Tag: Mato Grosso

  • Kepler Weber expande atuação em Mato Grosso, epicentro da crise de armazenagem brasileira

    Kepler Weber expande atuação em Mato Grosso, epicentro da crise de armazenagem brasileira

    A Kepler Weber, referência em soluções de armazenagem e pós-colheita na América Latina, consolidou sua presença no Global Agribusiness Festival (GAFFFF) Sorriso 2026 — realizado entre 23 e 26 de julho no Parque Tecnológico Luiz Giroletti, em Sorriso (MT). O evento, reunindo agentes do agronegócio, serviu como palco para a empresa reforçar sua estratégia de aproximação com produtores rurais, cooperativas e cerealistas, setores cada vez mais pressionados pela escassez de infraestrutura no estado.

    Mato Grosso: o gargalo logístico que desafia o agronegócio brasileiro

    Como maior produtor nacional de grãos, Mato Grosso enfrenta um paradoxo: enquanto sua produção bate recordes, a capacidade de armazenagem estática — estimada em 233 milhões de toneladas — não acompanha o ritmo. Dados do setor indicam um déficit de 128 milhões de toneladas, cenário que se agrava com o crescimento contínuo da safra nos últimos anos. A situação coloca a região como um dos principais focos de investimento em infraestrutura de pós-colheita, onde a eficiência na armazenagem pode significar a diferença entre lucro e prejuízo para os produtores.

    Estratégia de proximidade: a aposta da Kepler Weber no maior polo produtor de grãos

    A empresa, que já atua como líder no segmento, aproveitou o GAFFFF Sorriso 2026 para apresentar não apenas seus produtos, mas soluções customizadas para as demandas locais. Em um mercado onde a competitividade depende diretamente da capacidade de escoamento e conservação da produção, a presença física da Kepler Weber no evento reforça seu compromisso com a cadeia produtiva, oferecendo tecnologias capazes de mitigar os impactos da crise estrutural que afeta o setor.

  • Gusttavo Lima amplia império no agro: fazenda de R$ 275 milhões no Mato Grosso reforça diversificação do cantor

    Gusttavo Lima amplia império no agro: fazenda de R$ 275 milhões no Mato Grosso reforça diversificação do cantor

    Um patrimônio rural de dimensões históricas no agro brasileiro

    Em meio ao sucesso nos palcos sertanejos, Gusttavo Lima surpreende ao ampliar sua atuação para o setor agropecuário. Uma fazenda de 39 mil hectares no Mato Grosso, com infraestrutura para cultivo de grãos e pecuária, foi associada ao cantor em reportagens recentes. O valor estimado da propriedade, que supera R$ 275 milhões, a coloca entre as maiores aquisições de celebridades no segmento — um movimento que reflete não apenas a diversificação de investimentos, mas também a crescente aproximação entre o entretenimento e o agro brasileiro.

    Fatos, boatos e a falta de transparência documental

    Apesar das reiteradas menções à propriedade em veículos de comunicação ao longo dos últimos anos, não há registros públicos que detalhem a compra, o valor final pago ou a situação atual da fazenda. A ausência de documentação patrimonial oficial — como escritura ou declaração de Imposto de Renda — deixa dúvidas sobre a efetiva participação do cantor na operação. Especialistas do setor agro avaliam que, mesmo sem confirmação, a notoriedade da transação contribui para engajar novos investidores no mercado rural, um segmento que tem atraído cada vez mais atenção de personalidades midiáticas.

    O agro como novo palco para as celebridades

    Gusttavo Lima não é o único artista a apostar no setor agro. Nos últimos anos, várias figuras públicas — de cantores a jogadores de futebol — têm direcionado parte de seus investimentos para fazendas, haras e projetos de inovação rural. No entanto, a escala da propriedade associada ao sertanejo supera a maioria dos casos, aproximando-o de grandes grupos empresariais do agro. Para o setor, a presença de figuras como Lima pode representar uma oportunidade de fortalecer a imagem do campo como um ambiente de negócios rentável e estratégico, especialmente em um momento em que o Brasil consolida sua posição como potência global na produção de alimentos.

    Perspectivas e desafios do investimento no agro

    Se confirmada, a aquisição da fazenda no Mato Grosso pode ser vista como um reflexo da busca por diversificação patrimonial por parte de Lima, mas também levanta questões sobre a gestão de ativos de alto valor por celebridades. O agro, embora promissor, exige expertise técnica e planejamento de longo prazo — elementos que nem sempre caminham lado a lado com as agendas artísticas. Além disso, a falta de transparência em transações desse porte pode gerar especulações desnecessárias, prejudicando tanto o investidor quanto o setor como um todo.

  • Eraí Maggi: Carne bovina mais cara reflete demanda global e redução de rebanho nos EUA

    Eraí Maggi: Carne bovina mais cara reflete demanda global e redução de rebanho nos EUA

    Agro brasileiro enxerga alta global da carne bovina

    O aumento dos preços da carne bovina, que vem impactando o bolso do consumidor brasileiro, tem uma explicação que vai além das fronteiras nacionais. Em entrevista concedida em Mato Grosso nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, o produtor rural Eraí Maggi, um dos maiores nomes do agro brasileiro, vinculou a valorização do produto ao cenário internacional da pecuária.

    Redução do rebanho nos EUA impulsiona demanda por carne brasileira

    Maggi destacou que a diminuição do rebanho bovino nos Estados Unidos — um dos principais produtores globais — ampliou a procura pela carne brasileira no mercado internacional. Segundo o executivo, esse movimento natural de valorização não é exclusividade do Brasil e reflete um cenário de escassez relativa no setor.

    “A carne bovina tem um valor mais elevado que outras proteínas, mas não é assim tão cara quanto o mercado quer fazer parecer”, afirmou Maggi, durante coletiva após agenda sobre os primeiros meses da gestão estadual.

    Consumidor brasileiro tem alternativas, mas o debate deve incluir poder de compra

    Questionado sobre a percepção de que Mato Grosso, um dos maiores produtores de carne bovina do mundo, ainda assim enfrenta preços elevados, Maggi defendeu que o consumidor brasileiro conta com opções mais acessíveis, como carne suína e frango. No entanto, ele ressaltou que o debate sobre os preços deve considerar também o poder de compra da população, especialmente em um contexto de inflação persistente.

  • PEC em MT endurece regras para fundos estaduais e reforça segurança jurídica ao produtor

    PEC em MT endurece regras para fundos estaduais e reforça segurança jurídica ao produtor

    Segurança jurídica como pilar da produção em Mato Grosso

    A deputada estadual Janaina Riva (MDB) intensificou, na , sua defesa por um ambiente jurídico estável para os produtores mato-grossenses ao apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que impõe regras mais rígidas para alterações em fundos estaduais. A medida, que inclui o Fethab entre seus alvos, exige aprovação de dois terços dos deputados estaduais em dois turnos de votação para criar, aumentar ou restabelecer contribuições destinadas a esses fundos.

    Três mandatos de atuação em defesa do produtor

    A PEC não surge isoladamente. Ela é o coroamento de uma trajetória de três mandatos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na qual Janaina Riva se consolidou como voz ativa em pautas críticas para o setor produtivo. Desde licenciamento ambiental até a Moratória da Soja e da Carne, passando pela implementação do CAR Digital e a gestão dos recursos do Fethab, a parlamentar tem pautado discussões que impactam diretamente a competitividade e a sustentabilidade da agropecuária estadual.

    Fethab: Da arrecadação à fiscalização dos recursos

    A preocupação da deputada transcende a mera arrecadação. Em paralelo à PEC, Janaina Riva protocolou um projeto de lei para fiscalizar a aplicação dos recursos do Fethab, assegurando que os valores arrecadados sejam revertidos em benefícios concretos para os produtores. A iniciativa reflete uma visão sistêmica: garantir não apenas a segurança jurídica, mas também a transparência e a eficiência na gestão dos recursos públicos, pilares essenciais para o crescimento sustentável do estado.

  • Justiça anula contrato de R$ 260 mil com Gusttavo Lima por uso irregular de verba social em MT

    Justiça anula contrato de R$ 260 mil com Gusttavo Lima por uso irregular de verba social em MT

    Gusttavo Lima foi alvo de uma decisão judicial que expôs irregularidades na gestão de recursos públicos em Mato Grosso. O juiz André Luciano Costa Gahyva, da Vara Cível de Diamantino, anulou na última quarta-feira (9/7) um contrato de 2016 no valor de R$ 260 mil, pago à empresa do cantor por meio de verba destinada à Assistência Social.

    Desvio de finalidade em contratação milionária

    A irregularidade não foi o show em si, mas a origem do pagamento. Segundo a Justiça, os recursos públicos — que deveriam ser usados para políticas sociais — foram desviados para custear a apresentação do artista durante as comemorações do aniversário de Diamantino. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) moveu ação civil pública questionando a inexigibilidade de licitação alegada pela prefeitura na época.

    Justiça derruba argumentos da prefeitura

    O magistrado considerou nulos não apenas o contrato, mas também a dispensa de licitação e os atos administrativos que viabilizaram o pagamento. A decisão reforça que a destinação de verbas públicas deve respeitar rigorosamente a sua finalidade legal, sob pena de nulidade. “Não há respaldo jurídico para usar recursos da assistência social em eventos festivos”, afirmou o juiz na sentença.

    Cachê não precisa ser devolvido — mas a polêmica persiste

    Apesar da anulação do contrato, a Justiça não determinou que a empresa de Gusttavo Lima ou o município devolvessem o dinheiro. A decisão se limitou a declarar a irregularidade, mas a polêmica em torno do caso levanta questionamentos sobre a transparência na gestão de verbas públicas. O caso reacende discussões sobre a fiscalização de contratos artísticos pagos com recursos sociais.

    Contexto: 2016 e as eleições municipais

    Em 2016, Diamantino vivia um período pré-eleitoral quando o show foi realizado. Na época, prefeituras tinham maior margem para contratações sem licitação, o que facilitou o pagamento ao cantor. Hoje, com regras mais rígidas de transparência, casos como este são menos comuns — mas não impossíveis. A decisão judicial serve como alerta para gestores públicos sobre os riscos de misturar recursos sociais com eventos culturais.

  • SLC Agrícola adquire 8,9 mil hectares por R$ 669 milhões em acordo com Cosan e Bom Futuro

    SLC Agrícola adquire 8,9 mil hectares por R$ 669 milhões em acordo com Cosan e Bom Futuro

    Divisão de terras encerra conflito entre SLC e Bom Futuro

    A SLC Agrícola e o Grupo Bom Futuro chegaram a um acordo nesta quinta-feira (9) para a compra de fazendas do Bloco Mato Grosso, pertencente à Radar — subsidiária de terras da Cosan. A operação, avaliada em R$ 1,85 bilhão, foi dividida entre as partes, com a SLC adquirindo 8,9 mil hectares por R$ 669 milhões.

    Estrutura da transação e participações

    O valor total permanece inalterado em relação ao anúncio inicial da Cosan, com aproximadamente R$ 586 milhões correspondentes à participação indireta da companhia. Os novos compromissos de compra e venda foram celebrados entre SLC, Bom Futuro e Alexandre Jacques Bottan, mantendo as condições comerciais previamente divulgadas.

    Cronograma e condições pendentes

    A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de condições precedentes habituais e tem previsão para ocorrer até 30 de outubro de 2026, conforme comunicado da Cosan. A SLC Agrícola não divulgou detalhes adicionais sobre os novos compromissos no comunicado parcial emitido.

  • Mato Grosso bate recorde histórico: abate de 3,5 milhões de bovinos no primeiro semestre de 2026

    Mato Grosso bate recorde histórico: abate de 3,5 milhões de bovinos no primeiro semestre de 2026

    O estado de Mato Grosso consolidou-se como protagonista no setor agropecuário brasileiro ao registrar, no primeiro semestre de 2026, o maior volume de abates bovinos já contabilizado para o período. Segundo dados oficiais do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na última terça-feira, 7 de julho de 2026, foram abatidas 3,5 milhões de cabeças de gado entre janeiro e junho — um aumento de 3,58% em comparação aos 3,38 milhões registrados no mesmo intervalo de 2025.

    Exportações em alta: China lidera a demanda por carne brasileira

    A escalada nos abates foi diretamente influenciada pelo boom das exportações de carne bovina, especialmente para a China, principal destino dos embarques brasileiros. A busca por animais terminados — ou seja, aqueles prontos para abate — manteve-se em patamares elevados ao longo dos primeiros seis meses do ano, segundo a analista de bovinocultura de corte do Imea, Ana Eufrázio.

    “O crescimento do abate de machos, em particular, foi o grande responsável por esse recorde”, afirmou Eufrázio. “A combinação de preços atrativos no mercado internacional e a recuperação da cadeia produtiva após os desafios climáticos de anos anteriores permitiu que o estado atingisse um volume inédito.”

    Impacto econômico e perspectivas para o segundo semestre

    O desempenho supera as expectativas de analistas do setor, que projetavam um crescimento moderado para 2026. A alta de 3,58% no comparativo semestral não apenas reflete a resiliência do agronegócio mato-grossense como também sinaliza potencial para novos recordes no segundo semestre. Especialistas avaliam que, caso a demanda chinesa se mantenha aquecida e as condições climáticas favoreçam a safra de pastagens, Mato Grosso pode fechar 2026 com números ainda mais expressivos.

    O recorde também reforça o papel estratégico do estado na balança comercial brasileira. Em 2025, Mato Grosso já respondia por cerca de 18% do abate nacional, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Com a projeção de crescimento, a expectativa é que o estado amplie ainda mais sua participação no mercado global.

    Qualidade e sustentabilidade: desafios do setor

    Apesar do otimismo, o setor enfrenta pressões por práticas sustentáveis. Em maio de 2026, o governo federal anunciou novas diretrizes para a pecuária bovina, visando reduzir o desmatamento associado à atividade. Produtores mato-grossenses já vêm adotando sistemas de rastreabilidade e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), mas a adaptação às normas exige investimentos significativos.

    Ainda assim, o recorde de abates demonstra que a cadeia produtiva do estado tem capacidade de se reinventar diante de crises — um sinal positivo para o futuro da pecuária brasileira.

  • Colheita da segunda safra de milho no centro-sul atinge 30% e ganha ritmo com tempo seco

    Colheita da segunda safra de milho no centro-sul atinge 30% e ganha ritmo com tempo seco

    Ritmo acelerado em meio ao clima favorável

    A segunda safra de milho no centro-sul do Brasil atingiu 30% de colheita até a última quinta-feira (3 de julho), segundo dados da AgRural. O avanço de oito pontos percentuais em relação à semana anterior (22%) reflete o ganho de ritmo nos trabalhos, especialmente em Mato Grosso e Goiás, onde a redução das chuvas nos últimos dias facilitou as operações.

    Umidade ainda é desafio em outras regiões

    Embora a diminuição das precipitações tenha sido bem-vinda para Mato Grosso e Goiás, a umidade residual dos grãos ainda representa um entrave em estados como Paraná e São Paulo. A consultoria AgRural destacou que, mesmo com o tempo mais seco, a umidade dos grãos permanece alta, limitando o avanço da colheita nessas áreas.

    Contraste com a safra passada

    O ritmo atual supera o desempenho da semana anterior (22%) e se aproxima dos 28% registrados na mesma data de 2025, segundo a AgRural. A evolução reflete não apenas as condições climáticas, mas também a adaptação dos produtores às demandas do mercado, que exige grãos com menor teor de umidade para armazenamento e comercialização.

  • AGBI investe R$ 90 milhões em fazenda no Mato Grosso e acelera corrida bilionária por terras rurais no agro brasileiro

    AGBI investe R$ 90 milhões em fazenda no Mato Grosso e acelera corrida bilionária por terras rurais no agro brasileiro

    A corrida por terras agrícolas no Brasil ganhou mais um capítulo relevante nesta sexta-feira (3 de julho de 2026), quando a AGBI, uma das principais gestoras brasileiras de investimentos fundiários, anunciou a aquisição da Fazenda Rincão Alegre, em Gaúcha do Norte (MT), por R$ 90 milhões. A operação marca a estreia do quarto fundo da empresa no setor agropecuário, sinalizando não apenas a valorização crescente de propriedades rurais com potencial de transformação, mas também a busca por ativos capazes de gerar retorno financeiro aliado a ganhos ambientais.

    Fazenda de 7,8 mil hectares com lavouras consolidadas e plano de expansão

    A propriedade adquirida pela AGBI tem 7,8 mil hectares, dos quais 1.450 já são ocupados por cultivos de soja, milho e algodão. No entanto, o foco da gestora vai além da produção tradicional: o objetivo é recuperar áreas degradadas e implementar modelos de agricultura regenerativa, que combinam produtividade com sustentabilidade — um diferencial cada vez mais valorizado por investidores internacionais e fundos ESG.

    A estratégia do quarto fundo da AGBI e o novo ciclo de capitalização no agro

    O quarto fundo da AGBI, lançado recentemente, tem como alvo propriedades com potencial de recuperação produtiva e valorização a médio e longo prazo. A Fazenda Rincão Alegre, estrategicamente localizada no chamado “arco agrícola brasileiro”, representa um caso emblemático desse movimento: uma fazenda já em operação, mas com espaço para ampliação de áreas produtivas e adoção de tecnologias sustentáveis. Segundo analistas do setor, essa operação reflete uma tendência crescente de fundos internacionais e nacionais direcionarem recursos para o agro brasileiro, não apenas pela escala de produção, mas também pelo potencial de geração de ativos ambientais — como créditos de carbono e recuperação de áreas de reserva legal.

    O que o mercado espera com essa movimentação?

    A entrada da AGBI nesse segmento com um aporte de R$ 90 milhões é um indicador de que o agro brasileiro segue atraindo capital estruturado, mesmo em um cenário de incertezas econômicas. Especialistas avaliam que operações como essa tendem a impulsionar a profissionalização das fazendas, com a adoção de práticas mais tecnificadas e alinhadas às demandas de mercado. Além disso, a valorização de terras com potencial ambiental pode abrir novas fontes de receita para os produtores, como a venda de créditos de carbono ou a participação em programas de pagamento por serviços ecossistêmicos. Para o Mato Grosso, estado que já é um dos maiores produtores agrícolas do país, essa movimentação reforça a importância da região como polo de investimentos no setor.

  • Resolução do Consema define regras para áreas úmidas em Mato Grosso e fortalece segurança jurídica aos produtores

    Resolução do Consema define regras para áreas úmidas em Mato Grosso e fortalece segurança jurídica aos produtores

    Marco regulatório para áreas úmidas no Mato Grosso

    A Resolução do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) nº 36, publicada no último dia 30 de junho, representa um avanço na gestão ambiental para o estado de Mato Grosso. A norma estabelece critérios claros para o uso sustentável das áreas úmidas e de uso restrito nas planícies do Araguaia e do Guaporé, regiões estratégicas para a agropecuária estadual.

    Segurança jurídica e previsibilidade aos produtores

    A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) já orienta os produtores rurais sobre os impactos da nova resolução. Segundo a entidade, a medida confere maior estabilidade jurídica às atividades agropecuárias, reduzindo incertezas no licenciamento ambiental e na regularização fundiária. A resolução também harmoniza a legislação estadual com a Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei Federal nº 15.190/2025), um marco regulatório recentemente atualizado.

    Critérios técnicos e mapeamento das áreas

    A identificação das áreas de uso restrito será feita com base em um mapa elaborado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), utilizando dados de solos hidromórficos do IBGE na escala 1:250.000. Essa abordagem técnica permite uma delimitação mais precisa das regiões onde atividades produtivas serão permitidas ou restringidas, equilibrando desenvolvimento econômico e conservação ambiental. A resolução entra em vigor com a publicação oficial, consolidando um novo capítulo na relação entre meio ambiente e produção rural no estado.