A Volkswagen não vê futuro para os motores a combustão e compara sua obsolescência à dos cavalos no início do século XX. Segundo Martin Sander, membro do Conselho Executivo da marca, as discussões sobre proibir os veículos a gasolina ou diesel desviam o foco do que realmente importa: a superioridade técnica dos elétricos.
Elétricos já dominam 20,9% das vendas na Europa em 2026
Dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) revelam que, nos quatro primeiros meses de 2026, os veículos 100% elétricos (EVs) representaram 20,9% dos emplacamentos de carros novos na Europa. O número reforça a tendência de que, em breve, os elétricos deixarão de ser uma opção premium para se tornarem a escolha padrão.
VW aposta na evolução natural do mercado
Em vez de pressionar por proibições legais, a Volkswagen prefere convencer os consumidores pela experiência. “Os elétricos são simplesmente carros melhores no conjunto”, afirmou Sander em entrevista à Auto Express. A montadora argumenta que, assim como os automóveis substituíram os cavalos há mais de um século, a tecnologia elétrica deve prevalecer pela praticidade, eficiência e redução de custos a longo prazo.
Resistência pode custar caro
Ainda que a transição não seja imediata, a VW adverte que fabricantes que insistirem nos motores a combustão perderão participação de mercado. “Quem não acompanhar essa evolução vai ficar para trás”, destacou o executivo. A estratégia da empresa inclui não apenas a expansão de sua linha elétrica — como o ID. Buzz e o ID.7 — mas também investimentos em infraestrutura de recarga e baterias de maior autonomia.

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