A Fazenda Santa Silvéria, localizada em Santa Catarina, completa mais de duas décadas como protagonista na disseminação da genética Bonsmara no Brasil. A raça, desenvolvida na África do Sul a partir de cruzamentos entre animais zebuínos e europeus, foi introduzida no país em meados dos anos 2000 e rapidamente se destacou por unir características essenciais para a pecuária tropical: adaptação ao calor, fertilidade, rusticidade e qualidade de carne.
Bonsmara: a raça que fechou lacunas entre produtividade e adaptação
Com uma distância genética única entre os zebuínos e as raças britânicas, o Bonsmara se tornou uma solução estratégica para produtores que buscam manter a precocidade das fêmeas meio-sangue Angus sem sacrificar a resistência ao ambiente tropical. Segundo Clélia Pacheco, proprietária da fazenda, a decisão de incorporar a raça veio da necessidade de preservar ganhos genéticos sem abrir mão da adaptabilidade climática.
Programa de seleção foca em fertilidade e desempenho
O sucesso da Fazenda Santa Silvéria não se resume à introdução da raça. A propriedade implementou um rigoroso programa de seleção, priorizando características como docilidade, fertilidade e eficiência alimentar. O resultado é um rebanho que se destaca em cruzamentos industriais, produzindo animais com maior ganho de peso e qualidade de carcaça — atributos cada vez mais exigidos pelo mercado de carne premium.
Expansão nacional e futuro da genética tropical
Hoje, a Fazenda Santa Silvéria é referência para produtores de todo o país, que veem no Bonsmara uma alternativa para reduzir a dependência de importações de genética e alavancar a competitividade da pecuária brasileira. Com o aumento da demanda por carne de qualidade e a pressão por sistemas de produção mais sustentáveis, a genética tropical ganha protagonismo, e o legado da fazenda se consolida como um divisor de águas para o setor.

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