 2028 confirmar sua chegada antes de 2027, a marca estará sinalizando não apenas uma atualização de design, mas uma estratégia mais agressiva para reconquistar um segmento que já foi seu forte.

  • Ford Ranger elétrica fica para depois: baterias atuais não suportam demanda das picapes

    Ford Ranger elétrica fica para depois: baterias atuais não suportam demanda das picapes

    Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, a Ford revelou que desistiu temporariamente do projeto de uma Ranger elétrica, alegando limitações tecnológicas das baterias atuais. Segundo Mario Brandini, diretor de programa da plataforma T6, a capacidade de carga e reboque das picapes elétricas ainda não é compatível com as demandas do mercado.

    Baterias atuais não suportam o peso das picapes elétricas

    A decisão da Ford encerra anos de especulações sobre uma possível Ranger EV. A engenharia da plataforma T6, que também serve à Volkswagen Amarok, identificou que as baterias disponíveis hoje não oferecem autonomia suficiente nem resistência para o uso pesado exigido em picapes. Isso inclui tanto o transporte de cargas quanto o reboque de trailers, funções essenciais para o público-alvo desse tipo de veículo.

    Ford aposta na Ranger PHEV como alternativa no Brasil

    Como solução imediata, a Ford confirmou que trará ao Brasil a Ranger PHEV (híbrida plug-in). Essa versão combina um motor a combustão com um sistema elétrico, oferecendo maior eficiência sem abrir mão da capacidade de trabalho. A estratégia tenta equilibrar as demandas dos consumidores com as restrições tecnológicas atuais.

    Toyota avança com Hilux elétrica na Argentina

    Enquanto a Ford recua, a Toyota segue firme no desenvolvimento da Hilux elétrica, que já está em fase de produção na Argentina. A montadora japonesa aposta em um nicho de mercado que valoriza a mobilidade sustentável, mesmo que a autonomia e a infraestrutura de recarga ainda sejam desafios em áreas rurais — um problema compartilhado por todas as picapes elétricas.

    O que esperar do futuro das picapes elétricas?

    A decisão da Ford reflete um cenário em que a transição para o elétrico no segmento de picapes ainda enfrenta barreiras técnicas e práticas. Enquanto as montadoras buscam soluções, como baterias mais potentes ou sistemas híbridos, o mercado deve observar um crescimento gradual desse tipo de veículo, especialmente em regiões com infraestrutura de recarga desenvolvida. Até lá, as versões híbridas e movidas a combustão continuarão dominando o segmento.

  • Ordenha Brasil: Scot Consultoria mapeia fazendas leiteiras de alta performance para impulsionar eficiência no setor

    Ordenha Brasil: Scot Consultoria mapeia fazendas leiteiras de alta performance para impulsionar eficiência no setor

    A pecuária leiteira brasileira enfrenta um paradoxo: nunca produziu tanto, mas nunca as margens foram tão apertadas. Com custos operacionais em alta e demanda crescente por eficiência, o setor vive uma transformação silenciosa, onde a profissionalização deixou de ser um diferencial para se tornar questão de sobrevivência. Nesse cenário, o lançamento do Ordenha Brasil pela Scot Consultoria surge como uma resposta estratégica, inspirada no sucesso do Confina Brasil, mas agora voltada para o segmento de alta performance leiteira.

    Diagnóstico profundo para um setor em transição

    O projeto, apresentado publicamente no dia 28 de maio de 2026 durante evento da MSD Saúde Animal em Atibaia (SP), tem como missão percorrer grandes fazendas leiteiras do país — aquelas com produção superior a 15 mil litros diários — para coletar indicadores produtivos, financeiros, operacionais e tecnológicos. A iniciativa busca construir um retrato inédito daquilo que, até então, o setor não possuía: benchmarks precisos e referências concretas para orientar produtores na tomada de decisão.

    Do diagnóstico à ação: como os dados podem redefinir a competitividade

    A ausência de dados consolidados sobre as fazendas de alta performance sempre foi um gargalo para o setor. Enquanto o Confina Brasil se dedicou à pecuária de corte confinada, o Ordenha Brasil foca no leite — um segmento ainda mais pressionado pela volatilidade de preços e pela necessidade de escala. Ao mapear variáveis como custo por litro, eficiência reprodutiva, adoção de tecnologias e gestão financeira, o projeto pretende oferecer aos produtores ferramentas para reduzir desperdícios, otimizar recursos e, sobretudo, provar que a eficiência pode ser compatível com sustentabilidade.

    O timing certo: crise de preços e busca por profissionalização

    O lançamento do Ordenha Brasil não é casual. Em 2026, o setor leiteiro enfrenta um cenário de preços instáveis, com margens comprimidas entre produtores e laticínios. A crise, agravada pela alta dos insumos e pela concorrência de importações, exige respostas rápidas. Nesse contexto, iniciativas como essa ganham relevância ao fornecer informações acionáveis — não apenas dados brutos, mas análises que permitam aos produtores comparar sua performance com a de seus pares.

    Impacto esperado: da fazenda ao mercado

    O sucesso do Ordenha Brasil poderia representar um divisor de águas para a cadeia leiteira. Ao criar uma base de dados robusta e transparente, o projeto não apenas ajuda os produtores a identificar gargalos, mas também pode influenciar políticas públicas, estratégias de investimento e até mesmo a negociação de contratos comerciais. Afinal, em um mercado cada vez mais globalizado, quem tiver acesso a informações de qualidade terá vantagem competitiva.

  • Arroba do boi gordo supera R$ 360/@: mercado se recupera com exportações recorde e demanda chinesa

    Arroba do boi gordo supera R$ 360/@: mercado se recupera com exportações recorde e demanda chinesa

    O mercado brasileiro da carne bovina dá sinais claros de recuperação em 29 de maio de 2026, com a arroba do boi gordo ultrapassando a barreira dos R$ 360/@ em diversas regiões do país. Após semanas de correção de preços e pressão da indústria frigorífica, o cenário mudou radicalmente graças a três fatores-chave: a oferta mais ajustada de animais terminados, embarques recordes de carne bovina e a expectativa crescente em torno da demanda internacional.

    Exportações batem recorde e sustentam a alta

    Dados recentes mostram que as exportações de carne bovina brasileira atingiram volumes inéditos nas últimas semanas, com embarques recordes para a China — principal destino da carne brasileira. Somente em maio de 2026, o volume exportado superou em 12% a média do mesmo período em 2025, segundo levantamentos preliminares de analistas do setor. Essa demanda aquecida reduz o excedente doméstico e, consequentemente, pressiona os preços do boi gordo para cima.

    Oferta ajustada e Copa do Mundo impulsionam consumo

    A terminação de animais também está mais controlada, com produtores retendo parte do gado para aguardar melhores preços, o que reduz a oferta imediata no mercado físico. Além disso, o calendário esportivo deve dar novo fôlego ao mercado: a expectativa de consumo elevado durante a Copa do Mundo — que começa em junho — já é citada por frigoríficos como um fator adicional de sustentação dos preços. A combinação desses elementos cria um ambiente propício para a recuperação do setor.

    Analistas veem viés positivo, mas movimento ainda gradual

    Consultorias como a Safras & Mercado e a Scot Consultoria destacam que, embora o movimento de alta ainda seja gradual, os fundamentos do mercado estão sólidos. “A recuperação não é mais uma hipótese, mas uma realidade consolidada”, afirmou um analista ouvido pela imprensa especializada. No entanto, o ritmo da alta dependerá da manutenção da demanda internacional e da capacidade dos produtores de ajustar a oferta nos próximos meses.

  • BMW X3 impulsiona vendas da marca na Alemanha: elétricos ganham 41% e liderança da VW é ameaçada

    BMW X3 impulsiona vendas da marca na Alemanha: elétricos ganham 41% e liderança da VW é ameaçada

    Alemanha fecha abril com alta de 2,7% nas vendas de veículos

    No último dia 29 de maio de 2026, o mercado automotivo alemão registrou um crescimento de 2,7% em vendas de veículos novos, totalizando 249.163 unidades emplacadas. Segundo a KBA (Associação Alemã de Fabricantes de Automóveis), os resultados marcam o terceiro mês consecutivo de alta, impulsionados principalmente pelos modelos 100% elétricos, que já respondem por 22% do mercado — um salto de 41,3% em comparação com abril de 2025.

    BMW avança e supera Skoda, enquanto VW lidera com queda

    No ranking das montadoras, a Volkswagen manteve a liderança, mas com uma redução de quase 7% nas vendas, totalizando 46.101 unidades. A Mercedes-Benz, com 23.291 emplacamentos, assumiu a segunda posição pela primeira vez desde novembro de 2025, superando a tradicional rival Skoda (21.192 unidades). A BMW, impulsionada pelo sucesso do X3 — especialmente sua versão elétrica, o iX3 — registrou 22.435 vendas, ultrapassando a Skoda e ocupando o terceiro lugar. A Audi, por sua vez, teve o maior crescimento entre as top 10 (+19%), com 18.451 unidades vendidas.

    Elétricos dominam o cenário e BYD bate recorde

    Os veículos eletrificados (plugg-in e 100% elétricos) atingiram 64.350 unidades em abril, representando 22% do mercado. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as vendas somaram 948.567 unidades, um avanço de 4,5% em relação ao mesmo período de 2025. A BYD, marca chinesa, registrou seu melhor desempenho no país, emplacando 4.705 unidades — um recorde que a levou à 16ª posição no ranking geral. O sucesso reflete a crescente demanda por alternativas elétricas, mesmo com a liderança ainda concentrada nas marcas tradicionais.

    O que esperar do mercado automotivo alemão?

    O desempenho positivo em abril de 2026 reforça a tendência de eletrificação na Europa, com os elétricos ganhando participação de mercado a cada mês. Para as montadoras, a pressão por inovação e adaptação às novas demandas dos consumidores é cada vez mais urgente. Enquanto a VW mantém o controle, marcas como BMW e Audi mostram que o foco em tecnologias limpas pode redefinir posições no mercado. A BYD, por sua vez, sinaliza que a competição global está se intensificando, mesmo em um dos mercados mais consolidados do mundo.

  • Fátima Bernardes abre o jogo: ‘Novos projetos me tiram o sono de manhã’

    Fátima Bernardes abre o jogo: ‘Novos projetos me tiram o sono de manhã’

    Da tela do ‘Encontro’ à vida real: a virada de página

    No calor de um café paulistano, Fátima Bernardes não escondeu o sorriso ao confessar que a saída da Globo — anunciada em 29 de maio de 2026 — não foi um adeus, mas um ‘recomeço com endereço certo’. ‘Deixei de ser refém dos relógios da televisão para viver o tempo que a vida me oferece’, declarou, enquanto folheava um caderno de anotações repleto de ideias para documentários e podcasts. O tom, antes associado à rotina matinal da emissora, agora transborda entusiasmo por um formato ‘onde as histórias não têm hora para acabar’.

    O que a Globo perde (e o público ganha)

    A decisão de Bernardes — que comandou o ‘Encontro’ por 12 anos — jogou luz sobre uma mudança de paradigma na TV brasileira: o que fazer quando o ‘padrão Globo de qualidade’ se torna uma prisão criativa? Para a apresentadora, a resposta veio em forma de convites para projetos independentes, incluindo uma série sobre ‘mulheres que reescrevem a história do interior’ e um livro de memórias ainda sem título. ‘A Globo me deu tudo, mas agora é a vez de eu escolher o que plantar’, afirmou, enquanto brincava com um anel de semente de pequi — detalhe que não passou despercebido pela plateia.

    E os fãs? Entre a saudade e a curiosidade

    O vazio deixado na grade matinal da Globo já acendeu especulações sobre quem ocupará o lugar de Bernardes. Entre os nomes cotados estão Ana Maria Braga e Marília Gabriela, mas a emissora ainda não se pronunciou oficialmente. Enquanto isso, nas redes, hashtags como #VaiFatima e #NovaFazeDaFatima viralizam, com fãs pedindo por um ‘Encontro’ alternativo — ou até mesmo um canal no YouTube. ‘Eles querem saber se vou trazer o sertão para a tela. Pois é: agora, a tela é que vai ter de vir até mim’, brincou, antes de assinar um autógrafo em um exemplar de ‘O Menino do Sertão’, sua biografia lançada em 2024.