Autor: Roberto Neves

  • Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    Fenasucro & Agrocana 2026 inova com rastreio de emissões e gestão total de resíduos em Sertãozinho

    A Fenasucro & Agrocana 2026, maior evento global do setor de bioenergia, consolida sua trajetória de inovação na última edição antes do marco de 2026, reforçando compromissos ambientais com duas frentes inéditas: a mensuração detalhada das emissões de gases de efeito estufa (GEE) desde a montagem até a desmontagem dos estandes, e a implementação de um modelo de gestão de resíduos que abrange todas as fases do evento.

    GHG Protocol como base para transparência nas emissões

    A metodologia adotada segue as diretrizes do GHG Protocol, padrão internacional para contabilização de emissões, garantindo rigor técnico e comparabilidade dos dados. O projeto, batizado de Canaoeste Green — desenvolvido em parceria com a Associação dos Plantadores de Cana do Oeste de São Paulo (Canaoeste) — será aplicado durante a feira, que ocorre de 11 a 14 de agosto no Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho (SP).

    Gestão de resíduos integrada do início ao fim

    A Biocoop, responsável pela estruturação do sistema, coordenará desde a coleta seletiva até a destinação final dos resíduos gerados, assegurando que menos de 1% dos materiais encerre em aterros sanitários. A iniciativa reflete a pressão crescente do mercado por práticas ESG (Environmental, Social and Governance), especialmente no agronegócio, que enfrenta desafios financeiros e regulatórios no campo.

    Sustentabilidade como diferencial competitivo

    Para o setor, que já opera com margens apertadas, a adoção dessas medidas não é apenas uma resposta a demandas ambientais, mas também um diferencial de mercado. A Fenasucro & Agrocana, ao alinhar suas operações ao GHG Protocol, sinaliza aos participantes — que incluem desde pequenos produtores até grandes indústrias — que a transição para modelos mais sustentáveis é viável e necessária para manter a competitividade global.

  • BYD Dolphin G: híbrido com 1.040 km de autonomia chega à Europa em setembro por menos de R$ 136 mil

    BYD Dolphin G: híbrido com 1.040 km de autonomia chega à Europa em setembro por menos de R$ 136 mil

    O lanche híbrido que promete revolucionar o segmento compacto

    Na última quarta-feira (4 de junho), a BYD oficializou na Europa o Dolphin G DM-i, um hatch híbrido que chega ao mercado com números que desafiam a concorrência. O modelo, revelado em maio, será produzido em Budapeste (Hungria) e entregue a partir de setembro, com preço inicial estimado em menos de 20 mil euros — cerca de R$ 136 mil na conversão direta.

    Autonomia recorde e motorização eficiente

    O destaque fica por conta da autonomia total de até 1.040 km, graças à combinação de um motor 1.5L a combustão com até 212 cv e um sistema elétrico capaz de percorrer 105 km sem emitir CO₂. A aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos coloca o Dolphin G em pé de igualdade com rivais como Renault Clio, Volkswagen Polo e Toyota Yaris, mas com a vantagem de ser um híbrido não plug-in — ou seja, sem a necessidade de recarregar na tomada.

    Tecnologia e versões para agradar diferentes perfis

    O interior do modelo traz recursos premium, como tela multimídia de até 12,8 polegadas e acabamentos modernos. A BYD oferecerá quatro versões no mercado europeu: Active, Boost, Comfort e Sport, permitindo que o consumidor escolha entre praticidade, performance ou luxo. A estratégia da fabricante chinesa é clara: disputar o segmento dos compactos sem abrir mão da inovação — e sem depender de subsídios governamentais para híbridos plug-in, como ocorre em alguns países.

    O que esperar do Brasil?

    Ainda não há confirmação oficial sobre a chegada do Dolphin G ao Brasil, mas o preço competitivo e a autonomia atraente já acendem expectativas. Se a BYD mantiver o ritmo de expansão global, é provável que o modelo seja avaliado para o mercado nacional, onde os híbridos sem plug-in ganham força diante dos altos custos de importação de elétricos puros. Por enquanto, a Europa será o primeiro laboratório para testar a aceitação deste novo conceito de mobilidade.

  • Veto presidencial à Lei dos Safristas é rechaçado pela FAEP; entidade busca derrubada no Congresso

    Veto presidencial à Lei dos Safristas é rechaçado pela FAEP; entidade busca derrubada no Congresso

    O Sistema FAEP (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraná) reagiu com veemência ao veto presidencial ao Projeto de Lei 715/2023, publicado no Diário Oficial da União em 11 de junho de 2026. A proposta, conhecida como Lei dos Safristas, havia sido aprovada por unanimidade tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, mas foi integralmente vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Um retrocesso para a formalização do trabalho rural

    A medida visava assegurar que trabalhadores temporários do campo mantivessem o acesso ao Bolsa Família mesmo após assinarem contratos formais de safra. Com o veto, a FAEP alerta que o cenário de informalidade persiste, prejudicando não apenas os trabalhadores — que ficam vulneráveis à precarização — mas também a própria estrutura produtiva do agronegócio.

    A FAEP mobiliza-se para derrubar o veto

    Em nota, a entidade afirmou que trabalhará em articulação com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para reverter a decisão no Congresso. Segundo a FAEP, o veto interrompe uma solução há anos reivindicada pelo setor: “A formalização no campo não pode ser tratada como inimiga da proteção social. Pelo contrário, é o caminho para dignificar quem produz alimentos para o país”, declarou um dirigente da federação.

    Consequências do veto para o trabalhador rural

    O projeto 715/2023 surgiu para resolver um paradoxo histórico: quem mais labuta no campo é quem menos recebe. Muitos safristas evitam contratos formais por medo de perder benefícios sociais, como o Bolsa Família, mesmo que isso implique em direitos trabalhistas básicos — como férias, 13º salário e FGTS. Com o veto, a situação permanece inalterada, mantendo um ciclo de informalidade que afeta milhões de famílias rurais.

  • Conab projeta novo recorde: safra 2025/26 deve superar 358 milhões de toneladas de grãos

    Conab projeta novo recorde: safra 2025/26 deve superar 358 milhões de toneladas de grãos

    Soja lidera crescimento com 8,8 milhões de toneladas a mais que em 2024/25

    A soja se consolida como o motor da produção nacional, com previsão de colheita de 180,3 milhões de toneladas — um salto de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior. A cultura, com colheita praticamente finalizada, responde por quase metade do volume total projetado, enquanto o milho de primeira safra também contribui significativamente para o avanço da safra.

    Área cultivada atinge 83,5 milhões de hectares, impulsionada por clima favorável

    O aumento de 1,8% na produção — equivalente a 6,4 milhões de toneladas a mais — é resultado direto da expansão de 2,3% na área plantada, totalizando 83,5 milhões de hectares. A produtividade média nacional deve alcançar 4.295 kg/ha, reflexo de condições climáticas estáveis em regiões-chave, como o Centro-Oeste e o Sul.

    Impacto na segurança alimentar e mercado internacional

    O recorde projetado reforça o Brasil como protagonista global no agronegócio, com potencial de ampliar suas exportações em 2026. Analistas destacam que, além de suprir a demanda interna, o excedente deve pressionar os preços das commodities em mercados internacionais, especialmente em um cenário de estoques apertados em países produtores concorrentes.

  • Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas receita cai 16% no mesmo período

    Exportações de café do Brasil crescem 3,6% em maio, mas receita cai 16% no mesmo período

    O Brasil fechou maio de 2026 com um volume de exportações de café que cresceu 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, totalizando 3,089 milhões de sacas de 60 kg, conforme o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). No entanto, a receita cambial gerada encolheu 16%, somando US$ 1,050 bilhão no mês passado.

    Safra em transição: canéforas lideram embarques, enquanto arábicas ganham fôlego

    A leve alta no volume reflete a entrada de cafés colhidos ainda em 2026, especialmente os grãos da espécie canéfora (robusta e conilon). A expectativa é que os arábicas, principal variedade cultivada no país, comecem a ganhar volume nos embarques a partir do segundo semestre, quando a colheita atinge seu pico.

    Acumulado do ano safra 2025/2026 mostra queda expressiva em volume e receita

    Nos primeiros 11 meses do ano safra em curso (julho/2025 a maio/2026), o Brasil exportou 35,373 milhões de sacas, gerando US$ 13,612 bilhões. Os números representam recuos de 17,7% em volume e 0,7% em receita na comparação com o mesmo período do ano safra anterior (2024/2025). No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o declínio é ainda mais acentuado: queda de 12,4% em volume (14,745 milhões de sacas contra 16,82 milhões no mesmo período de 2025).

    Pressão financeira no campo acende sinal de alerta no agronegócio

    A combinação de volumes menores e receitas em queda, mesmo com a alta pontual em maio, reforça a vulnerabilidade do setor cafeeiro. Produtores enfrentam custos crescentes de produção, enquanto os preços internacionais seguem voláteis. Analistas do setor destacam que a recuperação dependerá não apenas da produtividade das safras futuras, mas também de fatores macroeconômicos, como a valorização do real frente ao dólar e a demanda global por commodities.

  • Armazenagem agrícola brasileira bate recorde: 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025

    Armazenagem agrícola brasileira bate recorde: 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025

    Expansão modesta mas significativa em meio a desafios estruturais

    Na data de referência de hoje (11/06/2026), dados do segundo semestre de 2025 revelam que a capacidade útil de armazenagem agrícola no Brasil alcançou 233,8 milhões de toneladas, um crescimento de 1,1% em relação ao primeiro semestre daquele ano. O número de estabelecimentos ativos na pesquisa subiu para 9.668 unidades — alta de 0,5%, mas ainda insuficiente para atender à demanda crescente do setor.

    Regionalização: Norte lidera crescimento, Sul recua

    Enquanto a Região Norte expandiu sua capacidade em 4,7% (o maior avanço nacional), o Sul foi o único a registrar queda no número de unidades armazenadoras. O Nordeste (+1,9%), Sudeste (+1,5%) e Centro-Oeste (+0,3%) completam o cenário, sinalizando uma distribuição desigual dos investimentos — reflexo de políticas públicas e demanda local.

    Estoques estratégicos: milho lidera, mas soja e trigo pressionam

    Dos cinco principais produtos monitorados em 31 de dezembro de 2025, o milho responde por 22,8 milhões de toneladas estocadas (43% do total monitorado), seguido pela soja (7,3 milhões) e trigo (6,0 milhões). Arroz e café somam 3,7 milhões de toneladas, mas juntos representam menos de 10% do volume total — um indício de priorização de commodities de exportação.

    Agro e geopolítica: por que Japão, EUA e Europa também se beneficiam

    A capacidade brasileira não atende apenas ao mercado interno. Com a safra recorde de 2025, o país se tornou peça-chave em negociações internacionais, especialmente durante a Copa do Mundo daquele ano. A logística de armazenagem, no entanto, segue como ponto crítico: gargalos na colheita e escoamento podem custar bilhões em negócios, como demonstrado pela convergência entre o agro brasileiro e os interesses de potências como Japão, EUA e Europa.

  • Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Leapmotor acelera expansão no Brasil: 26 estados até 2026 com novo concessionário a cada 3 dias

    Expansão recorde: um novo ponto de venda a cada 72 horas

    A Leapmotor, fabricante chinesa que chegou ao Brasil recentemente, anunciou nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, uma meta ambiciosa: inaugurar pelo menos um novo concessionário a cada três dias até julho de 2026. Caso cumpra o cronograma, a marca — hoje presente em 38 pontos de venda — mais do que dobrará sua rede até o fim do ano, alcançando todos os estados brasileiros e o Distrito Federal. A estratégia reflete a aposta da empresa em consolidar sua presença no maior mercado automotivo da América Latina.

    Sinergia com a Stellantis: logística e produção nacional

    A Leapmotor não atua sozinha no Brasil. Como parte do conglomerado Stellantis — que engloba marcas como Jeep, Fiat e Ram —, a chinesa se beneficia da extensa rede de distribuição da controladora, incluindo centros de peças e a futura fábrica de Goiana (PE), onde atualmente são produzidos veículos como a Jeep Renegade, Fiat Toro e Ram Rampage. A planta pernambucana será strategicamente importante: será o primeiro local a fabricar modelos da Leapmotor no país, alinhando-se ao plano de expansão regional.

    Tecnologia em foco: REEV e modelos para 2026

    Os principais lançamentos da Leapmotor no Brasil incluem o B10, um SUV médio, e o C10, SUV de porte médio-grande já comercializado desde meados de 2025 no mercado chinês. Este último se destaca por sua tecnologia REEV (Range-Extended Electric Vehicle), que combina motor elétrico com um extensor de autonomia a combustão — inicialmente a gasolina, mas com previsão de versão flexível ainda sem data definida. A estratégia tecnológica da marca busca equilibrar inovação e adaptabilidade ao consumidor brasileiro, um mercado cada vez mais exigente por soluções sustentáveis e versáteis.

    Consequências: competição acirrada no segmento elétrico

    A chegada da Leapmotor ao Brasil intensifica a disputa no setor de veículos elétricos e híbridos, dominado até então por marcas como BYD, Volvo e Caoa Chery. Com preços competitivos e parcerias estratégicas — como a Stellantis —, a chinesa pode forçar uma reação das concorrentes, especialmente em um cenário onde a demanda por carros com menor emissão de carbono cresce, mas ainda enfrenta desafios como a infraestrutura de carregamento e a resistência dos consumidores à transição energética. O sucesso da expansão dependerá não apenas do ritmo de inaugurações, mas também da capacidade da marca de conquistar a confiança do mercado brasileiro.

  • Geely EX5 abandona tração dianteira e ganha motor de 333 cv com LiDAR na China — entenda as mudanças

    Geely EX5 abandona tração dianteira e ganha motor de 333 cv com LiDAR na China — entenda as mudanças

    Motorização mais potente e mudança para tração traseira

    O Geely EX5, comercializado na China como Galaxy E5, acaba de receber uma atualização significativa que redefine seu conjunto elétrico. O novo motor entrega 333 cv, um salto de 23% em relação à versão anterior, e adota a configuração de tração traseira — modelo inédito no Brasil, onde o SUV elétrico era oferecido apenas com tração dianteira. A decisão reflete uma tendência do mercado chinês, que prioriza desempenho e comportamento de condução mais esportivo.

    Tecnologia embarcada: LiDAR e semi-autonomia

    Além do aumento de potência, a versão atualizada chega com um sensor LiDAR posicionado no teto, responsável por alimentar o sistema de condução semi-autônoma G-Pilot H5. A tecnologia promete maior precisão em manobras e auxílio em rodovias, alinhando-se ao avanço dos veículos elétricos chineses rumo à autonomia nível 2+. A inclusão do LiDAR também reforça a aposta da Geely em soluções de segurança ativa, um diferencial em um segmento cada vez mais competitivo.

    Design e segurança: o fim das maçanetas embutidas

    A atualização traz ainda mudanças no visual, como um para-choque redesenhado e um discreto alongamento do SUV (estimado em poucos centímetros). A alteração mais controversa, porém, é o retorno das maçanetas tradicionais em detrimento dos botões sensíveis ao toque — uma decisão impulsionada por novas regulamentações chinesas de segurança, que exigem maior clareza nos mecanismos de abertura das portas em casos de emergência.

    Impacto no Brasil: o que muda para os consumidores?

    Embora o Geely EX5 não seja produzido no Brasil, a atualização na China serve como termômetro para futuras versões globais. A tração traseira e o motor mais potente podem influenciar a próxima geração do modelo, que já é um dos elétricos mais vendidos no país. Enquanto isso, os brasileiros seguem dependentes da versão atual, que mantém a configuração de tração dianteira e 272 cv de potência. A chegada do LiDAR, contudo, abre discussão sobre quando a tecnologia será incorporada aos veículos nacionais.

  • Fórum na Fenagen debate como genética e rastreabilidade impulsionam a produção de terneiros no Brasil

    Fórum na Fenagen debate como genética e rastreabilidade impulsionam a produção de terneiros no Brasil

    A produção de terneiros de qualidade será o epicentro do debate no Fórum Promebo na Prática, evento integrante da 3ª Feira Nacional de Genética Promebo – Fenagen, marcada para ocorrer entre 1º e 4 de julho de 2026 na sede da Associação Rural de Pelotas (RS). Organizado pela Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), o encontro promete reunir técnicos, produtores e pesquisadores para analisar o papel da genética na transformação da pecuária de corte brasileira, com foco em eficiência produtiva e competitividade.

    Genética como pilar da pecuária moderna: desafios e oportunidades

    O fórum, que terá sua programação concentrada na manhã do dia 1° de julho, abordará temas estratégicos para a cadeia produtiva. Entre os destaques, a palestra sobre padronização e produção de terneiros, ministrada por Jacques Brasil de Souza, presidente da Associação dos Núcleos de Terneiros de Corte, promete esclarecer como a seleção genética pode reduzir custos e aumentar a produtividade dos rebanhos. Além disso, o evento debaterá o mercado de exportação de terneiros, um nicho em expansão que exige animais geneticamente superiores e rastreáveis.

    Rastreabilidade obrigatória no RS: o que muda para os produtores

    Outro ponto crítico do evento será a discussão sobre a rastreabilidade bovina, que se tornará obrigatória no Rio Grande do Sul ainda em 2026. A medida, que visa garantir a qualidade da carne e atender às exigências de mercados internacionais, será detalhada por especialistas durante o fórum. A implementação dessa política exigirá dos pecuaristas adaptações nos sistemas de gestão, com potencial impacto nos custos e na logística das propriedades.

    Demonstrações práticas: da teoria à aplicação no campo

    Além das palestras, o Fórum Promebo na Prática oferecerá demonstrações de campo que mostrarão na prática como o melhoramento genético pode ser aplicado em diferentes sistemas de produção. Produtores terão a oportunidade de interagir com tecnologias inovadoras e técnicas de manejo que já estão transformando rebanhos em propriedades brasileiras. O evento reforça a ANC como protagonista na disseminação de boas práticas para a pecuária de corte, consolidando a Fenagen como um dos principais espaços de inovação genética do país.

  • Crédito rural a 3% ao ano: ConsulttAgro viabiliza R$ 700 milhões e revoluciona o agro com juros baixos e planejamento

    Crédito rural a 3% ao ano: ConsulttAgro viabiliza R$ 700 milhões e revoluciona o agro com juros baixos e planejamento

    O desafio do crédito rural no Brasil em 2026

    O acesso ao crédito rural nunca foi tão complexo no Brasil. Com juros elevados, bancos mais seletivos e um cenário de incertezas econômicas, produtores rurais enfrentam um duplo desafio: captar recursos e evitar endividamento excessivo. Segundo dados do Banco Central, as taxas médias para financiamento no campo ultrapassam os 10% ao ano, pressionando pequenos e médios produtores.

    Como a ConsulttAgro quebra o paradigma

    A ConsulttAgro surge como uma alternativa nesse contexto, oferecendo linhas de crédito a partir de 3% ao ano — uma das menores taxas do mercado — e prazos estendidos de até 15 anos. Até junho de 2026, a empresa já viabilizou mais de R$ 700 milhões em operações, focando não apenas na concessão de recursos, mas na estruturação de um plano financeiro personalizado para cada produtor.

    Mais do que dinheiro: consultoria como diferencial

    Para o sócio-fundador da ConsulttAgro, a diferença está na análise técnica. ‘Não adianta oferecer crédito barato se o produtor não tem clareza sobre como pagar’, explica. A consultoria atua em três frentes: mapeamento das melhores linhas disponíveis, estruturação de garantias e planejamento de fluxo de caixa. Em 2025, por exemplo, a empresa ajudou uma cooperativa de soja em Mato Grosso a reduzir sua taxa de juros em 4 pontos percentuais ao ano, graças à renegociação com bancos públicos.

    Impacto no campo: modernização e sustentabilidade

    Os recursos captados via ConsulttAgro têm sido direcionados majoritariamente para investimentos em tecnologia e sustentabilidade. Dos R$ 700 milhões intermediados, 60% foram para aquisição de máquinas agrícolas modernas, 25% para sistemas de irrigação eficiente e 15% para certificações ambientais — como o selo de carbono neutro. ‘O crédito barato é um facilitador, mas o real impacto está na capacidade de inovar e se adaptar às demandas do mercado global’, afirma o executivo.