Tag: agropecuária

  • Arroba do boi gordo sobe em 9 estados e sinaliza retomada nos preços durante entressafra

    Arroba do boi gordo sobe em 9 estados e sinaliza retomada nos preços durante entressafra

    Oferta enxuta sustenta preços em plena entressafra

    Na última semana de julho de 2026, o mercado do boi gordo registrou uma virada de cenário nas principais praças pecuárias do Brasil. A redução na disponibilidade de animais prontos para abate, típica da entressafra, impôs um freio à pressão de baixa que vinha afetando os preços da arroba. Em nove estados — São Paulo, Bahia, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Santa Catarina e Tocantins — os valores apresentaram alta nesta quinta-feira (16), estendendo-se para sexta-feira (17), segundo dados consolidados.

    Pecuaristas mantêm posição firme nas negociações

    O movimento reflete a estratégia dos produtores de resistirem a vender seus animais por valores abaixo das referências do mercado. Consultorias especializadas, como a Agrifatto e a Scot Consultoria, destacam que a oferta limitada tem sido o principal fator para conter novas quedas, mesmo com um cenário de demanda ainda hesitante — seja no mercado interno, seja nas exportações. A entressafra, que tradicionalmente reduz a oferta de bovinos terminados, voltou a atuar como um regulador natural dos preços.

    Consultorias projetam cenário mais firme, mas com cautela

    Segundo a Agrifatto, a valorização ocorreu em 9 das 17 praças monitoradas, enquanto as demais mantiveram estabilidade ou apresentaram leves ajustes. As consultorias reforçam que, embora os sinais sejam positivos, a liquidez do mercado segue restrita. A demanda, ainda impactada por fatores econômicos e sazonais, não deve impulsionar uma alta expressiva, mas a tendência é de manutenção dos preços em patamares mais elevados do que os registrados nas semanas anteriores.

  • Arroba do boi gordo dispara em julho: oferta restrita e exportações incertas impulsionam alta

    Arroba do boi gordo dispara em julho: oferta restrita e exportações incertas impulsionam alta

    O mercado da arroba do boi gordo retomou a trajetória de alta nesta quinta-feira, 16 de julho de 2026, após semanas de negociações lentas. A escalada nos preços, observada em estados como Mato Grosso, Goiás e São Paulo, reflete a combinação de dois fatores críticos: a oferta limitada de animais prontos para abate e a necessidade das indústrias frigoríficas de recomporem suas escalas.

    A pressão da oferta restrita e o papel das indústrias

    Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, destaca que a retenção de pecuaristas — aliada à redução das escalas de abate — tem forçado as indústrias a elevarem suas ofertas pela arroba. “As negociações estão mais agressivas porque os frigoríficos precisam garantir animais para manter a produção”, explica Iglesias. Segundo dados preliminares, a arroba chegou a superar R$ 340 em algumas regiões, um patamar não visto desde o início do ano.

    Exportações para a China: incerteza que não derruba o mercado

    Apesar da suspensão temporária dos embarques para a China — principal destino das exportações brasileiras de carne bovina — o mercado interno e a demanda por cortes premium têm sustentado os preços. Consultorias como a Agroconsult avaliam que, mesmo com a redução das vendas externas, o cenário segue firme graças à entressafra, período tradicionalmente favorável à valorização da arroba. “A oferta reduzida de animais terminados é o grande termômetro do mercado agora”, afirma o economista agrícola da consultoria.

    Perspectivas para os próximos meses

    Ainda que as exportações para a China possam se normalizar em breve, os analistas não descartam novos ajustes nos preços até o final do inverno. A expectativa é de que a entressafra — que se estende até setembro — mantenha a pressão sobre os valores, especialmente se a seca afetar as pastagens nas principais regiões produtoras. “O produtor está mais seletivo, e isso tende a segurar a oferta”, completa Iglesias.

  • Rio Grande do Sul: três ciclones extratropicais podem despejar mais de 300 mm de chuva em 48 horas

    Rio Grande do Sul: três ciclones extratropicais podem despejar mais de 300 mm de chuva em 48 horas

    Tempestades severas ameaçam o Rio Grande do Sul com acumulados históricos

    O Rio Grande do Sul está sob alerta máximo na noite desta quarta-feira, 15 de julho de 2026, com a previsão de três ciclones extratropicais que podem despejar mais de 300 mm de chuva em até 48 horas. A combinação perigosa entre uma frente fria ativa, uma área de baixa pressão sobre a Argentina e o fortalecimento do Jato de Baixos Níveis (JBN) cria condições ideais para temporais extremos, com potencial para granizo, rajadas de vento superiores a 90 km/h e até a formação de tornados na região.

    Bloqueio atmosférico isola Sudeste e Centro-Oeste em seca severa

    Enquanto o Sul enfrenta o caos climático, o bloqueio atmosférico mantém grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste sob tempo firme, com temperaturas elevadas durante o dia e umidade relativa do ar em níveis críticos. Para o setor agropecuário, o cenário é de atenção redobrada, uma vez que a estiagem prolongada já afeta lavouras e pastagens nas principais regiões produtoras do país.

    Nordeste e Norte: chuvas localizadas e calor intenso

    No Nordeste, a circulação marítima segue provocando chuvas na faixa leste, enquanto a Região Norte permanece sob influência de calor intenso e alta umidade, favorecendo pancadas isoladas de chuva. A disparidade climática entre as regiões reforça a necessidade de monitoramento constante para prevenir danos em infraestrutura e prejuízos econômicos.

  • Medida provisória libera renegociação de R$ 100 bilhões em dívidas rurais

    Medida provisória libera renegociação de R$ 100 bilhões em dívidas rurais

    Acordo substitui projeto de lei por MP para agilizar renegociação

    O governo federal e o Congresso Nacional formalizaram na última quarta-feira (15) um acordo para editar uma medida provisória (MP) que regulamenta a renegociação de cerca de R$ 100 bilhões em dívidas rurais. A iniciativa substitui o projeto de lei em tramitação e busca agilizar o processo para produtores endividados, especialmente aqueles afetados por eventos climáticos ou oscilações nos preços do setor agropecuário.

    Detalhes da medida: condições especiais para o campo

    Segundo o Ministério da Fazenda, a MP estabelece condições diferenciadas para agricultores familiares e médios produtores, incluindo prazos estendidos e taxas de juros reduzidas. A proposta também prevê mecanismos para lidar com perdas decorrentes de secas, geadas ou quedas abruptas nos preços das commodities, como soja e milho, que têm pressionado o setor nos últimos anos.

    Quem participou das negociações

    A reunião que selou o acordo contou com a presença de ministros da Fazenda e de Relações Institucionais, além de líderes governistas e parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Entre os participantes estavam os ministros Dario Durigan (Fazenda) e José Guimarães (Relações Institucionais), o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT), e os deputados Arnaldo Jardim (Cidadania) e a senadora Tereza Cristina (PP), ex-ministra da Agricultura. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), destacou que a medida busca aliviar a pressão sobre o setor sem comprometer a sustentabilidade fiscal do país.

    Impacto para o agro: alívio imediato ou solução temporária?

    Enquanto a MP é celebrada por setores do agronegócio como um passo necessário para evitar a quebra de pequenos e médios produtores, críticos apontam que a medida pode postergar problemas estruturais, como a baixa competitividade de culturas não-alinhadas às demandas globais. A expectativa é que a medida seja editada nos próximos dias, com vigência imediata, mas dependerá de aprovação do Congresso em até 120 dias para não perder validade.

  • MP das dívidas rurais é publicada hoje: FPA cede e adota projeto de 2023 como base

    MP das dívidas rurais é publicada hoje: FPA cede e adota projeto de 2023 como base

    FPA abre mão do PL 5.122/2023 em troca de MP emergencial para o campo

    A Medida Provisória (MP) voltada à renegociação das dívidas rurais foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (15 de julho de 2026), após intensa articulação entre a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o governo federal. O texto, que tem como base pilares do Projeto de Lei 5.122/2023 — originalmente proposto para reestruturar o endividamento no setor —, foi apresentado como a única alternativa viável após negociações com o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), e a equipe econômica.

    Perda de renda e prazos estendidos: os pontos-chave herdados do PL

    Entre os principais elementos incorporados na MP estão a priorização de produtores que sofreram perda de renda, limites mais flexíveis para concessão de crédito e a ampliação dos prazos de pagamento. A estratégia, segundo a FPA, buscou equilibrar as demandas do setor com as restrições orçamentárias do Executivo, que vetou a aprovação do PL original em plenário.

    “Não é o mundo ideal, não é o que nós queríamos. Gostaríamos muito de que fosse votado o PL 5.122/2023. Trabalhamos muito para isso, mas não foi possível”, admitiu o presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), em entrevista após a publicação da MP. Para a vice-presidente da FPA no Senado, senadora Tereza Cristina (PP-MS), a medida representa um “mal menor” diante da urgência em aliviar o endividamento rural, que afeta especialmente pequenos e médios produtores.

    O que mudou: do projeto original para a MP

    Ainda que a MP incorpore trechos do PL 5.122/2023, especialistas apontam que a versão final sofreu cortes significativos. O projeto original, por exemplo, previa a renegociação de dívidas até R$ 5 milhões por produtor, enquanto a MP limita o teto a R$ 2 milhões. Além disso, a proposta de 2023 incluía a criação de um fundo garantidor para subsidiar juros, medida que não foi mantida na MP.

    Segundo analistas ouvidos pela imprensa, a publicação da MP nesta data estratégica — às vésperas de um recesso parlamentar — pode ser um movimento para evitar pressões por emendas durante a tramitação legislativa. A FPA, no entanto, já sinalizou que buscará ajustes no Congresso para ampliar os benefícios antes da conversão da MP em lei.

  • Exportações recorde de arroz em 2026: como o Brasil virou o jogo no mercado global e aliviou os preços internos

    Exportações recorde de arroz em 2026: como o Brasil virou o jogo no mercado global e aliviou os preços internos

    O Brasil consolidou em 2026 uma virada histórica no mercado global de arroz, com as exportações no primeiro semestre atingindo patamares recorde. Segundo dados da Federarroz, os embarques cresceram mais de 80% em comparação ao mesmo período de 2025, um desempenho que não apenas aliviou a pressão sobre o mercado interno como também abriu caminho para uma recuperação gradual dos preços pagos aos produtores rurais.

    O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, atribui o sucesso ao ritmo acelerado das vendas externas, que permitiu aos agricultores direcionar parte da safra para o exterior — evitando um excesso de oferta doméstica que poderia deprimir ainda mais os valores da saca. “A liquidez proporcionada pelas exportações foi determinante para melhorar a remuneração dos produtores, especialmente em um contexto onde os custos de produção seguem pressionados”, afirmou Nunes.

    Exportações batem recorde, mas desafios persistem no campo

    Ainda que o volume embarcado em 2026 já supere a marca de 1 milhão de toneladas, a projeção da Federarroz é de que o Brasil feche o ano com cerca de 2 milhões de toneladas exportadas — um recorde histórico para o setor. No entanto, especialistas alertam que o avanço depende de fatores externos, como a manutenção da demanda global e a estabilidade dos custos logísticos, que ainda sofrem com a volatilidade dos fretes marítimos.

    Preços internos em trajetória de recuperação, mas com cautela

    O alívio na oferta interna, combinado com a redução de estoques, já começa a se refletir nos preços pagos aos produtores. Dados preliminares do Cepea/Esalq indicam uma alta de cerca de 12% no valor da saca de arroz em junho, em comparação a maio, impulsionada pela menor disponibilidade no mercado doméstico. “A tendência é positiva, mas é preciso observar se essa recuperação será sustentável ao longo do segundo semestre”, pondera Nunes.

  • SLC Agrícola mira 76 mil bovinos na safra 2025/26: como o ‘Rei do Agro’ diversifica para dominar a pecuária brasileira

    SLC Agrícola mira 76 mil bovinos na safra 2025/26: como o ‘Rei do Agro’ diversifica para dominar a pecuária brasileira

    O ‘Rei do Agro’ amplia seu império com pecuária integrada

    A SLC Agrícola, gigante do agronegócio brasileiro, deu mais um passo para reforçar seu domínio no setor ao estabelecer a meta de vender 76 mil bovinos na safra 2025/26 — um crescimento significativo em relação às 63.480 cabeças comercializadas na temporada anterior. A estratégia, baseada na Integração Lavoura-Pecuária (ILP), reflete a transformação da empresa em um player de alta escala não apenas na agricultura, mas também na pecuária de corte.

    De 830 mil hectares a uma operação planetária

    Para atingir esse objetivo, a companhia cultiva atualmente mais de 830 mil hectares em 26 unidades distribuídas por oito estados brasileiros, administrando uma das maiores operações agrícolas do mundo. A SLC já é referência em commodities como soja, milho, algodão e sementes, mas agora direciona esforços para consolidar sua pecuária como um negócio estratégico, saindo do âmbito experimental para uma operação robusta e rentável.

    Por que a pecuária virou prioridade?

    A diversificação faz parte de um movimento mais amplo do agronegócio brasileiro, que busca otimizar recursos e reduzir riscos climáticos e de mercado. Ao integrar lavoura e pecuária, a SLC não apenas aumenta a produtividade de suas terras, mas também cria sinergias entre os setores, como a utilização de dejetos animais como adubo orgânico e a rotação de culturas que melhora a saúde do solo. A meta de 76 mil bovinos vendidos na safra 2025/26 é mais um indicador desse novo ciclo produtivo.

  • Café brasileiro: queda de 15,7% nas exportações em 2025/26, mas receita atinge segundo maior valor histórico

    Café brasileiro: queda de 15,7% nas exportações em 2025/26, mas receita atinge segundo maior valor histórico

    Exportações de café encolhem, mas receita se mantém forte

    No ano-safra 2025/26, encerrado em junho de 2026, o Brasil exportou 38,462 milhões de sacas de 60 kg de café, volume 15,7% inferior ao registrado entre julho de 2024 e junho de 2025. Ainda assim, a receita cambial com os embarques atingiu US$ 14,595 bilhões — apenas 1% abaixo do ciclo anterior, mas suficiente para garantir o segundo lugar na série histórica do setor.

    Preços elevados até janeiro de 2026 sustentam faturamento

    O desempenho foi possível graças aos preços do café, que se mantiveram em patamares elevados entre setembro de 2025 e janeiro de 2026. Em junho de 2026, último mês do ciclo, as exportações somaram 3,060 milhões de sacas, com ingresso de US$ 972,8 milhões — alta de 16,9% em volume, mas queda de 6% na receita. No primeiro semestre de 2026, o país embarcou 17,831 milhões de sacas, 8,3% menos que no mesmo período de 2025, com faturamento de US$ 6,534 bilhões, 13,3% inferior.

    Cenário global e perspectivas para o setor

    Apesar da queda no volume exportado, o valor recorde da receita reflete a demanda internacional por café brasileiro, especialmente em mercados como Estados Unidos e Europa. A manutenção dos preços, no entanto, depende da estabilidade da safra global e de fatores climáticos, como os efeitos do fenômeno La Niña na produção de países concorrentes. O presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) destacou que, mesmo com a redução, a competitividade do grão nacional permanece elevada.

  • Agro se mobiliza e MP do Frete é ajustada no Congresso em 15 de julho de 2026

    Agro se mobiliza e MP do Frete é ajustada no Congresso em 15 de julho de 2026

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) formalizou, nesta quarta-feira (15 de julho de 2026), seu reconhecimento pelos ajustes promovidos na Medida Provisória nº 1.343/2026 durante a tramitação no Congresso Nacional. A iniciativa, que impacta diretamente o custo do transporte de cargas — especialmente do agronegócio — foi viabilizada graças à articulação da senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da bancada no Senado, e ao empenho do presidente Davi Alcolumbre em garantir a apreciação da matéria antes da perda de vigência.

    Equilíbrio entre transporte justo e sustentabilidade do agro

    A FPA destacou que os aperfeiçoamentos no texto da MP buscam conciliar uma política de remuneração adequada aos transportadores com a mitigação de impactos sobre os custos de insumos e alimentos, pilares da segurança alimentar brasileira. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, foi responsável por costurar consensos entre segmentos do transporte e do agronegócio, evitando distorções que afetassem a competitividade do setor.

    Senado garante celeridade ao processo

    O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, também foi elogiado pela FPA por sua atuação decisiva em agilizar a votação da medida, que estava prestes a perder eficácia. A aprovação do texto ajustado evitou um vazio regulatório que poderia ter elevado ainda mais os preços dos alimentos, já pressionados pela volatilidade dos custos logísticos.

    A FPA reafirmou, ao final da nota, seu compromisso com uma política de transporte que assegure tanto a justa remuneração dos caminhoneiros quanto a saúde do setor agropecuário, reconhecido como vetor da economia nacional.

  • Bloqueio atmosférico mantém RS em alerta: chuvas intensas, granizo e ventos de 90 km/h até o fim da semana

    Bloqueio atmosférico mantém RS em alerta: chuvas intensas, granizo e ventos de 90 km/h até o fim da semana

    A partir desta quinta-feira (16 de julho de 2026), o Rio Grande do Sul mergulhará em uma sequência de temporais que não apenas desafiarão a infraestrutura local, mas também ameaçarão a segurança de milhares de pessoas. A previsão da Climatempo indica que uma frente fria de movimento lento, aliada a um bloqueio atmosférico estacionário sobre o Sudeste, criará um cenário de instabilidade prolongada no estado.

    Chuvas intensas e ventos severos: o que esperar nos próximos dias

    Os modelos meteorológicos apontam para a chegada de chuvas fortes, granizo e rajadas de vento que podem atingir até 90 km/h em diversas regiões gaúchas. O oeste do estado será o primeiro a ser afetado, com temporais previstos para quinta-feira, enquanto a instabilidade se espalha para áreas centrais e leste ao longo do final de semana. A combinação desses fatores elevará o risco de alagamentos, transbordamentos de rios e danos à agricultura, já fragilizada por eventos similares registrados nas últimas semanas.

    Risco agropecuário: prejuízos que vão além das enchentes

    Os produtores rurais do Rio Grande do Sul enfrentam um duplo desafio: enquanto as lavouras de soja e milho já sofreram com o excesso de chuva no início do inverno, a continuidade dos temporais pode agravar perdas e interromper colheitas. Além disso, a energia elétrica em várias cidades corre o risco de ser afetada por quedas de postes e danos à rede, como ocorreu em eventos recentes. Especialistas alertam que a persistência do bloqueio atmosférico mantém o estado sob vigilância máxima até pelo menos sábado (18).

    Diante do cenário, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta a população a evitar áreas de risco, manter estoque de suprimentos e monitorar alertas emitidos pelos órgãos competentes. A situação exige atenção redobrada, especialmente para quem vive em regiões já afetadas por enchentes nos últimos meses.