Justiça anula contrato de R$ 260 mil com Gusttavo Lima por uso irregular de verba social em MT

Escrito por

em

Gusttavo Lima foi alvo de uma decisão judicial que expôs irregularidades na gestão de recursos públicos em Mato Grosso. O juiz André Luciano Costa Gahyva, da Vara Cível de Diamantino, anulou na última quarta-feira (9/7) um contrato de 2016 no valor de R$ 260 mil, pago à empresa do cantor por meio de verba destinada à Assistência Social.

Desvio de finalidade em contratação milionária

A irregularidade não foi o show em si, mas a origem do pagamento. Segundo a Justiça, os recursos públicos — que deveriam ser usados para políticas sociais — foram desviados para custear a apresentação do artista durante as comemorações do aniversário de Diamantino. O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) moveu ação civil pública questionando a inexigibilidade de licitação alegada pela prefeitura na época.

Justiça derruba argumentos da prefeitura

O magistrado considerou nulos não apenas o contrato, mas também a dispensa de licitação e os atos administrativos que viabilizaram o pagamento. A decisão reforça que a destinação de verbas públicas deve respeitar rigorosamente a sua finalidade legal, sob pena de nulidade. “Não há respaldo jurídico para usar recursos da assistência social em eventos festivos”, afirmou o juiz na sentença.

Cachê não precisa ser devolvido — mas a polêmica persiste

Apesar da anulação do contrato, a Justiça não determinou que a empresa de Gusttavo Lima ou o município devolvessem o dinheiro. A decisão se limitou a declarar a irregularidade, mas a polêmica em torno do caso levanta questionamentos sobre a transparência na gestão de verbas públicas. O caso reacende discussões sobre a fiscalização de contratos artísticos pagos com recursos sociais.

Contexto: 2016 e as eleições municipais

Em 2016, Diamantino vivia um período pré-eleitoral quando o show foi realizado. Na época, prefeituras tinham maior margem para contratações sem licitação, o que facilitou o pagamento ao cantor. Hoje, com regras mais rígidas de transparência, casos como este são menos comuns — mas não impossíveis. A decisão judicial serve como alerta para gestores públicos sobre os riscos de misturar recursos sociais com eventos culturais.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *