Geely EX2 2027: testes avançam no Brasil com bateria maior e novidades tecnológicas

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Produção nacional avança com modelo de 47 kWh

Os testes de rodagem do Geely EX2 2027 brasileiro já estão em andamento. Um protótipo do hatch elétrico foi flagrado na última semana saindo da fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), polo que será responsável pela produção local do modelo. A estreia no mercado nacional está prevista para 2027, com foco em atender a crescente demanda por veículos elétricos no Brasil.

Bateria maior e autonomia estendida

A versão nacional do EX2 chega com uma bateria de 47 kWh, que eleva a autonomia para até 480 km no ciclo CLTC — padrão chinês que, embora não seja equivalente ao WLTP europeu ou ao EPA americano, oferece uma referência mais otimista para o consumidor. A capacidade ampliada, em comparação a modelos anteriores, deve reduzir a “ansiedade de autonomia” entre os potenciais compradores, mesmo em trajetos urbanos intensos.

Visual discreto e tecnologia embarcada

As atualizações estéticas são sutis, com destaque para uma grade inferior ativa e faróis full-LED, que já eram marcas registradas do modelo. A central multimídia Flyme Auto ganha novas funções, incluindo integração aprimorada com smartphones e sistemas de navegação otimizados para o Brasil. O motor elétrico de 116 cv permanece inalterado, mas a eficiência energética deve melhorar graças ao gerenciamento térmico mais avançado.

Espaço interno preservado e custo competitivo

Apesar das mudanças, o EX2 mantém um amplo espaço interno, com cabine modular que prioriza conforto para passageiros e bagagem. A produção local, em parceria com a Renault, deve garantir um preço mais acessível em relação a importados, além de incentivos fiscais estaduais e federais para veículos elétricos — como a isenção do IPI e redução do ICMS em alguns estados.

Consequências para o mercado brasileiro

A chegada do EX2 2027 reforça a estratégia das montadoras de investir em eletrificação no Brasil, mesmo diante de desafios como a infraestrutura de recarga ainda incipiente e os altos custos de produção. Com a nacionalização, a Geely poderá competir diretamente com modelos como o BYD Dolphin e o Volkswagen ID.3, ambos já em comercialização no país. A expectativa é que, até 2027, os elétricos representem pelo menos 10% das vendas totais de veículos leves no Brasil, segundo projeções da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

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