As cotações do milho mantêm-se firmes em diversas regiões monitoradas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em um mercado caracterizado pela baixa liquidez. A dinâmica reflete o equilíbrio entre uma oferta limitada e uma demanda retraída, com compradores aguardando o avanço da colheita da segunda safra para pressionar os preços.
Pressões climáticas e oferta restrita
Embora a colheita da segunda safra de milho esteja alinhada com os volumes do ano anterior, o ritmo segue inferior à média das últimas cinco safras. Condições climáticas adversas, como irregularidades na distribuição de chuvas, reduziram temporariamente a disponibilidade do grão, adiando a normalização do abastecimento. Além disso, parte dos produtores optou por priorizar a comercialização da soja, cujos preços também registram alta, o que contribui para a manutenção dos patamares atuais do milho.
Cenário internacional e expectativas
O suporte aos preços domésticos também vem de elevações nas cotações internacionais, especialmente em mercados como o dos Estados Unidos, onde a seca afeta as lavouras. No entanto, a cautela dos agentes locais — tanto vendedores, focados em atividades operacionais, quanto compradores, em espera por maior liquidez — mantém o mercado em um impasse. Analistas do Cepea destacam que, mesmo com a proximidade da colheita, a preferência por negócios com a soja pode adiar o aumento da oferta de milho, prolongando a estabilidade dos preços.

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