Carne brasileira vetada na Europa a partir de setembro: Mapa impõe desafio aos produtores

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Em 3 de setembro de 2026, a União Europeia imporá um veto à carne brasileira, fechando suas portas para exportações de bovinos, frangos, equinos, pescados, mel e tripas produzidos no Brasil. A decisão decorre de novas regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária, que o país não atende integralmente.

A exclusão do Brasil da lista de exportadores aprovados pela UE

Em junho de 2026, a UE atualizou sua lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal. O Brasil, que até então fazia parte do seleto grupo, foi retirado após auditorias que identificaram falhas nos controles sanitários e no uso de medicamentos veterinários. A suspensão afeta diretamente um dos principais mercados para a carne brasileira, que em 2025 exportou mais de US$ 12 bilhões em produtos agropecuários para o bloco.

Responsabilidade do setor privado: o que os produtores precisam fazer

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deixou claro que a adaptação às normas europeias é uma tarefa prioritária do setor privado. A pasta afirmou que cabe aos frigoríficos e pecuaristas implementar sistemas privados de controle sanitário para rastrear e reduzir o uso de antimicrobianos, além de garantir a conformidade com os limites máximos de resíduos estabelecidos pela UE.

Consequências para o agronegócio brasileiro

O veto europeu representa um golpe duro para o agronegócio nacional, que já enfrenta pressões em outros mercados devido a questões ambientais e trabalhistas. Analistas do setor estimam que a perda do acesso à UE pode reduzir as exportações de carne bovina em até 15% nos próximos meses, além de impactar a cadeia de frangos e pescados. A adequação às normas europeias, embora onerosa, é vista como um passo necessário para manter a competitividade global do Brasil.

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