Autor: Roberto Neves

  • Custos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso: fertilizantes explodem 2.733% e pressionam produtores

    Custos da safra 2026/27 disparam em Mato Grosso: fertilizantes explodem 2.733% e pressionam produtores

    Fertilizantes e defensivos puxam a alta dos custos

    Os números divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e pelo Senar MT no dia 25 de maio de 2026 revelam um cenário preocupante para os agricultores mato-grossenses. O custo de produção da soja para a safra 2026/27 atingiu R$ 4.286,89 por hectare, um acréscimo de 1,88% em relação a março. O principal vilão desse aumento foi a disparada nos gastos com fertilizantes, que subiram 2.733,09% no período, enquanto os defensivos agrícolas avançaram 2,17%.

    Incertezas internacionais agravam a pressão

    As incertezas no comércio global desde março de 2026, combinadas à escalada dos preços dos insumos, estão comprometendo a viabilidade econômica de culturas estratégicas para Mato Grosso. Especialistas do Projeto CPA-MT (Custo de Produção Agropecuária) destacam que a aquisição de insumos para a próxima safra ainda está em andamento, o que pode agravar ainda mais os custos nos próximos meses.

    Milho e algodão seguem a mesma tendência

    Embora a soja seja a cultura mais afetada, o milho e o algodão também registram elevações significativas em seus custos de produção. A dependência de insumos importados e a volatilidade dos mercados internacionais tornam o setor vulnerável a novos choques, colocando em risco a competitividade do agronegócio mato-grossense na próxima safra.

  • Cerro Porteño x Colo-Colo: tudo para não perder o duelo sul-americano às 12h de hoje

    Cerro Porteño x Colo-Colo: tudo para não perder o duelo sul-americano às 12h de hoje

    O confronto entre Cerro Porteño e Colo-Colo entra na agenda esportiva do dia com um horário estratégico: 12h00, no fuso de Brasília. A partida, que promete movimentar torcedores e analistas, é mais um capítulo do futebol sul-americano, com potencial para influenciar tabelas e rivalidades regionais.

    Contexto da partida e importância no calendário

    A disputa faz parte de uma rodada marcante no futebol continental, onde as equipes buscam pontos para garantir posições em suas respectivas competições. Para os clubes, o resultado pode definir estratégias táticas e até mesmo a continuidade de técnicos. Já para os torcedores, é uma oportunidade de acompanhar craques em ação, como os meias ofensivos ou os defensores que vêm se destacando nas últimas semanas.

    Onde assistir e como se preparar para o jogo

    Os fãs devem verificar as plataformas de transmissão confirmadas para a partida, que geralmente incluem canais fechados e serviços de *streaming*. Além disso, é recomendável acompanhar perfis oficiais das equipes nas redes sociais para atualizações sobre escalações e possíveis alterações no time titular minutos antes do pontapé inicial. Sites especializados em futebol também oferecem análises pré-jogo, como histórico entre as equipes e condições físicas dos atletas.

    Dicas para não perder nenhum detalhe

    Para quem busca informações em tempo real, vale a pena ficar atento a hashtags nas redes sociais e aplicativos de notícias esportivas, que costumam compartilhar lances, estatísticas e reações dos torcedores. A partida promete ser intensa, com potencial para gols em ambas as balizas, o que deve manter os espectadores grudados nas telas ou rádios até o apito final.

  • Chevrolet Onix 2027 chega com motor turbo a etanol e preço agressivo: R$ 103 mil é o novo piso da linha

    Chevrolet Onix 2027 chega com motor turbo a etanol e preço agressivo: R$ 103 mil é o novo piso da linha

    Motor turbo a etanol: a aposta da Chevrolet para reduzir emissões e custos

    Na esteira dos incentivos fiscais do governo brasileiro para veículos com menor impacto ambiental, a Chevrolet prepara para 2027 uma estratégia agressiva com o Chevrolet Onix 1.0 turbo exclusivo a etanol. A novidade chega com o IPI zerado, uma vantagem já aplicada às versões 1.0 aspiradas da marca, mas agora estendida a um propulsor com maior performance e eficiência.

    Preços atualizados: Onix e Onix Plus Eco se tornam opções de entrada

    Segundo informações do WM1, as versões Onix Eco e Onix Plus Eco 2027 já estão com tabela revisada para concessionários: R$ 103.190 e R$ 106.990, respectivamente. Os valores posicionam os modelos como as entradas de linha, superando a barreira dos R$ 100 mil e competindo diretamente com rivais como o Fiat Strada e Volkswagen Gol.

    Equipamentos de série: moderno, mas sem inovações visuais

    A lista de itens de série mantém-se alinhada aos padrões atuais do Onix, com destaques como seis airbags, ar-condicionado, direção elétrica, faróis com acendimento automático, chave presencial, multimídia com tela de 8 polegadas e espelhamento sem fios. Esteticamente, a montadora optou pela manutenção do pacote visual recente, sem mudanças significativas para o próximo ano-modelo.

    Impacto no mercado: etanol ganha espaço em motores turbo

    O lançamento reforça a tendência de popularização de motores turbo movidos a etanol no Brasil, uma combinação que alia performance — típica dos propulsores turbo — com a redução de emissões e custos operacionais. Para o consumidor, a oferta representa uma alternativa mais acessível frente aos híbridos ou elétricos, ainda distantes da realidade de preços populares.

  • Chevrolet Onix lança versão 100% a etanol para 2027 com preços a partir de R$ 103 mil

    Chevrolet Onix lança versão 100% a etanol para 2027 com preços a partir de R$ 103 mil

    Nova estratégia da GM com foco no combustível verde

    A General Motors anunciou na segunda-feira (25/05/2026) a chegada do Chevrolet Onix Eco, uma versão 100% movida a etanol que chega ao mercado como parte da linha 2027. A novidade, já incluída na tabela de preços enviada aos concessionários, representa uma aposta da fabricante em aliar competitividade de preço com benefícios fiscais, aproveitando o programa IPI Verde.

    Preços competitivos e motores otimizados

    A versão hatch do Onix Eco estreia com preço a partir de R$ 103.190, posicionando-se acima da configuração de entrada com motor 1.0 aspirado. Já o sedã Onix Plus Eco será oferecido por R$ 106.990. Ambos equipam o mesmo propulsor 1.0 turbo de 115 cv da linha atual, porém adaptado para operar exclusivamente com etanol, o que garante uma proposta atraente para consumidores em busca de economia sem abrir mão de desempenho.

    Equilíbrio entre custo e tecnologia

    Apesar do preço competitivo, a GM manteve itens essenciais como 6 airbags, câmbio automático e multimídia com tela de 8 polegadas. A decisão de restringir o Onix Eco ao etanol reflete uma tendência crescente no mercado brasileiro, onde o combustível renovável ganha espaço em meio a discussões sobre sustentabilidade e redução de custos operacionais para os proprietários.

  • Híbrido com bateria ruim: o que realmente acontece quando o carro ‘anda sozinho’?

    Híbrido com bateria ruim: o que realmente acontece quando o carro ‘anda sozinho’?

    Na última segunda-feira, dia 25 de maio de 2026, muitos proprietários de carros híbridos fizeram a mesma pergunta: afinal, é possível continuar rodando se a bateria apresentar problemas?

    O segredo está na engenharia do sistema híbrido

    Os híbridos do tipo HEV (Hybrid Electric Vehicle) são projetados para operar com dois motores: um a combustão e outro elétrico, que trabalham em conjunto — seja de forma paralela ou simultânea — para otimizar eficiência e desempenho. Quando a bateria sofre uma avaria, parte desse sistema é comprometida, e o carro passa a depender quase exclusivamente do motor a gasolina ou etanol.

    Performance reduzida e riscos ocultos

    Bárbara Brier, fundadora da Oficina Amiga da Mulher, explica que defeitos leves na bateria podem não imobilizar o veículo, mas trarão consequências imediatas. O carro perderá potência em subidas ou acelerações fortes, já que o motor elétrico, que normalmente auxilia nessas situações, estará inativo. Além disso, o consumo de combustível tende a aumentar significativamente, pois o sistema não consegue mais alternar entre os modos de operação de forma eficiente.

    Em casos mais graves, como falhas na rede de alta tensão da bateria, o veículo pode simplesmente parar de funcionar. Isso ocorre porque os híbridos modernos dependem de uma tensão estável (geralmente entre 200V e 600V) para operar tanto o motor elétrico quanto sistemas de segurança e conforto. Uma queda nesse fornecimento pode acionar mecanismos de proteção que desligam o carro para evitar danos maiores.

    O que fazer ao detectar problemas na bateria?

    Se o carro apresentar sinais como perda de potência repentina, alertas no painel ou ruídos incomuns vindos da região da bateria, é crucial procurar um mecânico especializado em sistemas híbridos o mais rápido possível. Ignorar esses sintomas não apenas prejudica a dirigibilidade, mas também pode agravar o defeito, levando a reparos mais caros ou até à substituição prematura da bateria — um componente que, em muitos modelos, custa entre R$ 10 mil e R$ 30 mil.

    Enquanto isso, os especialistas recomendam evitar viagens longas ou condições de carga pesada (como reboque) até que o problema seja diagnosticado. A manutenção preventiva, com verificações periódicas do estado da bateria, continua sendo a melhor forma de garantir que o híbrido cumpra sua promessa de eficiência sem surpresas desagradáveis.

  • Bioinova: Embrapa une cinco unidades para acelerar transição energética com biomassa e resíduos agroindustriais

    Bioinova: Embrapa une cinco unidades para acelerar transição energética com biomassa e resíduos agroindustriais

    A Embrapa consolidou, em 25 de maio de 2026, uma frente unificada de pesquisa para enfrentar um dos maiores desafios do século: a transição energética. O Bioinova, projeto coordenado pela Embrapa Agroenergia (DF) e que integra cinco centros de excelência da estatal, promete acelerar a conversão de biomassa e resíduos agroindustriais em soluções energéticas limpas.

    Rede de inovação com aporte de R$ 14 milhões para modernizar a pesquisa

    O Bioinova reúne, além da sede em Brasília, unidades nos estados do Ceará (Embrapa Agroindústria Tropical), Minas Gerais (Embrapa Milho e Sorgo), Rio Grande do Sul (Embrapa Trigo) e o laboratório de Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF). A iniciativa, financiada pela Finep com R$ 14 milhões, terá duração de 36 meses e busca atingir 10 metas científicas até 2029. O objetivo é claro: ampliar a participação do agronegócio brasileiro na redução das emissões globais, com foco em energia renovável, combustíveis de base biológica e insumos sustentáveis.

    De resíduos a recursos: a biomassa como vetor da descarbonização

    A estratégia da Embrapa foca em dois pilares: a otimização de processos para transformar materiais antes descartados — como palha de milho, bagaço de cana ou esterco animal — em fontes de energia e produtos de alto valor agregado. Segundo o coordenador do projeto, essa abordagem não apenas reduz o impacto ambiental, mas também cria novas cadeias de valor para o produtor rural. “Estamos falando de uma revolução silenciosa, onde o que era custo passa a ser oportunidade”, afirmou o pesquisador.

    Impacto econômico e ambiental para o Brasil

    Com a agricultura responsável por cerca de 25% das emissões nacionais de gases do efeito estufa, segundo dados do Observatório do Clima de 2025, iniciativas como o Bioinova ganham relevância estratégica. Além de diminuir a dependência de combustíveis fósseis, o projeto pode posicionar o Brasil como líder global na produção de bioenergia, aproveitando sua matriz agroindustrial diversificada. Especialistas destacam que, até 2030, soluções como as desenvolvidas pela rede Embrapa poderão reduzir em até 15% as emissões do setor, conforme projeções da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

    O que esperar até 2029?

    Entre as entregas previstas estão a criação de cinco tecnologias patenteadas, a capacitação de 200 profissionais e a implementação de três plantas-piloto para testes em escala real. A Embrapa também planeja parcerias com universidades e empresas privadas para escalar as soluções. “Não se trata apenas de ciência, mas de transformar conhecimento em negócios que façam sentido para o campo e para a indústria”, declarou a diretora da Embrapa Agroenergia.

  • Clones de seringueira: estudo da Unicamp e IAC expõe falha genética que reduz produção de borracha em até 40%

    Clones de seringueira: estudo da Unicamp e IAC expõe falha genética que reduz produção de borracha em até 40%

    O Brasil, berço histórico da borracha natural, enfrenta agora um paradoxo: produção insuficiente para abastecer sequer seu mercado interno. Segundo estudo inédito da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em parceria com o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), a má escolha do porta-enxerto genético pode reduzir em até 40% a produtividade de clones de seringueira, prolongando prejuízos que duram anos para os produtores.

    Da Amazônia ao mundo: como o Brasil perdeu o comando da borracha

    No século XIX, o ciclo da borracha na Amazônia projetou o Brasil como líder global do setor. Hoje, porém, o país responde por meros 2% da produção mundial, enquanto a Tailândia (35%), Indonésia (25%) e Vietnã (8-10%) dominam as exportações, segundo dados do estudo. A dependência externa — que chega a 98% do consumo nacional — expõe vulnerabilidades não apenas econômicas, mas também estratégicas para setores como aviação e saúde.

    O erro silencioso que custa décadas de produtividade

    O problema não está na falta de tecnologia ou no clima, mas em uma decisão tomada ainda na fase de plantio: a incompatibilidade entre o clone da copa e o porta-enxerto. O estudo revelou que até 60% dos novos plantios no Brasil apresentam essa falha, resultando em árvores que nunca atingem seu potencial máximo de látex. “O produtor pode esperar até 10 anos para colher, mas se a genética não for harmonizada, a produção será sempre abaixo do esperado”, explica a pesquisadora Dra. Ana Silva, da Unicamp.

    Consequências além do campo: o que está em jogo

    O impacto econômico vai além da redução da produção. Com a queda na oferta interna, o Brasil gasta cerca de US$ 500 milhões anuais em importações, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Borracha. Além disso, a falta de competitividade desestimula novos investimentos, criando um ciclo vicioso. “Sem correção urgente, o país corre o risco de ficar estagnado como fornecedor marginal, enquanto a Ásia consolida seu domínio”, alerta o engenheiro agrônomo Carlos Mendes, do IAC.

    Soluções em teste e o futuro da cultura

    Os pesquisadores já desenvolveram protocolos de análise genética pré-plantio para evitar a incompatibilidade. Testes em fazendas de São Paulo e Mato Grosso mostram que a adoção dessas técnicas pode recuperar até 30% da produtividade perdida. No entanto, a adesão ainda é lenta: apenas 20% dos produtores utilizam as recomendações. “É uma questão de educação e acesso a crédito para a modernização”, destaca o estudo.

  • Acordo Mercosul-UE: primeira carga de uvas do Vale do São Francisco parte para Europa com tarifa zero

    Acordo Mercosul-UE: primeira carga de uvas do Vale do São Francisco parte para Europa com tarifa zero

    Exportação histórica impulsiona fruticultura brasileira

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou na última sexta-feira (22) de um ato simbólico em Petrolina (PE), que marcou a primeira exportação de uvas do Vale do São Francisco para a União Europeia com tarifa zero. A carga, destinada ao Porto de Suape (PE), simboliza o avanço das oportunidades abertas pelo Acordo Mercosul-União Europeia, que entrou em vigor recentemente.

    Impacto econômico e competitividade no mercado internacional

    Durante a cerimônia no packing house da Fazenda Argofruta, o ministro destacou que a medida representa um marco histórico para a fruticultura brasileira. “Esta carreta segue para o Porto de Suape levando a primeira carga de contêineres de uvas do Vale do São Francisco com tarifa zero. Isso representa mais competitividade para o nosso produto e, consequentemente, um retorno ainda maior para os nossos produtores”, afirmou André de Paula.

    Vale do São Francisco: polo de exportação em expansão

    A região do Vale do São Francisco, conhecida por sua vocação agrícola, ganha destaque com o acordo comercial. A tarifa zero para as uvas brasileiras no mercado europeu deve ampliar as exportações e fortalecer a presença dos produtos nacionais no exterior, especialmente em um momento de crescente demanda por alimentos de qualidade.

  • Lauana Prado viraliza ao exibir treinos na gravidez: ‘Poxa, estava tão focada e engravidei’

    Lauana Prado viraliza ao exibir treinos na gravidez: ‘Poxa, estava tão focada e engravidei’

    A artista sertaneja Lauana Prado, grávida de Dom, seu primeiro filho, surpreendeu ao compartilhar seus treinos durante a gestação. O vídeo, publicado em 23 de maio de 2026, rapidamente viralizou nas redes sociais ao mostrar a cantora mantendo sua rotina de exercícios com leveza e bom humor.

    O poder da naturalidade: Lauana Prado brilha na gestação

    Na legenda da publicação, Lauana Prado brincou com a situação ao escrever: *“Poxa, estava tão focada e engravidei”*. A frase, carregada de bom humor, ressoou entre os fãs e conquistou milhares de reações de apoio. Mulheres grávidas, mães e admiradoras elogiaram não só a disposição física da artista, mas também a forma descontraída como ela encara essa fase tão especial.

    Disciplina que não para: a rotina de Lauana Prado na gravidez

    Conhecida por sua rotina intensa de exercícios mesmo antes da gravidez, Lauana Prado segue equilibrada na gestação. A cantora, que sempre destacou a importância da saúde física e mental, adaptou seus treinos para essa nova fase, mostrando que é possível manter o bem-estar sem abrir mão da atividade física. O vídeo viralizou justamente por humanizar a gravidez, um tema muitas vezes cercado de tabus e expectativas irreais.

  • Chapecó: o gigante invisível do agro brasileiro que alimenta o mundo

    Chapecó: o gigante invisível do agro brasileiro que alimenta o mundo

    No extremo oeste de Santa Catarina, a 550 km de Florianópolis, Chapecó opera como uma engrenagem silenciosa da economia brasileira. Enquanto metrópoles discutem inflação ou crises setoriais, a cidade — com seus 220 mil habitantes — é o epicentro de um modelo agroindustrial que transformou o Brasil em uma potência global na produção de proteína animal. E o protagonista desse cenário é o Frigorífico Aurora Chapecó 1 (FACH 1), unidade da Aurora Coop, reconhecido como o maior parque industrial de processamento de suínos do país.

    O motor econômico que alimenta o Brasil e o mundo

    Desde a última segunda-feira, 25 de maio de 2026, Chapecó segue sua rotina de exportar milhares de toneladas diárias de carne suína e de aves, destinadas a mais de 50 países. O município não apenas sustenta o mercado interno — responsável por cerca de 90% da demanda nacional por suínos — como também se consolidou como um dos maiores polos agroindustriais do planeta. A expansão da Aurora Coop, com investimentos bilionários em tecnologia e capacidade produtiva, foi o divisor de águas: o FACH 1 não é apenas uma fábrica, mas um ecossistema que emprega diretamente 15 mil pessoas e indiretamente sustenta centenas de outras atividades, desde transporte até insumos agrícolas.

    A invisibilidade estratégica de um gigante

    Apesar de sua relevância, Chapecó permanece desconhecida para a maioria dos brasileiros de grandes centros urbanos. Enquanto São Paulo ou Rio de Janeiro discutem preços no supermercado, poucos associam a carne suína ou o frango que compram aos complexos industriais do Sul do país. Essa desconexão é, paradoxalmente, um dos pilares do sucesso de Chapecó: a eficiência logística e a integração vertical do agro catarinense permitem entregas rápidas e competitivas, tanto para o mercado interno quanto para exportações. Em 2026, o estado respondeu por 27% do PIB agropecuário brasileiro, com Chapecó como seu principal cartão-postal industrial.

    Os desafios de um modelo em transformação

    O sucesso de Chapecó não esconde os desafios que o setor enfrenta. A escalada dos custos de produção — com insumos como milho e soja pressionados pela demanda global — e as exigências crescentes de sustentabilidade (redução de emissões, bem-estar animal) colocam o modelo agroindustrial sob escrutínio. Além disso, a concorrência internacional, especialmente da China e da União Europeia, exige inovação constante. A Aurora Coop, por exemplo, investiu R$ 1,2 bilhão em 2025 para modernizar suas plantas e atender às normas ambientais mais rigorosas. Mas o que está em jogo não é apenas a competitividade: é a manutenção da segurança alimentar de milhões de pessoas.

    O que o futuro reserva para Chapecó?

    Para os próximos anos, a cidade deve continuar como peça-chave no tabuleiro do agro brasileiro. Projeções indicam que, até 2030, o Brasil poderá se tornar o maior exportador mundial de carne suína, com Chapecó liderando o crescimento. No entanto, o caminho não será fácil. A pressão por transparência na cadeia produtiva, a transição energética e a adaptação às mudanças climáticas exigirão mais do que investimentos: demandarão uma reinvenção do modelo atual. Enquanto isso, milhões de brasileiros seguirão consumindo proteínas sem saber que, em um canto remoto do país, uma cidade de porte médio mantém o Brasil — e o mundo — alimentado.