Na última quarta-feira, 10 de junho de 2026, o Sistema FAEP formalizou um pedido de revisão ao governo federal para reverter o corte de R$ 461,7 milhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para este ano. A medida, segundo a entidade, põe em xeque uma das principais estruturas de gestão de risco do agronegócio brasileiro, justamente quando a instabilidade climática se intensifica.
Seguro rural: o escudo contra a volatilidade climática
A FAEP destaca que o PSR atua como um mecanismo vital para proteger a renda dos produtores e assegurar a continuidade produtiva das propriedades diante de fenômenos como secas, geadas, chuvas excessivas e outras adversidades que têm assolado as safras nos últimos anos. Com a redução de recursos, a entidade teme que o acesso às apólices subvencionadas seja limitado, reduzindo a cobertura do seguro em regiões estratégicas para o agro nacional.
Risco de colapso na cadeia produtiva
Na avaliação da federação, a desestruturação do PSR não apenas fragiliza a segurança financeira dos produtores, mas também ameaça a estabilidade de toda a cadeia produtiva. Com menos recursos disponíveis, o seguro rural perde capacidade de absorver perdas em larga escala, o que pode desencadear um efeito dominó de inadimplência, redução de investimentos e queda na produtividade em setores-chave da economia brasileira.
O que o governo responde?
Até o momento, não há posicionamento oficial do Ministério da Agricultura ou da equipe econômica sobre o pleito da FAEP. A pasta, entretanto, tem reiterado em comunicados recentes que a revisão orçamentária busca priorizar gastos essenciais diante das restrições fiscais. A pressão do setor agropecuário, entretanto, sinaliza que o tema deve ganhar dimensão política nos próximos dias, especialmente em um ano eleitoral para o agronegócio.

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