Categoria: Auto & Tech

  • Apple investe US$ 30 bilhões em chips americanos: Broadcom lidera produção até 2031

    Apple investe US$ 30 bilhões em chips americanos: Broadcom lidera produção até 2031

    Parceria histórica para a indústria americana de semicondutores

    A Apple formalizou na última quarta-feira (08/07/2026) um compromisso de US$ 30 bilhões com a Broadcom para projetar e fabricar chips personalizados nos Estados Unidos. O acordo, o maior já feito dentro do Programa de Manufatura Americana (AMP) da Maçã — lançado em 2025 —, representa um marco na estratégia de redução da dependência externa por componentes críticos.

    Broadcom amplia fábrica no Colorado com aporte de US$ 1,5 bilhão

    A multinacional também anunciou um investimento adicional de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,7 bilhões) para modernizar sua unidade em Fort Collins, no Colorado. A unidade será responsável pela produção de hardwares de conectividade, como chips de comunicação 5G/6G e Wi-Fi, que equiparão os próximos iPhones, Macs e dispositivos da Apple nos próximos anos. Segundo comunicado oficial, a fábrica começará a operar em 2027, com capacidade escalonada até 2031 — quando deve atingir a produção de mais de 15 bilhões de componentes.

    Implicações para o mercado e a estratégia da Apple

    O movimento reforça a tendência global de reshoring (relocalização) na indústria de tecnologia, impulsionada por tensões geopolíticas e incentivos governamentais. Para a Apple, além da segurança no fornecimento, a parceria garante acesso a chips de ponta projetados internamente, reduzindo custos e aumentando a margem de lucro. Analistas destacam que a iniciativa pode pressionar concorrentes como Qualcomm e Intel a acelerarem seus próprios planos de produção local nos EUA.

    Reação da Apple e perspectivas futuras

    O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que o acordo ‘marca um novo capítulo’ na colaboração da empresa com fornecedores americanos. A estratégia alinha-se com a meta da administração Biden de fortalecer a infraestrutura de semicondutores nos EUA, que já conta com US$ 52 bilhões em subsídios via CHIPS Act. Especialistas preveem que, até 2030, a Apple poderá produzir até 30% de seus chips internamente, dependendo da demanda por dispositivos com IA embarcada.

  • 10 formas criativas de dar nova vida ao seu smartphone antigo antes de descartá-lo

    10 formas criativas de dar nova vida ao seu smartphone antigo antes de descartá-lo

    Do lixo eletrônico ao aliado do dia a dia: como reinventar seu celular velho

    Guardado na gaveta há meses ou anos, aquele smartphone antigo pode ser muito mais do que um objeto esquecido. Em um mundo onde a obsolescência programada e o descarte rápido de dispositivos eletrônicos se tornaram um problema ambiental, reaproveitar um celular velho é uma atitude inteligente — e agora, em 8 de julho de 2026, ganha ainda mais relevância diante do crescente debate sobre economia circular e sustentabilidade tecnológica.

    Segundo dados da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos (ABREE), mais de 2,5 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas anualmente no Brasil. Nesse contexto, transformar um aparelho obsoleto em um recurso útil não só evita a poluição como também oferece soluções práticas para o cotidiano. Afinal, por que comprar um novo dispositivo quando o antigo ainda pode cumprir funções essenciais?

    Do controle remoto ao GPS: 10 usos que você não imaginava para o seu celular velho

    As possibilidades são surpreendentes. Um aparelho que já não atende mais às demandas de aplicativos pesados ou jogos pode se tornar um smartphone secundário para emergências, um hub de entretenimento para a TV ou até um sistema de câmeras de segurança doméstica. Com aplicativos como IP Webcam ou TeamViewer, é possível monitorar a casa à distância usando a câmera traseira do dispositivo antigo. Para quem gosta de viagens, o celular pode funcionar como um GPS portátil no carro, graças a navegadores como o Google Maps ou Waze, mesmo sem chip.

    Outra função pouco explorada é a de controle remoto universal. Com apps como o Smart Remote ou AnyMote, o aparelho pode substituir diversos controles, conectando-se via infravermelho ou Bluetooth a TVs, ar-condicionados e outros dispositivos. Para quem tem crianças ou idosos em casa, transformar o celular em um jogador de música ou audiolivro é uma excelente alternativa, especialmente se o dispositivo ainda possuir alto-falantes de qualidade.

    Outras ideias incluem:

    • Leitor de e-books: Instale aplicativos como o Kindle ou Lithium para transformar o aparelho em uma biblioteca portátil.
    • Console portátil: Com emuladores como o RetroArch, é possível jogar clássicos de N64, SNES ou Game Boy no dispositivo.
    • Ponto de acesso Wi-Fi: Se o chip ainda funcionar, use o celular como um hotspot para conectar outros dispositivos à internet.
    • Dispositivo de autenticação: Centralize chaves de 2FA (como Google Authenticator) para aumentar a segurança das suas contas.
    • Câmera de segurança com movimento: Apps como o Alfred Camera permitem detectar movimento e gravar vídeos automaticamente.

    E quando não há mais utilidade? A importância do descarte consciente

    Nem todo celular velho pode ser reaproveitado, mas isso não significa que deva ser jogado no lixo comum. Em 2026, a legislação brasileira sobre lixo eletrônico está mais rigorosa, com a obrigatoriedade de pontos de coleta especializados em todos os municípios com mais de 100 mil habitantes. Empresas como a Green Eletron e a Recicla Sampa oferecem serviços gratuitos de reciclagem, garantindo que componentes como lítio, cobalto e plásticos sejam encaminhados para reutilização em novos produtos.

    Antes de descartar, verifique se o aparelho pode ser doado para projetos sociais ou assistências técnicas. Muitas organizações, como a Recondiciona, reformam dispositivos antigos e os distribuem para comunidades carentes ou escolas. Outra opção é vender o aparelho para empresas de reciclagem, que pagam até R$ 500 por modelos em bom estado, dependendo da marca e configuração.

    O futuro da reutilização: tendências que já são realidade

    A indústria de tecnologia começa a abraçar o conceito de refurbished (recondicionado), com marcas como Samsung e Motorola lançando programas de revitalização de aparelhos antigos. Além disso, startups estão desenvolvendo soluções para transformar celulares velhos em servidores domésticos ou nós de internet das coisas (IoT), conectando dispositivos inteligentes da casa via Wi-Fi.

    Para Max Ferreira, especialista em mobilidade e tecnologia sustentável, a tendência é clara: “O descarte de celulares não é apenas um problema ambiental, mas uma oportunidade perdida. Em um mundo cada vez mais digital, reaproveitar é a nova inovação”.

    Passo a passo: como transformar o seu celular velho em 30 minutos

    1. Limpeza e segurança: Faça backup dos dados importantes e remova o chip/SIM card.

    2. Instalação de apps: Baixe ferramentas como Google Chrome (para navegação), VLC Media Player (para mídia) ou IP Webcam (para segurança).

    3. Configuração: Ajuste brilho, desative notificações desnecessárias e conecte-o a uma rede Wi-Fi estável.

    4. Fixação: Use suportes ou fitas adesivas para posicionar o celular como câmera de segurança ou GPS no carro.

    Com criatividade e um pouco de tempo, aquele aparelho esquecido pode se tornar uma ferramenta indispensável — e ainda ajudar o planeta.

  • Citroën derruba preço do Aircross em R$ 25 mil com apenas 292 vendas em 2026: estratégia de estoque ou recuo estratégico?

    Citroën derruba preço do Aircross em R$ 25 mil com apenas 292 vendas em 2026: estratégia de estoque ou recuo estratégico?

    Aircross patina no mercado brasileiro: menos de 300 unidades em seis meses

    A geração atual do Citroën Aircross, lançada em 2023 com propostas de estilo, espaço e motor turbo, não conseguiu conquistar o público brasileiro. Segundo dados da Fenabrave, o modelo emplacou apenas 292 unidades entre janeiro e junho de 2026 — uma performance tímida frente a concorrentes diretos como o Volkswagen T-Cross (48.049 unidades) e o Hyundai Creta (35.929), além de ser superado até por modelos premium como a Porsche 911 (695 emplacamentos).

    Corte de R$ 25 mil: estratégia de liquidação ou sinal de desistência?

    A marca francesa, que apostou no Aircross como carro-chefe para o segmento de SUVs médios, agora recorre a descontos agressivos. A versão Shine 7L Turbo 200 AT, com preço de tabela de R$ 154.490, está sendo oferecida por R$ 128.790 até o esgotamento dos estoques — ou até o início de agosto, o que ocorrer primeiro. A campanha, focada no site oficial da Citroën, sugere uma tentativa de esvaziar galpões, mas também levanta dúvidas sobre o futuro do modelo no portfólio da marca no Brasil.

    O que os números revelam sobre o segmento de SUVs médios?

    O desempenho do Aircross contrasta com a robustez do mercado de SUVs no Brasil, onde modelos compactos e médios dominam as vendas. Enquanto o T-Cross e o Creta lideram o segmento, o Aircross enfrenta competição não apenas de rivais diretos, mas também de marcas que apostam em preços mais agressivos ou em apelos como conectividade e design distintivo. A Citroën, que já descontinuou o C3 Aircross (versão hatch), agora precisa decidir se o modelo sobreviverá a longo prazo ou se a redução de preços é um passo rumo à descontinuação.

    Consequências: estoque ou recuo estratégico?

    A estratégia de precificação pode trazer alívio imediato às concessionárias, mas os números sugerem um cenário mais preocupante. Com vendas tão abaixo do esperado, a pergunta que fica é: a Citroën está ajustando preços para vender o que tem em estoque, ou o Aircross já não faz mais parte dos planos da marca para o mercado brasileiro? A resposta pode vir em breve, quando os estoques se esgotarem ou quando a marca anunciar novos modelos.

  • Baterias de elétricos usados duram mais do que o esperado; especialistas explicam como avaliar

    Baterias de elétricos usados duram mais do que o esperado; especialistas explicam como avaliar

    O mercado de seminovos de veículos elétricos enfrenta um obstáculo persistente: a desconfiança sobre a durabilidade das baterias. Até recentemente, muitos consumidores evitavam esses modelos usados por receio de que a substituição do sistema de armazenamento de energia fosse onerosa e tecnicamente complexa. No entanto, novos dados de monitoramento de frotas globais revelam uma realidade surpreendente: as baterias estão durando muito mais do que se previa.

    Perda de autonomia é menor que o esperado: 7% em três anos

    Em média, um carro elétrico perde apenas 7% da sua capacidade de autonomia após três anos de uso. Para ilustrar, um BYD Dolphin 2023, que saiu de fábrica com 291 km de alcance (medido pelo PBEV), manteria hoje, em 8 de julho de 2026, cerca de 270,6 km com uma carga completa. Essa resistência à degradação é um dos fatores que podem impulsionar a confiança no mercado de usados.

    Estudos globais confirmam: degradação anual de 1,8% a 2,3%

    A Geotab, empresa especializada em telemetria veicular, publicou um relatório indicando que a perda média de capacidade das baterias de íons de lítio é de apenas 2,3% ao ano. Já a consultoria Recurrent, em seu levantamento mais recente, aponta uma taxa ainda menor, de 1,8% anualmente. Esses números desconstroem o mito de que os elétricos se tornariam inviáveis em poucos anos.

    Como a indústria define o fim da vida útil das baterias?

    A indústria automotiva considera que um pacote de baterias atinge o limite de sua vida útil quando sua capacidade cai para 70% ou 80% da original. Nesse patamar, ainda restam cerca de 10 a 15 anos de utilização viável, dependendo do modelo e das condições de uso. Isso significa que, mesmo após uma década, muitos elétricos ainda operariam com mais de 70% da autonomia inicial — um cenário muito distante do descarte prematuro.

    O que avaliar ao comprar um elétrico usado?

    Para quem busca um carro elétrico seminovo, alguns pontos são essenciais na hora da compra:

    • Histórico de carregamento: Baterias que passaram por carregamentos rápidos frequentes ou exposição a temperaturas extremas tendem a degradar mais rápido.
    • Estado de saúde da bateria (SoH): Muitos fabricantes, como Tesla e BYD, oferecem relatórios detalhados da capacidade residual. Verifique se o veículo possui esse documento.
    • Garantias estendidas: Marcas como Nissan e Chevrolet oferecem coberturas de até 8 anos ou 160 mil km para sistemas de bateria. Confira se o usado ainda está dentro do prazo.
    • Kilometragem e perfil de uso: Carros com trajetos predominantemente urbanos ou em estradas tendem a ter menor desgaste em comparação aos que rodam em condições mais adversas.

    A combinação desses fatores explica por que o mercado de elétricos usados começa a ganhar tração. Com baterias mais duráveis e preços competitivos, a tendência é que a oferta aumente — e, consequentemente, os valores se tornem mais atrativos para o consumidor final.

  • Samsung revela Unpacked para 22 de julho em Londres: Fold Wide e novidades tech prometem redefinir o mercado

    Samsung revela Unpacked para 22 de julho em Londres: Fold Wide e novidades tech prometem redefinir o mercado

    Um novo capítulo na dobrável: Fold Wide chega com formato inovador

    A gigante sul-coreana antecipou detalhes do Unpacked de julho em suas redes sociais, confirmando que o evento será realizado em 22 de julho de 2026 em Londres, Reino Unido. Entre os destaques, o Galaxy Fold Wide promete revolucionar o segmento de dobráveis com um design inspirado em ‘passaporte’, apostando em uma tela mais larga e compacta ao mesmo tempo. A estratégia da Samsung já vinha sendo sinalizada por teasers que comparavam o formato a uma barra de chocolate sendo consumida — uma metáfora visual para a transição do tradicional Fold para um modelo mais horizontal.

    Smartwatches e óculos inteligentes: a expansão além dos celulares

    Além do Fold Wide, a empresa deve apresentar atualizações significativas na linha Galaxy Watch, possivelmente incluindo modelos com novos sensores de saúde e designs mais leves. Há também especulações sobre o lançamento de óculos inteligentes com inteligência artificial, que poderiam integrar recursos de realidade aumentada e assistentes virtuais, alinhando-se a tendências como o Meta Ray-Ban e o Apple Vision Pro.

    Transmissão ao vivo e impacto no mercado tech

    A Samsung já confirmou que o Unpacked terá transmissão ao vivo pelo YouTube da Samsung Brasil, permitindo que fãs e profissionais acompanhem as novidades em tempo real. O evento chega em um momento crítico para a indústria, após a Apple ter lançado recentemente seus próprios iPhones dobráveis (iPhone 16 Fold), pressionando a concorrência a acelerar inovações. Caso os rumores se confirmem, o Fold Wide poderá ser o primeiro grande contra-ataque da Samsung no segmento premium de dobráveis, que movimenta bilhões de dólares anualmente.

  • Meta lança Muse Image: IA de geração de imagens chega ao AI, WhatsApp e Instagram

    Meta lança Muse Image: IA de geração de imagens chega ao AI, WhatsApp e Instagram

    A Meta deu mais um passo firme na corrida pela inteligência artificial generativa ao lançar, na última segunda-feira (06/07), o Muse Image, um modelo de IA especializado em geração e edição de imagens. A novidade chega com a promessa de transformar a forma como usuários e anunciantes interagem com as plataformas da empresa, integrando-se diretamente ao Meta AI, WhatsApp e Instagram.

    Muse Image: o que muda para usuários e marcas?

    O Muse Image não é apenas mais um gerador de imagens. Segundo a Meta, ele permite a criação de imagens a partir de descrições textuais, edição de elementos em fotos de perfis públicos do Instagram e até a aplicação de efeitos personalizados. Para anunciantes, a ferramenta será disponibilizada como parte do serviço Advantage Plus, possibilitando a geração de anúncios com maior agilidade e criatividade.

    Desempenho nos benchmarks: como o Muse Image se compara?

    Em testes comparativos, o Muse Image demonstrou superioridade frente a concorrentes como o Nano Banana 2 do Google, ficando atrás apenas do GPT Image 2 da OpenAI, líder do segmento. A Meta destaca que o novo modelo foi desenvolvido para oferecer alta qualidade visual, com variações precisas e ajustes de estilo mais naturais — uma evolução em relação às primeiras gerações de ferramentas de IA para imagem.

    Meta Superintelligence Lab: a aposta da gigante em IA

    O Muse Image é a segunda inovação do Meta Superintelligence Lab, laboratório dedicado à IA liderado por Alexandr Wang. Em abril, o braço da empresa estreou com o Muse Spark, focado em geração de texto. Agora, com o lançamento do modelo de imagem, a Meta reforça sua estratégia de integrar IA avançada em todas as suas plataformas, visando não só os usuários finais, mas também o mercado publicitário e de negócios digitais.

  • BYD Sealion 07 e Tang L saem da China para focar em mercados externos: o que isso muda no Brasil?

    BYD Sealion 07 e Tang L saem da China para focar em mercados externos: o que isso muda no Brasil?

    A BYD decidiu encerrar a produção do Sealion 07 e do Tang L (Tang L) em sua linha chinesa, seguindo a estratégia já aplicada ao Song Plus. A mudança reflete a preferência do consumidor chinês por modelos híbridos e plug-in (PHEV) da linha DM-i, além de uma reorganização do portfólio na família Ocean, considerado excessivamente amplo.

    Reestruturação estratégica e foco nos mercados externos

    O Sealion 07, primeiro SUV cupê da BYD no Brasil — lançado em maio de 2026 — agora será produzido exclusivamente para mercados internacionais, com ênfase na Europa e América do Sul. O mesmo destino aguarda o Tang L, que encerrará sua produção atual em abril para retornar com uma plataforma aprimorada (e-Platform 3.0 Evo).

    Impacto no Brasil: oportunidades e desafios

    Para o mercado brasileiro, a decisão da BYD pode significar maior disponibilidade do Sealion 07 e do Song Plus, que já despontam como sucessos locais. Enquanto a China prioriza tecnologias híbridas, a América do Sul recebe modelos com foco em design e performance, como o Sealion 07, que já conquistou consumidores no país. A realocação de produção também pode indicar uma aposta da BYD em expandir sua presença em regiões onde a demanda por SUVs elétricos ainda é crescente.

  • Geely EX2 2027: testes avançam no Brasil com bateria maior e novidades tecnológicas

    Geely EX2 2027: testes avançam no Brasil com bateria maior e novidades tecnológicas

    Produção nacional avança com modelo de 47 kWh

    Os testes de rodagem do Geely EX2 2027 brasileiro já estão em andamento. Um protótipo do hatch elétrico foi flagrado na última semana saindo da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), polo que será responsável pela produção local do modelo. A estreia no mercado nacional está prevista para 2027, com foco em atender a crescente demanda por veículos elétricos no Brasil.

    Bateria maior e autonomia estendida

    A versão nacional do EX2 chega com uma bateria de 47 kWh, que eleva a autonomia para até 480 km no ciclo CLTC — padrão chinês que, embora não seja equivalente ao WLTP europeu ou ao EPA americano, oferece uma referência mais otimista para o consumidor. A capacidade ampliada, em comparação a modelos anteriores, deve reduzir a “ansiedade de autonomia” entre os potenciais compradores, mesmo em trajetos urbanos intensos.

    Visual discreto e tecnologia embarcada

    As atualizações estéticas são sutis, com destaque para uma grade inferior ativa e faróis full-LED, que já eram marcas registradas do modelo. A central multimídia Flyme Auto ganha novas funções, incluindo integração aprimorada com smartphones e sistemas de navegação otimizados para o Brasil. O motor elétrico de 116 cv permanece inalterado, mas a eficiência energética deve melhorar graças ao gerenciamento térmico mais avançado.

    Espaço interno preservado e custo competitivo

    Apesar das mudanças, o EX2 mantém um amplo espaço interno, com cabine modular que prioriza conforto para passageiros e bagagem. A produção local, em parceria com a Renault, deve garantir um preço mais acessível em relação a importados, além de incentivos fiscais estaduais e federais para veículos elétricos — como a isenção do IPI e redução do ICMS em alguns estados.

    Consequências para o mercado brasileiro

    A chegada do EX2 2027 reforça a estratégia das montadoras de investir em eletrificação no Brasil, mesmo diante de desafios como a infraestrutura de recarga ainda incipiente e os altos custos de produção. Com a nacionalização, a Geely poderá competir diretamente com modelos como o BYD Dolphin e o Volkswagen ID.3, ambos já em comercialização no país. A expectativa é que, até 2027, os elétricos representem pelo menos 10% das vendas totais de veículos leves no Brasil, segundo projeções da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

  • X lança editor de vídeos nativo para iPhone e desafia TikTok com recursos avançados

    X lança editor de vídeos nativo para iPhone e desafia TikTok com recursos avançados

    Ferramenta inédita para impulsionar conteúdos originais

    A rede social X deu mais um passo em sua estratégia para se tornar um hub de vídeos originais ao lançar, nesta semana, um editor de vídeos nativo para dispositivos iPhone. A novidade, que combina gravação e edição em um único ambiente, chega como uma resposta direta à dependência da plataforma de conteúdos viralizados em outras redes, como TikTok e Instagram.

    Recursos avançados para criadores

    Entre as funcionalidades disponíveis estão legendas automáticas em múltiplos idiomas, ferramenta de tela verde para efeitos profissionais e a possibilidade de gravação direta pela plataforma. O objetivo é simplificar o processo de produção de vídeos, tornando a experiência mais intuitiva e atraente para criadores que buscam publicar conteúdo exclusivo.

    Estratégia para competir com gigantes do vídeo

    Desde a implementação do formato de rolagem infinita, semelhante ao TikTok, a X tenta se aproximar do modelo de sucesso das plataformas de vídeos curtos. Com o novo editor, a rede social reforça sua ambição de reter talentos e conteúdos originais, reduzindo a prática comum de respostar vídeos já existentes em outras redes. Segundo o chefe de produto da plataforma, Nikita Bier, atualizações adicionais devem ser lançadas nas próximas semanas, embora a versão para Android ainda não tenha previsão de recebê-lo.

  • Windows 11 ganha ‘Reconstrução na Nuvem’: recuperação sem dores de cabeça

    Windows 11 ganha ‘Reconstrução na Nuvem’: recuperação sem dores de cabeça

    Recuperação instantânea sem mídia física

    O Cloud Rebuild, ou “Reconstrução na Nuvem”, é a aposta da Microsoft para simplificar a recuperação de sistemas operacionais. Em vez de depender de mídias físicas ou imagens locais, o recurso baixa diretamente do servidor da empresa uma versão limpa do Windows 11, incluindo os drivers essenciais do hardware do usuário. A funcionalidade está integrada ao Ambiente de Recuperação do Windows (WinRE), acessível mesmo em máquinas com o sistema corrompido.

    Disponível apenas para Insiders — mas com futuro promissor

    Por enquanto, o Cloud Rebuild é exclusivo para participantes do Windows Insider Program, fase de testes que antecede lançamentos estáveis. A restrição temporária permite à Microsoft coletar feedbacks antes de expandir a ferramenta para todos os usuários do Windows 11. Especialistas já destacam o potencial de reduzir reclamações como a falta de áudio ou vídeo após reinstalações, problemas recorrentes em procedimentos tradicionais.

    Como funciona e quem pode testar

    Para ativar o Cloud Rebuild, basta acessar o WinRE (pressionando Shift + Reiniciar no menu Iniciar) e selecionar a opção de recuperação na nuvem. O processo consome cerca de 5 a 10 GB de dados, dependendo da configuração do PC. Segundo relatórios internos, a Microsoft planeja incluir o recurso em atualizações futuras do Windows 11 24H2, marcando um avanço significativo na manutenção do sistema.

    O que esperar da novidade?

    A longo prazo, o Cloud Rebuild pode se tornar um divisor de águas para usuários e profissionais de TI. Além de eliminar a necessidade de baixar ISOs manualmente, a solução promete padronizar instalações, reduzindo erros humanos e incompatibilidades. Para quem já enfrentou a frustração de um PC sem som após uma reinstalação, a notícia é um alívio — contanto que a Microsoft consiga escalar a tecnologia sem gargalos de servidor.