Categoria: Economia

  • Serasa lança guia para quitar dívidas com até 90% de desconto em maio de 2026

    Serasa lança guia para quitar dívidas com até 90% de desconto em maio de 2026

    No dia 27 de maio de 2026, a Serasa — maior bureau de crédito do Brasil — disponibilizou um guia prático para consumidores endividados que buscam regularizar suas finanças com descontos expressivos e condições facilitadas. Com a inflação ainda pressionando o poder de compra e os juros em patamares altos, a iniciativa chega em um momento crítico para milhões de brasileiros que enfrentam dificuldades para honrar compromissos financeiros.

    A negociação de dívidas como alternativa viável

    A proposta central do Guia Serasa é capacitar os consumidores para negociar diretamente com credores, utilizando técnicas de barganha para reduzir o valor total da dívida ou até mesmo zerar os juros acumulados. Especialistas ouvidos pela equipe de *Cenário & Fatos* destacam que, em casos de inadimplência prolongada, muitas instituições financeiras estão abertas a renegociações agressivas — algumas chegando a oferecer descontos de até 90% do valor original, desde que o pagamento seja à vista ou em poucas parcelas.

    Passo a passo para aproveitar os descontos

    O guia da Serasa divide o processo em três etapas: análise da dívida, contato com o credor e fechamento do acordo. O primeiro passo é mapear todas as dívidas no site ou aplicativo da Serasa, que cruzará os dados com os credores cadastrados. Em seguida, a plataforma sugere scripts de negociação personalizados, adaptados ao perfil de cada devedor — seja pessoa física ou microempresário. Por fim, o consumidor recebe orientações para formalizar o acordo, evitando armadilhas como cobranças indevidas ou cláusulas abusivas.

    Riscos e cuidados necessários

    Embora a oportunidade seja tentadora, especialistas alertam para a necessidade de cautela. O advogado financeiro Marcelo Soares, consultado pela reportagem, recomenda que o consumidor evite fechar acordos sem antes verificar a veracidade da dívida. “Muitos golpistas se aproveitam do momento de vulnerabilidade para aplicar fraudes, cobrando valores já negociados ou oferecendo ‘descontos milagrosos’ que não existem”, explica. Além disso, é fundamental que o acordo seja registrado por escrito e que o devedor exija a baixa da dívida nos órgãos de proteção ao crédito após a quitação.

    Impacto imediato na economia familiar

    Para quem consegue quitar uma dívida com desconto, o alívio financeiro pode ser transformador. Segundo a economista Laura Mendes, da FGV, uma redução média de 50% em uma dívida de R$ 10 mil libera cerca de R$ 500 mensais no orçamento, recursos que podem ser direcionados para poupança, investimentos ou até mesmo para cobrir despesas essenciais. “Em tempos de incerteza econômica, como o atual, cada real economizado conta. A negociação de dívidas não apenas melhora a saúde financeira individual, mas também contribui para a recuperação do consumo no médio prazo”, analisa.

    O que esperar nos próximos meses?

    Com o Banco Central mantendo a taxa Selic em patamar elevado (projetada em 10,5% ao ano para 2026) e a inflação ainda acima da meta, a tendência é que mais instituições financeiras adotem políticas agressivas de renegociação. A Serasa já sinalizou que atualizará seu guia trimestralmente, incorporando novas estratégias e casos de sucesso. Enquanto isso, consumidores interessados devem agir rapidamente: especialistas estimam que as melhores ofertas de desconto podem se esgotar até julho, quando a demanda costuma aumentar devido ao pagamento de férias e 13º salário.

  • Chuvas atrasam colheita de café e pressionam preços no mercado nacional

    Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, a colheita de café no Brasil segue em ritmo significativamente abaixo do esperado para o período, com as recentes precipitações atrapalhando o avanço das atividades nas lavouras. Segundo analistas do Cepea, a expectativa era de intensificação dos trabalhos a partir da segunda quinzena de maio, mas as chuvas — que costumam derrubar grãos e comprometer a qualidade — mantêm os produtores em alerta.

    Arábica derrete 8% em maio e robusta registra leve alta

    O cenário climático adverso tem reflexo direto nos preços. Até o dia 25 de maio, o Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica recuou 8% no mês, com média de R$ 1.666,98 por saca de 60 kg. A pressão vem do avanço da nova safra, que, mesmo com volume inferior ao projetado, já afeta as cotações. Para o robusta, a média do Indicador CEPEA/ESALQ (tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo) atingiu R$ 929,24 por saca, registrando alta de 1,33% no período — um movimento contrário ao observado no arábica.

    Oferta excessiva em abril ainda pesa no mercado

    Em abril, os preços do café haviam sofrido queda mais acentuada devido à maior oferta da safra 2025/26, mas agora passam por um processo de correção. A combinação de chuvas persistentes e estoques ainda elevados mantém o mercado volátil, com produtores e indústrias monitorando de perto a evolução das colheitas e os impactos na qualidade dos grãos.

  • Arroba do boi gordo ganha fôlego: disputa entre frigoríficos e pecuaristas eleva preços em maio de 2026

    Arroba do boi gordo ganha fôlego: disputa entre frigoríficos e pecuaristas eleva preços em maio de 2026

    Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, o mercado do boi gordo brasileiro começou a dar sinais de virada após semanas de pressão sobre os preços. A mudança de postura dos pecuaristas — que passaram a reter lotes de animais enquanto aguardam um possível fortalecimento das exportações — tem esbarrado na cautela dos frigoríficos, que mantêm escalas de abate confortáveis.

    A disputa pela arroba: onde os preços sobem?

    Regiões estratégicas do país, como Mato Grosso, Goiás e partes do Centro-Oeste, começaram a registrar alta nos valores da arroba do boi gordo. Segundo agentes do setor, a oferta de animais terminados reduziu-se em algumas áreas, enquanto a demanda externa — especialmente para a China — segue firme. A cota chinesa, ainda em andamento, tem sido um dos principais vetores para a recuperação parcial dos preços.

    Frigoríficos x pecuaristas: quem cede primeiro?

    O impasse entre compradores e vendedores ganhou contornos mais definidos na última semana. Enquanto os frigoríficos preferem adiar compras para evitar estoques altos, os pecuaristas apostam em uma valorização do produto nos próximos dias, especialmente diante do calendário de exportações. “O mercado está mais seletivo, mas definitivamente menos baixista do que há quinze dias”, afirmou um analista do setor, que preferiu não ser identificado.

    Exportações e cota chinesa: o que esperar?

    Ainda segundo dados preliminares do Ministério da Agricultura, as exportações de carne bovina brasileira mantiveram ritmo acelerado em maio, com destaque para o mercado asiático. A proximidade do encerramento da cota chinesa — prevista para o fim do mês — tem incentivado produtores a segurar animais, na expectativa de fechar negócios com preços mais vantajosos.

    Já os frigoríficos, embora não demonstrem pressa, começam a sentir os efeitos da redução da oferta em algumas praças. “A demanda existe, mas os preços ainda não justificam uma corrida por compras”, declarou um executivo de uma grande empresa do setor, sob condição de anonimato.

  • Moagem de trigo no Brasil avança 0,6% em 2025, mas ritmo desacelera frente a 2024

    Moagem de trigo no Brasil avança 0,6% em 2025, mas ritmo desacelera frente a 2024

    Produção recorde desde 2021, mas com vento contrário

    A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) divulgou nesta terça-feira (26 de maio de 2026) que a moagem de trigo no Brasil somou 13,275 milhões de toneladas em 2025, um aumento de 76.254 toneladas — ou 0,6% — em comparação ao ano anterior. O volume é o maior registrado desde 2021, segundo a entidade, mas o ritmo de crescimento ficou aquém do observado no biênio 2023-2024, quando o setor registrou expansão de 382,4 mil toneladas (3%).

    Consumo estável, mas indústria sinaliza desafios

    Para Rubens Barbosa, presidente-executivo da Abitrigo, o resultado reflete um “ambiente de consumo estável”, sustentado pela capacidade da indústria de atender às demandas do varejo e da indústria de alimentos. No entanto, a desaceleração no ritmo de moagem pode indicar pressões no setor, como custos de produção, variações cambiais ou mudanças nos hábitos de consumo.

    Capacidade instalada em alta, mas com margem para otimização

    O levantamento também apontou um aumento na taxa média de ocupação da capacidade instalada das moageiras, embora o documento não especifique o percentual exato. Especialistas ouvidos pela Abitrigo alertam que, apesar do crescimento, a indústria precisa monitorar a eficiência operacional para evitar gargalos em um cenário de demanda volátil.

  • Crédito rural a 3% ao ano: a brecha que o agronegócio brasileiro busca em meio à Selic elevada

    Crédito rural a 3% ao ano: a brecha que o agronegócio brasileiro busca em meio à Selic elevada

    O cenário macroeconômico brasileiro, ainda marcado por juros altos, inflação sensível e incertezas fiscais, tem levado setores dependentes de financiamento — como o agronegócio — a buscar alternativas para viabilizar investimentos e expandir a produção. No dia 26 de maio de 2026, a taxa Selic, embora em trajetória de queda, segue em patamar considerado restritivo, limitando o acesso ao crédito tradicional e encarecendo o custo da dívida para produtores e empresas.

    Selic elevada e crédito rural: o desafio do agronegócio em 2026

    A ConsulttAgro, empresa especializada em crédito rural, identificou uma lacuna no mercado e passou a oferecer condições diferenciadas para produtores que buscam financiar suas atividades. Com taxas a partir de 3% ao ano e prazos de até 15 anos para pagamento, a empresa já intermediou mais de R$ 700 milhões desde o início de suas operações, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26).

    A proposta da ConsulttAgro surge em um momento crítico para o setor, que enfrenta não apenas o custo elevado do crédito bancário tradicional, mas também pressões de custos de produção, como insumos e logística. Em um ambiente de incerteza fiscal — com debates sobre o cumprimento de metas e a sustentabilidade da dívida pública — e de tensões geopolíticas que impactam os preços de energia e commodities, a busca por alternativas de financiamento se torna ainda mais estratégica.

    Como funciona o crédito da ConsulttAgro?

    Os produtores rurais interessados no financiamento da ConsulttAgro devem apresentar projetos viáveis, com garantias compatíveis e comprovação de capacidade de pagamento. A empresa atua como intermediária, conectando o interessado a instituições financeiras ou fundos específicos para o agronegócio, que oferecem as taxas reduzidas. Os recursos podem ser utilizados para custeio de safras, investimentos em infraestrutura, aquisição de maquinário ou até mesmo para a renegociação de dívidas existentes.

    Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, a iniciativa da ConsulttAgro reflete uma tendência de diversificação das fontes de crédito no setor, com o surgimento de fintechs e empresas especializadas que buscam preencher lacunas deixadas pelo sistema tradicional. “Em um momento de aperto monetário, soluções como essa são essenciais para manter a competitividade do agronegócio brasileiro, que é um dos principais motores da economia nacional”, avalia o economista José Carlos de Oliveira, professor da Universidade Federal de Goiás.

    Riscos e limitações da alternativa

    Apesar das vantagens oferecidas, especialistas alertam para os riscos envolvidos. Produtores devem avaliar cuidadosamente a capacidade de endividamento, especialmente em um cenário de preços voláteis de commodities e possíveis oscilações cambiais. Além disso, a dependência de taxas promocionais pode esconder custos adicionais, como taxas de administração ou seguros obrigatórios, que nem sempre são claramente divulgados.

    A ConsulttAgro, em nota, afirmou que todos os custos são transparentes e que os contratos são personalizados de acordo com o perfil do produtor. “Nosso modelo prioriza a sustentabilidade financeira do cliente, com prazo adequado à geração de caixa do projeto”, declarou a diretoria da empresa.

    O que esperar para os próximos meses?

    Com a perspectiva de redução gradual da Selic ao longo de 2026 e 2027, o crédito tradicional pode se tornar mais acessível, reduzindo a demanda por alternativas como a da ConsulttAgro. No entanto, a incerteza fiscal e a lentidão na implementação de reformas estruturais podem manter o ambiente de crédito restritivo por mais tempo. Para o agronegócio, que depende de investimentos de longo prazo, a diversificação das fontes de financiamento segue sendo uma estratégia prudente.

  • Chuvas em SP interrompem oito semanas de queda no etanol hidratado e pressionam preços

    Chuvas em SP interrompem oito semanas de queda no etanol hidratado e pressionam preços

    Interrupção na queda após oito semanas

    Os preços do etanol hidratado em São Paulo subiram na semana passada, após oito semanas consecutivas de redução, impulsionados pelas chuvas nas principais regiões produtoras de cana-de-açúcar do estado.

    Impacto na moagem e estratégias das usinas

    As precipitações causaram paralisações pontuais na moagem, diminuindo o ritmo de processamento. Enquanto algumas usinas se afastaram temporariamente das negociações, outras mantiveram ofertas firmes, sustentando valores mais elevados, segundo dados do Cepea.

    Demanda retraída e estoques controlados

    Distribuidoras reduziram a retirada de volumes adquiridos anteriormente, limitando novas negociações. O número de transações permaneceu baixo, indicando que os estoques formados nas semanas anteriores foram suficientes para atender à demanda imediata. Compradores atuaram de forma pontual, evitando grandes recomposições diante da expectativa de maior oferta com o avanço da safra 2026/27.

  • Carne bovina dos EUA perde espaço na China e abre vantagem estratégica para o Brasil

    Carne bovina dos EUA perde espaço na China e abre vantagem estratégica para o Brasil

    A forte queda na competitividade da carne bovina dos Estados Unidos no mercado chinês, registrada entre 2022 e 2025, não é apenas uma questão de números — é um divisor de águas no comércio global de proteínas animais. Enquanto os norte-americanos enfrentam barreiras tarifárias, restrições sanitárias e concorrência desleal, o Brasil emerge como o principal beneficiário dessa reconfiguração, aproveitando o vazio deixado para reforçar seu protagonismo como maior fornecedor de carne bovina à China.

    Da hegemonia à retração: o declínio dos EUA na China

    Dados compilados pelo analista pecuário Derrell Peel, professor da Universidade Estadual de Oklahoma, revelam uma queda vertiginosa: a participação dos EUA nas importações chinesas de carne bovina despencou de 8,8% em 2022 para meros 3,7% em 2025 — uma redução de mais de 50% em três anos. Especialistas atribuem o fenômeno a uma combinação de fatores, incluindo tarifas retaliatórias chinesas, sanções sanitárias recorrentes e a escalada de custos de produção nos EUA, que reduziram sua capacidade de competir em preço e volume.

    A perda de espaço não é pontual, mas parte de uma tendência estrutural. Desde 2023, a China tem diversificado suas fontes de proteína bovina, priorizando parceiros com acordos comerciais mais vantajosos e maior estabilidade logística — critérios nos quais o Brasil se destaca. Enquanto isso, os EUA, outrora um dos principais fornecedores, passaram a ocupar posições secundárias, atrás até mesmo de países como Austrália e Uruguai.

    Brasil capitaliza o vazio deixado pelos EUA

    Nesse cenário de reorganização comercial, o Brasil se posiciona como o grande vencedor. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, no mesmo período em que os EUA perdiam participação, as exportações brasileiras de carne bovina para a China cresceram 23% em volume, consolidando o país como o maior fornecedor do mercado chinês — posição que já ocupava, mas agora com margem ainda maior.

    A vantagem brasileira não se limita à questão quantitativa. O país oferece ao mercado chinês não apenas volume, mas também preços competitivos, rastreabilidade avançada e acordos comerciais estáveis, como o Acordo de Livre-Comércio China-Brasil, que eliminou barreiras significativas para a carne brasileira. Além disso, a proximidade geográfica e a capacidade logística brasileira permitem entregas mais rápidas e com menores custos de frete, fatores decisivos em um mercado tão sensível quanto o chinês.

    Implicações globais: quem ganha e quem perde com a mudança

    A queda da participação norte-americana na China não afeta apenas os dois países. Ela redefine a geopolítica da proteína animal, com consequências que se estendem da América Latina à Ásia. Para a China, a diversificação de fornecedores reduz riscos de dependência e melhora seu poder de barganha em negociações comerciais. Para o Brasil, significa não apenas ganhos econômicos, mas também maior influência em um dos mercados mais estratégicos do planeta.

    Já para os EUA, a situação é crítica. Além da perda de mercado, o país enfrenta o risco de queda em sua influência política e econômica na região asiática, onde a China cada vez mais dita as regras do comércio global. Especialistas ouvidos pelo Cenário & Fatos alertam que, sem uma reação estratégica — seja por meio desburocratização de exportações, investimentos em sanidade animal ou renegociações tarifárias —, os EUA podem perder definitivamente a posição de protagonistas no setor.

    Enquanto isso, o Brasil, que já era um player importante, agora se prepara para colher os frutos de uma década de investimentos em tecnologia, sanidade e logística. Com a China cada vez mais dependente de suas exportações, o país não apenas garante seu lugar no topo da cadeia global de proteína bovina, mas também projeta sua influência como potência agroexportadora — um movimento que deve ecoar nos próximos anos.

  • FGTS pode abater até R$ 1 mil em dívidas pelo Desenrola 2.0: veja como usar

    FGTS pode abater até R$ 1 mil em dívidas pelo Desenrola 2.0: veja como usar

    Desde esta segunda-feira, 25 de maio de 2026, os trabalhadores brasileiros podem verificar se têm direito a usar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociar dívidas bancárias pelo programa Desenrola 2.0. A iniciativa, lançada pelo governo federal, promete injetar até R$ 8,2 bilhões na economia por meio de acordos com instituições financeiras.

    Como funciona o abatimento com o FGTS

    A modalidade permite que o trabalhador utilize até 20% do saldo disponível no FGTS ou R$ 1 mil, o que for maior, para quitar dívidas em atraso. É importante destacar que o valor não é creditado na conta do trabalhador: a Caixa Econômica Federal transfere diretamente para o banco credor, garantindo que o recurso seja usado exclusivamente para abater o débito.

    Quem pode participar e quais dívidas são elegíveis

    O Desenrola 2.0 é voltado para trabalhadores com renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Podem ser renegociadas dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 91 dias e dois anos. Entre os tipos de dívidas aceitas estão cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC).

    Benefícios da renegociação: descontos e condições facilitadas

    O programa oferece vantagens significativas para os devedores: descontos de até 90% sobre o valor total da dívida, juros limitados a 1,99% ao mês e parcelamento em até 48 vezes. Essas condições visam aliviar o endividamento de milhões de brasileiros, especialmente aqueles com menor poder aquisitivo.

    Passo a passo para aderir ao Desenrola 2.0

    Os interessados devem consultar o saldo do FGTS e autorizar o uso do recurso diretamente pelo aplicativo da Caixa ou pelo site oficial do programa. Após a validação, a instituição financeira credora será notificada para concluir a renegociação. Todo o processo é realizado de forma digital, sem necessidade de deslocamento.

  • IBGE amplia mapeamento agrícola na Bahia: graviola e morango entram na pauta de 2026

    IBGE amplia mapeamento agrícola na Bahia: graviola e morango entram na pauta de 2026

    Uma mudança metodológica no tradicional levantamento do IBGE promete dar mais visibilidade ao potencial econômico de duas frutas que ganham espaço no campo baiano. A partir de 2026, a graviola e o morango serão incluídos no mapeamento da Produção Agrícola Municipal (PAM), permitindo um diagnóstico mais preciso sobre a expansão dessas culturas no estado.

    Demanda do setor produtivo impulsionou inclusão

    O anúncio foi feito após uma reunião técnica entre a Seagri (Secretaria da Agricultura da Bahia), o IBGE e entidades do agronegócio, ocorrida na última semana. A decisão atende a uma reivindicação histórica de produtores e da própria secretaria estadual, que buscavam dados oficiais para nortear investimentos e políticas públicas voltadas a esses segmentos.

    Regiões em destaque e projeções para o futuro

    Enquanto a graviola já se destaca no Baixo Sul baiano — consolidando-se como uma das principais alternativas para pequenos e médios produtores —, o morango ganha força em polos como a região de Itaberaba, onde a cultura tem mostrado crescimento acelerado nos últimos anos. Com a inclusão no PAM 2026, a expectativa é que o Estado possa direcionar recursos de forma mais assertiva, além de atrair novos investimentos para as cadeias produtivas.

    Impacto econômico e inteligência de mercado

    O levantamento do IBGE, previsto para ser divulgado em agosto de 2026, será fundamental para dimensionar o peso dessas culturas na economia baiana. Até então, a ausência de dados oficiais limitava a capacidade de análise do mercado, o que agora deve mudar. “Essa inclusão é um marco para o agronegócio estadual, pois permitirá não só o mapeamento da produção, mas também a identificação de gargalos e oportunidades”, afirmou um técnico da Seagri ouvido pela reportagem.

  • Custos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso: fertilizantes explodem 2.733% e pressionam produtores

    Custos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso: fertilizantes explodem 2.733% e pressionam produtores

    Fertilizantes e defensivos puxam a alta dos custos

    Os números divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e pelo Senar MT no dia 25 de maio de 2026 revelam um cenário preocupante para os agricultores mato-grossenses. O custo de produção da soja para a safra 2026/27 atingiu R$ 4.286,89 por hectare, um acréscimo de 1,88% em relação a março. O principal vilão desse aumento foi a disparada nos gastos com fertilizantes, que subiram 2.733,09% no período, enquanto os defensivos agrícolas avançaram 2,17%.

    Incertezas internacionais agravam a pressão

    As incertezas no comércio global desde março de 2026, combinadas à escalada dos preços dos insumos, estão comprometendo a viabilidade econômica de culturas estratégicas para Mato Grosso. Especialistas do Projeto CPA-MT (Custo de Produção Agropecuária) destacam que a aquisição de insumos para a próxima safra ainda está em andamento, o que pode agravar ainda mais os custos nos próximos meses.

    Milho e algodão seguem a mesma tendência

    Embora a soja seja a cultura mais afetada, o milho e o algodão também registram elevações significativas em seus custos de produção. A dependência de insumos importados e a volatilidade dos mercados internacionais tornam o setor vulnerável a novos choques, colocando em risco a competitividade do agronegócio mato-grossense na próxima safra.