Diferencial de preços do boi gordo entre MT e SP encolhe em maio: Mato Grosso resiste melhor à queda

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Mercado do boi gordo: Mato Grosso perde menos ritmo que São Paulo

O mercado do boi gordo encerrou maio com um movimento que evidencia a resiliência de Mato Grosso frente à pressão de preços. Enquanto a arroba em São Paulo recuou 4,01% no comparativo mensal, a cotação em Mato Grosso registrou baixa de 2,58%, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Diferencial de preços encolhe pela primeira vez em 2026

O resultado reduziu o diferencial de base entre as duas principais praças pecuárias do país para 3,39% em maio, uma queda de 1,42 ponto percentual em relação a abril. Em números absolutos, a arroba mato-grossense fechou cotada a R$ 340,43, enquanto a paulista atingiu R$ 352,39 — valores livres de Funrural.

O que explica a performance de Mato Grosso?

Analistas do setor apontam que a menor queda em Mato Grosso está relacionada à maior oferta de animais terminados e à demanda mais aquecida nos frigoríficos do estado. Além disso, a logística favorável de Mato Grosso — com escoamento facilitado para o Norte e Nordeste — reduz custos de transporte, amenizando a pressão sobre os preços locais. Já São Paulo, com maior dependência do mercado interno e custos operacionais mais altos, sofreu mais com a retração da demanda.

Impacto para os pecuaristas

A redução do diferencial de preços é um alívio para os produtores mato-grossenses, que passam a competir em condições mais equilibradas com os paulistas. No entanto, o cenário ainda é de instabilidade: a queda de preços em ambas as praças reflete a sazonalidade típica do segundo trimestre, além de incertezas no mercado externo — especialmente com a volatilidade nos preços da carne bovina no exterior.

Perspectivas para junho

Para junho, a expectativa é de estabilização nos preços, com possível retomada lenta da demanda. O Imea projeta que, caso não haja novos choques de oferta ou demanda, o diferencial entre MT e SP deve se manter abaixo de 4%. No entanto, a volatilidade climática — com risco de seca no Centro-Oeste — e a política monetária (que afeta o poder de compra do consumidor) seguem como fatores de atenção.

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