Tag: agropecuária

  • Milho mantém preços firmes com safra abaixo da média e pressões climáticas

    Milho mantém preços firmes com safra abaixo da média e pressões climáticas

    As cotações do milho mantêm-se firmes em diversas regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em um mercado caracterizado pela baixa liquidez. A dinâmica reflete o equilíbrio entre uma oferta limitada e uma demanda retraída, com compradores aguardando o avanço da colheita da segunda safra para pressionar os preços.

    Pressões climáticas e oferta restrita

    Embora a colheita da segunda safra de milho esteja alinhada com os volumes do ano anterior, o ritmo segue inferior à média das últimas cinco safras. Condições climáticas adversas, como irregularidades na distribuição de chuvas, reduziram temporariamente a disponibilidade do grão, adiando a normalização do abastecimento. Além disso, parte dos produtores optou por priorizar a comercialização da soja, cujos preços também registram alta, o que contribui para a manutenção dos patamares atuais do milho.

    Cenário internacional e expectativas

    O suporte aos preços domésticos também vem de elevações nas cotações internacionais, especialmente em mercados como o dos Estados Unidos, onde a seca afeta as lavouras. No entanto, a cautela dos agentes locais — tanto vendedores, focados em atividades operacionais, quanto compradores, em espera por maior liquidez — mantém o mercado em um impasse. Analistas do Cepea destacam que, mesmo com a proximidade da colheita, a preferência por negócios com a soja pode adiar o aumento da oferta de milho, prolongando a estabilidade dos preços.

  • Arroba do boi gordo despenca, mas consultorias apostam em virada no segundo semestre

    Arroba do boi gordo despenca, mas consultorias apostam em virada no segundo semestre

    O mercado físico do boi gordo segue em compasso de espera na segunda-feira, 13 de julho de 2026, com preços pressionados pela combinação de frigoríficos cautelosos, esgotamento da cota chinesa de 1,1 milhão de toneladas e ritmo lento das exportações. A semana iniciou com quedas expressivas nas principais praças pecuárias do país, refletindo um cenário de negociações travadas e excesso de oferta de animais prontos para abate.

    Exportações estagnadas e cota chinesa no limite

    A China, principal destino da carne bovina brasileira, praticamente esgotou sua cota de importação para 2026, o que reduziu drasticamente o ritmo das vendas externas. Segundo dados do Ministério da Agricultura, as exportações para o país asiático caíram 18% na primeira quinzena de julho em comparação ao mesmo período de junho, impactando diretamente a demanda por boi vivo.

    Consultorias veem luz no fim do túnel para o último trimestre

    Apesar do atual cenário adverso, as principais consultorias do setor — Safras & Mercado, Scot Consultoria e Agrifatto — mantêm uma perspectiva otimista para o segundo semestre. O analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, destaca que o movimento de queda nos preços tem caráter conjuntural e não reflete os fundamentos do mercado. “A oferta de animais terminados deve diminuir nos próximos meses, enquanto a demanda internacional tende a se recuperar, especialmente com a retomada do consumo na China após o esgotamento da cota”, afirmou.

    Ainda segundo as projeções, o aquecimento do mercado interno, impulsionado pelo aumento do poder aquisitivo em períodos sazonais, também deve contribuir para a valorização da arroba no último trimestre de 2026.

    Pecuaristas resistem, mas apostam em recuperação

    Os produtores rurais, no entanto, seguem reticentes em negociar suas boiadas nas atuais condições de mercado. A queda nos preços, aliada à incerteza quanto à demanda chinesa, levou muitos a postergar vendas, apostando em uma valorização futura. “A estratégia é esperar, mas com o risco de o mercado mudar rapidamente”, comenta um pecuarista do Mato Grosso, que preferiu não ser identificado.

    Para especialistas, a recuperação da arroba dependerá não apenas da redução da oferta, mas também da capacidade do setor em diversificar mercados e reforçar acordos comerciais com outros países, reduzindo a dependência da China. A expectativa é que, a partir de setembro, o cenário comece a se inverter, com preços subindo gradativamente até o final do ano.

  • Cientistas brasileiros desenvolvem solução inovadora contra doença que ameaça cíclames, plantas ornamentais que movem R$ 500 mi por ano na América do Sul

    Cientistas brasileiros desenvolvem solução inovadora contra doença que ameaça cíclames, plantas ornamentais que movem R$ 500 mi por ano na América do Sul

    Parceria científico-industrial derruba paradigma no controle de doenças vegetais

    Em um avanço que pode redefinir os padrões do agronegócio ornamental, pesquisadores brasileiros uniram expertise acadêmica e inovação industrial para criar uma estratégia inédita contra a murcha de Fusarium, principal inimiga das plantas de cíclame (Cyclamen). A solução, que combina o composto vegetal β-cariofileno — naturalmente produzido pela planta em resposta à infecção fúngica — com o óxido de grafeno derivado do grafite, demonstrou eficácia superior aos métodos convencionais, reduzindo a volatilidade do ativo natural e prolongando sua ação protetora.

    Brasil lidera produção sul-americana, mas doença ameaça setor

    A cultura do cíclame movimenta cerca de R$ 500 milhões anuais na América do Sul, com o Brasil respondendo por 40% desse mercado, segundo dados do Ministério da Agricultura. No entanto, a doença, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cyclaminis, pode dizimar até 30% das lavouras em casos graves, forçando produtores a recorrer a fungicidas químicos de alto impacto ambiental. A nova abordagem, desenvolvida pela Embrapa Meio Ambiente (SP), Unicamp e PPS Compósitos, surge como uma alternativa sustentável e economicamente viável.

    Como funciona a inovação

    O β-cariofileno, molécula presente em diversas plantas e associada a mecanismos de defesa vegetal, é naturalmente produzido pelas plantas de cíclame após a infecção pelo fungo. No entanto, sua alta volatilidade limitava sua eficácia como agente de controle. A solução veio com a adição do óxido de grafeno, que forma uma camada protetora sobre as folhas e caules, liberando o composto de forma gradual e potencializando seu efeito antifúngico. Testes laboratoriais e de campo comprovaram que a combinação reduz a incidência da doença em até 80% em comparação ao uso isolado do β-cariofileno, além de dispensar o uso de agrotóxicos sintéticos.

    Impactos econômicos e ambientais

    Além de diminuir as perdas produtivas, a tecnologia desenvolvida promete reduzir os custos com insumos químicos, que representam até 20% do orçamento de pequenos e médios produtores de cíclame. Segundo especialistas, a solução também abre caminho para o desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos no setor ornamental, que movimenta R$ 2,5 bilhões anuais no Brasil. Para a Embrapa, o projeto reforça o potencial do país como líder em inovação agroambiental, especialmente em culturas de alto valor agregado como o cíclame.

    Próximos passos: da bancada para o campo

    Os pesquisadores já iniciaram os trâmites para o registro da patente da tecnologia e buscam parcerias com cooperativas de produtores para a produção em escala do composto. O objetivo é comercializar o produto até 2027, inicialmente para o mercado interno e, posteriormente, para países como Colômbia e Peru, principais concorrentes do Brasil no setor. Enquanto isso, a equipe estuda a aplicação da mesma estratégia em outras culturas suscetíveis a doenças fúngicas, como morango e tomate.

  • PEC em MT endurece regras para fundos estaduais e reforça segurança jurídica ao produtor

    PEC em MT endurece regras para fundos estaduais e reforça segurança jurídica ao produtor

    Segurança jurídica como pilar da produção em Mato Grosso

    A deputada estadual Janaina Riva (MDB) intensificou, na , sua defesa por um ambiente jurídico estável para os produtores mato-grossenses ao apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impõe regras mais rígidas para alterações em fundos estaduais. A medida, que inclui o Fethab entre seus alvos, exige aprovação de dois terços dos deputados estaduais em dois turnos de votação para criar, aumentar ou restabelecer contribuições destinadas a esses fundos.

    Três mandatos de atuação em defesa do produtor

    A PEC não surge isoladamente. Ela é o coroamento de uma trajetória de três mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na qual Janaina Riva se consolidou como voz ativa em pautas críticas para o setor produtivo. Desde licenciamento ambiental até a Moratória da Soja e da Carne, passando pela implementação do CAR Digital e a gestão dos recursos do Fethab, a parlamentar tem pautado discussões que impactam diretamente a competitividade e a sustentabilidade da agropecuária estadual.

    Fethab: Da arrecadação à fiscalização dos recursos

    A preocupação da deputada transcende a mera arrecadação. Em paralelo à PEC, Janaina Riva protocolou um projeto de lei para fiscalizar a aplicação dos recursos do Fethab, assegurando que os valores arrecadados sejam revertidos em benefícios concretos para os produtores. A iniciativa reflete uma visão sistêmica: garantir não apenas a segurança jurídica, mas também a transparência e a eficiência na gestão dos recursos públicos, pilares essenciais para o crescimento sustentável do estado.

  • BNDES libera R$ 72 bilhões para Plano Safra 2026/27 com juros reduzidos e foco em agricultura familiar

    BNDES libera R$ 72 bilhões para Plano Safra 2026/27 com juros reduzidos e foco em agricultura familiar

    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou, na última quinta-feira (9 de julho de 2026), a disponibilização de R$ 72 bilhões em crédito para o Plano Safra 2026/27, um volume 2,8% superior ao do ciclo anterior. Os recursos serão operacionalizados a partir de 16 de julho de 2026 até 30 de junho de 2027, com foco no fortalecimento do setor agropecuário nacional.

    Distribuição dos recursos: agricultura familiar e empresarial

    Do total anunciado, R$ 40,5 bilhões serão geridos pelos PAGFs (Programas Agropecuários do Governo Federal), que oferecem condições específicas de prazo, taxas de juros e orçamento. Desses, R$ 18,9 bilhões foram reservados para a agricultura familiar, com taxas de juros variando entre 0,5% e 7,5% ao ano — significativamente mais acessíveis que as praticadas no mercado tradicional. Já os R$ 21,5 bilhões restantes serão destinados à agricultura empresarial (médios e grandes produtores), com juros entre 8% e 12,5% ao ano.

    Redução nas taxas de juros: estratégia para estimular a produção

    Segundo o BNDES, houve uma queda nas taxas de juros na maioria dos programas em comparação ao ciclo anterior (2025/26), uma medida alinhada à política do governo federal para reduzir o custo do crédito e incentivar a produtividade do campo. Para a agricultura familiar, os recursos serão operacionalizados por meio das linhas do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que já é um dos principais instrumentos de apoio a esse segmento.

    Impacto esperado e desafios

    A liberação desses recursos chega em um momento crítico para o agronegócio brasileiro, diante de pressões inflacionárias globais e da necessidade de aumentar a competitividade do setor. Especialistas avaliam que a redução dos juros pode impulsionar investimentos em tecnologias e modernização das propriedades rurais, embora alguns analistas apontem que o volume disponível ainda pode ser insuficiente para atender toda a demanda, especialmente em regiões com menor acesso ao crédito. Além disso, a efetividade da medida dependerá da agilidade na liberação dos recursos e da transparência nos critérios de concessão.

  • Canistel: a ‘fruta de ouro’ que pode revolucionar a gastronomia tropical

    Canistel: a ‘fruta de ouro’ que pode revolucionar a gastronomia tropical

    Na última sexta-feira (10 de julho de 2026), uma fruta tropical pouco conhecida no Brasil chamou atenção por suas características únicas: o canistel, apelidado de “fruta de ouro” devido à sua polpa amarela intensa, semelhante à gema de ovo, e sabor adocicado que lembra o tradicional doce de leite.

    Adoção gradual no mercado gourmet

    Embora ainda seja raro nas bancas convencionais, o canistel tem ganhado espaço em feiras de alimentos especiais e entre chefs que buscam inovação na gastronomia tropical. Sua textura cremosa e aroma suave — que se intensifica quando maduro — o tornam uma alternativa versátil para pratos doces e salgados. Alguns restaurantes já incluem a fruta em sobremesas, geleias ou até mesmo em risotos, substituindo ingredientes mais convencionais.

    Desafios logísticos e oportunidades

    Ainda pouco explorado comercialmente, o canistel enfrenta barreiras como a rápida maturação e a fragilidade na conservação. Produtores de regiões como o Norte e Nordeste do Brasil, onde o clima tropical favorece seu cultivo, precisam investir em tecnologias de armazenamento e distribuição para ampliar o acesso. Segundo especialistas, a fruta poderia se tornar um produto de nicho premium, semelhante ao que ocorreu com a goiaba branca ou o cupuaçu na última década.

    Potencial nutricional e futuro promissor

    Além do apelo sensorial, o canistel é rico em vitamina A, fibras e antioxidantes, o que reforça seu valor como alimento funcional. Pesquisadores da Embrapa já estudam seu potencial para cultivos em larga escala, visando reduzir custos e popularizar sua presença nos mercados. Com o crescente interesse por sabores exóticos e ingredientes naturais, a ‘fruta de ouro’ pode, em breve, deixar de ser uma raridade para se tornar um símbolo da diversidade da fruticultura brasileira.

  • Recuo de 8,6% nas importações de insumos agrícolas abre espaço para a indústria nacional

    Recuo de 8,6% nas importações de insumos agrícolas abre espaço para a indústria nacional

    A queda no volume de importações e seus impactos

    As importações brasileiras das principais matérias-primas para fertilizantes recuaram 8,6% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025, conforme dados da StoneX. Em 2025, o Brasil havia registrado o maior volume da série histórica, com 45,5 milhões de toneladas importadas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Produtos críticos: onde as quedas mais doeram

    A redução foi puxada por insumos essenciais para a agricultura nacional. A ureia, por exemplo, teve suas importações reduzidas em 32%, enquanto o MAP (Fosfato Monoamônico) caiu 24%. Nitrato de amônio e enxofre registraram quedas ainda mais expressivas, de 42% cada. A exceção ficou por conta do cloreto de potássio e do TSP, que avançaram, impulsionados pela migração da demanda diante da oferta restrita de MAP e DAP no mercado internacional.

    Cenário internacional e oportunidades para o Brasil

    A StoneX atribui o movimento à cautela dos compradores diante das incertezas globais e das relações de troca menos favoráveis dos últimos anos. Essa retração, no entanto, pode representar uma oportunidade para a indústria nacional de fertilizantes, que passa a ter menos concorrência de importados e potencial para suprir a demanda doméstica com produtos locais. Especialistas do setor já sinalizam que a redução nas importações pode ser um sinal de alerta para a safra de 2027, caso a tendência se mantenha.

  • Plano Safra 2026/27: governo lança R$ 525 bilhões, mas crédito rural ainda trava produtores

    Plano Safra 2026/27: governo lança R$ 525 bilhões, mas crédito rural ainda trava produtores

    Plano Safra 2026/27: volume recorde, mas com lacunas

    O governo federal lançou oficialmente, na última quarta-feira (09/07/2026), o Plano Safra 2026/27 com um volume recorde de R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial. Os recursos, direcionados para custeio, comercialização e investimentos, incluem redução de taxas de juros em algumas linhas e ampliação dos valores para investimento. No entanto, o programa já nasce sob críticas: o aumento da concorrência por financiamento, o endividamento crescente dos produtores e a adoção de critérios mais rígidos por parte das instituições financeiras ameaçam deixar parte do setor sem acesso ao crédito necessário.

    Crédito rural a 3% ganha espaço, mas não resolve a demanda

    O Plano Safra 2026/27 trouxe como destaque a expansão de linhas com taxas de juros a partir de 3%, como o Programa de Modernização da Agricultura e Conservação de Solos (Moderagro). Ainda assim, especialistas ouvidos pela imprensa destacam que o volume de recursos não é suficiente para atender toda a demanda, especialmente em um cenário de restrição creditícia. Segundo dados de uma consultoria especializada, mais de R$ 700 milhões em operações de crédito rural foram intermediadas em 2025, reflexo da busca por alternativas diante das dificuldades impostas pelos bancos.

    Setor divide-se entre otimismo e ceticismo

    Enquanto o governo destaca a ampliação dos recursos para investimento — 29% maior que na safra anterior —, entidades representativas do agronegócio, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), alertam que a redução dos valores para custeio e comercialização pode prejudicar a manutenção das atividades no campo. “O problema não é apenas a falta de recursos, mas a burocracia e os prazos de liberação, que muitas vezes inviabilizam o planejamento do produtor”, afirmou um representante da CNA.

    O que esperar nos próximos meses?

    Ainda que o Plano Safra 2026/27 represente um alento para grandes e médios produtores, a realidade dos pequenos agricultores continua preocupante. A expectativa é de que a pressão sobre o crédito rural se intensifique nos próximos meses, com possíveis ajustes no programa para ampliar o acesso. Enquanto isso, a consultoria que intermediou R$ 700 milhões em crédito rural aponta que a solução pode estar em modelos alternativos, como fundos privados e parcerias com cooperativas, para mitigar o gargalo no financiamento do campo.

  • SLC Agrícola adquire 8,9 mil hectares por R$ 669 milhões em acordo com Cosan e Bom Futuro

    SLC Agrícola adquire 8,9 mil hectares por R$ 669 milhões em acordo com Cosan e Bom Futuro

    Divisão de terras encerra conflito entre SLC e Bom Futuro

    A SLC Agrícola e o Grupo Bom Futuro chegaram a um acordo nesta quinta-feira (9) para a compra de fazendas do Bloco Mato Grosso, pertencente à Radar — subsidiária de terras da Cosan. A operação, avaliada em R$ 1,85 bilhão, foi dividida entre as partes, com a SLC adquirindo 8,9 mil hectares por R$ 669 milhões.

    Estrutura da transação e participações

    O valor total permanece inalterado em relação ao anúncio inicial da Cosan, com aproximadamente R$ 586 milhões correspondentes à participação indireta da companhia. Os novos compromissos de compra e venda foram celebrados entre SLC, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan, mantendo as condições comerciais previamente divulgadas.

    Cronograma e condições pendentes

    A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes habituais e tem previsão para ocorrer até 30 de outubro de 2026, conforme comunicado da Cosan. A SLC Agrícola não divulgou detalhes adicionais sobre os novos compromissos no comunicado parcial emitido.

  • Carne brasileira vetada na Europa a partir de setembro: Mapa impõe desafio aos produtores

    Carne brasileira vetada na Europa a partir de setembro: Mapa impõe desafio aos produtores

    Em 3 de setembro de 2026, a União Europeia imporá um veto à carne brasileira, fechando suas portas para exportações de bovinos, frangos, equinos, pescados, mel e tripas produzidos no Brasil. A decisão decorre de novas regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária, que o país não atende integralmente.

    A exclusão do Brasil da lista de exportadores aprovados pela UE

    Em junho de 2026, a UE atualizou sua lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal. O Brasil, que até então fazia parte do seleto grupo, foi retirado após auditorias que identificaram falhas nos controles sanitários e no uso de medicamentos veterinários. A suspensão afeta diretamente um dos principais mercados para a carne brasileira, que em 2025 exportou mais de US$ 12 bilhões em produtos agropecuários para o bloco.

    Responsabilidade do setor privado: o que os produtores precisam fazer

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deixou claro que a adaptação às normas europeias é uma tarefa prioritária do setor privado. A pasta afirmou que cabe aos frigoríficos e pecuaristas implementar sistemas privados de controle sanitário para rastrear e reduzir o uso de antimicrobianos, além de garantir a conformidade com os limites máximos de resíduos estabelecidos pela UE.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    O veto europeu representa um golpe duro para o agronegócio nacional, que já enfrenta pressões em outros mercados devido a questões ambientais e trabalhistas. Analistas do setor estimam que a perda do acesso à UE pode reduzir as exportações de carne bovina em até 15% nos próximos meses, além de impactar a cadeia de frangos e pescados. A adequação às normas europeias, embora onerosa, é vista como um passo necessário para manter a competitividade global do Brasil.