Arroba do boi gordo atinge R$ 349 e sinaliza força do mercado pecuário no fechamento de julho

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Escassez de animais impulsiona preços no mercado físico

A baixa disponibilidade de bovinos terminados segue como principal vetor de alta na cotação do boi gordo. Na última quarta-feira (29), a arroba atingiu R$ 349,06 em São Paulo, com avanço de 1,25% no mercado físico, conforme dados da Agrifatto. A dinâmica reflete a dificuldade dos frigoríficos em alongar escalas de produção, dado que os animais prontos para abate permanecem escassos nas principais praças pecuárias.

Mercado futuro: realização de lucros após alta expressiva

Após sucessivas valorizações nos últimos dias, o contrato futuro do boi gordo com vencimento em setembro de 2026 recuou 0,44% na B3, encerrando o pregão a R$ 350,95 por arroba. A correção, ainda que moderada, indica uma acomodação após o movimento de alta, mas não sinaliza reversão de tendência enquanto a oferta não se normalizar.

Perspectivas mantêm viés altista no curto prazo

Ainda segundo analistas do setor, a continuidade de preços elevados depende diretamente da recomposição dos rebanhos, processo que tende a ser gradual. Enquanto isso, a demanda externa — especialmente com a retomada das exportações para a Coreia do Sul e os desdobramentos do impasse comercial com a União Europeia — deve manter o mercado atento às oscilações cambiais e à competitividade do produto brasileiro.

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