Categoria: Economia

  • Amazon Basics estreia no Brasil: o que muda para consumidores e empresas com a chegada da marca própria da Amazon

    Amazon Basics estreia no Brasil: o que muda para consumidores e empresas com a chegada da marca própria da Amazon

    Expansão estratégica da Amazon no mercado brasileiro

    Em um movimento que reforça sua estratégia de dominar o varejo eletrônico no Brasil, a Amazon lançou, na última quarta-feira, 24 de junho de 2026, sua marca própria Amazon Basics. Com centenas de itens nas categorias casa, escritório, esportes e pet shop, a gigante do comércio eletrônico busca competir diretamente com marcas consolidadas no mercado brasileiro, oferecendo produtos a preços geralmente mais acessíveis.

    Vantagens exclusivas para membros Prime

    Os consumidores que são membros Amazon Prime terão benefícios adicionais ao comprar produtos da linha Amazon Basics. Além da entrega rápida — com possibilidade de recebimento no mesmo dia ou no dia seguinte à compra —, os clientes contam com descontos de 15% em determinados itens da marca. A Amazon também destaca que os produtos estão armazenados em centros de distribuição no Brasil, o que agiliza a logística e reduz prazos de entrega.

    O que esperar da Amazon Basics no mercado nacional

    A chegada da Amazon Basics ao Brasil marca a estreia da marca no país, que já existe desde 2009 em outros mercados. Os produtos incluem itens essenciais do dia a dia, como cabides, almofadas, caixas organizadoras, ferramentas, cabos HDMI, Ethernet, mouses e fones de ouvido. A estratégia da Amazon é atrair consumidores que buscam qualidade a preços competitivos, além de fidelizar clientes com os benefícios do programa Prime.

  • Exportações de café caem 18% em volume, mas receita se mantém estável graças aos preços altos

    Exportações de café caem 18% em volume, mas receita se mantém estável graças aos preços altos

    Os dados da Cecafé revelam que o Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de 60 kg de café no período de julho de 2025 a maio de 2026 — uma queda de 18% em relação às 43 milhões de sacas embarcadas no mesmo intervalo da safra 2024/25. A receita, no entanto, atingiu US$ 13,6 bilhões, praticamente estável frente aos US$ 13,7 bilhões do ciclo anterior.

    A queda no volume: menor produção e estoques enxutos

    Segundo o Cepea, o recuo nos embarques está diretamente ligado à combinação de dois fatores: a redução da produção na safra 2025/26 e os estoques nacionais historicamente baixos. A escassez de grãos disponíveis para exportação limitou o volume embarcado, ainda que a demanda internacional permanecesse aquecida.

    Preços altos compensam a redução física

    O cenário de preços elevados do café ao longo da temporada foi o principal responsável por manter a receita estável, apesar da queda no volume exportado. O valor médio do produto no mercado internacional se manteve em patamares superiores aos observados na safra anterior, assegurando que a redução física não impactasse negativamente o faturamento total.

    Perspectivas para o restante da safra

    Ainda não há projeções consolidadas para o fechamento da safra 2025/26, mas analistas do setor indicam que a continuidade dos preços altos dependerá da evolução da produção nas principais regiões produtoras, como Minas Gerais e Espírito Santo, além das condições climáticas nos próximos meses.

  • GTF recicla 17,6 mil toneladas de resíduos em 2025 e avança em agenda ESG

    GTF recicla 17,6 mil toneladas de resíduos em 2025 e avança em agenda ESG

    Economia circular em prática: 87% dos resíduos não perigosos foram reaproveitados

    A GTF encerrou 2025 com um salto significativo em sua agenda de sustentabilidade, reaproveitando 17.638 toneladas de resíduos não perigosos — o equivalente a 87% do volume total de 20.245 toneladas processadas. A estratégia combinou processos de recuperação de recursos, reciclagem e soluções biológicas, seguindo rigorosamente a hierarquia de gestão de resíduos: reduzir, reutilizar e reciclar. Entre as iniciativas, destacam-se a transformação de subprodutos em insumos para outros setores e a implementação de sistemas de logística reversa, que garantem o ciclo de vida dos materiais.

    Logística reversa e inclusão social: GTF fortalece cadeia de reciclagem

    Além do reaproveitamento de resíduos industriais, a companhia gerenciou, no mesmo período, 6.609 toneladas de lodo centrifugado proveniente de abatedouros, assegurando destinação ambientalmente correta. A GTF também manteve programas de apoio a cooperativas de reciclagem, impulsionando a inclusão social de catadores e aprimorando a cadeia de reciclagem em sua área de atuação. Essas ações reforçam o compromisso da empresa com os pilares ESG (Ambiental, Social e Governança), alinhando-se a padrões internacionais como os da Global Reporting Initiative (GRI).

    Governança ESG: transparência e eficiência operacional

    O Relatório de Sustentabilidade 2025 da GTF, publicado em junho de 2026, detalha como a empresa integrou práticas ESG em suas operações industriais. A governança robusta incluiu a otimização de processos produtivos para reduzir emissões, a capacitação de comunidades rurais próximas às unidades fabris e a adoção de tecnologias para monitoramento contínuo de impactos ambientais. A transparência nos indicadores — como a redução de 15% no consumo de água por tonelada produzida — evidencia o alinhamento da GTF com metas globais de desenvolvimento sustentável.

  • MAPA lança programa para abrir rotas do agronegócio brasileiro ao Pacífico via Bolívia

    MAPA lança programa para abrir rotas do agronegócio brasileiro ao Pacífico via Bolívia

    O governo federal deu um passo decisivo nesta terça-feira (23) para ampliar o acesso do agronegócio brasileiro aos mercados da Ásia e do Pacífico. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, assinou portaria que institui o Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil-Bolívia-Pacífico, uma iniciativa do Ministério da Agricultura (Mapa) com foco em integração produtiva, logística e comercial entre Brasil, Bolívia e países da costa pacífica.

    Corredores estratégicos: da porteira aos portos asiáticos

    A medida estabelece diretrizes para viabilizar o escoamento da produção agropecuária nacional por rotas que cruzam o território boliviano, reduzindo custos logísticos e encurtando distâncias até os portos chilenos e peruanos. Com isso, o programa busca não apenas baratear o transporte de grãos, carnes e lácteos, mas também agregar valor à produção primária brasileira, especialmente em regiões com potencial logístico ainda não explorado.

    Metas ambiciosas: infraestrutura, investimentos e competitividade

    Entre os objetivos do programa estão a modernização de infraestruturas de transporte, a atração de investimentos em logística e a promoção do desenvolvimento regional. Segundo o Mapa, a iniciativa deve estimular a construção de armazéns graneleiros, terminais intermodais e rodovias de acesso aos corredores bolivianos, além de fomentar parcerias público-privadas para ampliar a capacidade de escoamento. A redução de perdas pós-colheita e a otimização de rotas também estão na pauta, com foco em commodities como soja, milho, café e carne.

    Impacto geopolítico: Bolívia como ponte comercial

    A parceria com a Bolívia não é casual. O país andino já desempenha papel-chave no escoamento de parte da produção brasileira, especialmente de grãos do Centro-Oeste. Com a formalização do programa, o Brasil ganha não apenas uma rota alternativa aos portos do Sul e Sudeste, mas também um aliado estratégico para contornar gargalos logísticos como a saturação dos terminais de Santos e a dependência de preços de frete marítimo. A longo prazo, a medida pode redefinir as rotas de comércio exterior do agronegócio, reduzindo a dependência de um único modal ou destino.

    Próximos passos: regulamentação e execução

    Em entrevista ao *Cenário & Fatos*, um técnico do Mapa afirmou que a próxima fase envolve a regulamentação detalhada das rotas e a articulação com governos estaduais e bolivianos para viabilizar investimentos. “O programa não é apenas uma portaria; é um marco regulatório que vai demandar coordenação entre União, estados e setor privado para se tornar realidade”, declarou o especialista, que pediu anonimato. A expectativa é que os primeiros corredores comecem a operar ainda em 2026, com projeções de redução de até 20% nos custos logísticos para produtos destinados ao Pacífico.

  • Haval H6 nacional ficará mais barato que o importado após alta de imposto sobre híbridos em julho

    Haval H6 nacional ficará mais barato que o importado após alta de imposto sobre híbridos em julho

    Fábrica brasileira de Iracemápolis se beneficia da mudança tributária

    A GWM Brasil, que montou o Haval H6 no país desde o final de 2025, prepara-se para colher os frutos da nacionalização com a alta do Imposto de Importação para híbridos e elétricos. A alíquota, que passa de 28% para 35% a partir de julho de 2026, tornará os modelos produzidos localmente — como o H6 híbrido — mais atrativos frente aos importados, cujos preços devem subir na mesma proporção.

    Preços estáveis e dependência de componentes importados

    Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM, afirmou que a empresa não repassará o aumento do imposto ao consumidor, mantendo os valores finais estáveis. No entanto, a fábrica em Iracemápolis (SP) ainda depende de importações complementares para atender à demanda, o que pode impactar a logística e custos indiretos. “A nacionalização já nos dá vantagem competitiva, mas a cadeia de suprimentos segue parcialmente globalizada”, declarou Bastos.

    Concorrência e tensões no setor automotivo

    A decisão do governo federal acirra o debate sobre incentivos fiscais para a produção local. Enquanto a GWM comemora a medida, outras montadoras — como a BYD — negociam com o Executivo a prorrogação de cotas para kits de montagem (CKD/SKD), temendo que a alta de impostos desequilibre o mercado. O setor divide-se entre quem apoia a proteção à indústria nacional e quem alerta para os riscos de protecionismo excessivo.

    Impacto no mercado e perspectivas

    Analistas do setor projetam um boom nas vendas do Haval H6 nacional a partir de julho, especialmente se a BYD não obtiver extensão das cotas para seus modelos híbridos. A estratégia da GWM, contudo, não isenta a empresa de desafios: a dependência de componentes importados e a concorrência agressiva no segmento de SUVs híbridos exigirão ajustes rápidos para manter a competitividade.

  • Porsche mira em lucros maiores mesmo com queda nas vendas globais

    Porsche mira em lucros maiores mesmo com queda nas vendas globais

    A Porsche, tradicionalmente associada a volumes recordes de vendas, enfrenta um cenário adverso em 2026. No primeiro trimestre, as entregas globais caíram 15% em relação ao mesmo período de 2025, somando apenas 60.991 unidades — um recuo que aproxima os números do patamar de 2020. A tendência reflete a pressão de três fatores principais: a concorrência agressiva de marcas chinesas no mercado asiático, a descontinuação de modelos como o Macan e o 718 na Europa devido a regulamentações de cibersegurança, e uma desaceleração geral da demanda por carros premium.

    Da euforia de 2023 à realidade de 2026: vendas caem, mas a estratégia muda

    O ano de 2023 foi o auge da Porsche, com 320.221 unidades vendidas globalmente. Em 2025, no entanto, o volume já havia recuado para 279.449 carros, um sinal claro da desaceleração. Agora, com a queda adicional de 15% no início de 2026, a montadora alemã se vê obrigada a repensar sua capacidade produtiva. A solução em estudo é reduzir a produção para alinhá-la à demanda real, mesmo que isso implique em menor volume de negócios.

    CEO da Porsche aposta em lucros, não em quantidade

    Em entrevista ao Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), o CEO Michael Leiters deixou claro que o foco da empresa não é mais vender mais, mas vender melhor. “A Porsche está ajustando seus custos e priorizando margens mais fortes em seus modelos atuais e futuros, mesmo que isso signifique vender menos unidades”, afirmou. A estratégia inclui um redirecionamento dos investimentos para produtos com maior potencial de rentabilidade, como o recém-lançado Macan 4 EV, que já enfrenta desafios de competitividade no mercado chinês.

    A aposta em veículos elétricos e híbridos, embora promissora a longo prazo, ainda não conseguiu compensar as perdas no segmento tradicional. Enquanto a Porsche busca manter sua imagem de premium, a realidade impõe um novo ritmo: menos carros, mas com maior margem de lucro por unidade.

  • JBS domina 45,6% do mercado de hambúrguer no Brasil e acelera estratégia premium

    JBS domina 45,6% do mercado de hambúrguer no Brasil e acelera estratégia premium

    Consolidação de um império alimentício

    Em um movimento que reforça sua dominância no setor de proteínas, a JBS alcançou 45,6% de participação no mercado brasileiro de hambúrgueres, segundo dados da NielsenIQ. A conquista é resultado da estratégia agressiva da empresa, que unifica sob sua égide marcas históricas como Seara e Friboi — aliás, as mesmas que há décadas ditam as regras nas gôndolas dos supermercados brasileiros.

    O cenário é ainda mais impressionante quando se considera que, em 2026, o hambúrguer já está consolidado como um item corriqueiro em mais de 70% dos lares do país. Segundo a Kantar, o Brasil consome, em média, 174 mil hambúrgueres por semana, uma prova de que o produto deixou de ser apenas um lanche rápido para se tornar uma proteína central na dieta nacional.

    Premiumização como trunfo da JBS

    A empresa não se contenta com a liderança quantitativa. Observando a tendência de consumo, a JBS tem investido pesado na chamada ‘premiumização’ do segmento, elevando o padrão de suas linhas com cortes mais nobres, embalagens atrativas e apelos de qualidade superior. Essa movimentação não é casual: reflete uma mudança comportamental do consumidor brasileiro, que, mesmo em tempos de inflação controlada, busca alternativas acessíveis, porém com maior valor agregado.

    O mercado, que cresce 5% ao ano em volume e 7% em valor segundo a NielsenIQ, sinaliza que a estratégia da JBS pode render dividendos ainda maiores. Afinal, em um setor cada vez mais competitivo, dominar quase metade do bolo é apenas o começo — especialmente quando o bolo está crescendo.

  • Governo adota E32 a partir desta quarta-feira: etanol ganha espaço e reduz importação de gasolina

    Governo adota E32 a partir desta quarta-feira: etanol ganha espaço e reduz importação de gasolina

    Mistura de etanol sobe de 30% para 32% a partir de quarta-feira (24/06)

    O governo federal confirmou, em anúncio feito no último sábado (20/06) por Geraldo Alckmin, a adoção do E32 — mistura de 32% de etanol anidro na gasolina — a partir desta quarta-feira, 24 de junho de 2026. A decisão, antecipada em relação à previsão inicial do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), marca um passo estratégico para o setor de biocombustíveis e para a economia brasileira.

    Impactos econômicos e ambientais da medida

    Segundo o governo, a implementação do E32 pode reduzir em até 500 milhões de litros mensais a necessidade de importação de gasolina, reduzindo a pressão sobre as reservas cambiais e aliviando a balança comercial. Além disso, a medida promete diminuir as emissões de CO₂, alinhando-se a compromissos de transição energética, e fortalecer a competitividade do setor sucroenergético, incluindo a produção de etanol de milho.

    Setor sucroenergético comemora antecipação

    A decisão, que já era aguardada pelo setor, ganha destaque em um momento de estiagem prolongada, que afeta a safra de cana-de-açúcar. O aumento da demanda por etanol — agora com maior participação na gasolina — pode impulsionar a produção nacional, reduzindo custos para o consumidor final e incentivando investimentos em tecnologia e inovação no campo.

    Para especialistas, a medida também reforça a matriz energética brasileira, menos dependente de combustíveis fósseis importados, e sinaliza um compromisso com a sustentabilidade em um cenário global de transição energética.

  • Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    Plano Safra 2026/27: Governo define valores finais e mira anúncio em 1º de julho

    O governo federal entrou na reta final para concluir o Plano Safra 2026/27, com a consolidação dos valores e diretrizes do programa prevista para até o final desta semana. Após semanas de intensas negociações entre ministérios e a área econômica, a expectativa é que o anúncio oficial seja feito em 1º de julho, dando início ao novo ciclo de crédito rural.

    Recursos e subsídios: o que está em jogo?

    O programa, que soma R$ 652 bilhões em recursos, foi pactuado entre o Ministério da Agricultura e o da Desenvolvimento Agrário. Desse montante, R$ 570 bilhões serão destinados aos médios e grandes produtores, enquanto R$ 82 bilhões serão direcionados à agricultura familiar. A definição dos valores, no entanto, ainda esbarra em disputas por maior equilíbrio entre as demandas do setor e as restrições fiscais do governo.

    Juros em queda: promessa mantida?

    Um dos principais pontos de tensão nas negociações diz respeito à redução dos juros nas linhas de custeio. O Mapa (Ministério da Agricultura) havia pleiteado uma taxa de um dígito, meta que não deve ser atingida. Contudo, a expectativa é de que os juros caiam ao menos dois pontos percentuais em relação ao ciclo anterior, quando a taxa atingiu 14%. Especialistas avaliam que a medida, embora insuficiente para os produtores, alivia parcialmente o custo de financiamento.

    Consequências para o setor agropecuário

    A definição do Plano Safra 2026/27 ocorre em um momento crítico para o agronegócio brasileiro. Com a pressão por produtividade e a necessidade de investimentos em tecnologia, a disponibilidade de crédito a taxas acessíveis é fundamental. A redução modesta nos juros, ainda que aquém das expectativas, pode impulsionar parcialmente a safra, mas o setor segue atento às próximas medidas governamentais, especialmente em meio a um cenário de incertezas econômicas.

  • SK Hynix supera Samsung e assume título de empresa mais valiosa da Coreia do Sul após boom da IA

    SK Hynix supera Samsung e assume título de empresa mais valiosa da Coreia do Sul após boom da IA

    O fim de uma era: SK Hynix rompe hegemonia da Samsung

    A SK Hynix alcançou nesta segunda-feira (22 de junho de 2026) um marco histórico ao superar a Samsung no valor de mercado, encerrando uma hegemonia de mais de duas décadas. A fabricante de semicondutores registrou alta de 5,6% em sua capitalização, atingindo 2.080,4 trilhões de won (equivalente a aproximadamente US$ 1,5 trilhão), enquanto a rival sul-coreana viu seu valor recuar frente ao novo ciclo tecnológico.

    IA: o combustível da virada

    A virada da SK Hynix é resultado direto do boom global da inteligência artificial. Enquanto a Samsung — tradicional fornecedora de chips para dispositivos como smartphones e TVs — enfrenta a queda na demanda por seus produtos, a SK Hynix se consolidou como principal fornecedora de memórias para gigantes como Nvidia e Google, cujos data centers exigem componentes de alta performance para treinamento de modelos de IA.

    Memórias que valem ouro

    Os chips de memória, antes commodities tecnológicas, tornaram-se insumos estratégicos para a nova economia. A SK Hynix domina o mercado de memórias HBM (High Bandwidth Memory), essenciais para acelerar o processamento de grandes modelos de linguagem. Essa especialização a posicionou na vanguarda da revolução da IA, enquanto a Samsung, embora diversificada, não conseguiu acompanhar o ritmo no segmento mais lucrativo.

    Consequências para a indústria sul-coreana

    A perda do posto de maior empresa do país pela Samsung não é apenas simbólica, mas sinaliza um realinhamento do poder econômico na Coreia do Sul. A SK Hynix não apenas se tornou mais valiosa, como também ampliou sua influência no setor global de semicondutores, onde já compete diretamente com fabricantes americanas e chinesas. Para a Samsung, o episódio reforça a necessidade de acelerar sua transição para áreas de maior margem, como chips avançados e soluções de IA.