Categoria: Auto & Tech

  • Meta lança Muse Spark 1.1: a IA que disputa a liderança em programação com preço agressivo

    Meta lança Muse Spark 1.1: a IA que disputa a liderança em programação com preço agressivo

    Um novo player no mercado de IA para desenvolvedores

    A Meta deu mais um passo para consolidar sua posição no competitivo mercado de inteligência artificial com o lançamento do Muse Spark 1.1, modelo especializado em programação, raciocínio lógico e automação de tarefas. Anunciado oficialmente às 16h36 (horário de Brasília) desta quinta-feira (09/07), o novo sistema representa uma evolução significativa em relação à versão inicial apresentada em abril, com foco em agentes autônomos capazes de operar com mínima intervenção humana.

    Diferente dos modelos tradicionais de IA, que atuam como assistentes pontuais, o Muse Spark 1.1 é projetado para executar funções completas — como navegação na web sem supervisão e processamento automatizado de dados — com maior eficiência e custo reduzido. Segundo a empresa, a nova versão reduz a lacuna técnica em relação a concorrentes como GitHub Copilot, DeepMind e Anthropic, que já dominam o segmento de IA para programação.

    Menor custo e integração com ecossistema da Meta

    Um dos principais diferenciais do Muse Spark 1.1 é seu modelo de precificação agressivo, que, segundo a Meta, tornaria o uso mais acessível para desenvolvedores e empresas. Ainda não há testes independentes que comprovem seu desempenho em larga escala, mas a empresa já sinaliza que o modelo será integrado gradualmente a plataformas como WhatsApp, Instagram e Facebook, ampliando seu alcance além dos ambientes de desenvolvimento.

    Embora a versão 1.1 esteja disponível inicialmente apenas para desenvolvedores nos Estados Unidos, a Meta já trabalha em uma estratégia global que pode redefinir como softwares são criados nos próximos anos. A aposta em agentes autônomos — sistemas capazes de tomar decisões e executar tarefas complexas sem supervisão constante — pode acelerar a adoção de IA em setores como automação de escritórios, análise de dados e até mesmo desenvolvimento de aplicativos.

    O que esperar do futuro da IA para programação?

    A chegada do Muse Spark 1.1 levanta questões sobre como a Meta planeja competir com gigantes como Microsoft (dona do GitHub Copilot) e Google (que integrou IA ao Android Studio). A empresa não divulgou benchmarks comparativos, mas especialistas já especulam se o modelo conseguirá superar limitações de versões anteriores, como alucinações em código gerado automaticamente e dependência excessiva de supervisão humana.

    Para desenvolvedores, a grande expectativa é a redução de custos sem perda de qualidade. Caso o Muse Spark 1.1 cumpra o prometido, a Meta pode se tornar uma alternativa viável para startups e pequenas empresas que buscam ferramentas de IA para otimizar workflows de programação. Já para usuários finais, a integração com aplicativos do Meta ainda é um mistério, mas a possibilidade de assistentes de IA mais inteligentes e autônomos no dia a dia não pode ser descartada.

  • Modo Fácil do Android: como ativar e personalizar em Samsung e Realme para facilitar o uso

    Modo Fácil do Android: como ativar e personalizar em Samsung e Realme para facilitar o uso

    Desde que a Samsung e a Realme começaram a incorporar o Modo Fácil em seus dispositivos Android, a acessibilidade ganhou um aliado importante para usuários que enfrentam dificuldades visuais ou motoras. Lançado como parte das configurações de acessibilidade do sistema, o recurso simplifica a interface ao ampliar elementos visuais, aumentar o contraste e reduzir a poluição visual, tornando smartphones mais fáceis de usar no dia a dia.

    O que muda quando o Modo Fácil é ativado?

    Ao ativar o Modo Fácil, o sistema operacional aplica uma série de ajustes automáticos na tela, como:

    • Ícones e textos com tamanhos ampliados;
    • Botões de comando mais visíveis e distanciados;
    • Contraste reforçado para facilitar a leitura;
    • Layout simplificado, com menos elementos visuais desnecessários.

    Esses recursos são especialmente úteis para idosos, pessoas com baixa visão ou dificuldades motoras, além de quem prefere uma experiência mais minimalista e menos sobrecarregada. No entanto, a disponibilidade do Modo Fácil depende diretamente da interface customizada de cada fabricante — enquanto Samsung e Realme já o oferecem, marcas como Motorola e Xiaomi ainda não o implementaram em seus modelos.

    Passo a passo: como ativar e desativar no Samsung

    Em dispositivos Samsung, o processo é simples e pode ser feito em poucos segundos. Veja como:

    1. Acesse as Configurações do celular (ícone de engrenagem).
    2. Toque em “Acessibilidade”.
    3. Selecione “Modo Fácil”.
    4. Ative a opção “Usar Modo Fácil”.
    5. Para ajustar o nível de ampliação ou contraste, toque em “Personalizar”.

    Para desativar, basta seguir o mesmo caminho e desmarcar a opção. Vale lembrar que, em alguns modelos, o Modo Fácil pode ser ativado rapidamente através do painel de notificações, dependendo da versão do One UI.

    Realme: onde encontrar a função?

    Na Realme, o procedimento é semelhante, mas pode variar ligeiramente conforme a versão do Realme UI. Geralmente, o caminho é:

    1. Abra Configurações.
    2. Vá até “Acessibilidade”.
    3. Selecione “Modo Fácil” e ative o recurso.

    Assim como na Samsung, é possível personalizar o nível de ampliação e contraste. A Realme também permite que o usuário defina atalhos para ativar ou desativar o modo rapidamente, facilitando o acesso em situações de necessidade.

    Por que nem todos os Androids têm o Modo Fácil?

    A ausência do Modo Fácil em dispositivos de outras fabricantes, como Motorola ou Xiaomi, está diretamente ligada às suas interfaces personalizadas (Xiaomi HyperOS ou Motorola My UX). Enquanto a Samsung e a Realme optaram por integrar o recurso nativamente em suas versões do Android, outras marcas ainda não o adotaram — ou o fizeram de forma limitada em modelos específicos.

    Para quem busca uma alternativa, existem aplicativos de terceiros, como o Big Launcher ou Simple Launcher, que oferecem soluções semelhantes, embora com menos integração ao sistema. No entanto, a praticidade do Modo Fácil nativo continua sendo a melhor opção para quem precisa de acessibilidade imediata.

  • Vazamento oficial revela Galaxy Z Flip 8, Watch 9 e Watch Ultra 2 antes do Unpacked

    Vazamento oficial revela Galaxy Z Flip 8, Watch 9 e Watch Ultra 2 antes do Unpacked

    Três dias antes do tão aguardado Galaxy Unpacked de 22 de julho de 2026, a Samsung já tem sua linha de produtos parcialmente revelada. Imagens renderizadas oficiais dos futuros Galaxy Z Flip 8, Galaxy Watch 9 e Galaxy Watch Ultra 2 vazaram na internet, oferecendo um primeiro vislumbre dos designs que devem chegar ao mercado ainda este mês.

    Designs discretos, mas com novidades por dentro

    Os vazamentos indicam que os novos aparelhos manterão a estética familiar de suas gerações anteriores. O Galaxy Z Flip 8, por exemplo, parece repetir a fórmula do Z Flip 7 (lançado em 2025), com duas câmeras externas de alta resolução — uma de 50 MP e outra de 12 MP — e uma bateria de 4.300 mAh. Internamente, o destaque fica por conta do processador, que pode ser tanto o Exynos 2600 quanto o Snapdragon 8 Elite Gen 5, além de 12 GB de RAM.

    Watch 9 e Watch Ultra 2: evolução sutil em relógios

    Os smartwatches também não devem trazer grandes revoluções no visual. O Galaxy Watch 9 e o Galaxy Watch Ultra 2 aparecem com designs refinados, possivelmente mantendo as mesmas funcionalidades de saúde e conectividade de seus antecessores, mas com melhorias de performance e duração de bateria. Ainda não há detalhes oficiais sobre preços ou disponibilidade, mas a expectativa é alta para o evento de 22 de julho.

    E o Galaxy Z Fold 8 Wide? A grande promessa do Unpacked

    Ainda mais aguardado do que os aparelhos já vazados é o Galaxy Z Fold 8 Wide, que promete mudar as regras do jogo. Com uma tela interna mais larga — próxima às proporções de um tablet —, o dispositivo deve oferecer uma experiência de uso mais imersiva, especialmente para produtividade e entretenimento. Se os rumores se confirmarem, será um marco para a linha Fold, que até então mantinha proporções mais compactas.

    Com o Unpacked se aproximando, os consumidores não terão mais que esperar para conferir de perto o futuro da Samsung. Até lá, os vazamentos servem como um spoiler oficial — ou, pelo menos, um indicativo do que a gigante sul-coreana tem a mostrar.

  • IA: o choque de realidade dos executivos com a conta da inovação

    IA: o choque de realidade dos executivos com a conta da inovação

    Na última quarta-feira (2 de julho de 2026), executivos de todo o mundo tiveram um despertar nada suave: a inteligência artificial, antes vista como uma solução mágica para automação e eficiência, revelou um lado oculto — e caro. Segundo um levantamento da consultoria KPMG, 29% dos líderes seniores admitiram não compreender os custos operacionais crescentes da tecnologia, um problema agravado pelo modelo de cobrança baseado em consumo, não em assinaturas fixas.

    O erro de cálculo que custou caro

    Grandes corporações, incluindo gigantes como Amazon e Microsoft, investiram bilhões para sustentar a demanda por IA, mas muitas empresas tratavam a tecnologia como um software tradicional. A crença era simples: pagar uma quantia fixa por mês pelo acesso a ferramentas como chatbots ou agentes autônomos. O que encontraram foi algo bem diferente. Plataformas como OpenAI, Anthropic e GitHub operam com modelos de faturamento variável, cobrando por tokens processados ou interações, o que tornou as despesas imprevisíveis e, em muitos casos, assustadoras.

    O relatório que expôs a vulnerabilidade

    Os dados são do estudo da KPMG, que entrevistou 2.145 executivos em 20 países. O levantamento, publicado pelo The Register, mostrou que a maioria das empresas subestimou os custos reais da IA, especialmente após a onda de testes com soluções piloto. Agora, com os orçamentos estourados, muitos tentam readequar suas estratégias — mas a falta de transparência dos provedores de IA dificulta o controle das despesas. A situação é ainda mais crítica para pequenas e médias empresas, que não têm margem para erros em seus investimentos tecnológicos.

    O que vem pela frente?

    O setor de IA segue em expansão, mas o modelo de negócios precisa amadurecer. Empresas como Microsoft e Amazon já trabalham em soluções para oferecer preços mais previsíveis, como pacotes de créditos ou contratos de longo prazo. Enquanto isso, executivos precisam revisar urgentemente suas políticas de governança de TI para evitar surpresas desagradáveis. Afinal, inovar não pode custar mais do que o esperado — nem do que a empresa pode pagar.

  • Crise de componentes derruba vendas de PCs: queda de 4,9% no segundo trimestre de 2026

    Crise de componentes derruba vendas de PCs: queda de 4,9% no segundo trimestre de 2026

    Preços em alta sufocam o mercado de PCs

    A crise nas cadeias de suprimento continua a drenar a saúde financeira dos consumidores e das empresas. Componentes essenciais como memórias RAM e SSDs tiveram seus preços inflados nos últimos meses, tornando os custos de produção e, consequentemente, os preços finais dos PCs proibitivos para parte do mercado. Segundo a IDC, a venda de computadores despencou 4,9% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 68,2 milhões de unidades comercializadas.

    Fim do Windows 10 não foi suficiente para reverter a queda

    Em outubro de 2025, a Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10, o que, em tese, deveria impulsionar a migração para o Windows 11 e, por tabela, aumentar a demanda por novos equipamentos. No entanto, a alta nos preços dos componentes minou essa expectativa. Nos nove trimestres anteriores — entre o início de 2024 e junho de 2026 — a indústria havia registrado crescimento contínuo, mas a trajetória se inverteu no segundo trimestre deste ano.

    Perspectivas sombrias para o segundo semestre de 2026

    A IDC projeta uma forte desaceleração no ritmo de crescimento para os próximos meses, com sinais de que a crise de componentes pode se estender. Fabricantes e varejistas já sinalizam ajustes nos estoques e estratégias de precificação para tentar contornar o cenário adverso. Enquanto isso, consumidores e empresas seguem em espera, adiando upgrades ou optando por soluções alternativas, como dispositivos móveis ou cloud computing.

  • BYD Shark chega à Europa com foco em performance e concorre com Hilux e Ranger

    BYD Shark chega à Europa com foco em performance e concorre com Hilux e Ranger

    A BYD está expandindo seu portfólio global de veículos elétricos e híbridos com a chegada da Shark ao mercado europeu, após um lançamento modesto no Brasil em 2024. Enquanto a picape não conquistou o público brasileiro — cuja preferência ainda recai sobre modelos convencionais —, ela encontrou nichos mais receptivos em outros mercados, como a Austrália.

    Aposta em performance e imagem premium

    A versão europeia da Shark chega com um pacote técnico distinto daqueles oferecidos em outros continentes. Em vez do motor 2.0 turbo de 475 cv visto na Austrália, a picape média europeia traz um sistema híbrido composto por um motor 1.5 turbo a gasolina de 183 cv e dois motores elétricos (um dianteiro de 231 cv e outro traseiro de 204 cv). Juntos, eles entregam 437 cv e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos.

    Estratégia de diferenciação no competitivo mercado europeu

    A BYD optou por não incluir versões utilitárias com chassi aberto ou motorização mais potente na Europa, focando em uma imagem premium para competir diretamente com as picapes de topo de linha, como a Toyota Hilux e a Ford Ranger. A estreia oficial acontecerá no prestigiado Festival de Goodwood, entre os dias 9 e 12 de julho, um evento que reúne os principais lançamentos do setor automobilístico.

    Mercado europeu abraça picapes PHEV?

    Embora o mercado europeu não seja tradicionalmente receptivo a picapes sobre chassi — um legado de regulamentações e preferências urbanas —, há um crescente interesse por modelos híbridos plug-in (PHEV), especialmente entre consumidores que buscam eficiência sem abrir mão da robustez. A Ford Ranger já vem ganhando tração nesse segmento, e a BYD espera conquistar espaço com a Shark, que promete aliar tecnologia, performance e design agressivo.

  • Monitores LG e Dell instalam adware sem consentimento via Microsoft Store

    Monitores LG e Dell instalam adware sem consentimento via Microsoft Store

    Adware em monitores premium: invasão silenciosa após atualização

    O que começou como um mero incômodo de bloatware em PCs — como trials de antivírus não solicitados — agora migrou para o hardware. Relatos recentes no Reddit expõem um problema mais grave: monitores de marcas como LG e Dell estão instalando adware automaticamente após atualizações do sistema operacional, via LG Monitor App Installer e Microsoft Store. O cenário, identificado em modelos como o LG UltraGear e Alienware (Dell), revela um padrão preocupante de invasão à privacidade do usuário.

    Como o adware age: um ciclo de atualizações sem controle

    Segundo os relatos, o processo se inicia com uma atualização do sistema operacional ou do firmware do monitor. Em seguida, o LG Monitor App Installer — software de gerenciamento da LG — é ativado automaticamente, sem qualquer aviso ao usuário. A partir daí, janelas pop-up com propagandas de terceiros, como promoções da McAfee, começam a ser exibidas. O detalhe mais alarmante: muitos usuários não se lembram de ter instalado o aplicativo, muito menos de tê-lo autorizado a agir dessa forma.

    Alienware e LG: marcas no mesmo radar de invasão

    Embora o foco inicial da discussão tenha sido nos monitores LG UltraGear, relatos paralelos indicam que o problema pode se estender a dispositivos Dell Alienware. Isso sugere que o mecanismo de instalação forçada de softwares não solicitados pode ser um padrão em fabricantes que integram seus próprios ecossistemas de gerenciamento. A ausência de transparência nesses processos levanta dúvidas sobre até que ponto as empresas monitoram — ou interferem — na experiência do usuário após a compra.

    O que diz a legislação e o que os usuários podem fazer?

    No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) exige consentimento explícito para a instalação de softwares que coletem ou exibam dados do usuário. A prática identificada, no entanto, viola esse princípio ao agir de forma unilateral. Enquanto a LG e a Dell não se pronunciaram oficialmente sobre o caso, especialistas recomendam que os usuários verifiquem os aplicativos instalados recentemente, desabilitem atualizações automáticas do LG Monitor App Installer e, em casos extremos, considerem a remoção do software via Painel de Controle ou Desinstalador de Programas. Ferramentas como o AdwCleaner também podem ajudar a identificar e remover adwares residuais.

  • PlayStation corta contas inativas na Europa: jogos e acesso perdidos após 3 anos sem login

    PlayStation corta contas inativas na Europa: jogos e acesso perdidos após 3 anos sem login

    Fim das mídias físicas acende alerta sobre políticas de contas

    A Sony prepara o terreno para o fim da era das mídias físicas no PlayStation a partir de 2028, mas uma cláusula em seus Termos de Serviço na Europa já gera revolta entre jogadores. O documento, na seção 21, autoriza o encerramento de contas inativas por três anos consecutivos, com aviso prévio por e-mail e oportunidade de seis meses para reativação.

    Perda de acesso e games comprados: o que diz a política

    Quem não fizer login ou não entrar em contato para manter a conta ativa perderá não apenas o acesso aos serviços online, mas também aos jogos digitais adquiridos na PlayStation Store. A medida afeta diretamente a biblioteca de títulos comprados, que ficam inacessíveis após o cancelamento. No Brasil, a política não é aplicada, conforme o contrato publicado no site oficial da PlayStation.

    Consequências para jogadores e mercado europeu

    O anúncio reforça a transição do PlayStation para um modelo 100% digital, mas levanta questões sobre direitos de propriedade e segurança de dados dos usuários. A polêmica ganha força em um momento em que a empresa já enfrenta críticas pela decisão de abandonar mídias físicas, que impacta colecionadores e jogadores que preferem cópias físicas.

  • Picapes e chineses dominam: como o mercado de carros se dividiu em junho de 2026

    Picapes e chineses dominam: como o mercado de carros se dividiu em junho de 2026

    Fiat Strada e Hilux: as rainhas das estradas brasileiras

    A Fiat Strada não apenas manteve sua posição de carro mais vendido do Brasil em junho de 2026 como também ampliou sua vantagem com doze estados sob seu domínio — uma hegemonia que se estende por todas as cinco regiões do país. Enquanto isso, a Toyota Hilux, tradicional força em vendas, assumiu o topo em Roraima e Tocantins, confirmando que o segmento de picapes continua imbatível em regiões de fronteira e com perfil agropecuário acentuado.

    Picapes dominam em metade dos estados: o fenômeno regional

    O mercado de junho revelou um padrão curioso: em três estados — Pará, Roraima e Espírito Santo — as picapes ocuparam todas as três posições do pódio. No Tocantins, a hegemonia foi ainda mais radical: os cinco modelos mais vendidos foram picapes, um reflexo da forte presença do agronegócio na região e da preferência por veículos robustos e versáteis. Essa concentração não é isolada, mas sim um indicativo de como as montadoras estão adaptando suas estratégias às demandas locais.

    Chineses ganham terreno: EX2 e a revolução nos estados do Nordeste

    Enquanto as picapes reinavam no Norte e Centro-Oeste, os modelos chineses fizeram a festa em sete estados brasileiros. O Geely EX2, por exemplo, assumiu a vice-liderança na Paraíba e no Piauí, mas também garantiu a primeira posição no Rio Grande do Norte e em Sergipe — um feito que já havia conquistado em maio. Essa ascensão não é passageira: os chineses estão ganhando espaço com preços competitivos e tecnologias embarcadas, especialmente em mercados onde a sensibilidade ao custo é maior.

    São Paulo e Minas Gerais: onde os compactos e hatchs ainda resistem

    Em contraste com a supremacia das picapes, o Hyundai HB20 manteve sua liderança no Paraná pelo segundo mês consecutivo, enquanto o Volkswagen T-Cross — o carro mais vendido em junho no Brasil — concentrou impressionantes 31% de suas vendas em São Paulo. A marca alemã ainda fechou uma dobradinha no estado, com o Polo liderando no Amazonas. Já em Minas Gerais, o Fiat Argo dominou com quase 73% dos emplacamentos, enquanto o Chevrolet Onix, tradicional líder nacional, viu sua participação superar os 49% no estado — um sinal de que, mesmo em territórios onde a competição é acirrada, os padrões de consumo ainda favorecem os modelos mais acessíveis.

    O que esperar do segundo semestre?

    A dinâmica do mercado automotivo brasileiro em junho de 2026 reforça duas tendências: a consolidação das picapes como pilar do segmento e a crescente penetração dos chineses em nichos onde a relação custo-benefício é decisiva. Com a chegada de novos modelos elétricos e híbridos ao portfólio das montadoras, a disputa promete se intensificar, especialmente em estados onde a infraestrutura de recarga ainda é um desafio. Enquanto isso, os consumidores seguem moldando suas escolhas pela praticidade, custo e adaptabilidade às condições regionais — um jogo que só deve se tornar mais complexo nos próximos meses.

  • Argo X chega em setembro com freios aprimorados e motor turbo híbrido: o que muda para o consumidor

    Argo X chega em setembro com freios aprimorados e motor turbo híbrido: o que muda para o consumidor

    A Fiat está prestes a revolucionar o segmento de compactos no Brasil com o lançamento do Argo X, programado para setembro de 2026. O novo modelo, produzido na fábrica de Betim (MG), chega com uma proposta ousada: conviver lado a lado com o Argo atual nas lojas, oferecendo mais tecnologia e eficiência sem abandonar a acessibilidade.

    Freios redesenhados: segurança em primeiro lugar

    Um dos destaques da nova geração é a reformulação do sistema de freios, que promete eliminar falhas comuns em modelos anteriores. Segundo informações internas, o pedal de freio ganhou um novo revestimento antideslizante e um sistema de alerta mais sensível, reduzindo o risco de falhas silenciosas — um problema recorrente em veículos com componentes de borracha desgastados. A Fiat afirma que os testes em pista já demonstraram uma melhora de 15% na resposta do sistema.

    Motor turbo híbrido leve: eficiência sem perder performance

    O Argo X será equipado com um motor turbo híbrido leve, uma combinação inédita no segmento. O sistema, que deve ser apresentado oficialmente em agosto, promete reduzir o consumo de combustível em até 20% em relação ao Argo atual, sem comprometer a potência. Especialistas do setor apontam que a Fiat está apostando em uma solução intermediária, evitando os custos elevados de um híbrido pleno, mas ainda assim oferecendo uma experiência mais moderna aos consumidores.

    Estratégia de mercado: dois modelos, um propósito

    A decisão de manter o Argo atual no portfólio ao lado do Argo X é uma jogada arriscada, mas calculada. Com a crescente concorrência de modelos como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta, a Fiat busca cobrir diferentes faixas de preço sem diluir sua marca. O Argo X, com preço estimado entre R$ 95 mil e R$ 110 mil, deve atrair clientes que buscam mais tecnologia, enquanto o Argo tradicional (a partir de R$ 75 mil) permanece como opção para quem prioriza custo-benefício.

    O que esperar até o lançamento

    Antes da estreia em setembro, a Fiat deve realizar testes de longa duração com frotas corporativas e eventos de pré-lançamento para jornalistas. Fontes próximas ao projeto indicam que a campanha publicitária já está em fase final, com foco em mídias digitais e parcerias com influenciadores do segmento automotivo. Com a data de 9 de julho de 2026 como referência, o calendário aponta para um anúncio oficial na segunda quinzena de agosto, possivelmente durante o Salão do Automóvel de São Paulo.