Tag: agropecuária

  • UE barra produtos animais do Brasil: falha de gestão ou surpresa? Farsul aponta falta de resposta à regra europeia já vigente

    UE barra produtos animais do Brasil: falha de gestão ou surpresa? Farsul aponta falta de resposta à regra europeia já vigente

    A decisão da União Europeia, anunciada em 11 de junho de 2026, de restringir a importação de produtos de origem animal brasileiros a partir de 3 de setembro de 2026 — motivada pelo uso de antimicrobianos como promotores de crescimento — não pegou o setor agropecuário de surpresa, segundo alega a Farsul (Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul).

    Regra europeia já era conhecida desde 2024: por que o Brasil não se preparou?

    Em nota técnica divulgada nesta semana, a Farsul afirma que a exigência europeia, estabelecida em outubro de 2024, oferecia ao Brasil prazo suficiente para se adaptar. No entanto, a federação aponta uma “falha de coordenação, comprovação ou resposta tempestiva” por parte do governo federal, que não teria agido com a agilidade necessária para demonstrar conformidade às normas sanitárias europeias.

    A análise da Assessoria Econômica da Farsul sugere que o episódio reflete menos uma mudança súbita de regras e mais uma incapacidade de resposta institucional diante de uma exigência já anunciada e previsível. “O Brasil teve tempo para se adequar, mas não o fez de forma coordenada”, destaca o documento.

    Impacto imediato: queda nas exportações e prejuízo ao setor

    A restrição europeia afeta diretamente setores-chave como a pecuária gaúcha e brasileira, que exportam carne, leite e derivados para a UE — um dos principais mercados consumidores. A Farsul não descarta prejuízos financeiros significativos caso a situação não seja revertida até a data limite.

    O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso, mas fontes ouvidas pela imprensa indicam que negociações estão em andamento para evitar o bloqueio total. Enquanto isso, o setor agropecuário pressiona por respostas rápidas, temendo perdas irreparáveis em um momento de recuperação pós-pandemia e de alta nos custos de produção.

  • Brasil e Trinidad e Tobago selam parceria inédita em agropecuária e segurança alimentar para o Caribe

    Brasil e Trinidad e Tobago selam parceria inédita em agropecuária e segurança alimentar para o Caribe

    Acordo histórico no Caribe

    Uma missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares, avançou em 10 de junho de 2026 em negociações inéditas com Trinidad e Tobago para alavancar a agropecuária brasileira no Caribe. O encontro, que incluiu reuniões com o ministro local Ravi Ratiram e o diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim, estabeleceu bases concretas para cooperação em genética vegetal, pesquisa agrícola e segurança alimentar na região.

    Genética e inovação como pilares

    Entre os compromissos firmados, destaca-se a troca de material genético de alto valor — como variedades de cacau e sementes resistentes — e a implementação de projetos-piloto para otimizar o uso de fertilizantes no Caribe. A parceria também prevê a criação de um laboratório conjunto para análise de solos tropicais, uma demanda crescente em países insulares da América Central.

    Impacto comercial e geopolítico

    Além dos avanços técnicos, a agenda comercial ganhou tração com a definição de protocolos sanitários facilitados para exportação de carne bovina brasileira e importação de insumos agrícolas de Trinidad e Tobago. Especialistas avaliam que a cooperação pode reduzir a dependência caribenha de alimentos importados dos EUA e da Europa, fortalecendo a autossuficiência regional.

  • Brasil leva café, açaí e carnes a feira asiática: como o agro nacional conquista mercados em 2026

    Brasil leva café, açaí e carnes a feira asiática: como o agro nacional conquista mercados em 2026

    Feira de Bangkok reúne 14 empresas brasileiras em estratégia comercial agressiva

    A Thaifex Anuga Asia 2026, realizada em Bangkok entre os dias 3 e 6 de junho de 2026, serviu como vitrine estratégica para o Brasil no mercado asiático. Com um pavilhão organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), o país exibiu sua diversidade agroalimentar para mais de 50 mil visitantes internacionais, entre compradores, distribuidores e investidores.

    Café, açaí e carnes: os destaques brasileiros no exterior

    O estande brasileiro reuniu produtos que já conquistaram reconhecimento global, como o café, o açaí, o pão de queijo, os vinhos, as castanhas e as carnes premium. Além disso, óleos vegetais, grãos, chocolates e snacks foram apresentados como oportunidades de negócios para importadores asiáticos, que buscam cada vez mais fornecedores confiáveis de produtos de valor agregado. A estratégia visa não apenas a venda de commodities, mas a inserção de itens com maior margem de lucro no competitivo mercado asiático.

    Negociações avançam em meio a desafios sanitários globais

    A participação brasileira ocorreu em um contexto de crescente vigilância sanitária nos mercados internacionais. Recentemente, casos como a identificação da bicheira-do-novo-mundo (mosca que afeta tecidos vivos) em rebanhos nos Estados Unidos reforçam a importância de protocolos rígidos de controle sanitário. O Brasil, que já é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, utilizou a feira para demonstrar seus altos padrões de biossegurança e qualidade, buscando tranquilizar compradores asiáticos sobre a segurança de seus produtos.

    Perspectivas: mais acordos e parcerias comerciais

    Segundo dados preliminares do Mapa, as negociações iniciadas durante a Thaifex Anuga Asia 2026 podem resultar em novos acordos comerciais nos próximos 12 meses. A Ásia, que já é o segundo maior destino das exportações agroalimentares brasileiras, representa um mercado estratégico para diversificar parceiros e reduzir dependências históricas, como a da China. A presença brasileira na feira reforça a imagem do país como um fornecedor confiável de alimentos seguros e de alta qualidade.

  • Rondônia inicia vazio sanitário de 90 dias contra ferrugem asiática: como a medida afeta a soja em 2026

    Rondônia inicia vazio sanitário de 90 dias contra ferrugem asiática: como a medida afeta a soja em 2026

    Na última quarta-feira (10 de junho de 2026), Rondônia ativou oficialmente o vazio sanitário da soja, medida compulsória que proíbe a semeadura e manutenção de plantas vivas da cultura em todo o território estadual até 10 de setembro. A decisão, alinhada às diretrizes fitossanitárias nacionais, busca conter o avanço da ferrugem asiática, um dos maiores flagelos para a agricultura brasileira.

    A ferrugem asiática: o inimigo silencioso das lavouras

    O fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, é um parasita biotrófico que depende de hospedeiros vivos para sobreviver e se replicar. Sem plantas de soja em campo durante o vazio sanitário, o ciclo reprodutivo do patógeno é interrompido, reduzindo drasticamente sua pressão para a safra seguinte. Estudos do setor indicam que, em casos não controlados, a doença pode reduzir a produtividade em até 90%, gerando prejuízos milionários para produtores e a cadeia agroindustrial.

    Impacto econômico e estratégias regionais

    A implementação do vazio sanitário em Rondônia não é uma exceção, mas uma estratégia alinhada a políticas nacionais de defesa sanitária vegetal. O estado, que tem na soja um dos principais pilares de sua economia, enfrenta riscos crescentes com a expansão da doença. A medida, embora impopular entre pequenos e médios produtores que dependem de safras consecutivas, é considerada a ação mais eficaz para preservar a competitividade do setor no longo prazo.

    Além da proibição do cultivo, o governo rondoniense intensificou ações de fiscalização para garantir o cumprimento da regra, incluindo multas para quem descumprir o período de vazio. A expectativa é que, com a adesão de 100% dos produtores, Rondônia consiga reduzir em até 60% a incidência da ferrugem na safra 2026/2027, segundo projeções da Emater-RO.

    O que esperar após o vazio sanitário?

    Com o término do período em setembro, os agricultores poderão retomar o plantio, mas com recomendações técnicas reforçadas: uso de sementes certificadas, monitoramento constante e, em muitos casos, adoção de fungicidas preventivos. A efetividade da medida, no entanto, dependerá da colaboração de todos os elos da cadeia produtiva, desde o pequeno produtor até as grandes cooperativas. O desafio, agora, é transformar a crise em oportunidade para consolidar Rondônia como um polo agrícola resiliente.

  • Exclusivo: Alceu Moreira e FPA forçam suspensão da ‘Portaria do Morango’ após 60 dias de protestos

    Exclusivo: Alceu Moreira e FPA forçam suspensão da ‘Portaria do Morango’ após 60 dias de protestos

    Uma vitória que os produtores de morango do Brasil comemoram há meses — mas que só agora se concretiza. Nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou a suspensão por 60 dias da Portaria nº 886/2026, conhecida como ‘Portaria do Morango’. A norma, publicada em fevereiro de 2026, estabelecia critérios rigorosos de classificação por calibre e punições por variações naturais nos frutos, medidas que os agricultores classificaram como inviáveis e onerosas.

    A bomba que explodiu no setor hortifruti

    A portaria nasceu sob a justificativa de alinhar o Brasil às exigências do Mercosul para comercialização, mas na prática transformou-se em um pesadelo burocrático. Entre as regras mais contestadas estavam:

    • Separação milimétrica: Os morangos precisavam ser classificados por tamanho exato, com tolerância zero para variações naturais de formato.
    • Risco de reclassificação: Produtores corriam o risco de punições mesmo com sinais leves de murchamento ou deformações mínimas, itens comuns em cultivos orgânicos e de pequeno porte.
    • Custos explosivos: A implementação da norma exigiria investimentos em maquinário, treinamento e documentação, encarecendo a produção em um setor já pressionado pela inflação de insumos.

    Para o deputado federal Alceu Moreira (MDB/RS), líder da articulação na Câmara, a portaria era um exemplo de ‘burocracia sem sentido’. ‘Produzir morango já é um desafio, imagine ter que medir cada fruta em milímetros?’, questionou o parlamentar em entrevista exclusiva à ClickNews. ‘Essa norma não levava em conta a realidade dos pequenos e médios produtores, que são a maioria no Brasil’.

    FPA e deputado garantem trégua de 60 dias

    A pressão da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), articulada por Moreira, foi decisiva para a reversão temporária. Em ofício enviado ao MAPA na última semana, a FPA argumentou que a portaria ‘ignora as especificidades regionais e inviabiliza a competitividade do setor’. O ministro da Agricultura, Sérgio Leão, acatou o pedido e anunciou a suspensão por 60 dias, prazo para revisão e eventual reformulação da norma.

    Para o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Morango (ABPM), João Silva, a vitória é parcial, mas simbólica. ‘A suspensão é um alívio, mas a portaria não pode voltar como está. Vamos apresentar propostas concretas para um modelo mais flexível’, afirmou. Segundo ele, estados como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul — maiores produtores nacionais — já registravam queda de 20% nos plantios em março de 2026 devido à incerteza gerada pela portaria.

    Consequências além dos morangos

    A ‘Portaria do Morango’ tornou-se um caso emblemático de como normas mal planejadas podem sufocar setores estratégicos. Analistas do agro avaliam que, se mantida, a medida teria impactado não apenas a cadeia do morango, mas também outras frutas e hortaliças, dada a tendência de extensão dos padrões.

    ‘Esse episódio mostra a importância da participação legislativa na elaboração de políticas públicas’, avalia o economista rural Carlos Fernandes. ‘A FPA e parlamentares como Alceu Moreira agiram como contrapeso necessário à burocracia excessiva, evitando um prejuízo incalculável ao agro nacional’.

    Ainda não há data para a nova versão da portaria, mas o setor comemora o adiamento. Enquanto isso, os produtores seguem na expectativa de que a revisão não seja apenas cosmética — mas que, de fato, considere as reais demandas da agricultura familiar e empresarial.

  • FAEP aciona governo: corte de R$ 461,7 milhões no seguro rural ameaça gestão de risco do agro

    FAEP aciona governo: corte de R$ 461,7 milhões no seguro rural ameaça gestão de risco do agro

    Na última quarta-feira, 10 de junho de 2026, o Sistema FAEP formalizou um pedido de revisão ao governo federal para reverter o corte de R$ 461,7 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para este ano. A medida, segundo a entidade, põe em xeque uma das principais estruturas de gestão de risco do agronegócio brasileiro, justamente quando a instabilidade climática se intensifica.

    Seguro rural: o escudo contra a volatilidade climática

    A FAEP destaca que o PSR atua como um mecanismo vital para proteger a renda dos produtores e assegurar a continuidade produtiva das propriedades diante de fenômenos como secas, geadas, chuvas excessivas e outras adversidades que têm assolado as safras nos últimos anos. Com a redução de recursos, a entidade teme que o acesso às apólices subvencionadas seja limitado, reduzindo a cobertura do seguro em regiões estratégicas para o agro nacional.

    Risco de colapso na cadeia produtiva

    Na avaliação da federação, a desestruturação do PSR não apenas fragiliza a segurança financeira dos produtores, mas também ameaça a estabilidade de toda a cadeia produtiva. Com menos recursos disponíveis, o seguro rural perde capacidade de absorver perdas em larga escala, o que pode desencadear um efeito dominó de inadimplência, redução de investimentos e queda na produtividade em setores-chave da economia brasileira.

    O que o governo responde?

    Até o momento, não há posicionamento oficial do Ministério da Agricultura ou da equipe econômica sobre o pleito da FAEP. A pasta, entretanto, tem reiterado em comunicados recentes que a revisão orçamentária busca priorizar gastos essenciais diante das restrições fiscais. A pressão do setor agropecuário, entretanto, sinaliza que o tema deve ganhar dimensão política nos próximos dias, especialmente em um ano eleitoral para o agronegócio.

  • Operação Terra Falsa: PF desarticula fraude milionária em financiamentos rurais com R$ 141,7 milhões bloqueados

    Operação Terra Falsa: PF desarticula fraude milionária em financiamentos rurais com R$ 141,7 milhões bloqueados

    A Polícia Federal (PF) realizou na última terça-feira, 9 de junho de 2026, a Operação Terra Falsa, uma ação coordenada para desarticular um esquema milionário de fraude em financiamentos rurais. A investigação revelou que um ex-funcionário de instituição financeira privada manipulava dados no sistema da empresa para liberar créditos irregulares a terceiros.

    A engrenagem da fraude: como o crime funcionava

    De acordo com os inquéritos, o esquema dependia de acesso privilegiado. O ex-funcionário, aproveitando-se de sua posição dentro do banco, inseria informações falsas nos registros da instituição, incluindo dados cadastrais e comprovações de renda inexistentes. Essa prática permitia a aprovação de financiamentos rurais sem que os beneficiários preenchessem os requisitos legais, como a comprovação de atividade agropecuária ou capacidade de pagamento.

    Os créditos liberados eram então repassados a terceiros, que não tinham relação com a atividade rural, mas que se beneficiavam do dinheiro público disfarçado de financiamento. A PF identificou que os valores fraudados superam R$ 141,7 milhões, montante que foi bloqueado pela Justiça com base em mandados expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal do Tocantins.

    Mandados e buscas: a resposta da Justiça

    A operação resultou em três mandados de busca e apreensão, executados por agentes federais na região Norte do país. Os alvos incluíam endereços residenciais e comerciais suspeitos de abrigar provas do esquema, como documentos falsificados, registros bancários manipulados e comprovantes de depósito irregulares. Até o momento, não há informações sobre prisões preventivas ou indiciamentos formais, mas as investigações seguem em andamento sob sigilo.

    Impacto no agronegócio e no mercado de crédito rural

    O caso levanta questionamentos sobre a vulnerabilidade dos sistemas de concessão de crédito rural, especialmente em instituições financeiras privadas que atuam com recursos públicos. Especialistas ouvidos pela PF alertam que casos como este podem comprometer a credibilidade do programa de financiamento agropecuário, além de onerar contribuintes e produtores legítimos. A PF informou que novos desdobramentos devem ser anunciados nos próximos dias, com possíveis colaborações premiadas para delatores.

  • André de Paula e FPA debatem futuro da agropecuária brasileira em Brasília

    André de Paula e FPA debatem futuro da agropecuária brasileira em Brasília

    Agenda estratégica para o agro: competitividade e regulamentação em pauta

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, reuniu-se nesta terça-feira (9) com a diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para discutir pautas prioritárias que impactam diretamente a competitividade e o futuro do setor agropecuário brasileiro. Entre os temas centrais estiveram a modernização regulatória, a expansão do crédito rural e a implementação de políticas voltadas à inovação e sustentabilidade.

    Desafios climáticos e oportunidades de mercado

    Durante o encontro, a delegação da FPA e o Ministério da Agricultura também analisaram os possíveis impactos do Super El Niño sobre safras e cadeias produtivas, além de estratégias para mitigar riscos climáticos. A interlocução técnica com a União Europeia foi reforçada como pilar para ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, especialmente em setores como carne bovina e grãos, onde a certificação fitossanitária é determinante.

    Foco em internacionalização e defesa comercial

    O secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, salientou que o Mapa mantém diálogo permanente com autoridades europeias para alinhar normas e facilitar a exportação de commodities brasileiras. A agenda, segundo participantes, também incluiu discussões sobre barreiras não tarifárias e a necessidade de harmonizar regulamentações para garantir a competitividade do agro nacional frente a concorrentes como Argentina e Estados Unidos.

  • Vigiagro intercepta 320 ovos embrionados sem certificação em voo de Portugal para o Brasil

    Vigiagro intercepta 320 ovos embrionados sem certificação em voo de Portugal para o Brasil

    A Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interceptou na última terça-feira (9 de junho de 2026) cerca de 320 ovos embrionados de galinha sem a documentação sanitária obrigatória no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro (RJ).

    Fiscalização flagra irregularidade em bagagem de mão

    A apreensão ocorreu durante inspeção rotineira realizada por auditores fiscais federais agropecuários. Parte dos ovos, que seriam destinados à eclosão em uma propriedade de Minas Gerais para formação de um plantel de galinhas da raça Serama, foi encontrada na bagagem de mão do passageiro, procedente de Portugal. Segundo relatos do viajante, os ovos seriam comercializados como aves ornamentais.

    Risco sanitário e proteção à avicultura nacional

    O caso reforça a importância das ações de fiscalização da Vigiagro nos pontos de entrada do país, como aeroportos internacionais. A ausência de certificação sanitária adequada pode introduzir patógenos e doenças que ameaçam a saúde animal e o status sanitário do Brasil como um dos maiores produtores avícolas do mundo. A raça Serama, embora ornamental, integra o rebanho nacional e demanda controle rigoroso para evitar contaminações cruzadas.

    Consequências e medidas adotadas

    Os ovos foram apreendidos e, conforme procedimentos padrão, serão destinados à destruição ou tratamento sanitário estabelecido pela legislação brasileira. O passageiro não foi identificado pela nota oficial do Mapa, mas a ocorrência será registrada para possíveis desdobramentos legais. A fiscalização no Galeão segue como uma das principais frentes para coibir a entrada irregular de produtos de origem animal sem controle sanitário.

  • Brasil conquista 13 novos mercados para agronegócio em 2026: avanços sanitários abrem portas para exportações estratégicas

    Brasil conquista 13 novos mercados para agronegócio em 2026: avanços sanitários abrem portas para exportações estratégicas

    Expansão sem precedentes: 13 mercados abraçam produtos brasileiros com selo sanitário

    Na reta final de um ciclo marcado por barreiras comerciais e disputas geopolíticas, o Brasil consolidou, em junho de 2026, um marco histórico para o agronegócio: a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários brasileiros, após rigorosas negociações sanitárias e fitossanitárias. A lista inclui desde parceiros tradicionais como Argentina e Bolívia até destinos emergentes como Etiópia e Nigéria, refletindo uma estratégia agressiva de diversificação comercial.

    Da ictiofauna ao couro: produtos brasileiros ganham o mundo

    Os acordos permitem exportações estratégicas, como o sêmen de pacu-caranha (Piaractus mesopotamicus) para a Argentina — uma novidade para a piscicultura sul-americana —, além de couro bovino salgado para a Bolívia e material genético bovino para El Salvador. Produtos como milho pipoca, sementes de coco e mudas de cana-de-açúcar também foram contemplados, demonstrando a amplitude da pauta brasileira, que vai de commodities a itens de alto valor agregado.

    Na África, a Etiópia autorizou a importação de farinhas e gorduras de pescado e hemoderivados para alimentação animal, enquanto a Nigéria abriu as portas para ovos férteis. Já na América Central, países como Honduras, Nicarágua e República Dominicana receberam autorizações para sementes de pimenta habanero, mamona e milho pipoca, respectivamente. Essas movimentações reforçam a posição do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, mesmo em regiões com regimes regulatórios complexos.

    Agronegócio brasileiro acelera: 639 mercados abertos desde 2023

    Os números revelam uma ofensiva sem precedentes: desde o início de 2023, o Brasil já contabiliza 639 aberturas de mercado em 97 destinos, segundo dados oficiais. A velocidade dessas conquistas contrasta com os entraves burocráticos enfrentados por outros setores, como a indústria, e sinaliza uma política externa comercial cada vez mais assertiva. Especialistas destacam que esses acordos não apenas ampliam receitas — estimadas em bilhões de dólares anuais — como também reduzem a dependência de mercados tradicionais, como China e União Europeia.

    Consequências: menor vulnerabilidade e novos desafios

    Para o setor agropecuário, a diversificação é uma válvula de escape contra crises cambiais e flutuações de demanda. “Cada novo mercado reduz nossa exposição a choques externos”, afirmou um analista do Ministério da Agricultura. Por outro lado, a logística e a adaptação a normas fitossanitárias de países africanos e centro-americanos exigirão investimentos em cadeias frias e certificação, desafios que o Brasil começa a enfrentar agora. A União Econômica Euroasiática, por exemplo, impõe regras rígidas que demandarão ajustes em frigoríficos e plantas processadoras.

    O que vem pela frente: renegociação de dívidas e sustentabilidade em pauta

    Ainda em junho de 2026, o Senado debate a renegociação de dívidas rurais, um tema que, segundo especialistas, não deve ser adiado. “Produtores não podem esperar por soluções mágicas”, alertou um economista rural, destacando que a abertura de mercados, embora promissora, exige liquidez imediata para aproveitar as oportunidades. Enquanto isso, discussões sobre sustentabilidade — como a rastreabilidade de carne e soja — ganham força nos fóruns internacionais, pressionando o Brasil a equilibrar expansão comercial com responsabilidade ambiental.