O inverno, estação marcada por temperaturas baixas e redução da umidade do ar, impõe desafios adicionais ao manejo de equinos. A permanência prolongada em baias com ventilação deficiente expõe os animais a partículas de poeira presentes em camas e forragens, além de microrganismos e gases irritantes. A combinação desses fatores eleva significativamente o risco de doenças respiratórias, como a doença inflamatória das vias aéreas (DIVA) e a bronquite crônica.
Amônia: o inimigo invisível nas instalações equinas
A degradação da urina e dos dejetos no ambiente produz amônia, um composto nitrogenado que se acumula em concentrações perigosas quando a ventilação é inadequada. Inalada pelos cavalos, a substância irrita as mucosas das vias respiratórias, desencadeando processos inflamatórios e prejudicando a capacidade pulmonar. “O manejo ambiental é tão crítico quanto a nutrição para a saúde respiratória dos equinos. Ambientes com excesso de poeira, acúmulo de matéria orgânica e ventilação precária criam um cenário ideal para o desenvolvimento de patologias”, alerta Kauê Ribeiro, coordenador de comunicação técnica da Vetnil.
Estratégias para mitigar os riscos no inverno
Para contornar os efeitos adversos do período, especialistas recomendam a adoção de práticas como: uso de forragens de qualidade (baixo teor de poeira), limpeza diária das baias, instalação de sistemas de ventilação adequados e aplicação de produtos que neutralizem a amônia. Além disso, a umidificação controlada do ambiente pode reduzir a dispersão de partículas. A adoção dessas medidas não apenas preserva a saúde dos animais, mas também evita prejuízos econômicos associados a tratamentos veterinários e queda no desempenho atlético.

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