Autor: Roberto Neves

  • GWM Haval H9 ganha versão ‘Selection’ por R$ 4 mil a mais: o que muda no SUV de sete lugares?

    GWM Haval H9 ganha versão ‘Selection’ por R$ 4 mil a mais: o que muda no SUV de sete lugares?

    Um upgrade visual com preço premium

    A GWM expandiu a linha do Haval H9 no mercado brasileiro na data de hoje com a versão ‘Selection’, posicionada como uma opção intermediária entre os modelos de entrada e os de topo. Por R$ 339 mil, o consumidor paga R$ 4 mil a mais em relação à configuração convencional, mas recebe apenas melhorias estéticas — um movimento que reforça a estratégia da marca de diversificar sua oferta sem alterar a mecânica ou a estrutura básica do veículo.

    Detalhes que fazem a diferença — ou não

    A carroceria da versão ‘Selection’ é pintada exclusivamente na cor Cinza Zenith, uma tonalidade metálica que se destaca no segmento de SUVs de sete lugares. Externamente, a grade dianteira e a moldura dos faróis ganham acabamento em preto brilhante, conferindo um visual mais agressivo. As rodas de liga leve, agora com aro 19” e desenho inédito, complementam a reestilização. No interior, o destaque é o tom Marrom Saibro, aplicado nos bancos, portas e parte do console central, criando um contraste elegante com os demais elementos do painel.

    Tecnologia e segurança mantêm a promessa do H9

    Apesar das mudanças visuais, a versão ‘Selection’ preserva as características técnicas do Haval H9, como o motor 2.4 turbo diesel de 177 cavalos e 42,8 kgfm de torque, aliado a sete modos de condução para diferentes terrenos. O SUV mantém ainda sistemas avançados de segurança, como câmera 360° (não 540°, como mencionado no resumo original) e assistência à condução, além de telas Full HD para os ocupantes e carregamento sem fio para dispositivos. Para sete passageiros, o conforto permanece como um dos pontos fortes do modelo.

    O dilema do consumidor: vale o upgrade?

    Com a chegada da versão ‘Selection’, a GWM reforça sua aposta no Haval H9 como um SUV versátil e acessível, mesmo em sua configuração mais básica. No entanto, a pergunta que fica é se os R$ 4 mil adicionais justificam a escolha por esta versão, já que as melhorias são predominantemente estéticas. Para quem busca diferenciação visual sem abrir mão da robustez mecânica e dos sistemas de segurança do H9, a ‘Selection’ pode ser uma opção interessante — desde que o bolso permita.

  • Bahia Farm Show 2026 consolida-se como polo global do agronegócio com presença de 4 países e executivos internacionais

    Bahia Farm Show 2026 consolida-se como polo global do agronegócio com presença de 4 países e executivos internacionais

    O poder do agronegócio brasileiro no exterior ganhou ainda mais visibilidade durante a Bahia Farm Show 2026, encerrada em 13 de junho na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA). O evento, chancelado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), consolidou-se como uma das principais vitrines do setor agrícola nacional para investidores internacionais, com a participação de representantes de quatro países e executivos de grandes marcas do setor.

    Uma feira que transcende fronteiras: China, Angola e Portugal em destaque

    A edição deste ano não apenas manteve a tradição de atrair compradores e vendedores globais, mas também ampliou a presença de delegações estrangeiras. Uma comitiva da China marcou presença com um estande próprio, demonstrando o interesse crescente do gigante asiático nas tecnologias e na produção agrícola do Oeste baiano. Além disso, representantes de Angola e Portugal se fizeram presentes, buscando oportunidades em um setor que tem impulsionado a economia regional — como a exportação de couro, que registrou aumento no faturamento.

    Tecnologia e gestão eficiente: o DNA da BFS

    Organizada em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), a Fundação Bahia e a Associação dos Revendedores de Máquinas e Implementos Agrícolas (Assomiba), a feira destacou-se não apenas pela atração de compradores, mas também pela apresentação de soluções inovadoras para o campo. Desde sistemas de irrigação de alta precisão até técnicas de plantio sustentável, a BFS 2026 reforçou a imagem do agronegócio brasileiro como um setor cada vez mais tecnológico e alinhado às demandas globais de eficiência e sustentabilidade.

    O que o futuro reserva para o agronegócio do Oeste da Bahia?

    Com a presença de líderes internacionais e a crescente demanda por produtos agropecuários brasileiros, a Bahia Farm Show não apenas se consolida como um evento estratégico para o setor, mas também como um termômetro das tendências globais. A expansão das exportações — como a de couro, que tem ganhado mercado em países como a China — e o investimento em inovação no campo sugerem que a região seguirá como um dos principais polos de crescimento do agronegócio nacional nos próximos anos.

  • BNDES injeta R$ 500 milhões na FS e lança maior fábrica de etanol de milho do Brasil em Mato Grosso

    BNDES injeta R$ 500 milhões na FS e lança maior fábrica de etanol de milho do Brasil em Mato Grosso

    Um salto estratégico para o etanol de milho no Brasil

    Na última segunda-feira (16 de junho de 2026), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deu o sinal verde para um investimento de R$ 500 milhões na construção da maior unidade industrial de etanol de milho do país. A nova planta da FS, uma das líderes do setor, será instalada em Campo Novo do Parecis (MT), região que já desponta como um dos principais polos agrícolas do Brasil. Com um aporte total de R$ 2,07 bilhões, o projeto não apenas reforça a capacidade produtiva da empresa, mas também acelera a transformação de Mato Grosso no coração da nova era da bioenergia nacional.

    Capacidade recorde e impacto econômico

    A unidade, que deve entrar em operação até 2028, será capaz de processar 1,2 milhão de toneladas de milho anualmente, gerando uma produção estimada de 540 milhões de litros de etanol por ano. Além de impulsionar a matriz energética renovável do país, o empreendimento promete criar milhares de empregos diretos e indiretos na região, movimentando a economia local e atraindo novos investimentos para o Centro-Oeste. O projeto ainda alinha-se à crescente demanda global por combustíveis sustentáveis, consolidando o Brasil como fornecedor estratégico de biocombustíveis.

    Mato Grosso no centro da revolução do etanol

    Campo Novo do Parecis foi escolhida pela FS por sua localização privilegiada, próxima a grandes áreas de produção de milho e com infraestrutura logística robusta, incluindo acesso a rodovias e hidrovias. A instalação da nova unidade não só amplia a produção nacional de etanol de milho — hoje concentrada em estados como Goiás e Mato Grosso — como também posiciona o estado como um dos principais hubs de bioenergia do país. Especialistas destacam que, com essa planta, Mato Grosso poderá responder por até 30% da oferta nacional de etanol de milho já em 2029.

    O que esperar do setor nos próximos anos

    O investimento da FS reflete uma tendência crescente no agronegócio brasileiro: a diversificação energética. Enquanto o etanol de cana-de-açúcar já é consolidado, o etanol de milho ganha tração pela sua eficiência em regiões de segunda safra (como o Cerrado) e pela menor sazonalidade na produção. Com a ampliação da capacidade anunciada, espera-se que o Brasil reduza sua dependência de importações de gasolina e consolide sua liderança em biocombustíveis, além de criar um efeito dominó em inovação tecnológica e pesquisa agrícola no campo.

  • CAOA Changan CS75 chega ao Brasil por R$ 199.990: o SUV médio que disputa espaço com gigantes

    CAOA Changan CS75 chega ao Brasil por R$ 199.990: o SUV médio que disputa espaço com gigantes

    O grupo CAOA Changan oficializou, na última segunda-feira (15/06/2026), o lançamento do CS75 no Brasil, um SUV médio que já chega produzido na unidade de Anápolis (GO). Com preço de tabela fixado em R$ 199.990, o modelo assume o posto de carro-chefe da marca, posicionando-se entre o Changan Uni-T e o Avatr 11 em termos de segmentação.

    Um gigante em dimensões, mas com preço de entrada

    Medindo 4,77 m de comprimento, 1,91 m de largura e 1,705 m de altura, o CS75 ostenta números que o aproximam de SUVs de porte grande. Sua distância entre-eixos de 2,80 m — a mesma do Jeep Commander — garante espaço interno generoso, com um porta-malas que acomoda até 725 litros, um dos maiores da categoria. Apesar do porte avantajado, o preço de lançamento surpreende: R$ 199.990, valor que, em tese, o coloca em disputa com SUVs médios mais compactos.

    Design oriental e cores discretas: o estilo Changan

    A dianteira do CS75 segue o DNA da marca chinesa, com uma grade frontal ampla integrada aos faróis — equipados com aletas ativas — e estendendo-se ao para-choque por meio de quatro filetes verticais. As opções de cor, por outro lado, são minimalistas: o modelo será oferecido apenas em Branco Perolizado, Preto Metálico ou Cinza Metálico, sem grandes ousadias cromáticas.

    Concorrência acirrada e estratégia de mercado

    O CS75 chega para brigar com modelos como o Jeep Commander e o CAOA Chery Tiggo 8, embora seu preço o situe em um patamar inferior ao de seus principais rivais. A aposta da Changan parece clara: oferecer um SUV de dimensões generosas, mas com preço competitivo, aproveitando a fábrica de Anápolis para reduzir custos logísticos. Resta saber se os consumidores brasileiros, acostumados a marcas tradicionais, abraçarão a proposta chinesa em um segmento cada vez mais disputado.

  • Frentes frias redefinem o clima no Brasil: chuvas irregulares e alerta no agro até 22 de junho

    Frentes frias redefinem o clima no Brasil: chuvas irregulares e alerta no agro até 22 de junho

    A partir desta semana, o Brasil enfrenta uma nova dinâmica climática impulsionada pelo avanço de frentes frias, conforme alerta o INMET. A previsão, válida até 22 de junho, indica um padrão de chuvas irregulares em regiões estratégicas para o agronegócio, como o Centro-Oeste e o Norte do país, onde os maiores volumes de precipitação são esperados.

    Impacto imediato nas lavouras e pecuária

    O cenário climático em transformação exige atenção redobrada dos produtores rurais. Enquanto algumas áreas registram chuvas acima da média histórica, outras enfrentam tempo seco persistente, o que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras de segunda safra e a qualidade das pastagens. A combinação de instabilidade e seca segmentada já afeta decisões logísticas e de planejamento nas propriedades.

    Norte: o epicentro das chuvas no país

    Dados do INMET confirmam que a Região Norte será a mais impactada pelas precipitações nos próximos dias, com acumulados significativos que podem aliviar a seca em estados como Rondônia e Acre, mas também exigirão cuidados para evitar enchentes e danos às culturas. A irregularidade das chuvas, no entanto, mantém a incerteza sobre o volume exato necessário para repor os níveis de umidade do solo em outras regiões.

    Consequências para a logística e o mercado

    A disparidade climática entre as regiões tende a criar gargalos na cadeia produtiva. Enquanto o Sul pode enfrentar dificuldades com excesso de umidade, o Centro-Oeste lidará com a necessidade de ajustes nas operações de colheita. O mercado, por sua vez, monitora de perto os efeitos sobre os preços de commodities, como soja e milho, cujas safras estão em fase crítica de desenvolvimento.

  • GWM Haval H9 Selection 2027 chega ao Brasil por R$ 339 mil com acabamento premium e motor a diesel

    GWM Haval H9 Selection 2027 chega ao Brasil por R$ 339 mil com acabamento premium e motor a diesel

    Um visual premium para o H9: cinza acetinado e interior marrom

    O GWM Haval H9 Selection 2027 estreia no mercado brasileiro com um design que remete aos SUVs de alto padrão, combinando carroceria em Cinza Zenith acetinado e interior em tons marrons. A estratégia da GWM é clara: oferecer um produto com apelo de luxo, mesmo que mantendo a mecânica e estrutura do modelo tradicional.

    Mecânica inalterada, mas refinamento visual

    Por R$ 339 mil — apenas R$ 4 mil a mais que a versão standard —, o Selection 2027 mantém o consagrado motor 2.4 turbodiesel (184 cv e 48,9 kgfm) acoplado a um câmbio automático de 9 marchas e tração 4×4 com reduzida. Não há mudanças na suspensão ou sistemas off-road, mas os detalhes como rodas e pneus pintados em preto e grade dianteira escurecida integram o pacote 2027.

    Tecnologia e conectividade: o que falta para igualar a China

    O interior do modelo brasileiro traz duas telas: uma de 10,25″ para o painel digital e outra de 14,6″ para o multimídia, com espelhamento sem fios. Enquanto a versão chinesa já recebeu o Coffee OS e uma tela maior, o Brasil ainda aguarda atualizações que prometem mais conectividade e personalização.

  • Caoa Changan CS75 chega ao Brasil por R$ 199,99 mil como rival do Jeep Compass e Corolla Cross

    Um gigante compacto no preço de médio

    O Caoa Changan CS75 chega ao Brasil com um paradoxo interessante: mede 4,77 metros de comprimento e tem dimensões superiores a SUVs como o Jeep Commander e o Haval H6, além de superar até modelos premium como o Mercedes-Benz GLB e o Audi Q5, mas é lançado com preço de R$ 199.990 — valor típico de SUVs compactos como o Jeep Compass ou o Toyota Corolla Cross. A estratégia da marca é clara: oferecer um produto maior, mais equipado e com tecnologia avançada sem precisar recorrer a motorizações híbridas, tão comuns no segmento atualmente.

    Tecnologia e conforto como diferenciais

    Na versão única Infinity, o CS75 destoa pela lista de equipamentos. O interior conta com três telas integradas (instrumentos, multimídia e para o passageiro), sistema de ventilação, aquecimento e massagem nos bancos, além de um completo pacote ADAS de segurança. O porta-malas de 725 litros, com assoalho rebaixado, reforça a versatilidade do modelo, que promete atender tanto famílias quanto motoristas que buscam espaço sem abrir mão do design esportivo.

    Motorização 1.5 turbo flex: força tropicalizada

    O coração do CS75 é um propulsor 1.5 turbo flex de 180 cv, com calibração exclusiva para o mercado brasileiro. A escolha por não oferecer versões híbridas ou elétricas pode ser interpretada como um reflexo da realidade do consumidor nacional, onde a infraestrutura ainda privilegia os motores a combustão. A Caoa Changan aposta, assim, em um equilíbrio entre desempenho e custo-benefício, visando conquistar quem prioriza robustez e preço justo.

    Posicionamento no mercado brasileiro

    Ao desembarcar no Brasil, o CS75 entra em um segmento já saturado, mas com um diferencial de tamanho e preço. Enquanto rivais como o Corolla Cross e o Compass disputam a faixa de R$ 200 mil com modelos mais compactos, o CS75 chega maior, com mais tecnologia embarcada e um apelo de SUV médio em um preço de compacto. Resta saber se os consumidores brasileiros, cada vez mais exigentes com eficiência energética, verão valor nesse trade-off entre tamanho e motorização tradicional.

  • IPCF recua 0,4% em junho: commodities em baixa e ureia despenca 15%, mas dólar ameniza impactos na safra 2026

    IPCF recua 0,4% em junho: commodities em baixa e ureia despenca 15%, mas dólar ameniza impactos na safra 2026

    Commodities em queda livre: petróleo e grãos pressionam insumos

    O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) de junho de 2026 registrou 1,55, uma leve retração de 0,4% em relação a maio, impulsionada pela queda de 6% nas commodities. Entre os principais vilões, o petróleo liderou as baixas ao recuar 18%, reflexo da sobreoferta global e do enfraquecimento da demanda em economias-chave. No front interno, a colheita recorde da safra de soja — com queda de 7% nos preços — e o início da colheita do milho safrinha (3% de desvalorização) exerceram pressão adicional sobre os custos dos fertilizantes.

    Ureia despenca 15%, mas dólar e fosfatados ajudam a conter o estrago

    As matérias-primas seguiram a tendência de baixa, com recuo médio de 4%. A ureia, insumo crítico para a agricultura brasileira, registrou a maior queda: 15% no período. O superfosfato simples também cedeu 7%, enquanto o cloreto de potássio subiu 2% e o fosfato monoamônico avançou 1%, amenizando o impacto negativo. A desvalorização do dólar frente ao real (2,5% no mês) contribuiu para reduzir a pressão sobre os preços no mercado interno, mas não foi suficiente para evitar o alerta para os custos da safra 2026.

    Atrazo nas compras e incertezas globais: o que vem por aí

    O recuo nos preços dos fertilizantes, embora benéfico para o bolso do produtor no curto prazo, esconde riscos para a próxima safra. O atraso nas compras — motivado pela expectativa de novos ajustes nos preços — pode resultar em escassez de insumos nos momentos críticos, como o plantio. Além disso, a volatilidade das commodities e a dependência de fatores externos, como o preço do petróleo e a safra global de grãos, mantêm os produtores em estado de alerta. Para o agronegócio, que já enfrenta margens apertadas, a combinação de preços instáveis e demanda crescente pode redefinir estratégias de plantio e aquisição de insumos.

  • IBS e CBS: o produtor rural está em xeque com a nova tributação?

    IBS e CBS: o produtor rural está em xeque com a nova tributação?

    Reforma tributária joga luz sobre o campo: vale a pena aderir ao IBS e CBS?

    A partir de 2026, a reforma tributária brasileira — ancorada no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — redefine a tributação no setor agropecuário. Produtores rurais com faturamento anual inferior a R$ 3,6 milhões ganham o direito de optar entre continuar no regime tradicional ou migrar para o novo sistema, baseado na não cumulatividade ampla. A escolha, porém, não é apenas burocrática: impacta diretamente a margem de lucro, a capacidade de investimento e até o acesso a linhas de crédito.

    O que muda para o produtor com a adesão ao IBS/CBS?

    No novo modelo, o produtor passa a ser contribuinte direto do IBS e da CBS, mas com a vantagem de poder aproveitar créditos tributários sobre insumos, equipamentos e serviços. Por outro lado, a alíquota incidente sobre a receita de venda de produtos rurais (como grãos ou carne) tende a ser superior à atual, especialmente em estados com alta carga tributária. A equação, portanto, depende de dois fatores: o volume de créditos passíveis de recuperação e o aumento real da alíquota efetiva.

    Para produtores com margens apertadas — comuns em culturas como soja ou milho —, a migração pode significar um custo adicional. Já aqueles com alto grau de verticalização (como granjas ou laticínios) podem se beneficiar da recuperação de créditos em toda a cadeia, reduzindo a carga tributária global.

    Limite de R$ 3,6 milhões: uma porta aberta ou um risco?

    A Lei Complementar nº 214/2025, sancionada em dezembro de 2025, estabelece que o produtor rural (pessoa física ou jurídica) com receita bruta anual inferior ao teto poderá optar pela não adesão ao IBS/CBS. Essa flexibilidade é crucial para evitar prejuízos em um setor já pressionado por custos logísticos e volatilidade de preços. No entanto, a decisão deve considerar três variáveis:

    • Créditos tributários: Quanto maior o volume de insumos e serviços tributados na compra, maior o potencial de economia com a recuperação de créditos no novo regime.
    • Alíquota efetiva: Comparar a carga tributária atual (ICMS, PIS/Cofins, IPI) com a alíquota combinada do IBS/CBS, que deve situar-se entre 25% e 27% em 2026.
    • Complexidade operacional: O novo sistema exige controle rigoroso de notas fiscais e apuração mensal — um desafio para pequenos e médios produtores sem estrutura contábil.

    O que dizem especialistas sobre o tema?

    Economistas do setor agro avaliam que a adesão ao IBS/CBS só é vantajosa para o produtor rural se a soma de créditos recuperados superar o aumento da alíquota sobre a receita. “Produtores com alto consumo de defensivos agrícolas ou energia elétrica tendem a se beneficiar”, afirma a consultora tributária Fernanda Oliveira, do escritório AgroTax. Já a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomenda cautela: “A transição deve ser analisada caso a caso, com simulações detalhadas”, alerta um estudo da entidade publicado em maio de 2026.

    Para produtores que optarem pela não adesão, a manutenção do regime atual (com ICMS e contribuições) segue válida, mas sem a possibilidade de recuperar créditos do IBS/CBS futuramente — uma desvantagem em um mercado cada vez mais competitivo.

    Conclusão: o momento é de planejamento, não de decisão instantânea

    A data-base de 16 de junho de 2026 marca o início de um período de transição, não de definições definitivas. Produtores rurais têm até dezembro de 2026 para decidir se migram ou não para o IBS/CBS — mas o ideal é começar as simulações já. Ferramentas digitais de gestão tributária, aliadas a consultorias especializadas, podem ajudar a mapear os impactos. Afinal, no agro, cada real conta: seja na hora de vender a safra ou de pagar os impostos.

  • Fiat Strada mantém liderança, mas VW Polo e T-Cross avançam no mercado de junho

    Fiat Strada mantém liderança, mas VW Polo e T-Cross avançam no mercado de junho

    A disputa pelo topo do mercado automotivo brasileiro na 1ª quinzena de junho de 2026 revela um cenário de alta concorrência, com a Fiat Strada mantendo a liderança, mas perdendo fôlego em relação ao mês anterior. Segundo os dados oficiais da Fenabrave, a picape registrou 6.111 emplacamentos, uma queda de mais de 700 unidades em comparação com a primeira metade de maio.

    Polo e T-Cross: a ascensão da Volkswagen no mercado

    A Volkswagen conquistou dois postos no pódio, com o Polo (4.659) reduzindo a diferença para a Strada para menos de 1,5 mil unidades. Já o T-Cross (4.235) registrou crescimento, contrariando a tendência de queda de outros modelos. Enquanto isso, o Hyundai HB20 (3.808) e o Argo (3.423) ocuparam as posições seguintes, com o VW Tera empatando na 5ª posição (3.423).

    BYD e Creta: a diversificação do mercado

    A BYD manteve dois modelos no top 10, com o Dolphin Mini (2.972) e o Song (2.899), ambos atrás do Hyundai Creta (3.062). A marca chinesa segue firme na expansão, enquanto o Creta consolida sua posição como um dos SUVs mais vendidos. O Chevrolet Onix (2.650), 10º colocado, mantém sua trajetória estável, enquanto o BYD Dolphin (2.396) avança rumo a um novo recorde de vendas no país.

    Kwid: o único modelo de entrada acima de 1,5 mil unidades

    O Renault Kwid (1.993) se destaca como o único modelo de entrada com mais de 1,5 mil emplacamentos na primeira quinzena de junho, reforçando sua relevância no segmento popular. A marca francesa, contudo, ainda busca recuperar o fôlego perdido nos meses anteriores.