Demanda por grãos recém-colhidos mantém pressão altista
O mercado de feijão preto segue em trajetória de valorização acentuada na reta final de maio, com preços batendo novos recordes históricos segundo dados do Cepea. A sustentação do movimento, conforme analistas do centro de pesquisas, decorre da forte demanda por lotes recém-colhidos, somada a um contexto de menor disponibilidade de grãos de qualidade superior no Sul do País – região impactada por condições climáticas adversas ao longo do ciclo produtivo.
Menor área cultivada e clima adverso reduzem estoques
A combinação de uma área plantada significativamente menor nesta temporada — reflexo da migração de produtores para culturas mais rentáveis — com problemas climáticos recorrentes no Paraná e em Santa Catarina, principais polos de produção de feijão preto, agravou a escassez de grãos no mercado. Segundo o Cepea, a restrição na oferta de lotes premium continua exercendo pressão sobre as cotações, que, a cada semana, superam os patamares registrados desde setembro de 2024, quando a série histórica teve início.
Feijão carioca resiste, mas com negociações cautelosas
Enquanto o feijão preto domina os holofotes, a comercialização do carioca segue marcada por cautela dos compradores. Embora a qualidade limitada dos grãos disponíveis mantenha os preços em patamares elevados, a demanda mais retraída tem contido a escalada de valores para esta variedade, que, ainda assim, permanece acima dos patamares médios históricos.

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