Nissan aposenta Sentra no Brasil: sedã médio dá lugar a estratégia elétrica com foco em SUVs

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A Nissan do Brasil anunciou o fim da importação do Sentra, sedã médio que marcou presença no mercado desde 2004. A decisão, segundo o colunista Jorge Moraes da CNN, encerra uma era em que o modelo competia diretamente com o Toyota Corolla e o Honda Civic, mas perdeu espaço para tendências como a eletrificação e a preferência por SUVs.

Sentra: do topo ao abandono em duas décadas

O Sentra, oferecido em duas versões — Advance (R$ 174.490) e Exclusive (R$ 198.790) —, chegou ao Brasil com um motor 2.0 a gasolina, câmbio CVT e potência de 151 cv. No entanto, suas vendas despencaram: foram apenas 341 unidades comercializadas no primeiro semestre de 2026, contra 13.025 do Corolla no mesmo período. O declínio reflete mudanças no perfil do consumidor, que prioriza veículos mais altos (SUVs) e tecnologias como os motores híbridos ou elétricos — caso do BYD King, que ganha tração no segmento.

Custos e estratégia: por que a Nissan desistiu?

A decisão de abandonar o Sentra não é isolada. Além da queda nas vendas, pesaram os altos custos de importação do México — onde o modelo era produzido — e a necessidade de realocar recursos para a linha de SUVs e elétricos da marca. A Nissan, que já enfrenta desafios de competitividade no Brasil, aposta agora em modelos como o Kicks e o Leaf para reverter o cenário.

O que esperar agora?

A aposentadoria do Sentra não significa o fim imediato do modelo nas concessionárias, pois ainda há estoques e unidades em exposição. No entanto, a estratégia da Nissan sinaliza uma guinada: menos sedãs importados e mais foco em eletrificação e SUVs, alinhada às demandas de um mercado cada vez mais exigente por inovação e praticidade.

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