Categoria: Auto & Tech

  • UE mira 2030: carros autônomos terão controle total de velocidade — e a polêmica está feita

    UE mira 2030: carros autônomos terão controle total de velocidade — e a polêmica está feita

    Do controle adaptativo ao ‘Big Brother’ sobre rodas

    Desde 2022, a União Europeia já exige que todos os carros novos sejam equipados com tecnologias de assistência à condução — como frenagem automática de emergência e controle de velocidade adaptativo. Agora, a Comissão Europeia avança com um projeto ainda mais ousado: um sistema de controle preditivo que não apenas sugere reduções de velocidade, mas as aplica automaticamente, independentemente da vontade do motorista.

    Como funcionaria o ‘limitador inteligente’

    O dispositivo combinaria dados de GPS e câmeras que identificam placas de limite de velocidade para calcular a velocidade ideal do veículo. Se o carro ultrapassar o limite estabelecido — por exemplo, 130 km/h em uma via onde o máximo permitido é 90 km/h — o sistema interviria, reduzindo gradualmente a velocidade até atingir o patamar permitido. A medida se tornaria obrigatória para todos os veículos novos comercializados no bloco a partir de 2030, segundo fontes internas da Comissão avaliadas pela imprensa especializada.

    Segurança x Liberdade: o debate inevitável

    Defensores da proposta argumentam que a tecnologia poderia evitar até 78% dos acidentes fatais causados por excesso de velocidade, um dos principais fatores de risco nas estradas europeias. No entanto, críticos alertam para um cenário de vigilância em massa sobre motoristas, transformando o carro em uma extensão do Estado. A questão central: até que ponto a segurança pode justificar a renúncia à autonomia na condução?

    Impacto no mercado e reações dos fabricantes

    Empresas como Volkswagen, BMW e Tesla já incorporam sistemas similares em seus modelos premium, mas de forma opcional e menos invasiva. A obrigatoriedade da União Europeia forçaria até mesmo fabricantes de carros populares a se adaptarem, o que poderia elevar os custos de produção e, consequentemente, os preços finais. Além disso, a medida exigiria atualizações em softwares de milhões de veículos já em circulação, gerando um desafio logístico sem precedentes.

    O futuro da condução: quem manda no volante?

    A proposta europeia reacende um debate global sobre o papel da tecnologia na mobilidade. Enquanto alguns países, como a Suécia, já testam sistemas semelhantes em projetos-piloto, outros, como os Estados Unidos, ainda resistem a regulamentações tão restritivas. No Brasil, onde a fiscalização de limites de velocidade ainda depende majoritariamente de radares humanos e eletrônicos fixos, a adoção de tal tecnologia parece distante — mas não impossível em um horizonte de 10 a 15 anos.

  • VW ID. Polo Trend estreia na Europa com preço a partir de R$ 145 mil e bateria compacta de 37 kWh

    VW ID. Polo Trend estreia na Europa com preço a partir de R$ 145 mil e bateria compacta de 37 kWh

    A Volkswagen inicia a comercialização do VW ID. Polo Trend, a versão mais em conta do recém-lançado elétrico compacto da marca na Europa. Com preço inicial de €24.995 (cerca de R$ 145,1 mil), o modelo chega ao mercado com uma bateria de 37 kWh, ideal para deslocamentos urbanos e compradores que buscam preços mais acessíveis.

    Autonomia e desempenho para o dia a dia

    O ID. Polo Trend entrega até 334 km de alcance (segundo o ciclo WLTP) e uma potência de 85 kW (116 cv), suficiente para o trânsito diário. Em estações de recarga rápida de corrente contínua, o veículo recupera de 10% a 80% da carga em aproximadamente 23 minutos, graças ao carregador de até 90 kW.

    Diferenciais da versão básica

    A configuração inicial inclui acabamento na cor Amarelo Pitão Metálico, rodas de aço de 17 polegadas e chega antes mesmo de outras variantes do modelo. A estreia na Europa ocorre poucas semanas após o lançamento da versão topo de linha, que carrega uma bateria de 52 kWh e preço superior a €30 mil (R$ 174,2 mil).

  • Denza lança Z9S: sedã elétrico de 1.194 cv e autonomia de até 920 km para 2026

    Denza lança Z9S: sedã elétrico de 1.194 cv e autonomia de até 920 km para 2026

    Potência recorde e tração integral

    O Denza Z9S chega ao mercado com duas configurações de motorização: a versão topo de linha, equipada com três motores elétricos, atinge impressionantes 1.194 cavalos de potência e tração integral. Para comparação, a atual versão GT do Z9 oferece 965 cv. A potência é distribuída de forma inteligente, garantindo desempenho excepcional tanto em aceleração quanto em estabilidade.

    Autonomia desafiadora e design inovador

    Na versão monomotor, o Z9S promete até 920 km de autonomia no ciclo chinês (CLTC), enquanto a versão topo esgota a carga em cerca de 780 km. O design, que lembra um shooting brake, é marcado por faróis LED afilados e um spoiler elétrico retrátil. O modelo também se diferencia do Z9 tradicional por suas dimensões mais robustas, chegando a pesar até 3.017 kg.

    Lançamento na China e expectativas para o mercado global

    As primeiras imagens oficiais do Z9S foram divulgadas pela Denza, com lançamento previsto para o mercado chinês ainda em 2026. Embora não haja previsão de chegada ao Brasil, o novo sedã elétrico reforça a tendência de alta performance no segmento de veículos elétricos, alinhando-se às metas de eletrificação da indústria automotiva.

  • App Store explode com 560 mil lançamentos em 6 meses — mas downloads não acompanham o ritmo

    App Store explode com 560 mil lançamentos em 6 meses — mas downloads não acompanham o ritmo

    A App Store da Apple atingiu um marco histórico no primeiro semestre de 2026: foram lançados aproximadamente 560 mil aplicativos, segundo dados da Sensor Tower, consultada pelo The New York Times. O ritmo é praticamente o dobro do registrado em todo o ano de 2025, quando 600 mil apps foram disponibilizados na plataforma. A explosão de lançamentos coincide com a ascensão do *vibe coding*, prática que utiliza inteligência artificial para gerar códigos automaticamente, dispensando a escrita manual por desenvolvedores.

    O paradoxo do crescimento: mais apps, menos downloads

    Apesar do recorde de lançamentos, o número de downloads não acompanhou a tendência. No primeiro semestre de 2026, foram registrados 17,6 bilhões de downloads — um crescimento modesto de apenas 2% em relação ao mesmo período de 2025. A disparidade sugere que a maioria desses novos aplicativos está sendo ignorada pelos usuários, possivelmente por falta de relevância, qualidade ou estratégias de marketing eficazes.

    *Vibe coding*: a revolução (ou distração) que alimenta a App Store

    O *vibe coding* se popularizou como uma forma rápida de desenvolver aplicativos, aproveitando ferramentas de IA para gerar código a partir de prompts em linguagem natural. Especialistas como Markus Spiske, cujas fotos ilustram o fenômeno, destacam que essa abordagem permite que até mesmo não-programadores criem soluções básicas, mas também gera uma enxurrada de apps de baixa qualidade ou duplicados. Em abril de 2026, a Appfigures já havia alertado para um crescimento de 80% nos lançamentos da App Store no primeiro trimestre de 2026, comparado ao mesmo período do ano anterior.

    Ecos do fenômeno além da Apple

    Embora os dados se concentrem na App Store, o fenômeno do *vibe coding* não é exclusivo da Apple. A Google Play Store também tem registrado um aumento expressivo no número de lançamentos, embora ainda não haja números consolidados para o primeiro semestre de 2026. O que chama atenção é a semelhança nos padrões: mais apps, mas com dificuldade para se destacar nos rankings de downloads. Especialistas em mobilidade digital, como a Sensor Tower, ponderam que a saturação do mercado pode levar a uma purga natural de aplicativos nos próximos meses, com plataformas como a Apple e a Google implementando critérios mais rígidos para aprovação ou visibilidade na loja.

    O que vem pela frente: qualidade ou colapso?

    A avalanche de lançamentos coloca em xeque o modelo atual das lojas de aplicativos. Enquanto o *vibe coding* democratiza o desenvolvimento, ele também espalha soluções superficiais ou mal testadas. A Apple e a Google precisarão equilibrar inovação com curadoria para evitar que a confiança dos usuários se deteriore. Para desenvolvedores sérios, a oportunidade está em usar ferramentas de IA não como substitutos, mas como aceleradores de prototipação, focando em apps que realmente resolvam problemas ou ofereçam experiências únicas.

  • WhatsApp liberará espaço no celular com limpeza seletiva de mídias: passo a passo para Android e iPhone

    WhatsApp liberará espaço no celular com limpeza seletiva de mídias: passo a passo para Android e iPhone

    Menos arquivos pesados, mais performance no celular

    Em meio à enxurrada de selfies, memes e vídeos que lotam o armazenamento dos smartphones, o WhatsApp acaba de facilitar a vida dos usuários que buscam espaço extra. Desde a última atualização do aplicativo, é possível apagar apenas as mídias (fotos e vídeos) de conversas individuais ou grupos, sem deletar as mensagens de texto — uma solução prática para quem não quer perder históricos, mas precisa aliviar a pressão no armazenamento interno do celular.

    A função, acessível tanto em aparelhos Android quanto iPhone, é ideal para quem recebe dezenas de arquivos diariamente e sofre com a lentidão do sistema operacional. Ao contrário do método tradicional de ‘Limpar conversa’, que apaga tudo, a nova opção permite filtrar apenas os conteúdos multimídia, mantendo a organização e a fluidez do aparelho.

    Como limpar mídias no WhatsApp: tutorial rápido para Android e iPhone

    No Android

    1. Abra o WhatsApp e toque ativamente no chat ou grupo cujas mídias deseja remover (não segure apenas).

    2. Toque nos três pontos verticais no canto superior direito e selecione a opção ‘Limpar conversa’.

    3. Marque a caixa ‘Somente arquivos de mídia’ e escolha entre fotos, vídeos ou ambos.

    4. Confirme em ‘Limpar mídias’ para finalizar. Pronto: o espaço será liberado sem afetar as mensagens de texto.

    No iPhone (iOS)

    1. Acesse o WhatsApp e deslize o dedo para a esquerda sobre o chat ou grupo desejado.

    2. Toque em ‘Mais’ e depois em ‘Limpar conversa’.

    3. Selecione ‘Somente arquivos de mídia’ e escolha os tipos de mídia a excluir.

    4. Confirme a ação para apagar os arquivos e liberar espaço.

    Por que essa função é um divisor de águas?

    O WhatsApp já permitia apagar conversas inteiras, mas a limitação era óbvia: perder mensagens importantes, links ou contatos. Agora, com a opção seletiva, os usuários ganham controle total sobre o armazenamento sem sacrificar dados valiosos. Segundo testes realizados pela equipe do Tecnoblog, a funcionalidade pode liberar dezenas — ou até centenas — de megabytes em aparelhos com acúmulo de mídias ao longo dos anos.

    Além disso, a medida chega em um momento crítico, com smartphones cada vez mais enxutos em armazenamento (especialmente modelos de entrada) e o crescente uso de serviços de nuvem para backup. Para quem ainda depende do espaço interno, essa é uma mão na roda para evitar travamentos e manter o aparelho funcionando como novo.

    Dicas para maximizar o uso da ferramenta

    • Revise grupos de trabalho ou familiares: Esses chats costumam acumular mídias desnecessárias. Uma limpeza periódica pode evitar dores de cabeça.

    • Priorize mídias recentes: Se o objetivo é liberar espaço rápido, concentre-se nos últimos 30 dias de arquivos. O WhatsApp não oferece filtro por data, mas a seleção manual é viável.

    • Combine com o backup na nuvem: Antes de apagar, verifique se as mídias importantes estão salvas no Google Fotos, iCloud ou outro serviço. Assim, você evita perdas acidentais.

  • Galaxy Watch Ultra 2: Samsung apresenta relógio com bateria 800 mAh e tela de 5.000 nits no Unpacked

    Galaxy Watch Ultra 2: Samsung apresenta relógio com bateria 800 mAh e tela de 5.000 nits no Unpacked

    Tela mais brilhante do mercado e chassi otimizado

    O Galaxy Watch Ultra 2 chega com uma tela que promete atingir até 5.000 nits de brilho, um recorde para smartwatches. Além disso, o chassi do dispositivo será 12% mais fino em relação ao modelo anterior, combinando design premium com melhor visualização em ambientes externos.

    Bateria ampliada e processamento de ponta

    O relógio contará com uma bateria de 800 mAh, um aumento significativo em relação aos modelos anteriores, aliado ao chip Snapdragon Wear Elite, garantindo maior eficiência energética e desempenho. Esses detalhes foram confirmados pelo leaker Evan Blass, que publicou renderizações e especificações técnicas do dispositivo.

    Evento Unpacked: estreia marcada para 22 de julho

    As informações sobre o Galaxy Watch Ultra 2 devem ser oficialmente apresentadas na quarta-feira (22/07), durante o evento Galaxy Unpacked. A Samsung também deve anunciar outros produtos durante a transmissão, consolidando o relógio como o topo de linha da marca.

  • YouTube: Usuários reclamam de excesso de anúncios, inclusive no Premium Lite

    YouTube: Usuários reclamam de excesso de anúncios, inclusive no Premium Lite

    Três anúncios de uma vez e intervalos menores: a nova realidade no YouTube?

    Desde a última semana, diversos usuários do YouTube relatam um aumento significativo na frequência e quantidade de anúncios exibidos na plataforma, inclusive na modalidade Premium Lite — versão mais econômica do serviço pago. De acordo com reclamações compiladas pelo Android Authority via Reddit, muitos internautas têm enfrentado situações como três anúncios consecutivos no início de vídeos, quando o padrão habitual é de até dois. Além disso, há denúncias de que os intervalos entre os comerciais durante a reprodução de conteúdos também teriam se tornado mais curtos.

    Premium não garante mais experiência livre de anúncios?

    O YouTube Premium continua sendo a única alternativa para escapar dos anúncios na plataforma, mas com um custo: os planos no Brasil começam em R$ 16,90 por mês. No entanto, usuários do Premium Lite — que custa R$ 12,90 — também relatam ter sido afetados pela suposta mudança. Até o momento, a Google, dona do YouTube, não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o assunto, o que deixa dúvidas se trata-se de um ajuste técnico, um teste ou um novo modelo de monetização.

    O que esperar daqui para frente?

    Sem uma resposta da plataforma, a dúvida que fica é se essa é uma estratégia temporária para aumentar a receita em meio a pressões econômicas ou um erro de configuração nos algoritmos de exibição. Enquanto isso, a insatisfação dos usuários cresce, especialmente entre aqueles que já pagam por versões premium. A expectativa é que, se confirmada a mudança, a decisão possa acelerar a migração para serviços concorrentes ou até mesmo impulsionar discussões sobre regulação de plataformas digitais no Brasil e no mundo.

  • Malware ClickLock Stealer sequestra Mac: como uma senha pode expor seus dados bancários

    Malware ClickLock Stealer sequestra Mac: como uma senha pode expor seus dados bancários

    Um novo malware direcionado a usuários de macOS está circulando globalmente, usando uma tática assustadora: travar o sistema até a vítima fornecer sua senha de administrador. Chamado de ClickLock Stealer, a ameaça foi identificada pela empresa de cibersegurança Group-IB em maio e já atingiu máquinas em 33 países.

    Engenharia social em vez de falhas de software

    A infecção não explora vulnerabilidades técnicas do macOS. Em vez disso, o malware depende de um erro humano: a vítima deve copiar e executar um comando malicioso no Terminal do sistema. Ao fazê-lo, o ClickLock Stealer fecha aplicativos incessantemente até que o usuário digite sua senha — momento em que o código malicioso extrai dados sensíveis, como credenciais bancárias e carteiras de criptomoedas.

    Como a Apple tenta conter a ameaça

    Para proteger os usuários, a Apple implementou um alerta de segurança que aparece ao tentar executar comandos copiados da internet. No entanto, especialistas alertam que muitos usuários ainda não reconhecem a gravidade desse tipo de golpe, facilitando a ação dos criminosos. A recomendação é: nunca execute comandos no Terminal sem antes verificar sua origem.

  • EUA avaliam restrições a modelos chineses de IA: segurança ou proteção ao mercado?

    EUA avaliam restrições a modelos chineses de IA: segurança ou proteção ao mercado?

    O lançamento de ferramentas de IA mais avançadas no exterior está reacendendo debates em Washington sobre a dependência tecnológica dos Estados Unidos. Na última sexta-feira, 18 de julho de 2026, fontes do Axios indicaram que a administração federal estuda formas de restringir o uso de modelos chineses, como o Kimi K3 — da startup Moonshot AI —, que superou concorrentes como Anthropic e OpenAI em testes de processamento.

    Por trás da ofensiva: segurança ou proteção ao mercado?

    As discussões ganharam força após o presidente Joe Biden vetar, em 2025, uma proposta mais radical de proibição total. Agora, a estratégia parece focar em argumentos de segurança nacional, sugerindo que modelos chineses poderiam representar riscos de espionagem ou transferência de dados sensíveis a governos estrangeiros. Paralelamente, há pressões para que empresas americanas evitem adotar essas tecnologias em licitações públicas, com a inclusão de fornecedores chineses em uma Lista de Entidades Restritas.

    Kimi K3: o estopim da crise

    O modelo Kimi K3 se destacou por sua capacidade de processar comandos longos e executar tarefas complexas com eficiência superior a muitos concorrentes ocidentais. Seu lançamento, em julho de 2026, expôs uma vulnerabilidade: os EUA não têm hoje uma alternativa nacional tão sofisticada e barata. A combinação de preço atrativo (até 70% mais barato que soluções americanas) e desempenho torna a IA chinesa uma opção tentadora para startups e até grandes corporações, acelerando a crise regulatória.

    Consequências para o mercado de IA

    Se implementadas, as restrições poderiam fragmentar o ecossistema global de IA, obrigando empresas a escolher entre tecnologias de alto custo (EUA/Europa) ou soluções mais acessíveis, mas com restrições de uso. Além disso, a medida poderia reforçar a dependência de fabricantes chineses, já que muitos componentes de hardware (como chips) já são produzidos localmente. Especialistas alertam para o risco de um efeito dominó: outros países poderiam adotar políticas semelhantes, criando um cenário de guerra tecnológica.

    O que vem pela frente?

    Até esta segunda-feira, 20 de julho de 2026, não há previsão de anúncio oficial. No entanto, o tema deve ganhar tração nas próximas semanas, especialmente após o recesso parlamentar em agosto. Enquanto a Casa Branca não define sua postura, o setor privado já se mobiliza: empresas como Microsoft e Google estão revisando contratos para evitar penalidades em futuras regulamentações.

  • BYD Atto 2 dispara no mercado italiano: elétricos dominam enquanto VW e Ford patinam

    BYD Atto 2 dispara no mercado italiano: elétricos dominam enquanto VW e Ford patinam

    A Itália consolidou em junho de 2026 sua trajetória de recuperação no setor automotivo, com um volume de 146.423 veículos novos vendidos — um crescimento de 10,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Unrae, este foi o sétimo mês consecutivo de alta, impulsionado especialmente pelo avanço dos modelos 100% elétricos, que registraram um salto de 87% nos últimos doze meses e já respondem por 10,1% do mercado, contra 6% em 2025.

    Elétricos em alta: BYD Atto 2 brilha enquanto Jeep Avenger perde fôlego

    O grande protagonista do mês foi a BYD, que com 6.057 unidades vendidas garantiu não apenas sua presença no top 10 italiano, como também superou o Jeep Avenger, tradicional líder entre os compactos elétricos. O modelo chinês, que vem ganhando tração na Europa com preços competitivos e autonomia acima da média, cravou a terceira posição no ranking geral de junho, atrás apenas da Fiat e Toyota.

    Fiat domina, VW recua e Ford afunda: o que explica a queda das alemãs

    A Fiat manteve sua hegemonia no mercado italiano, com 14.016 unidades vendidas e um crescimento de mais de 27% em relação a junho de 2025. A marca italiana, que já vinha liderando o segmento de compactos e hatchbacks, reforçou sua posição com modelos como o Panda e Tipo. Já a Volkswagen, que ocupava a vice-liderança em maio, viu sua participação minguar para 9.361 unidades, sendo ultrapassada pela Dacia (9.549), que registrou alta superior a 20% nos últimos doze meses.

    A queda da Ford foi ainda mais acentuada: com apenas 4.343 unidades comercializadas, a marca americana perdeu quase 24% de seus compradores em relação a 2025. A ausência de modelos compactos como o Fiesta e Focus — descontinuados recentemente — pesou demais, deixando a Ford na 16ª posição do ranking. Enquanto isso, a Omoda Jaeco ingressou timidamente no top 20.

    Semestre segue positivo, mas desafios persistem

    No acumulado do primeiro semestre de 2026, o mercado italiano já supera em 9,6% o desempenho do mesmo período de 2025, com 936.783 unidades vendidas. No entanto, a dependência cada vez maior dos elétricos — que já respondem por mais de 10% do mercado — coloca pressão sobre as montadoras tradicionais, obrigadas a acelerar suas transições para a eletrificação. Enquanto a BYD e outras chinesas ganham terreno, marcas como VW e Ford precisam revisar suas estratégias para não ficarem para trás nesta corrida tecnológica.