Tag: Stellantis

  • BYD mira Maserati: chinesa vê potencial em marca italiana para expandir imagem premium na Europa

    BYD mira Maserati: chinesa vê potencial em marca italiana para expandir imagem premium na Europa

    Na última quarta-feira, 4 de junho de 2026, a BYD voltou a chamar a atenção do setor automotivo ao sinalizar interesse em marcas premium italianas, incluindo a Maserati. A declaração da vice-presidente executiva da montadora chinesa, Stella Li, classificou empresas como a italiana como “muito interessantes”, reacendendo especulações sobre uma possível parceria ou até mesmo uma aquisição.

    Stellantis mantém posição: Maserati não está à venda, mas o mercado questiona

    Apesar das declarações da BYD, a Stellantis, controladora da Maserati, reforçou que a marca italiana não está à venda. No entanto, o cenário atual — com a Maserati sofrendo com vendas abaixo do esperado e a BYD buscando fortalecer sua imagem premium e expandir no mercado europeu — torna o tema relevante. A Maserati, que ainda enfrenta desafios na eletrificação, poderia se beneficiar da expertise da BYD em veículos elétricos, enquanto a chinesa ganharia acesso a um nicho de alto valor no continente.

    Cenário desafiador para ambas as montadoras

    A Maserati, tradicional fabricante de veículos de luxo, tem lutado para se adaptar à transição elétrica e recuperar sua participação no mercado. Já a BYD, embora líder em vendas de EVs na China, ainda busca consolidar-se como uma marca premium global, especialmente na Europa, onde enfrenta concorrentes como a Tesla e a BMW. A possível aproximação entre as duas empresas reflete uma estratégia de longo prazo, ainda que especialistas considerem uma transação imediata pouco provável.

    Futuro incerto, mas com possibilidades estratégicas

    Embora uma aquisição total seja considerada improvável no curto prazo, a discussão levanta questões importantes sobre o futuro da indústria automotiva. A BYD poderia buscar uma parceria menos agressiva, como um acordo de fornecimento de tecnologia ou colaboração em modelos elétricos. Para a Maserati, isso representaria uma oportunidade de acelerar sua transformação digital e recuperar competitividade. O tempo dirá se essa aproximação se materializará em ações concretas ou permanecerá no campo das especulações.

  • Stellantis abandona correia banhada a óleo no PureTech: motor 1.2 turbo agora usa corrente metálica

    Stellantis abandona correia banhada a óleo no PureTech: motor 1.2 turbo agora usa corrente metálica

    A indústria automotiva brasileira ganha um novo capítulo no debate sobre confiabilidade dos motores 1.0 turbo. Na data de hoje, a Stellantis anunciou uma atualização estrutural no consagrado motor PureTech, abandonando de vez a correia banhada a óleo — solução já criticada por proprietários devido a desgastes prematuros e altos custos de reparo em modelos como Peugeot 208, Citroën C3 e Fiat Strada.

    Do óleo à metalurgia: a virada técnica da Stellantis

    O novo motor 1.2 turbo Turbo 100, com 101 cv de potência, adota uma corrente metálica de comando em substituição à antiga correia banhada. A decisão não é meramente técnica: reflete uma tendência global de priorizar robustez em propulsores de alta compressão, especialmente em mercados emergentes onde a manutenção preventiva muitas vezes é negligenciada. Segundo a montadora, a mudança reduz em até 70% os riscos de falhas catastróficas relacionadas ao sistema de distribuição — um alívio para consumidores que já enfrentaram gastos inesperados com correias danificadas.

    PureTech 1.2: mais do que um motor, uma aposta de mercado

    O tricilindro 1.199 cm³ mantém sua configuração original, com 101 cv a 5.500 rpm e torque máximo preservado, mas agora entrega uma resposta mais linear ao acelerador. A corrente metálica, além de dispensar trocas preventivas a cada 100 mil km, contribui para um funcionamento mais silencioso e eficiente. A Stellantis já iniciou a produção do novo propulsor em suas fábricas europeias, com previsão de chegada ao Brasil até 2027 — um timing estratégico, considerando a crescente demanda por motores mais duráveis em meio às reclamações recorrentes sobre o desgaste de componentes em modelos antigos.

    O que muda para os donos de modelos atuais?

    Ainda que a notícia não afete diretamente os proprietários de veículos com a geração anterior do PureTech, a mudança sinaliza uma guinada na estratégia da Stellantis. Enquanto concorrentes como a Volkswagen mantêm soluções similares à correia banhada em alguns de seus motores TSI, a fabricante francesa aposta em um design menos propenso a panes. Para os futuros compradores, a decisão reforça a importância de verificar não apenas a potência ou o consumo, mas também a arquitetura mecânica por trás do motor — um fator que pode definir a economia a longo prazo.

  • Dodge ressuscita a SRT com supercarro Copperhead e hatch GLH de 300 cv para 2026

    Dodge ressuscita a SRT com supercarro Copperhead e hatch GLH de 300 cv para 2026

    Stellantis revive a lendária SRT com foco em performance

    A Dodge confirmou na última quarta-feira, 4 de junho de 2026, o ressurgimento da divisão Street and Racing Technology (SRT), especializada em veículos de alto desempenho. A decisão marca uma virada estratégica para a marca, que busca reconquistar seu legado esportivo com modelos inovadores e atualizações de seus clássicos.

    Copperhead Concept: a volta de um mito dos anos 90

    O Copperhead Concept não é uma estreia: a Dodge já havia apresentado um protótipo com esse nome em 1997, no Salão de Detroit, como uma alternativa mais acessível ao Viper. À época, o projeto — equipado com um motor V8 — não saiu do papel. Agora, três décadas depois, a marca relança a ideia, desta vez com foco em um esportivo de dois lugares e motorização possivelmente a combustão, embora a Stellantis ainda não tenha detalhado as especificações técnicas.

    GLH: o hatch esportivo que promete 300 cv e nova plataforma

    Já o Dodge GLH (Go Like Hell) chega como um hatch esportivo com cerca de 300 cavalos de potência, ancorado na recém-lançada plataforma STLA One. O modelo promete aliar esportividade e praticidade, herdando o DNA agressivo da marca. O nome GLH não é novo: foi usado nos anos 80 no Omni GLH, um dos carros mais icônicos da Dodge, conhecido por sua performance em pistas de arrancada.

    Planos agressivos: oito novos modelos até 2031

    A Stellantis revelou que a SRT terá oito novos lançamentos nos próximos cinco anos, com produção limitada para manter a exclusividade. Além disso, clássicos como o Charger e o Durango receberão atualizações significativas, incluindo possíveis versões híbridas ou elétricas, alinhadas à transição tecnológica da indústria.

    O que esperar do futuro da Dodge?

    A retomada da SRT sinaliza uma guinada da Dodge rumo a um público que valoriza performance pura, mas também inovação. Com modelos como o Copperhead e o GLH, a marca tenta equilibrar seu passado lendário — repleto de carros como o Challenger e o Viper — com um futuro que, segundo a Stellantis, será mais diversificado e tecnologicamente avançado. A produção em escala reduzida, no entanto, pode limitar o acesso a esses novos ícones.

  • Fiat Pulse 2026: sucessor já aparece nos testes e será irmão do Citroën Aircross

    Fiat Pulse 2026: sucessor já aparece nos testes e será irmão do Citroën Aircross

    A Fiat não se limita à renovação do Argo no Brasil. Com meio século de atuação no país, a marca italiana prepara uma ofensiva de novos modelos, e o próximo alvo é o sucessor do Pulse — flagrado recentemente em testes pela pista da Stellantis em Betim (MG).

    Projeto F2U: o futuro do Pulse já está em movimento

    Internamente chamado de Projeto F2U, o novo SUV da Fiat compartilha plataformas e elementos de design com o Citroën Aircross, como retrovisores, coluna dianteira e contornos das portas. A diferença está no balanço traseiro, mais curto que o do Aircross, o que deve resultar em um carro mais compacto, mas com ganhos de espaço em relação ao modelo atual.

    Dimensões inspiradas no Peugeot 2008

    As primeiras medições sugerem um SUV com 4.309 mm de comprimento, 1.776 mm de largura e entre-eixos de 2.612 mm — números próximos aos do Peugeot 2008. Embora não supere o Basalt em distância entre eixos, a nova configuração promete melhorar a habitabilidade e o conforto do Pulse 2026.

    O que esperar da próxima geração?

    A Stellantis reforça sua estratégia de sinergia entre marcas, unindo engenharia e estética para otimizar custos e diversificar a oferta. Com o Pulse 2026, a Fiat busca consolidar sua posição no segmento de SUVs compactos, disputando espaço com modelos já estabelecidos como o 2008 e o próprio Aircross. Os testes em Betim indicam que a estreia não deve demorar, possivelmente ainda em 2025 ou início de 2026.

  • Stellantis aposta em nova joint venture com chineses: como a Voyah pode redefinir o mercado de EVs na Europa

    Stellantis aposta em nova joint venture com chineses: como a Voyah pode redefinir o mercado de EVs na Europa

    A Stellantis segue apostando em alianças internacionais para fortalecer sua posição no segmento de veículos elétricos. No dia 28 de maio de 2026, a gigante automotiva anunciou a criação de uma nova joint venture com a Dongfeng Motor Corporation, uma das maiores fabricantes estatais chinesas, com o objetivo de produzir e comercializar modelos da marca Voyah na Europa.

    Uma fábrica com história abraça a revolução dos EVs

    A montagem dos veículos ocorrerá na unidade de Rennes, na França — local que já foi berço de modelos icônicos da Citroën, como o AMI 6 (1961). A escolha da fábrica, que pertenceu à marca francesa antes de ser adquirida pela Stellantis, não é mera coincidência: trata-se de um movimento para alavancar a produção de veículos elétricos com custos otimizados e aproveitando a infraestrutura existente.

    Da China ao Brasil: a Dongfeng ganha tração global

    Nos últimos meses, a Dongfeng tem se tornado protagonista no setor automotivo global. Em março de 2026, a empresa confirmou planos de desembarcar no Brasil até o final do ano, com modelos convencionais e eletrificados. Além disso, já há acordos para produzir veículos da Peugeot e Jeep em parceria com a Stellantis em Wuhan, visando exportações. Agora, com a Voyah, a estratégia se expande para a Europa, onde a demanda por EVs cresce mesmo com a concorrência acirrada.

    O que esperar da Voyah no mercado europeu?

    A marca Voyah, uma divisão premium da Dongfeng, é conhecida por seus designs arrojados e tecnologias avançadas em eletrificação. Com a nova joint venture, a Stellantis busca não apenas ampliar sua gama de EVs, mas também se beneficiar do know-how chinês em baterias e sistemas de carregamento rápido — um diferencial competitivo frente a rivais como a Tesla e a BYD. Para os consumidores europeus, isso pode significar mais opções de veículos elétricos a preços mais acessíveis, impulsionados pela produção local.

  • Stellantis ‘vaza’ imagem do futuro Jeep Renegade 2028: SUV quadrado pode chegar antes do previsto?

    Stellantis ‘vaza’ imagem do futuro Jeep Renegade 2028: SUV quadrado pode chegar antes do previsto?

    Na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, a Stellantis — grupo que controla as marcas Jeep, Fiat e Peugeot — pode ter ‘revelado’ sem querer os contornos do que deve ser a próxima geração do Jeep Renegade. Em slides apresentados durante um evento corporativo, chamou atenção a imagem de um SUV com linhas retas e tom verde, fotografado de três quartos dianteiro. Sem quaisquer especificações técnicas ou identificação oficial, a foto levanta uma pergunta intrigante: seria esse o tão aguardado Renegade 2028?

    O modelo atual do Renegade, já considerado veterano no mercado de SUVs compactos, teve sua produção encerrada em várias regiões, mas ganhou nova vida confirmada para o final desta década. Originalmente, o plano estratégico da Stellantis — então liderada pelo ex-CEO Carlos Tavares e alinhada ao projeto DareForward — previa o lançamento do sucessor para 2027. No entanto, com a revisão do plano FaSTLAne 2030 e a nomeação de um novo comando executivo, a data parece estar em aberto.

    O que se sabe (e não se sabe) sobre o ‘novo’ Renegade

    Ainda não há registros oficiais ou flagras do veículo em testes públicos, mas a Stellantis já confirmou que o Renegade — ao lado do Compass e do Commander — terá sua nova geração focada na América do Sul. Isso sugere uma estratégia de regionalização, possivelmente adaptando o modelo a terrenos e necessidades locais, como já feito com modelos como o Fiat Strada.

    O design angular, por sua vez, caminha na contramão da tendência atual de SUVs com linhas fluidas e aerodinâmicas. Se confirmado, o Renegade 2028 pode apostar em um visual mais robusto e utilitário, alinhado à proposta off-road da marca Jeep. Resta saber se a Stellantis manterá a identidade visual ‘quadrada’ ou se a imagem vazada foi apenas um protótipo inicial.

    Por que a antecipação pode fazer sentido?

    A antecipação do lançamento — se de fato houver — não seria surpreendente. A Stellantis tem enfrentado pressão no segmento de SUVs compactos, especialmente na América do Sul, onde o Compass e o Renegade são pilares de vendas. Além disso, a concorrência está cada vez mais acirrada, com rivais como o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta ganhando espaço no mercado.

    Outro ponto a considerar é a eletrificação. Embora não haja menções a motores híbridos ou elétricos na imagem vazada, a Stellantis vem acelerando sua transição energética. Se o Renegade 2028 chegar antes de 2027, ele poderia incorporar tecnologias mais recentes, como sistemas híbridos plug-in ou até mesmo versões 100% elétricas em mercados específicos.

    Próximos passos: o que esperar?

    A expectativa é que a Stellantis esclareça o ‘vazamento’ nos próximos meses, possivelmente durante um evento dedicado ao Jeep ou no Salão do Automóvel de São Paulo, tradicionalmente realizado no segundo semestre. Até lá, resta aos entusiastas analisar cada detalhe da imagem vazada e especular sobre o futuro do compacto mais aventureiro da Jeep.

    Uma coisa é certa: se o Renegade 2028 confirmar sua chegada antes de 2027, a marca estará sinalizando não apenas uma atualização de design, mas uma estratégia mais agressiva para reconquistar um segmento que já foi seu forte.

  • Dodge volta às pistas com Copperhead: novo esportivo mantém combustão e promete herdar DNA do Viper

    Dodge volta às pistas com Copperhead: novo esportivo mantém combustão e promete herdar DNA do Viper

    O retorno de um ícone sob novo nome

    A Dodge está prestes a ressuscitar seu legado esportivo com o lançamento do Copperhead, um modelo que promete reviver a essência do Viper clássico — mas com atualizações para os tempos atuais. Anunciado como parte do plano de renovação da Stellantis para suas marcas americanas, o novo esportivo chega em um momento em que a indústria automotiva debate a transição para a eletrificação, mas a Dodge opta por manter viva a chama dos motores de combustão.

    Design agressivo e inspiração no Charger

    Segundo imagens antecipadas pela revista Car and Driver, o Copperhead apresenta linhas longas, baixas e elegantes, com forte semelhança ao Dodge Charger. O capô exibe um duto em formato de ‘S’ com uma protuberância proeminente, além de múltiplas aberturas de ventilação estrategicamente posicionadas — incluindo saídas atrás das rodas traseiras para resfriamento dos freios. Na traseira, um aerofólio de grandes dimensões e ponteiras duplas do escapamento reforçam a identidade esportiva do modelo.

    Motor V8 à espreita: a alma do Viper pode sobreviver?

    Embora a Stellantis não tenha revelado oficialmente o trem de força, especula-se que o Copperhead abrigará um motor V8 de alta performance, possivelmente herdando a tradição do V10 do Viper. A dúvida persiste: como a montadora, que atualmente não possui nenhum V8 ou V10 em seu portfólio, desenvolverá um propulsor tão icônico? A resposta pode estar em parcerias ou até mesmo no uso de motores de outras divisões do grupo, como a Ram ou Jeep. O mistério só será desfeito quando o modelo for oficialmente apresentado, mas uma coisa é certa: os entusiastas do esporte a motor respiram aliviados com a notícia.

    Um sinal dos tempos: a Dodge resiste à eletrificação?

    O anúncio do Copperhead ocorre em um contexto global onde a maioria das montadoras aceleram seus planos para veículos elétricos. No entanto, a Dodge tem mantido uma postura firme em relação aos motores a combustão, como evidenciado pelo recente lançamento do Ram Rumble Bee — uma picape elétrica com visual retrô que homenageia modelos clássicos. Para a Dodge, o Copperhead parece ser mais do que um simples carro esportivo: é uma declaração de que, pelo menos por enquanto, a combustão ainda tem espaço no coração dos consumidores.

  • Lancia Gamma volta como SUV cupê elétrico e mira Europa — mas esqueça o Brasil

    Lancia Gamma volta como SUV cupê elétrico e mira Europa — mas esqueça o Brasil

    Eletrificação e design: a estratégia da Stellantis para relançar a Lancia

    A Stellantis revelou, na última quarta-feira (27/05/2026), o novo Lancia Gamma, um SUV cupê que marca a reinvenção da marca italiana no segmento premium europeu. O modelo abandona o tradicional formato de sedã de três volumes para apostar em um design moderno, com linhas aerodinâmicas e um interior repleto de telas flutuantes e um console central apelidado de “tavolino”.

    Plataforma compartilhada e autonomia recorde

    O Gamma é construído sobre a plataforma STLA Medium, a mesma que sustenta outros modelos do grupo como o DS N°8 e o Peugeot 408. A Stellantis oferece versões híbridas — com autonomia superior a 1.000 km — e elétricas, cuja versão mais potente atinge 740 km de alcance. A produção será concentrada na Itália, com lançamento marcado para após o verão europeu.

    Foco na Europa e ausência no Brasil

    Apesar do apelo tecnológico e do design ousado, o Lancia Gamma não tem previsão de chegar ao mercado brasileiro. A estratégia da Stellantis é clara: priorizar a recuperação da marca no continente europeu, onde a demanda por veículos elétricos premium tem crescido. Resta saber se o modelo conseguirá se destacar em um segmento já dominado por marcas como BMW e Mercedes-Benz.

  • Voyah Passion S: Stellantis e Dongfeng unem forças para lançar SUV elétrico de 637cv na Europa em 2026

    Voyah Passion S: Stellantis e Dongfeng unem forças para lançar SUV elétrico de 637cv na Europa em 2026

    Um gigante elétrico com DNA chinês e ambição global

    Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Stellantis e a Dongfeng Motor Corporation deram mais um passo concreto para redefinir o mercado europeu de SUVs elétricos premium. Por meio de uma joint venture firmada recentemente, as montadoras preparam o lançamento do Voyah Passion S, um utilitário esportivo que promete rivalizar diretamente com modelos como o Volvo EX90 e o BMW iX. Com motorização capaz de entregar até 637 cavalos e tração integral, o veículo chega ao continente europeu com um pacote tecnológico e de desempenho que já conquistou o público chinês.

    A parceria que acelera a eletrificação da Europa

    A Voyah, divisão de luxo da Dongfeng especializada em veículos elétricos, nasceu em 2019 com o objetivo de disputar o segmento premium global. Até então, sua presença era majoritariamente asiática, mas a assinatura do memorando com a Stellantis — um dos maiores conglomerados automotivos do mundo — mudou o jogo. A aliança não se limita à distribuição: a joint venture também prevê desenvolvimento conjunto de tecnologias e adaptações para atender às exigências dos mercados europeus, onde a demanda por carros elétricos de alto desempenho cresce exponencialmente.

    Design e performance: o que esperar do Passion S

    Com rodas de 21 polegadas, aerofólio traseiro e linhas esculpidas para maximizar a eficiência aerodinâmica, o Passion S não passa despercebido. Suas dimensões generosas garantem espaço interno luxuoso, com materiais premium e tecnologia embarcada de última geração. A motorização — composta por dois motores elétricos que somam 637 cv — promete aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos, além de autonomia estimada em até 600 km (WLTP). Para os europeus, isso significa um concorrente direto aos modelos já estabelecidos, mas com um diferencial: a combinação de performance esportiva e apelo chinês de inovação acessível.

    Consequências para o mercado e o consumidor

    A chegada do Passion S à Europa não é apenas mais um lançamento: é um sinal de que a guerra pelos SUVs elétricos premium está esquentando. Com a Stellantis — dona de marcas como Jeep, Fiat e Citroën — e a Dongfeng apostando alto, a pressão sobre concorrentes como a Tesla (com o Model X) e a Mercedes-Benz (EQE SUV) deve aumentar. Para os consumidores, isso pode significar mais opções, preços competitivos e inovações tecnológicas aceleradas. Enquanto isso, a joint venture entre as duas gigantes abre portas para que outras fabricantes asiáticas ganhem tração no Ocidente, reconfigurando o mapa da mobilidade elétrica global.

  • Lancia Gamma: Stellantis mira no Fastback da Fiat para reviver a marca com crossover premium

    Lancia Gamma: Stellantis mira no Fastback da Fiat para reviver a marca com crossover premium

    O Gamma como salvação da Lancia: estratégia alinhada ao ecossistema Stellantis

    Em um movimento estratégico para reerguer a marca italiana, a Lancia apresentou o Gamma, um crossover fastback que marca uma nova fase na sua trajetória dentro do grupo Stellantis. Desenvolvido na Itália e produzido na fábrica de Melfi — uma das mais avançadas do conglomerado —, o modelo chega para disputar espaço no segmento premium europeu, tradicionalmente dominado por marcas alemãs e japonesas.

    Design contemporâneo e tecnologia como diferenciais

    O Gamma reinterpreta elementos históricos da Lancia, como elegância e conforto, combinados a uma silhueta fastback que lembra a estratégia da Stellantis para o Fiat Fastback. Com uma linha de teto inclinada e proporções modernas, o modelo promete inovações tecnológicas, incluindo opções de eletrificação, alinhadas às exigências do mercado europeu. Os testes de pré-série já estão em andamento, sinalizando que o lançamento comercial está próximo, após o verão de 2026.

    Stellantis aposta em sinergias para revitalizar a Lancia

    A escolha da fábrica de Melfi não é casual: a unidade é um hub de inovação para o grupo, e a produção do Gamma reforça a sinergia entre as marcas do conglomerado. Enquanto o Fiat Fastback mira no segmento popular, o Gamma se posiciona como uma alternativa premium, com foco em um público disposto a pagar mais por tecnologia e design distintivo. A estratégia reflete a tentativa da Stellantis de diversificar sua oferta sem diluir sua identidade.