Tag: Stellantis

  • Dodge volta às pistas com Copperhead: novo esportivo mantém combustão e promete herdar DNA do Viper

    Dodge volta às pistas com Copperhead: novo esportivo mantém combustão e promete herdar DNA do Viper

    O retorno de um ícone sob novo nome

    A Dodge está prestes a ressuscitar seu legado esportivo com o lançamento do Copperhead, um modelo que promete reviver a essência do Viper clássico — mas com atualizações para os tempos atuais. Anunciado como parte do plano de renovação da Stellantis para suas marcas americanas, o novo esportivo chega em um momento em que a indústria automotiva debate a transição para a eletrificação, mas a Dodge opta por manter viva a chama dos motores de combustão.

    Design agressivo e inspiração no Charger

    Segundo imagens antecipadas pela revista Car and Driver, o Copperhead apresenta linhas longas, baixas e elegantes, com forte semelhança ao Dodge Charger. O capô exibe um duto em formato de ‘S’ com uma protuberância proeminente, além de múltiplas aberturas de ventilação estrategicamente posicionadas — incluindo saídas atrás das rodas traseiras para resfriamento dos freios. Na traseira, um aerofólio de grandes dimensões e ponteiras duplas do escapamento reforçam a identidade esportiva do modelo.

    Motor V8 à espreita: a alma do Viper pode sobreviver?

    Embora a Stellantis não tenha revelado oficialmente o trem de força, especula-se que o Copperhead abrigará um motor V8 de alta performance, possivelmente herdando a tradição do V10 do Viper. A dúvida persiste: como a montadora, que atualmente não possui nenhum V8 ou V10 em seu portfólio, desenvolverá um propulsor tão icônico? A resposta pode estar em parcerias ou até mesmo no uso de motores de outras divisões do grupo, como a Ram ou Jeep. O mistério só será desfeito quando o modelo for oficialmente apresentado, mas uma coisa é certa: os entusiastas do esporte a motor respiram aliviados com a notícia.

    Um sinal dos tempos: a Dodge resiste à eletrificação?

    O anúncio do Copperhead ocorre em um contexto global onde a maioria das montadoras aceleram seus planos para veículos elétricos. No entanto, a Dodge tem mantido uma postura firme em relação aos motores a combustão, como evidenciado pelo recente lançamento do Ram Rumble Bee — uma picape elétrica com visual retrô que homenageia modelos clássicos. Para a Dodge, o Copperhead parece ser mais do que um simples carro esportivo: é uma declaração de que, pelo menos por enquanto, a combustão ainda tem espaço no coração dos consumidores.

  • Lancia Gamma volta como SUV cupê elétrico e mira Europa — mas esqueça o Brasil

    Lancia Gamma volta como SUV cupê elétrico e mira Europa — mas esqueça o Brasil

    Eletrificação e design: a estratégia da Stellantis para relançar a Lancia

    A Stellantis revelou, na última quarta-feira (27/05/2026), o novo Lancia Gamma, um SUV cupê que marca a reinvenção da marca italiana no segmento premium europeu. O modelo abandona o tradicional formato de sedã de três volumes para apostar em um design moderno, com linhas aerodinâmicas e um interior repleto de telas flutuantes e um console central apelidado de “tavolino”.

    Plataforma compartilhada e autonomia recorde

    O Gamma é construído sobre a plataforma STLA Medium, a mesma que sustenta outros modelos do grupo como o DS N°8 e o Peugeot 408. A Stellantis oferece versões híbridas — com autonomia superior a 1.000 km — e elétricas, cuja versão mais potente atinge 740 km de alcance. A produção será concentrada na Itália, com lançamento marcado para após o verão europeu.

    Foco na Europa e ausência no Brasil

    Apesar do apelo tecnológico e do design ousado, o Lancia Gamma não tem previsão de chegar ao mercado brasileiro. A estratégia da Stellantis é clara: priorizar a recuperação da marca no continente europeu, onde a demanda por veículos elétricos premium tem crescido. Resta saber se o modelo conseguirá se destacar em um segmento já dominado por marcas como BMW e Mercedes-Benz.

  • Voyah Passion S: Stellantis e Dongfeng unem forças para lançar SUV elétrico de 637cv na Europa em 2026

    Voyah Passion S: Stellantis e Dongfeng unem forças para lançar SUV elétrico de 637cv na Europa em 2026

    Um gigante elétrico com DNA chinês e ambição global

    Na última quarta-feira, 27 de maio de 2026, a Stellantis e a Dongfeng Motor Corporation deram mais um passo concreto para redefinir o mercado europeu de SUVs elétricos premium. Por meio de uma joint venture firmada recentemente, as montadoras preparam o lançamento do Voyah Passion S, um utilitário esportivo que promete rivalizar diretamente com modelos como o Volvo EX90 e o BMW iX. Com motorização capaz de entregar até 637 cavalos e tração integral, o veículo chega ao continente europeu com um pacote tecnológico e de desempenho que já conquistou o público chinês.

    A parceria que acelera a eletrificação da Europa

    A Voyah, divisão de luxo da Dongfeng especializada em veículos elétricos, nasceu em 2019 com o objetivo de disputar o segmento premium global. Até então, sua presença era majoritariamente asiática, mas a assinatura do memorando com a Stellantis — um dos maiores conglomerados automotivos do mundo — mudou o jogo. A aliança não se limita à distribuição: a joint venture também prevê desenvolvimento conjunto de tecnologias e adaptações para atender às exigências dos mercados europeus, onde a demanda por carros elétricos de alto desempenho cresce exponencialmente.

    Design e performance: o que esperar do Passion S

    Com rodas de 21 polegadas, aerofólio traseiro e linhas esculpidas para maximizar a eficiência aerodinâmica, o Passion S não passa despercebido. Suas dimensões generosas garantem espaço interno luxuoso, com materiais premium e tecnologia embarcada de última geração. A motorização — composta por dois motores elétricos que somam 637 cv — promete aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos, além de autonomia estimada em até 600 km (WLTP). Para os europeus, isso significa um concorrente direto aos modelos já estabelecidos, mas com um diferencial: a combinação de performance esportiva e apelo chinês de inovação acessível.

    Consequências para o mercado e o consumidor

    A chegada do Passion S à Europa não é apenas mais um lançamento: é um sinal de que a guerra pelos SUVs elétricos premium está esquentando. Com a Stellantis — dona de marcas como Jeep, Fiat e Citroën — e a Dongfeng apostando alto, a pressão sobre concorrentes como a Tesla (com o Model X) e a Mercedes-Benz (EQE SUV) deve aumentar. Para os consumidores, isso pode significar mais opções, preços competitivos e inovações tecnológicas aceleradas. Enquanto isso, a joint venture entre as duas gigantes abre portas para que outras fabricantes asiáticas ganhem tração no Ocidente, reconfigurando o mapa da mobilidade elétrica global.

  • Lancia Gamma: Stellantis mira no Fastback da Fiat para reviver a marca com crossover premium

    Lancia Gamma: Stellantis mira no Fastback da Fiat para reviver a marca com crossover premium

    O Gamma como salvação da Lancia: estratégia alinhada ao ecossistema Stellantis

    Em um movimento estratégico para reerguer a marca italiana, a Lancia apresentou o Gamma, um crossover fastback que marca uma nova fase na sua trajetória dentro do grupo Stellantis. Desenvolvido na Itália e produzido na fábrica de Melfi — uma das mais avançadas do conglomerado —, o modelo chega para disputar espaço no segmento premium europeu, tradicionalmente dominado por marcas alemãs e japonesas.

    Design contemporâneo e tecnologia como diferenciais

    O Gamma reinterpreta elementos históricos da Lancia, como elegância e conforto, combinados a uma silhueta fastback que lembra a estratégia da Stellantis para o Fiat Fastback. Com uma linha de teto inclinada e proporções modernas, o modelo promete inovações tecnológicas, incluindo opções de eletrificação, alinhadas às exigências do mercado europeu. Os testes de pré-série já estão em andamento, sinalizando que o lançamento comercial está próximo, após o verão de 2026.

    Stellantis aposta em sinergias para revitalizar a Lancia

    A escolha da fábrica de Melfi não é casual: a unidade é um hub de inovação para o grupo, e a produção do Gamma reforça a sinergia entre as marcas do conglomerado. Enquanto o Fiat Fastback mira no segmento popular, o Gamma se posiciona como uma alternativa premium, com foco em um público disposto a pagar mais por tecnologia e design distintivo. A estratégia reflete a tentativa da Stellantis de diversificar sua oferta sem diluir sua identidade.

  • Stellantis revoluciona suas marcas: 110 lançamentos até 2030 para Fiat, Jeep e Peugeot liderarem reestruturação global

    Stellantis revoluciona suas marcas: 110 lançamentos até 2030 para Fiat, Jeep e Peugeot liderarem reestruturação global

    A Stellantis, um dos maiores conglomerados automotivos do mundo, apresentou em maio de 2026 um plano estratégico que promete redefinir o futuro de suas 14 marcas até 2030. Com foco em Fiat, Jeep e Peugeot — consideradas as mais lucrativas do grupo — a empresa projeta uma reformulação profunda na linha de produtos, alinhada à transição elétrica e às demandas regionais.

    Fiat, Jeep e Peugeot: o coração do plano global

    As três marcas principais do grupo receberão a maior parte dos investimentos, com modelos inéditos e atualizações tecnológicas. A Fiat, por exemplo, deve expandir sua linha elétrica com versões mais acessíveis, enquanto a Jeep apostará em SUVs híbridos e elétricos para manter sua liderança em segmentos premium. Já a Peugeot reforçará sua estratégia de design arrojado em modelos como o novo 308 e 5008, que já começaram a ser produzidos na Europa.

    Maserati, Abarth e Chrysler: nichos estratégicos

    Marcas como Maserati e Abarth ganharão autonomia regional, desenvolvendo modelos derivados das plataformas globais da Stellantis. A Abarth, conhecida por sua herança esportiva no Brasil, deve focar em versões elétricas dos modelos 500 e 600, além de possíveis retomadas em mercados emergentes. A Maserati, por sua vez, priorizará lançamentos de alta performance, como o esperado GranTurismo Folgore, seu primeiro carro 100% elétrico.

    110 novidades em 4 anos: o que esperar?

    O cronograma da Stellantis prevê:

    • 60 lançamentos inéditos entre 2026 e 2030, incluindo modelos elétricos, híbridos e a combustão;
    • 50 atualizações de modelos existentes, com foco em tecnologia e conectividade;
    • Expansão em mercados emergentes, especialmente na América Latina e Ásia, onde a Fiat e a Jeep já têm forte presença.

    A estratégia reflete a pressão por eletrificação e a necessidade de reduzir custos operacionais, sem abrir mão da diversidade de marcas. Para analistas, o sucesso dependerá da capacidade de equilibrar inovação e identidade em cada segmento.

  • Citroën 2CV elétrico: a volta do ‘Dois Cavalos’ em 2028 com DNA renovado e preço acessível

    Citroën 2CV elétrico: a volta do ‘Dois Cavalos’ em 2028 com DNA renovado e preço acessível

    A redescoberta de um ícone com nova roupagem elétrica

    O lendário Citroën 2CV, símbolo da engenharia automobilística francesa por mais de quatro décadas, está prestes a viver uma segunda vida. Durante o Investor Day 2026 da Stellantis, realizado em Michigan, a montadora apresentou o primeiro vislumbre do futuro compacto elétrico inspirado no ‘Dois Cavalos’. A revelação, ainda que tímida, confirma um projeto que vinha sendo gestado nos bastidores — e que agora ganha contornos reais.

    Com estreia prevista para 2028, o novo 2CV será a estreia da inédita família E-Car, uma categoria criada pela Stellantis para abrigar carros elétricos urbanos de baixo custo produzidos na Europa. A proposta é clara: democratizar a mobilidade elétrica com modelos compactos, acessíveis e adaptados às necessidades contemporâneas — sem perder a essência que consagrou o original.

    Um preço agressivo para um mercado em expansão

    O valor anunciado — cerca de 15 mil euros (R$ 88 mil) — representa uma aposta ousada da Stellantis em um segmento cada vez mais disputado. Para se ter ideia, o Renault 5 E-Tech, outro revival elétrico, começa em patamares semelhantes, mas o 2CV se diferencia pela proposta de simplicidade radical e versatilidade extrema. A estratégia da E-Car mira diretamente na classe média europeia, onde a transição para veículos elétricos ainda esbarra em preços elevados.

    Ainda que o valor seja promocional, a Stellantis depende da escala para viabilizar a produção. Para isso, o carro será fabricado em Pomigliano d’Arco, Itália — a mesma fábrica que hoje produz o Fiat Panda híbrido e o Alfa Romeo Tonale. A estreia pública está agendada para o Salão de Paris 2026, inicialmente na forma de conceito, antes do lançamento definitivo dois anos depois.

    Design neo-retrô: entre a saudade e a inovação

    O teaser divulgado pela Citroën revela uma interpretação neo-retrô fiel ao espírito do original, mas adaptada aos tempos modernos. O capô arredondado, os para-lamas destacados e os faróis circulares são marcas registradas do 2CV dos anos 1948-1990, mas agora com um toque contemporâneo. A estratégia lembra o caminho adotado pela Renault com os novos Renault 5 E-Tech e Renault 4 E-Tech, além do recente Fiat Grande Panda.

    O desafio, segundo Pierre Leclercq, diretor de design da Citroën, é atualizar o conceito de ‘quatro rodas sob um guarda-chuva’ — a definição pitoresca do 2CV original — sem transformá-lo em um mero pastiche. A proposta é manter a extrema simplicidade construtiva, baixo custo, conforto e praticidade, mas agora com a obrigatoriedade da eletrificação e da segurança moderna. O resultado deve ser um carro que, à primeira vista, remeta ao passado, mas que, na prática, seja um veículo 100% do século XXI.

    A plataforma STLA One e a aposta em baterias LFP

    O futuro 2CV será construído sobre a nova plataforma STLA One, um sistema modular e escalável que permitirá a produção de modelos dos segmentos B, C e D. A ideia é simplificar a cadeia produtiva, reduzir custos industriais e, consequentemente, os preços finais. Para isso, a Stellantis apostará em baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), conhecidas por sua durabilidade e menor custo em comparação às tradicionais de íon-lítio.

    O plano industrial FaSTLAne 2030 prevê ainda que a Stellantis triplique sua participação no mercado europeu de veículos elétricos até o fim da década. O 2CV elétrico, nesse contexto, não é apenas um revival nostálgico, mas uma peça-chave na estratégia de expansão da marca no segmento de entrada. Com preço competitivo e design atemporal, o modelo pode se tornar um sucesso de vendas — desde que cumpra a promessa de manter viva a filosofia do ‘Dois Cavalos’: ‘um carro para todos’.

    O que esperar do futuro do 2CV?

    Ainda há muito a ser revelado sobre o novo Citroën 2CV elétrico. Enquanto a Stellantis trabalha nos detalhes finais do design e da engenharia, uma coisa é certa: o modelo já nasce com a missão de ser mais do que um sucessor — deve ser um símbolo de como a indústria automobilística pode conciliar tradição e inovação sem perder de vista a acessibilidade.

    Para os fãs do clássico, a notícia é empolgante. Para os consumidores em busca de um elétrico compacto e econômico, a aposta da Stellantis é arriscada, mas potencialmente transformadora. Resta aguardar os próximos capítulos — inclusive o Salão de Paris 2026, onde o conceito deve ser apresentado como um prenúncio do que está por vir.

  • Citroën 2CV elétrico promete ser o carro acessível da Europa: lançamento em 2028

    Citroën 2CV elétrico promete ser o carro acessível da Europa: lançamento em 2028

    A Citroën anunciou que o lendário 2CV ganhará uma nova vida como carro elétrico, mantendo sua essência de acessibilidade mas com tecnologia moderna. O lançamento está previsto para 2028, com um conceito apresentado no Salão do Automóvel de Paris em 2026. O objetivo é criar um dos veículos elétricos mais baratos da Europa, com preço estimado em menos de €15.000.

    O retorno de um ícone: do ‘caracol de lata’ à eletrificação

    O novo 2CV elétrico mantém a filosofia original do modelo lançado em 1948: baixo custo, simplicidade e praticidade. No entanto, a motorização 100% elétrica promete eliminar o apelido de “caracol de lata” — referência à lentidão do modelo original, que levava 30 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. Xavier Chardon, diretor executivo da Citroën, confirmou durante apresentação a investidores que o novo hatch será uma releitura do clássico, adaptando seu design curvo e interior minimalista aos padrões atuais.

    A estratégia por trás do projeto: barato, elétrico e europeu

    O novo 2CV se encaixa na estratégia da Stellantis de produzir carros elétricos menores e mais acessíveis na Europa, em resposta à demanda por veículos de entrada no mercado de eletrificação. Com sete novos modelos previstos até 2030, a Citroën reforça seu compromisso com a mobilidade sustentável sem abrir mão da praticidade. O interior simples e os baixos custos de manutenção são pilares do projeto, alinhados ao DNA do modelo original.

    O que esperar do conceito em 2026 e do lançamento oficial

    O protótipo do novo 2CV deve estrear no Salão do Automóvel de Paris, em outubro de 2026, antes do lançamento oficial em 2028. Embora os detalhes técnicos ainda não tenham sido revelados, a marca garante que a carroceria curvilínea e a identidade visual serão preservadas, mas atualizadas para os padrões de segurança e aerodinâmica contemporâneos. O sucessor do Citroën C1 promete ser não apenas um carro elétrico, mas um símbolo de inovação acessível.

  • Stellantis investe R$ 350 bi no Brasil: Fiat Toro e Ram Rampage ganham nova plataforma, híbridos e rumo à América do Norte

    Stellantis investe R$ 350 bi no Brasil: Fiat Toro e Ram Rampage ganham nova plataforma, híbridos e rumo à América do Norte

    Da plataforma obsoleta ao futuro multi-energia: a reinvenção das picapes brasileiras

    A Fiat Toro e a Ram Rampage, dois ícones do segmento de picapes médio-compactas no Brasil, estão prestes a abandonar sua base técnica atual — a Small Wide, uma plataforma já considerada veterana no mercado global — para abraçar a STLA Medium, mesma arquitetura que sustenta a nova geração do Jeep Compass e está por trás dos futuros Renegade e Commander.

    Esse movimento, anunciado dentro de um pacote bilionário de R$ 350 bilhões do grupo Stellantis, não é apenas uma atualização mecânica: é uma guinada estratégica para aproximar os modelos brasileiros dos padrões europeus de refinamento, eficiência energética e conectividade. A produção continuará em Goiana (PE), onde são fabricados os veículos mais sofisticados do conglomerado no país, mas a mudança trará implicações profundas para consumidores, indústria e até mesmo o mercado de segunda mão.

    Híbridos leves e plenos: o que muda no tanque e na direção

    A nova plataforma STLA Medium é do tipo multi-energia, desenhada para acomodar diversas configurações de propulsão sem grandes reformulações estruturais. Para o Brasil, a Stellantis planeja priorizar duas tecnologias híbridas:

    • MHEVs (48V): sistemas de híbridos leves, que auxiliam na redução de consumo sem grandes alterações no motor a combustão. Ideal para um mercado ainda dominado por veículos flex, mas com crescente pressão por eficiência.
    • HEVs (plenos): híbridos convencionais, como os já oferecidos pela Jeep em outros mercados, com motores térmicos acoplados a unidades elétricas que podem tracionar as rodas independentemente.

    Ainda não há confirmação oficial sobre qual configuração chegará primeiro à Toro ou à Rampage, mas especula-se que o motor 1.3 T270 flex, já utilizado em modelos como o Jeep Commander, possa ser a base térmica para os HEVs brasileiros, mantendo o câmbio eCVT — uma transmissão continuamente variável que já equipa o Cherokee na Europa. O propulsor 2.2 turbodiesel, apesar de recente no portfólio, pode ficar em standby até que regulamentações ambientais mais rígidas, como o Proconve L9, sejam implementadas no país.

    Ram Rampage na América do Norte: o sonho de exportar uma picape 100% brasileira

    Além das inovações técnicas, o plano da Stellantis inclui um movimento ousado: levar a Ram Rampage para o mercado norte-americano. O anúncio, feito durante a apresentação de investimentos, surpreendeu analistas, uma vez que a picape compacta brasileira sempre foi vista como um produto local, adaptado ao perfil do consumidor latino.

    Se concretizado, o projeto poderia posicionar a Rampage como uma alternativa de entrada de gama para a Ram nos EUA, onde picapes médias-compactas como a Ford Maverick já conquistam espaço. No entanto, a estratégia dependerá de adaptações para atender às normas de segurança e emissões americanas, além de um redesenho de marketing para conquistar o público daquele mercado. Até agora, não há detalhes sobre prazos ou volumes de exportação.

    O diesel ficará para trás? A incerteza do 2.2 turbodiesel

    O motor 2.2 turbodiesel, lançado recentemente no mercado brasileiro com a promessa de aliar potência e eficiência para cargas pesadas, não teve seu futuro esclarecido durante o evento. Especialistas ouvidos pela Motor1 Brasil sugerem que ele pode permanecer inalterado até que o Proconve L9 — que exigirá redução de 50% nas emissões de NOx em relação ao atual L8 — entre em vigor. Até lá, a Stellantis deve focar em soluções híbridas, que já atendem a parte das exigências.

    Para os consumidores que apostam no diesel por questões de custo ou demanda comercial, a ausência de atualizações pode significar um risco: veículos com motores não adaptados às futuras normas podem perder valor de revenda ou até mesmo enfrentar restrições em grandes cidades.

    Goiana como hub de inovação: por que o Brasil recebe as picapes mais avançadas do grupo

    A decisão de concentrar a produção das picapes médias-compactas — e também dos SUVs Jeep — em Goiana (PE) não é casual. A fábrica, inaugurada em 2015, já é responsável pelos modelos mais refinados e tecnológicos do Stellantis na América Latina, incluindo o Jeep Renegade e o Commander. A localização estratégica, próxima a portos que facilitam exportações, e a mão de obra qualificada foram fatores decisivos para o grupo investir R$ 350 bilhões no Brasil, dos quais boa parte se destinará a atualizações na linha de produção e pesquisa e desenvolvimento.

    Além disso, a planta já emprega tecnologias como impressão 3D para peças e sistemas avançados de montagem, o que deve acelerar a transição para a nova plataforma STLA Medium. Com isso, o Brasil não apenas se torna um polo de fabricação, mas também um laboratório para inovações que podem ser replicadas em outras regiões do mundo.

    O que esperar: cronograma e impactos no mercado

    Apesar do anúncio bombástico, a Stellantis ainda não divulgou um cronograma detalhado para a chegada das novas picapes e híbridos ao Brasil. Fontes internas ouvidas pela reportagem sugerem que os primeiros lançamentos devem ocorrer entre 2025 e 2026, coincidindo com o lançamento da nova geração do Jeep Compass no mercado nacional. Já a exportação da Ram Rampage para a América do Norte, se confirmada, deve levar pelo menos mais dois anos devido às adaptações necessárias.

    Para os consumidores, a notícia é positiva: maior eficiência energética, tecnologias avançadas e potencial valorização dos modelos recém-lançados. Para a indústria, representa um passo importante na transição para a eletrificação, mesmo que de forma gradual. Já para os donos de picapes atuais, a dúvida persiste: será que os novos modelos serão significativamente mais caros, ou a Stellantis encontrará um equilíbrio para manter a competitividade?

  • Stellantis apresenta STLA One: a plataforma que vai revolucionar a indústria automotiva com direção digital e baterias estruturais

    Stellantis apresenta STLA One: a plataforma que vai revolucionar a indústria automotiva com direção digital e baterias estruturais

    A Stellantis, conglomerado que controla marcas como Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, lançou a plataforma STLA One, uma revolução na indústria automotiva que promete redefinir a produção de veículos até 2035. Anunciada durante o Stellantis Investor Day 2026, a nova arquitetura modular estreia em 2027 como base para mais de 30 modelos, desde compactos até SUVs médios, com um objetivo ambicioso: produzir mais de dois milhões de veículos sobre esta estrutura.

    A unificação que corta custos e acelera a transição energética

    A estratégia da STLA One é clara: eliminar ineficiências ao integrar diferentes tipos de motorização — combustão, híbridos e elétricos — em uma única linha de montagem. Com isso, a Stellantis estima uma otimização de 20% nos custos de produção, um avanço significativo em um mercado cada vez mais competitivo. A plataforma substituirá as atuais STLA Small e Medium, atualmente usadas por marcas como Fiat e Jeep, e poderá estrear com a nova geração do Peugeot 208.

    Tecnologias disruptivas: direção digital e baterias estruturais

    Além da produção unificada, a STLA One incorpora inovações que prometem transformar a experiência de dirigir. O sistema STLA Brain, um computador central integrado, será responsável por gerenciar todas as funções eletrônicas do veículo, incluindo a tão esperada direção steer-by-wire — que substitui os sistemas mecânicos tradicionais por comandos eletrônicos. Outra novidade é o painel STLA Smartcockpit, um display digital avançado que promete personalizar a interação do motorista com o veículo.

    Na área de baterias, a STLA One adota a tecnologia ‘cell-to-body’, herdada da parceira chinesa Leapmotor. Essa solução integra as células da bateria diretamente na estrutura do chassi, reduzindo o peso e a complexidade de montagem. Os benefícios são múltiplos: maior rigidez torcional do veículo, melhor distribuição de peso e um aproveitamento de 70% de componentes reciclados, alinhando-se às exigências ambientais globais.

    Um passo rumo ao futuro — ou à sobrevivência?

    A STLA One não é apenas uma plataforma: é uma resposta da Stellantis aos desafios da indústria. Ao unificar produção e incorporar tecnologias de ponta, o conglomerado busca reduzir custos, acelerar a transição energética e manter a competitividade frente a rivais como a Tesla e a BYD. Com um investimento robusto e uma visão de longo prazo, a Stellantis aposta que a STLA One será a espinha dorsal de seus veículos pelos próximos anos — ou até que a próxima revolução chegue.

  • Stellantis aposta em híbridos plenos como Honda e Toyota: o que muda para o consumidor brasileiro

    Stellantis aposta em híbridos plenos como Honda e Toyota: o que muda para o consumidor brasileiro

    A Stellantis deu um passo decisivo rumo à eletrificação com a confirmação de que, até 2030, passará a produzir híbridos plenos (HEV) em escala global. A decisão, anunciada durante o Investor Day 2026, marca um ajuste estratégico da montadora, que até então priorizava híbridos leves (MHEV), plug-in (PHEV) e modelos com extensor de autonomia — como os da linha Leapmotor.

    Por que os híbridos plenos são a aposta da Stellantis?

    O plano da Stellantis prevê o lançamento de 24 novos modelos HEV até 2030, com foco em mercados onde a transição para veículos 100% elétricos esbarra em limitações de infraestrutura — como a Europa e a América do Sul, incluindo o Brasil. Até então, a única opção full hybrid da montadora era o Jeep Cherokee de nova geração, equipado com o motor 1.6 THP (desenvolvido originalmente pela Peugeot e Citroën).

    Os híbridos plenos (HEV) se destacam por combinar um motor a combustão com um propulsor elétrico capaz de tracionar as rodas de forma independente ou em conjunto com o motor térmico. Ao contrário dos híbridos leves, que apenas auxiliam o motor principal, ou dos plug-in, que dependem de recarga externa, os HEV oferecem recarga automática por meio da frenagem regenerativa e da energia gerada pelo motor a combustão. Essa tecnologia, já consolidada pela Honda e Toyota no Brasil, é vista pela Stellantis como uma solução para reduzir emissões sem exigir mudanças radicais na infraestrutura atual.

    Tecnologia e plataforma: o que vem por aí?

    A base para essa nova geração de veículos será a plataforma modular STLA One, uma arquitetura multienergia projetada para abrigar desde motores térmicos até sistemas híbridos e elétricos. A partir de 2027, a plataforma começará a ser implementada, com os primeiros modelos HEV chegando ao mercado em seguida.

    Na prática, a STLA One permitirá que a Stellantis adapte motores já existentes — como o 1.3 turbo usado no Brasil — para sistemas híbridos plenos. A ideia é acelerar o desenvolvimento de veículos que atendam às normas globais de emissões sem depender de uma transição imediata para a eletrificação total, especialmente em regiões onde o acesso a carregadores ainda é limitado.

    Vantagens para o consumidor brasileiro

    Para o mercado brasileiro, a chegada dos HEV representa uma evolução significativa em relação aos híbridos leves atualmente disponíveis. Enquanto os modelos MHEV oferecem economia modesta de combustível (cerca de 10% a 15%), os híbridos plenos podem reduzir o consumo em até 30% ou mais, dependendo do uso. Além disso, a ausência de necessidade de recarga externa torna a tecnologia mais acessível para o consumidor médio.

    Outro ponto relevante é a eficiência em trânsito intenso. Em engarrafamentos, por exemplo, o motor elétrico pode operar sozinho em baixas velocidades, enquanto o motor a combustão permanece desligado, reduzindo emissões e consumo. Em estradas, o sistema gerencia automaticamente a melhor combinação entre os dois propulsores para otimizar desempenho e economia.

    O desafio da Stellantis: competir com Honda e Toyota

    A Stellantis entra em um mercado já dominado por marcas como Honda e Toyota, que há anos oferecem HEV no Brasil — como o HR-V e o Corolla Cross. A vantagem da montadora europeia-americana está em sua capacidade de produção global e na diversificação de modelos, mas o sucesso dependerá da aceitação do consumidor e da estratégia de preços.

    Com a plataforma STLA One, a Stellantis promete flexibilidade para adaptar seus motores atuais aos novos sistemas híbridos, o que pode resultar em modelos mais competitivos em termos de custo. Além disso, a montadora já sinalizou que os HEV brasileiros serão flex, ou seja, capazes de operar com gasolina e etanol, alinhando-se à realidade do mercado nacional.