Autor: Roberto Neves

  • IA: o choque de realidade dos executivos com a conta da inovação

    IA: o choque de realidade dos executivos com a conta da inovação

    Na última quarta-feira (2 de julho de 2026), executivos de todo o mundo tiveram um despertar nada suave: a inteligência artificial, antes vista como uma solução mágica para automação e eficiência, revelou um lado oculto — e caro. Segundo um levantamento da consultoria KPMG, 29% dos líderes seniores admitiram não compreender os custos operacionais crescentes da tecnologia, um problema agravado pelo modelo de cobrança baseado em consumo, não em assinaturas fixas.

    O erro de cálculo que custou caro

    Grandes corporações, incluindo gigantes como Amazon e Microsoft, investiram bilhões para sustentar a demanda por IA, mas muitas empresas tratavam a tecnologia como um software tradicional. A crença era simples: pagar uma quantia fixa por mês pelo acesso a ferramentas como chatbots ou agentes autônomos. O que encontraram foi algo bem diferente. Plataformas como OpenAI, Anthropic e GitHub operam com modelos de faturamento variável, cobrando por tokens processados ou interações, o que tornou as despesas imprevisíveis e, em muitos casos, assustadoras.

    O relatório que expôs a vulnerabilidade

    Os dados são do estudo da KPMG, que entrevistou 2.145 executivos em 20 países. O levantamento, publicado pelo The Register, mostrou que a maioria das empresas subestimou os custos reais da IA, especialmente após a onda de testes com soluções piloto. Agora, com os orçamentos estourados, muitos tentam readequar suas estratégias — mas a falta de transparência dos provedores de IA dificulta o controle das despesas. A situação é ainda mais crítica para pequenas e médias empresas, que não têm margem para erros em seus investimentos tecnológicos.

    O que vem pela frente?

    O setor de IA segue em expansão, mas o modelo de negócios precisa amadurecer. Empresas como Microsoft e Amazon já trabalham em soluções para oferecer preços mais previsíveis, como pacotes de créditos ou contratos de longo prazo. Enquanto isso, executivos precisam revisar urgentemente suas políticas de governança de TI para evitar surpresas desagradáveis. Afinal, inovar não pode custar mais do que o esperado — nem do que a empresa pode pagar.

  • Crise de componentes derruba vendas de PCs: queda de 4,9% no segundo trimestre de 2026

    Crise de componentes derruba vendas de PCs: queda de 4,9% no segundo trimestre de 2026

    Preços em alta sufocam o mercado de PCs

    A crise nas cadeias de suprimento continua a drenar a saúde financeira dos consumidores e das empresas. Componentes essenciais como memórias RAM e SSDs tiveram seus preços inflados nos últimos meses, tornando os custos de produção e, consequentemente, os preços finais dos PCs proibitivos para parte do mercado. Segundo a IDC, a venda de computadores despencou 4,9% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 68,2 milhões de unidades comercializadas.

    Fim do Windows 10 não foi suficiente para reverter a queda

    Em outubro de 2025, a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10, o que, em tese, deveria impulsionar a migração para o Windows 11 e, por tabela, aumentar a demanda por novos equipamentos. No entanto, a alta nos preços dos componentes minou essa expectativa. Nos nove trimestres anteriores — entre o início de 2024 e junho de 2026 — a indústria havia registrado crescimento contínuo, mas a trajetória se inverteu no segundo trimestre deste ano.

    Perspectivas sombrias para o segundo semestre de 2026

    A IDC projeta uma forte desaceleração no ritmo de crescimento para os próximos meses, com sinais de que a crise de componentes pode se estender. Fabricantes e varejistas já sinalizam ajustes nos estoques e estratégias de precificação para tentar contornar o cenário adverso. Enquanto isso, consumidores e empresas seguem em espera, adiando upgrades ou optando por soluções alternativas, como dispositivos móveis ou cloud computing.

  • Ceará inova com primeira biofábrica de água de coco em pó do Brasil: tecnologia de 40 anos vira negócio bilionário

    Ceará inova com primeira biofábrica de água de coco em pó do Brasil: tecnologia de 40 anos vira negócio bilionário

    De laboratório a indústria: 40 anos de ciência cearense ganham escala pioneira

    A biofábrica instalada em Jaguaretama (CE) não é apenas uma unidade industrial, mas o desfecho de um ciclo de inovação que começou há mais de 40 anos nos laboratórios da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Liderados pelo professor emérito José Fer, os estudos iniciais na Faculdade de Veterinária da instituição evoluíram para tecnologias disruptivas de desidratação e formulação nutricional, culminando em dois produtos-chave: a água de coco em pó — de alto valor agregado e longa vida útil — e o ACP Lacte, um composto nutricional à base de leite de cabra enriquecido com proteínas e minerais.

    Ação em 2 mil litros por dia: como o Ceará virou polo de biotecnologia tropical

    A planta operada pela ACP Nutrition tem capacidade para processar até 2 mil litros de água de coco por dia, utilizando técnicas avançadas de liofilização e encapsulamento que preservam nutrientes essenciais como potássio, magnésio e vitaminas do complexo B. A iniciativa, além de fortalecer a cadeia produtiva do coco no semiárido cearense, abre frentes em setores estratégicos: suplementos esportivos, fórmulas infantis e até dietas hospitalares. “É um salto tecnológico que coloca o Nordeste no mapa global das biofábricas”, afirma o coordenador do projeto na Uece, que preferiu não ser identificado.

    Agroindústria e caprinocultura: o efeito multiplicador do interior cearense

    O empreendimento vai além da água de coco. Ao integrar a caprinocultura — setor tradicional no Nordeste e forte na agricultura familiar — ao processamento industrial, o projeto cria um ecossistema sinérgico. Produtores rurais da região passam a fornecer leite de cabra para o ACP Lacte, enquanto as agroindústrias de coco garantem matéria-prima para a desidratação. Especialistas calculam que a biofábrica pode movimentar R$ 500 milhões anuais até 2030, com impacto direto em 300 empregos formais e indiretos em 1,2 mil famílias da região.

    Saúde pública e esportes: os novos mercados para a água de coco em pó

    O produto final tem propriedades que o tornam atrativo para políticas públicas. Em formato de pó, a água de coco pode ser utilizada em merendas escolares de forma prática e nutritiva, especialmente em regiões com dificuldade de acesso a alimentos frescos. Além disso, sua composição rica em eletrólitos a posiciona como suplemento ideal para atletas de alto rendimento, substituindo bebidas isotônicas industrializadas. “Estamos falando de um alimento funcional com custo competitivo e potencial para substituir importações”, destaca um nutricionista envolvido na validação do produto.

    O que vem pela frente: exportação e parcerias internacionais

    Com a biofábrica já em operação desde a última terça-feira (8/7), a ACP Nutrition negocia acordos com distribuidores na Ásia e Europa para exportar o pó de água de coco a partir de 2027. A expectativa é de que o Ceará se torne um hub de biotecnologia tropical, replicando o modelo em outros estados do Nordeste. Enquanto isso, a Uece já estuda novas aplicações para as tecnologias desenvolvidas, incluindo a produção de extratos vegetais para a indústria farmacêutica.

  • Leite de camela vira ‘ouro branco’ do agro global: nutrição superior e cadeia que desafia o mercado tradicional

    Leite de camela vira ‘ouro branco’ do agro global: nutrição superior e cadeia que desafia o mercado tradicional

    Do deserto ao mercado premium: a metamorfose do leite camelo

    A transformação do leite de camela de produto local em ‘ouro branco’ do agro global não é apenas uma tendência passageira, mas uma revolução silenciosa impulsionada por dados científicos e demanda por alternativas funcionais. Enquanto o Ocidente ainda debate os impactos da lactose ou alergias ao leite bovino, países como Quênia, Somália e Paquistão — que juntos respondem por 60% da produção mundial — já estruturam cadeias leiteiras de camelos com tecnologia de ponta, desde ordenhas automatizadas até processamento industrial para exportação.

    Nutrição que faz a diferença: por que o leite de camela supera o de vaca?

    Estudos da Food and Agriculture Organization (FAO) destacam que o leite de camela contém até 50% menos lactose, 3x mais vitamina C e proteínas com cadeias menores, facilitando a digestão. Além disso, seu perfil lipídico — rico em ácidos graxos saudáveis e pobre em gorduras saturadas — alinha-se às exigências de mercados como Europa e América do Norte, onde consumidores buscam alimentos funcionais. A combinação desses atributos posiciona o produto como alternativa premium, inclusive para intolerantes à lactose e alérgicos ao leite bovino.

    Inovações tecnológicas: como o Oriente Médio lidera a pecuária camelo

    Em fazendas nos Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, camelos são monitorados por sensores que regulam dieta, hidratação e saúde, enquanto robôs de ordenha otimizam a produção. A startup Camelicious, dos EAU, é um exemplo: com 2 mil camelos em sistema semi-intensivo, produz leite pasteurizado e iogurte exportado para 20 países. A eficiência é tamanha que o custo por litro, antes proibitivo, caiu pela metade nos últimos cinco anos, graças a cruzamentos genéticos e manejo intensivo.

    Brasil: onde o leite de camela ainda é uma promessa

    Enquanto o Brasil investe US$ 50 bilhões anuais em lácteos bovinos, a pecuária camelo nacional mal ultrapassa a escala experimental. Projetos como o da Embrapa Semiárido (PE), que estuda adaptação de camelos à caatinga, são exceções. No entanto, com a crescente demanda por proteínas alternativas — e a necessidade de diversificar a produção em regiões áridas do Nordeste — o potencial é imenso. O desafio, segundo especialistas, é vencer o ceticismo do mercado e os gargalos logísticos para integrar o ‘ouro branco’ brasileiro à cadeia global.

    O futuro: commodity ou nicho premium?

    A trajetória do leite de camela sugere que ele não será apenas mais uma opção no mercado, mas um divisor de águas. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a inclusão do produto em programas de segurança alimentar para populações vulneráveis na África, devido à sua resistência a secas e alto valor nutricional. Na Europa, já há marcas de cosméticos e suplementos à base de camelo, enquanto no Vale do Silício startups testam leite de camela em substitutos de proteína vegetal. A pergunta que fica é: até quando o Brasil, com sua biodiversidade e semiárido inexplorado, ficará de fora dessa revolução?

  • BYD Shark chega à Europa com foco em performance e concorre com Hilux e Ranger

    BYD Shark chega à Europa com foco em performance e concorre com Hilux e Ranger

    A BYD está expandindo seu portfólio global de veículos elétricos e híbridos com a chegada da Shark ao mercado europeu, após um lançamento modesto no Brasil em 2024. Enquanto a picape não conquistou o público brasileiro — cuja preferência ainda recai sobre modelos convencionais —, ela encontrou nichos mais receptivos em outros mercados, como a Austrália.

    Aposta em performance e imagem premium

    A versão europeia da Shark chega com um pacote técnico distinto daqueles oferecidos em outros continentes. Em vez do motor 2.0 turbo de 475 cv visto na Austrália, a picape média europeia traz um sistema híbrido composto por um motor 1.5 turbo a gasolina de 183 cv e dois motores elétricos (um dianteiro de 231 cv e outro traseiro de 204 cv). Juntos, eles entregam 437 cv e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos.

    Estratégia de diferenciação no competitivo mercado europeu

    A BYD optou por não incluir versões utilitárias com chassi aberto ou motorização mais potente na Europa, focando em uma imagem premium para competir diretamente com as picapes de topo de linha, como a Toyota Hilux e a Ford Ranger. A estreia oficial acontecerá no prestigiado Festival de Goodwood, entre os dias 9 e 12 de julho, um evento que reúne os principais lançamentos do setor automobilístico.

    Mercado europeu abraça picapes PHEV?

    Embora o mercado europeu não seja tradicionalmente receptivo a picapes sobre chassi — um legado de regulamentações e preferências urbanas —, há um crescente interesse por modelos híbridos plug-in (PHEV), especialmente entre consumidores que buscam eficiência sem abrir mão da robustez. A Ford Ranger já vem ganhando tração nesse segmento, e a BYD espera conquistar espaço com a Shark, que promete aliar tecnologia, performance e design agressivo.

  • Ducati desafia o off-road: estreia a Desmo 450 EDS, primeira enduro da marca com DNA Desmodrômico

    Ducati desafia o off-road: estreia a Desmo 450 EDS, primeira enduro da marca com DNA Desmodrômico

    A Ducati estreia no off-road com DNA próprio

    A Ducati, conhecida por suas motos esportivas de pista, anunciou na 9 de julho de 2026 sua primeira incursão oficial no segmento de enduro com a Desmo 450 EDS. O modelo, que chega ao mercado europeu a partir de julho de 2026, representa uma quebra de paradigma para a marca italiana, tradicionalmente associada a motos de alta performance em asfalto.

    A Desmo 450 EDS é tecnicamente derivada da Desmo 450 MX — moto de motocross da marca —, mas foi redesenhada para enfrentar longas distâncias em terrenos não pavimentados. O coração do projeto é um motor monocilíndrico revisado, equipado com o icônico sistema de comando de válvulas desmodrômico da Ducati, conferindo-lhe torque elevado já nas faixas de rotação baixa e média. Essa característica é crucial para superar obstáculos off-road sem a necessidade constante de trocas de marcha.

    Engenharia pensada para trilhas exigentes

    A estrutura da Desmo 450 EDS é construída em alumínio leve, composta por apenas onze peças individuais, o que reduz o peso total para menos de nove quilos. Essa abordagem não apenas otimiza a performance, mas também aumenta a confiabilidade em condições extremas. O modelo chega de série com protetores para as mãos, reforçando seu caráter off-road.

    A transmissão é assegurada por uma caixa de seis marchas, projetada para garantir potência consistente ao longo de toda a faixa de uso. Com essa estreia, a Ducati não apenas expande seu portfólio, mas também reafirma seu compromisso com a inovação, mesmo em segmentos onde não atuava anteriormente.

  • Audi mira Classe G: SUV ‘parrudo’ com DNA de supercarro pode chegar após 2030

    Audi mira Classe G: SUV ‘parrudo’ com DNA de supercarro pode chegar após 2030

    Design agressivo e off-road para enfrentar o Classe G

    Em busca de um rival à altura do icônico Mercedes-Benz Classe G, a Audi avalia lançar um SUV de linhas retas e porte avantajado, com altura livre do solo elevada e pneu sobressalente integrado à porta traseira. A traseira, conforme imagens de recriação digital feitas por Nikita Chuicko, evoca elementos do Concept C e do Nuvolari, sugerindo um DNA de supercarro adaptado ao off-road. Os ângulos de aproximação e saída, aliados a pneus posicionados nos cantos, reforçam a proposta para terrenos desafiadores.

    Rentabilidade define cronograma: lançamento pode esperar até 2030+

    Desde outubro de 2025, circulam especulações sobre o 4×4 da Audi, mas a montadora ainda não confirmou oficialmente. Segundo o diretor executivo Gernot Döllner, o projeto só avançará se apresentar viabilidade financeira — um requisito que, segundo relatos, pode postergar sua estreia para além de 2030. Enquanto isso, a BMW deve lançar seu rival em 2029, deixando a Audi como uma promessa ainda mais distante.

  • Fiat Topolino elétrico nos EUA: US$ 13.995, mesmo preço do Mobi no Brasil, mas com restrições de circulação

    Fiat Topolino elétrico nos EUA: US$ 13.995, mesmo preço do Mobi no Brasil, mas com restrições de circulação

    Um carro elétrico compacto, mas com proibições

    O Fiat Topolino, lançado oficialmente nos Estados Unidos por US$ 13.995 (o equivalente a R$ 72.490 na cotação direta), chega ao mercado com um preço idêntico ao do Fiat Mobi no Brasil. A semelhança, no entanto, termina aí: enquanto o Mobi circula livremente nas ruas brasileiras, o Topolino enfrenta restrições severas nos EUA, onde não pode transitar por vias públicas comuns. A Fiat, que vende pouco nos Estados Unidos, aposta em um nicho específico — micromobilidade em bairros costeiros, resorts e condomínios fechados — como alternativa aos carrinhos de golfe.

    Especificações técnicas: baixo alcance e velocidade limitada

    Equipado com uma bateria de íons de lítio de 5,4 kWh, o Topolino oferece autonomia de até 74 km e velocidade máxima de 31 km/h. Sua estrutura compacta e design retrô atraem consumidores em busca de praticidade para trajetos curtos, mas a ausência de permissão para circular em ruas com limite acima de 56 km/h reduz drasticamente seu potencial de uso. A fabricante italiana disponibiliza um kit de conversão gratuito para viabilizar a circulação em vias mais lentas, mas a limitação persiste.

    Estratégia da Fiat: competir com carrinhos de golfe, não com carros convencionais

    Em vez de enfrentar gigantes como Tesla ou Rivian, a Fiat direciona o Topolino para um público que não necessita de um automóvel tradicional. Com foco em custo-benefício e apelo visual, o modelo busca conquistar clientes em ambientes controlados, como comunidades fechadas e locais turísticos. A decisão reflete uma tendência crescente de veículos elétricos leves para mobilidade urbana de curta distância, mas esbarra em regulamentações que limitam sua aplicabilidade.

  • Monitores LG e Dell instalam adware sem consentimento via Microsoft Store

    Monitores LG e Dell instalam adware sem consentimento via Microsoft Store

    Adware em monitores premium: invasão silenciosa após atualização

    O que começou como um mero incômodo de bloatware em PCs — como trials de antivírus não solicitados — agora migrou para o hardware. Relatos recentes no Reddit expõem um problema mais grave: monitores de marcas como LG e Dell estão instalando adware automaticamente após atualizações do sistema operacional, via LG Monitor App Installer e Microsoft Store. O cenário, identificado em modelos como o LG UltraGear e Alienware (Dell), revela um padrão preocupante de invasão à privacidade do usuário.

    Como o adware age: um ciclo de atualizações sem controle

    Segundo os relatos, o processo se inicia com uma atualização do sistema operacional ou do firmware do monitor. Em seguida, o LG Monitor App Installer — software de gerenciamento da LG — é ativado automaticamente, sem qualquer aviso ao usuário. A partir daí, janelas pop-up com propagandas de terceiros, como promoções da McAfee, começam a ser exibidas. O detalhe mais alarmante: muitos usuários não se lembram de ter instalado o aplicativo, muito menos de tê-lo autorizado a agir dessa forma.

    Alienware e LG: marcas no mesmo radar de invasão

    Embora o foco inicial da discussão tenha sido nos monitores LG UltraGear, relatos paralelos indicam que o problema pode se estender a dispositivos Dell Alienware. Isso sugere que o mecanismo de instalação forçada de softwares não solicitados pode ser um padrão em fabricantes que integram seus próprios ecossistemas de gerenciamento. A ausência de transparência nesses processos levanta dúvidas sobre até que ponto as empresas monitoram — ou interferem — na experiência do usuário após a compra.

    O que diz a legislação e o que os usuários podem fazer?

    No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige consentimento explícito para a instalação de softwares que coletem ou exibam dados do usuário. A prática identificada, no entanto, viola esse princípio ao agir de forma unilateral. Enquanto a LG e a Dell não se pronunciaram oficialmente sobre o caso, especialistas recomendam que os usuários verifiquem os aplicativos instalados recentemente, desabilitem atualizações automáticas do LG Monitor App Installer e, em casos extremos, considerem a remoção do software via Painel de Controle ou Desinstalador de Programas. Ferramentas como o AdwCleaner também podem ajudar a identificar e remover adwares residuais.

  • PlayStation corta contas inativas na Europa: jogos e acesso perdidos após 3 anos sem login

    PlayStation corta contas inativas na Europa: jogos e acesso perdidos após 3 anos sem login

    Fim das mídias físicas acende alerta sobre políticas de contas

    A Sony prepara o terreno para o fim da era das mídias físicas no PlayStation a partir de 2028, mas uma cláusula em seus Termos de Serviço na Europa já gera revolta entre jogadores. O documento, na seção 21, autoriza o encerramento de contas inativas por três anos consecutivos, com aviso prévio por e-mail e oportunidade de seis meses para reativação.

    Perda de acesso e games comprados: o que diz a política

    Quem não fizer login ou não entrar em contato para manter a conta ativa perderá não apenas o acesso aos serviços online, mas também aos jogos digitais adquiridos na PlayStation Store. A medida afeta diretamente a biblioteca de títulos comprados, que ficam inacessíveis após o cancelamento. No Brasil, a política não é aplicada, conforme o contrato publicado no site oficial da PlayStation.

    Consequências para jogadores e mercado europeu

    O anúncio reforça a transição do PlayStation para um modelo 100% digital, mas levanta questões sobre direitos de propriedade e segurança de dados dos usuários. A polêmica ganha força em um momento em que a empresa já enfrenta críticas pela decisão de abandonar mídias físicas, que impacta colecionadores e jogadores que preferem cópias físicas.